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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Parabéns, Médicos! - por Adir Vieira

Dia 18 de outubro foi dia do médico e diante do caos em que se encontram os hospitais no Brasil, me sinto bafejada pela sorte, tendo em minha família e muito próximas de mim duas médicas, minhas irmãs mais novas.
Com especialidades diferentes, como diferentes personalidades que são, cada uma cumpre o seu papel com esmero e seriedade, dando a toda família a segurança tão necessária, nesse momento em que carecemos de ter perto de nós pessoas que nos esclareçam dos males comuns a todos, sem estardalhaços.
Nesse caminho de experiências com a própria família, ambas demonstraram excelente qualidade técnica e sobretudo o equilíbrio para nos deixar tranquilos no infortúnio.
Lembro das duas, na época da formação, onde, dentro de casa, vivíamos esbarrando em ossos e crânios de gesso e, se acordávamos durante a noite, sempre víamos em cima da mesa um grande volume aberto naquelas fotos horrendas, nos mostrando como somos por dentro. Acho que veio daí minha ojeriza por jalecos brancos. Fazendo parte de uma família não abastada, sabemos de todas as dificuldades de ambas para seguir seu caminho.
Hoje parabenizo as duas, com meu carinho e meu reconhecimento e, sobretudo, com o meu orgulho pelo que são.



Visitem Adir Vieira
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domingo, 20 de outubro de 2013

Folhetim da Periferia - por Vicenzo Raphaello (Erótico)

Odete no telefone.
- Vem ele acabou de sair, tá indo pra Nova Iguaçu, só volta à noite.
Lá vai ele apressado, foi uma sorte reencontrar aquela mulherão após tantos anos, era o tipo da gostosona, seios fartos, cintura quase fina e a bunda, que bunda, bunda de tanajura, que esconde, lá, uma aranha que quando se agita é loucura só.
Ele estava em casa sem nada fazer, na verdade pouco fazia, vivia de um bico aqui outro ali, mas mais de pequenos golpes em cima de mulherada já mais pra lá do que pra cá. Michê de periferia.
Odete ainda menina mostrava curiosidade por aquilo que os meninos tinham pendurados entre as pernas, divertia-se em brincar com os escondidinhos que cresciam quando neles tocava, aprendera desde cedo a gostar de sentir a excitação que provocava na molecada, aquele calor e sabor na sua boca e a esguichada que vinha depois era divertido.
Crescera, agora galhinhona do pedaço, vivia cercada de marmanjos, mas casamento nem pensar, era mulher falada.
Temperamento alegre, despachada, adorava dançar, vez ou outra ia a um salão de baile onde era soberana, faziam fila para com ela dançar, divertia-se vendo o sufoco de seus parceiros para disfarçar o volume que crescia sob as calças, era o sucesso do pedaço.
Fora ali que conheceu Orestes, sujeito tímido já nos seus cinquenta e tantos, dono de uma calvície precoce que lhe acentuava a idade, esguio com um início de uma barriga a avolumar sob a camisa. Funcionário público concursado, cheio de mesuras e gentilezas, próprias de quem passara a vida submisso para manter o cargo, assistente do chefe de gabinete, “o faz tudo”.
Homem só, viera da Bahia, parentes não tinha, amigos eram poucos, conhecidos na verdade, mulheres só aquelas do trabalho, mantinha-se distante e respeitoso, apesar de pensar em algumas quando aliviava-se com uma Playboy na mão, era virgem aos cinquenta.
Seu prazer estava nos bailes dos sábados, lá num salão da Cinelândia, sentado na mesa da pista ficava a olhar os pares dançando, na expectativa de ser convidado para uma rodada, era uma espera permanente.
Até que surgiu Odete que, despachada, tirou o solitário para uma dança, foi encanto na primeira roçada, Orestes vermelho não conseguiu esconder a excitação e a mancha que crescia na calça, Odete divertida provocava mais.
Foi o passo para ela juntar suas coisas e morar com ele, ganhou estabilidade, perderam-se as revistas. Orestes, limitado por seus pudores e respeitos, não avançava mais do que o papai e mamãe, Odete, conformada, era o receptáculo daquela relação.
Daí, foi um passo para ela reencontrar o Edu de outros tempos, e conversa vai conversa vem acabaram atracando-se na cama do Orestes, durante o expediente do infeliz.
- Amor, hoje vou até Nova Iguaçu, volto tarde.
- Tá, vai com cuidado.
Ele sai, ela pega o telefone.
- Vem rápido, ele viajou e volta tarde, temos mais tempo.
Edu chega apressado, Odete o espera vestindo uma camisola que nada cobria, despertando fogo no garanhão, aos beijos e apertos vão para o quarto, iniciando uma luta fingida dele querer a tanajura e ela negaceando.
Entre mordidas, chupões, tapas e gemidos ele pede:
- Me dá a tanajura.
- Só se você pagar.
- Pago, pago, mas dá logo.
- Quanto?
- Não me atice, a vara vai estourar.
Silêncio.
Escutam a porta do apartamento se abrir.
- Melou, disse ela, num pulo fecha a porta do quarto.
- Du, pega tua calça e pula a janela.
- Queridaaa tô aqui, esqueci um documento.
- Ô Odete são dois andares, diz ele indeciso sentado no peitoril da janela com a calça e sapatos nas mãos.
- Pula rápido, e dando um tranco, o infeliz despachado é dois pisos abaixo.
- Amor acorda, abre a porta.
- Ai, ai quebrei a perna, fica o outro gemendo se arrastando tentando se recompor com as roupas que caíram com ele.
- Ô amor te acordei, mas era preciso, meu documento ficou aqui.
- Ai, ai vem o gemido lá do pátio.
- Odete, tem alguém gemendo lá no pátio.
- É o gato da vizinha, deixa pra lá.
- Ai, ai, huummm como dói.
- Odete gato não fala, diz ele indo em direção à janela. Odete tem um homem com a perna quebrada, vou lá.
- Esquece, olha teu documento aí, e vai senão você perde o ônibus.
Orestes sai do quarto e vai ao pátio.
- O que aconteceu? Posso ajudar?
- Sim, diz o quebrado, pega lá meu sapato e me ajuda aqui, aquela tanajura do segundo me empurrou da janela pra escapar do flagra do corno do marido, que chegou na hora errada.
Orestes, lívido, cerra os punhos e manda uma porrada quebrando as fuças daquele já estropiado. Arrasado sobe, encontra Odete aos prantos sobre a cama.
- Sua vadia porque? Com o cinto nas mãos parte para cima dela e no seu descontrole Odete descobre o homem que se escondera por tantos anos atrás dos seus preconceitos e respeitos, entre xingamentos, cintadas e bofetadas segura as pernas da tanajura levando os joelhos até os seios, expondo aquele escuro marisco como nunca antes houvera visto. Come-o por traz, pela frente, enfia onde enfiar ele podia, em pé ela ajoelhada é obrigada a sugar toda a raiva que vinha daquele frustração.
Exaurido, Orestes ajoelha-se e chora abraçado em Odete que não chora mais.
A viagem ele perdeu.
Odete alegria ganhou.
Edu coxo ficou.

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sábado, 19 de outubro de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Nossa alma é besouro ávido pela liberdade ampla.
A janela envidraçada da ignorância, que parece não existir, é que a retém, prende, limita, frustra ao mesmo tempo que a convence de que já está livre.
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Fazendo a Minha Tarefa... - por Adir Vieira

Ainda agora saboreio a alegria de vê-la trabalhando, tão menina, num projeto que era meu, açambarcado por ela.
Percebo a genética da família presente em todos os seus atos, tão pequenina.
Vejo o cuidado com que organiza as caixas de doces e as dispõe, sozinha, por sobre a bancada, numa ordem, segundo ela, que impeça a quebra dos doces mais delicados, se colocados nos saquinhos embaixo da bananada grande e pesada. Vejo sua percepção inteligente quando evidenciando que comprei apenas um quilo de balas sortidas e deveria contá-las antes do ensacamento, para saber quantas poria em cada saco.
Vejo suas mãos pequenas e ágeis, numa calma sem fim, enchendo um a um todos os sacos de doces. Já no centésimo, ia como uma autômata, numa ordem fremente até ajeitar a grande maria-mole, sua predileção.
Expliquei que “dar doces em homenagem a São Cosme e Damião”, mesmo fora do dia original e, principalmente com tanta dedicação de sua parte, permitia que ela fizesse um pedido em troca.
Imediatamente lembrou que como não gostava muito de ficar sentada estudando, os santos bem que poderiam ajudá-la a fazer as provas.
Vejo sua alegria no término da tarefa quando, com os olhinhos brilhando, me pede para separar quatro saquinhos para os amiguinhos diletos.
Essa é ela, minha sobrinha querida. Luz de nossas vidas!



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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Florbela Espanca “Da Minha Janela” - Citada por Alba Vieira


Mar alto! Ondas quebradas e vencidas
Num soluçar aflito, murmurado...
Voo de gaivotas, leve, imaculado,
Como neves nos píncaros nascidas!

Sol! Ave a tombar, asas já feridas,
Batendo ainda num arfar pausado...
Ó meu doce poente torturado
Rezo-te em mim, chorando, mãos erguidas!

Meu verso de Samain cheio de graça,
Inda não és clarão já és luar
Um branco lilás que se desfaça!

Amor! Teu coração trago-o no peito...
Pulsa dentro de mim como este mar
Num beijo eterno, assim, nunca desfeito!...



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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Mais uma poesia de Alba que é absolutamente delicada, bela e sensível! Amei demais esta poesia!
Parabéns, Alba!



TEUS OLHOS
(ALBA VIEIRA)

Teus olhos me veem
Teus olhos me vêm sempre à mente
Teus olhos me guardam
Teus olhos não mentem
Teus olhos faróis
Me guiam silentes



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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

mahler e eu - por Cármino Caramello


acordei com vontade de fumar
os cigarros dos meus pais
que eles nunca fumaram
e de agradecê-los por fumarem
sua vida inteira

eles não estão
e os cinzeiros estão espalhados pela casa
então não há problemas
vou jogar na privada
e vai estar tudo bem

eu acendo o primeiro
e vou fumando com prazer
mentalmente
trago por trago

enquanto mahler
me adverte
na ausência deles
polidamente
como se soubesse
lidar comigo

e você sabe que banheiros
são ótimos lugares
para refletir
relaxar
resfriar-se
e conversar

logo mahler
me acompanha
entusiasmado
ele havia parado
mas não há problema
estamos falando
de assuntos corriqueiros

e é impressionante
como duas pessoas lúcidas
podem se comunicar
com tanta objetividade
que é quase fluído

eu conto pra ele
que o filtro é feito de nuvem
e que foi um amigo nosso
que está perdendo os cabelos como ele
que me disse isso

quando paro
e olho para frente
vejo mahler
fumando minha mãe
no mesmo instante
abaixo os olhos
e vejo o meu pai-cigarro
queimando em minha boca

eu lembro-o
de cuidar do coração
e sugiro
que não demoremos muito mais
se senão nos atrasaremos
ele consente
e depois de mais um pouco de conversa
se despedi

em seguida
eu dou descarga

Para: Minha Menina - por cleo.nefertiti

Talvez essa possa ser minha última carta, me desculpe pelo drama mas as coisas estão muito difíceis por aqui sem você. Eu lhe disse que não iria agüentar muito longe de casa.
Os campos já estão preparados e os soldados estão prontos para o combate, não queria estar aqui mas sim com você naquele antigo farol que nos acompanhou até minha partida, não quero que chore pois suas lágrimas só me fazem sofrer ainda mais, eu as sinto em meu coração.
Não sei se será nossa última baralha ou a primeira esperança de eu voltar para seus braços, minha querida. Acordo pensando em você, durmo imaginando como estará nessa casa fria me esperando. Saiba que se eu sair dessa vou te levar aquele parque que tanto sonha ir, faremos um piquenique e farei aquela geléia que tanto ama…

Fiz aquilo, uma coisa que nem imagina… É isso mesmo, fiz uma tatuagem em sua honra… Um amigo daqui me ajudou te desenhei em mim para que todos saibam que meu coração será sempre seu… Sempre… Sempre… Vou colocá-lo nesta carta, então quanto chegar até você e as letras estiverem pulsando não se assuste é só meu coração que está nestas…

Você lembra de nossa musica? A ouço todo o tempo, pois sei que faz o mesmo… A música do nosso primeiro beijo, embaixo daquele grande farol… Você não parava de cantarolar:

Se eu o beijar onde está machucado,
Se eu o beijar onde está machucado,
Você se sentirá melhor, melhor, melhor?
Você vai sentir alguma coisa mesmo?
Você se sentirá melhor, melhor, melhor?
Você vai sentir alguma coisa mesmo?

Nunca vou esquecer… E quando sobreviver cobrarei cada beijo que me prometeu…

Cada bomba que estoura em meus ouvidos parece a certeza de que nunca mais vou lhe encontrar… tenho tanto medo de lhe perder, todo esse tempo que esperei para lhe conquistar e saber que posso te perder em poucos segundos… Não quero mais brincar de soldadinho de chumbo, mas sim de vida real… Ha!! Como quero sentir algo real não apenas ilusões… Sim. Algo real com você minha doce menina…

TE AMO!

Jonn Spektor

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Epitáfio - por Clarice A.

Estou indo mais uma vez
Não sei quantas terei que voltar
Só não posso esquecer a lição
Nas próximas, mais cuidar, louvar e amar
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Lobo do Mar - por Casé Uchôa

Nos portos que conheci
Deixei pedaços de mim
Lembranças que trago agora
Dos dias que já vivi

Verões que não voltam mais
Trovões que não mais ecoam
Saudades de cada cais
Gaivotas que já não voam

Espectros do que eu fui
Visitam-me a cada noite
Remorso que me possui
Carrasco com seu açoite

E o velho lobo do mar
Não resistiu à lembrança
E voltou a navegar
Alimentando a esperança
De encontrar pela frente
Trovão, raio, tempestade
Onda gigante, naufrágio…
A morte é melhor que a saudade.

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As Voltas do Meu Coração - por Carol Conrado

As Voltas do Meu Coração - Fanny Abramovich


“As voltas do meu coração
um livro que conta a história de duas amigas que se reencontram depois de décadas e uma delas passa por experiências incríveis na época da ditadura.”



E você? Que livro deseja comentar aqui?
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A Vida... - por Carlos Oliveira

A vida é tão efêmera que num breve piscar de olhos nossas pálpebras podem se cerrar para sempre e apenas passarmos a enxergar com a verdadeira energia que movimenta o universo: o amor.

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Avidez - por Camila Oliveira

Quando acordou a noite
O corpo dele ao seu lado jazia,
Respirou fundo,
Berrou alto,
Tocou-o,
Beijou a boca fria.

Correu muito,
Tropeçou no escuro,
Levantou, andou rápido,
Procurou muro.

Chorou ardente,
Ouviu polícia,
Desejou mais uma vez,
Ter dele a carícia.

Choveram perguntas,
Nenhuma tinha explicação,
Ela disse: - Não tenho culpa,
Devolvam meu coração.

Amarraram-na;
Gritando: - Mentira, louca,
Estapearam-lhe a cara,
Taparam sua boca.

- Por que não me deixam tocá-lo?
Não quero seu corpo,
Entregue-me sua personalidade,
Reanime-o, quero sua vivacidade!

- Faça suas contas de matemática;
Mas volte para mim,
Então, vocês, não me deixem sozinha,
Ou chegará meu fim.

Olhos vermelhos,
Eram doentios,
Ninguém a impediria de matar,
De deixar outros lábios frios.

Perguntou-se novamente:
- Que monstro agora sou eu?
Olharam-na diretamente,
Estavam com medo do que aconteceu.

Ela quis sentir o gosto,
De viver eternamente,
Mesmo que a morte simplesmente,
Doesse a carne, mas aliviasse o coração.

Ouviu-se gritar novamente,
Era a dor da carne humana,
Mas a dor era profana,
Daquela vida esvaída no chão.




Visitem Camila Oliveira
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Mais do Novo - por Cacá

“Um país se faz com homens e livros.”
(Monteiro Lobato)
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.......Deixem-me fazer aqui uma propaganda: submetemo-nos diariamente a todo o tipo de publicidade possível, imaginável, apelativa, abominável, insuportável, condenável, massificante, coisificante e inútil.
.......Será que só conseguimos nos sentir bem e felizes através do consumo de bens materiais? Não conta a alma, a satisfação que não precisa de enfeites, de ostentação?
.......Pois bem, o produto que eu quero disseminar aqui se chama leitura. Especialmente de livros. Toda leitura é bem-vinda, ensina, inclusive, o discernimento daquilo que é bom do que não é. Do agradável ou não. Da leitura que soa como música sem ruído. Afora o aprendizado, sem dizer o prazer que proporciona. Eu gostaria que esse comercial tivesse o efeito que provoca o de um sorvete, de um chocolate, de uma cerveja, de um belo vestido, de um carro novo. Mas esse efeito tem um probleminha: não é palpável, não é degustado com a boca. Ele é que toca a gente. Nos olhos, na mente e no coração.
.......Eu poderia fazer como se faz na publicidade que fazem dos bens que podemos ter, argumentando com os benefícios de uma televisão, da satisfação com uma comida pré-pronta, de uma escova que alisa os cabelos. Mas o argumento já está dentro das palavras, das letras, das histórias. Só lendo para perceber num curto espaço de tempo a diferença que se opera em nossa vida. Ao passo que os bens materiais, se vão, se desgastam, enjoam ou não preenchem de modo duradouro aquele desejo que tanto ansiávamos. Talvez até um pouco e por pouco tempo, fazendo-nos inclusive a desejar mais, cada vez mais para no final, não trazerem o preenchimento de uma lacuna que não está na aparência física, não está num cômodo da casa. Está dentro da alma.
.......Se for dar um presente ao seu filho ou filha, não deixe de fazê-lo para que não se frustre. Criança precisa de brincar. Mas dê um mais baratinho e inclua um livro com o troco. Se ele torcer a cara, pode ser que destorça mais tarde, com um sorriso iluminado. Se for para amigos ou parentes, não hesite um minuto.
.......E o mote final seria assim: Livros são como árvores. Plante a sua no jardim do coração de quem você gosta.

Visitem Cacá
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terça-feira, 8 de outubro de 2013

domingo, 6 de outubro de 2013

Bruna Lombardi em “Transgressão” - Citada por Penélope Charmosa

oceanos onde possamos navegar, partir, tornar a voltar
muitas fronteiras, novos horizontes
em que nada se limite aos poucos sentidos
nem se restrinja a moralidades, a códigos
a crenças e princípios
nem se submeta a leis, homens, governos
lugares comuns, discursos e ismos
nem se afogue em mitos, lendas, ideologias.

Nada dessa raça de indivíduos com pés, hábitos, lágrimas, valores
e mãos vazias tentando agarrar um inatingível deus
tentando se esconder nas suas vestes
se desculpar na sua misericórdia
com oferendas, rituais e sacrifícios e toda essa farsa.

Um lugar onde se fosse ao fim das coisas
se penetrasse em cada uma delas até sugar-lhe o bagaço
até chupar-lhe as vísceras
sem medo algum, sem bloqueio, sem barreiras
construídas pelas seitas e tabus.

Continentes onde a fúria natural jorrasse livre
sem que se paralise o pensamento
onde se ouse a ação, o grito, a loucura, o drama,
a gargalhada exploda em milhões de átomos e estrelas e uivos
de animais e agonias de angústia medonha e longa
como a noite dos tempos,
a paixão desenfreada, a dança.

Que desmorone nas pessoas esse comportamento adquirido
condicionado, esses costumes de cultos formais
a obrigação, a disciplina
essa pontualidade com a vida
essas mentiras todas herdadas,
impostas, aceitas.

Que se dissolva tudo. Que tudo escorra
nos canais de irrigação.
Que sejam os desejos insensatos e os vôos sublimes.
Que sejam as cores, luzes, o som, o cheiro, o gosto, os poros sexuados.
Que fluam o sêmen, o sangue, os rios, a urina e as palavras.
Que se restaure toda a verdade
tudo o que carrega o tempo e a gênese.
Que tudo se purifique até alcançar
o significado obsceno do êxtase.



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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sábado, 5 de outubro de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Peça e Será Atendido, de Esther Hicks & Jerry Hicks - por Alexandre





O que eu gostei neste livro é que ele complementa o que se sabe sobre a Lei da Atração: somos informados que não basta pensar no que é desejado mas precisamos permitir que isto entre em nossa experiência de vida. E ainda tomamos consciência da importância dos nossos sentimentos na criação, e que para criarmos ótimas experiências precisamos estar sintonizados com o Bem-estar.
Em resumo, para aqueles que leram "O Segredo", livro pioneiro no assunto neste terceiro milênio, vão encontrar um livro riquíssimo em detalhes importantes sobre a Lei da Atração e técnicas práticas para te auxiliar em suas criações.
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Mário Quintana e a Poesia - Citado por Penélope Charmosa

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Poesia não é a gente tentar em vão trepar pelas paredes, como se vê em tanto louco aí: poesia é trepar mesmo pelas paredes.



In “Do Caderno H”
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