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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




domingo, 26 de fevereiro de 2012

Margaridas - por vestivermelho


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Elas me olhavam suaves
como se quisessem mostrar-me
o carinho que receberam
das mãos que as apanharam
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Eugênio Bucci nos conta que “Lampião é macho, macho por despacho” - Enviado por Ana

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Difícil saber o feminino do cangaceiro Lampião. Será Lampiã? Lampioa? Ou será Lamparina? Existe o feminino de Lampião? Difícil saber, mortalmente difícil. E muito perigoso. Se especularmos por essa vereda escorregadia, alguém poderá se abespinhar e dizer que está em curso uma heresia contra o legado másculo do legendário bandido. Portanto, não lhe duvidamos da masculinidade. Fica decidido que Lampião não tem feminino, é macheza pura.
Mesmo assim, mesmo afirmando a macheza, temos aqui um problema de gênero. Não um problema do homem chamado Lampião, por favor, que este se encontra acima das suspeitas. Nosso problema de gênero diz respeito ao vernáculo: nem todos os substantivos, infelizmente, são do gênero masculino, de sorte que fica inviável defender a macheza do Rei do Cangaço sem o auxílio de palavras femininas. Macheza é substantivo feminino. Virilidade também é palavra fêmea. Hombridade, valentia, todos vocábulos femininos. Vai soar como provocação, mas a língua embaralha o feminino e o masculino, a maldita. Fazer o quê? Talvez ela não esteja à altura de descrever o destemido cangaceiro, encarnado pelo pernambucano Virgulino Ferreira da Silva (1897-1938). Ele, sim, não tinha nada que fosse emasculado; não há de ter tido, nunca, jamais, uma “porção mulher”, para adotar aqui a expressão consagrada pelo cancioneiro.
E que ninguém discuta. Cumpra-se. Foi assim que a Justiça decidiu. Foi assim que despachou o juiz Aldo Albuquerque, da 7ª Vara Cível de Aracaju, Sergipe, há pouco mais de uma semana, ao proibir a publicação e a comercialização do livro “Lampião - o Mata Sete”, de autoria de Pedro de Morais, em atendimento ao pedido da família do temível Virgulino. A família se declarou ofendida porque, na obra, Virgulino aparece como homossexual. Não é só. Ele teria sido um marido traído, uma vez que sua companheira, Maria Bonita, teria sucumbido ao adultério nos braços de um sujeito do mesmo bando, de nome Luiz Pedro. E mais: com suas perneiras de couro enfeitado, seu paletó azul e sua testeira salpicada de medalhinhas, o próprio Virgulino caiu de amores pelo mesmo Luiz Pedro.
Aí também não dá, raclamaram em juízo os descendentes. Os historiadores podem dizer à vontade que Lampião estuprava garotas indefesas, que lhes marcava o rosto com ferro quente, que sangrava lentamente os desafetos, cravando-lhes o punhal entre a clavícula e o pescoço. Podem dizer que ele castrava seus reféns, que arrancava olhos, línguas e orelhas. Até aí, não se vê ofensa nenhuma. Mas essa conversa de triângulo amoroso com pitadas homoeróticas, essa sim, ultraja a honra familiar. Por isso, os familiares pleitearam a censura, que chegou veloz e escura, feito uma peixeira noturna.
No livro proibido, Virgulino é gay. Nada disso! Ele só pode estuprar as indefesas e castrar os desafetos...
O episódio parece uma crônica dos costumes, mas é sério. Embora o processo ainda admita recursos – a proibição do livro já começou a ser contestada na semana que passou –, o que temos aí não é uma peça meramente cômica, mas um caso de veto à expressão do pensamento. Sem trocadilho, esse veto ao pensamento deveria nos fazer pensar um pouco mais. De que honra, afinal, nós estamos falando aqui? Há tempos, na canção “Pecado original”, Caetano Veloso cravou uma de suas boas verdades: “A gente não sabe o lugar certo de colocar o desejo”. Pois será que sabemos o lugar certo de colocar a honra?
Eis aí outra indagação difícil, moralmente difícil, além de muito perigosa. Esse conceito, o do macho viril, guarda um quê de animalesco, de irracional, de selvagem. Se macho, se incontestavelmente macho, o Rei do Cangaço teria uma licença para aterrorizar os humildes com suas brutalidades de facínora. Ele teria sido apenas mais macho que os demais, só isso. Daí que, ele que viveu como fora da lei, tem agora, depois da morte, a sua macheza – vai no feminino mesmo – tutelada pela própria Justiça. Ele pode ser chamado de homicida e de ladrão, tudo bem. Não de marido traído. Nem de homossexual.
Essa moral polar, “monopolar”, esquarteja tudo o que seja ambíguo. E, no vasto mundo dos amores, o humano não é acima de tudo um forte, mas acima de tudo ambíguo, como a própria língua. Por isso, essa moral monopolar é desumana. Ela não sabe que, como o Diadorim de Guimarães Rosa, o jagunço valente guarda dentro de si uma mulher. E que outro jagunço valente, como Riobaldo, pode amá-lo sem entender porque ama, e suspirar, perdido: “Diadorim é minha neblina”. O mito sem neblina de Lampião é um tributo à intolerância.


*Eugênio Bucci é jornalista e professor da ESPM e da ECA-USP.



Fonte: Revista Época, Nº 707, 5 Dezembro 2011, p. 21.

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Coração Racional? Razão Emocional? - por Daisy

No início, não notei. Depois, percebi que me olhava sempre e sempre intensamente! Aquele olhar intenso provocou algo em mim. Não soube decifrar logo... Aos poucos, fui correspondendo aquele olhar com igual intensidade. Quando estávamos perto um do outro, a conversa fluía natural e continuamente.
Engraçado... Nunca passou disso... Olhar e olhar intensamente... Conversar e conversar continuamente... Mas aqueles olhares eram tudo de bom... Durante mais de uma semana, olhamo-nos sempre e sempre intensamente!
Na minha racionalidade, sabia que aquilo teria um fim, mais cedo ou mais tarde. Emocionalmente, não queria que isso acontecesse, embora não soubesse ainda como lidar com essa emoção. Há tanto tempo que não sentia nada igual! Há tanto tempo que estava acostumada à minha inatividade emocional.
Mas como foi bom sentir-me olhada, percebida, viva! Foi muito bom enquanto durou... Vamos ver o que a vida vai nos reservar... Se é que vai mesmo nos reservar alguma coisa...
De repente, não mais que de repente, o coração envia mensagens criptografadas e condensadas que vão se revelando, pouco a pouco, claras e cristalinas.
A troca de olhares provoca uma corrente elétrica que vai adentrando o ser, e deixa uma sensação de satisfação e saciedade. O que é isso? O que significa? De onde vem? Veio para ficar? É passageiro?
O coração não quer entender; só quer sentir.
A razão não quer sentir; só quer entender.
Porém, como entender um sentimento? Para quê? Necessidade de compreensão não há. O que se sente é só para sentir, não para entender...
Coração e razão estão dialogando... É um diálogo difícil, pois cada um acha que está certo. Onde vão chegar? Se é que vão chegar...
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

(Sem Título) - por Laila Braga

Existe uma parte em mim que não se controla; uma parte que precisa se libertar. Tenho que aprender o grito e um pouco de silêncio; tenho que dizer não; tenho que me apoiar no lugar certo e nunca em castelos de areia. Mudanças acontecem o tempo todo por mais que não percebamos. As relações existem para ensinar, para endurecer, para confortar.

Cuidado é sempre válido, mas como toda avó diria: tudo em excesso é sobra. Tira o nó da garganta, o amargo do peito e joga a bola pra frente: essa vida é bonita demais e curta demais para se perder muito tempo parada em um lugar frio e escuro.

Aprenda a andar descalço em um mundo de asfalto* e se permita sentir todas as saudades dessa vida. E na falta do que fazer a gente inventa até um mundo novo pra satisfazer as eternas e mortais necessidades.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Poesia na mesa - por Poty


Na mesa
Vou por minhas poesias
Livres ficarão
Interagir
Interação
Ficará a disposição
Dos que queiram
Ler ou não
Ficará exposta
Numa noite
De comemoração
Poty – 22/02/2012
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Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Feliz é aquele que, através do mau cheiro do esterco, consegue antever fartas colheitas e o perfume dos futuros jardins.
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

¿(Des)Equilíbrio?

Prótons e elétrons. Ação e reação. Bem e mal. Deus e Diabo. Para cada pólo ou entidade existe um contraponto, sua antípoda. O universo busca estabilidade, equilíbrio. Difusão. Lei das massas. Leis de Newton. O ar frio fica pesado e desce para esquentar e subir. Tudo obedece a esse simples conceito. Tudo menos a vida. A formação da célula foi nosso primeiro ato de insubordinação. Para manter-se funcionando foi preciso acumular certos íons e moléculas de um lado e expulsar outros. Este foi nosso primeiro castigo. Trabalho e busca constante. Esse processo resultou no aumento da complexidade dos seres. A perversa vingança. Fomos longe demais. Tiramos a terra de debaixo dos nossos pés para cobrir os buracos que fizemos em volta. E quando, por sorte ou acaso, tropeçamos e caímos fora do buraco que meticulosamente esculpíamos, corremos para a segurança da cavidade mais próxima. E voltamos a cavar. Até que chega o dia em que não conseguimos manter as instáveis desigualdades que sustentam a vida. Jogarão terra nos buracos que criamos. O universo equilibrou a coisas de novo. Cara e coroa...
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Estou Lendo... - por Alba Vieira



ABC dos Orixás - Carlos Araújo
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Idioma - por Adhemar

Ouvir sons musicais, melodiosos
num rádio de ondas tropicais
e dançar, meneios harmoniosos
desdobrados em movimentos mais.

Som de orquestra, integrado e tal
em múltiplas sinfonias tônicas
ou um samba de balanço musical
tocado por bandas filarmônicas.

Então, um trio elétrico, uma praia
e o som do mar ao vento brando
sem que a música do ouvido saia.

Linguagem universal. Sempre bonitas,
natureza e música, desde quando?
Desde sempre, integradas e unidas...

[Adhemar - São Paulo, 18/08/2005]

Atendendo ao amável convite de Alba Vieira para retornar ao "Duelos". Grato, grande abraço a todos!


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cordel da União - por Moita

Não quero me prender à palavra “União”, mas às decorrências dela e/ou da falta dela.

Cordel da União.

Quando falo de união
só penso em coisa boa.
Seja quem seja a pessoa
que entre na comunhão.
Mesmo com grande paixão
por um homem de quem gosta,
mente, às vezes, na resposta,
a mulher dizendo: não.
Precisa compreensão
pra se entender a proposta.

Olhando pro meu Brasil,
no seu aspecto fagueiro
o que me vem mais ligeiro
é sua desunião.
Políticos de profissão
se empenham em deseducar
para poder liderar
sem uma reprovação.
Pregar, em fim, união?
Pra eles? É nem pensar!

E o povo, como ovelha,
fica sempre a esperar;
cansado do lupanar
que os políticos aprovam.
Todo ano se renova
o Congresso Nacional
com o seu voto vital
e você nem se reprova.

Se um dia eu me lembrar
o que foi que disse aqui,
eu só quero só ouvir
o quê que eu vim divulgar.
Eu rio só de pensar
com uma grande emoção:
Aa imensa revolução
na hora que eu sentir
quando o povo se unir
na mais perfeita UNIÃO.
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União - por Moita

Diante do desafio, só me lembrei do Antoniel. rs

UNIÃO.

Há quem fale de união
sem saber bem o que é isso.
Pode ser a comunhão
ou só parecido com isso.
Se não entendermos disso
tem-se logo a sensação
de grande desilusão...
Cês querem que eu fale disso?
Eu sei bem o que é isso!
Aliás, eu num sei não.

rssss
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Homem é um Porre - por Ana

Homem é um porre...
Passa longe a delicadeza!
Mesmo guardado,
Tendo cuidado,
Sendo amado...
Sempre estraga!
E depois que o tempo passa
É dor de cabeça da braba!



Inspirado em “Mulher é um Vinho”, de Poty.
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Hermógenes - Citado por Alba Vieira

A Verdade é sutil, mas não consegue penetrar através das muralhas de erudição e dogmas, com que certos homens se protegem.
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domingo, 19 de fevereiro de 2012

NOVAS REGRAS NO DUELOS

Conforme todos puderam constatar nos últimos meses, nosso amigo shintoni se encontra impossibilitado de realizar postagens no Duelos Literários.

Por isso, a partir de agora, os amigos do Duelos poderão postar suas obras diretamente, sem que seja necessário enviá-las por e-mail.

Para isso, serão enviados e-mails de permissão para postagem no Duelos àqueles que já são colaboradores.

Quem tiver dúvidas, não receber o e-mail ou quiser passar a colaborar com o Duelos, basta deixar mensagem nos "Comentários" deste post ou enviar e-mail para shintoni@terra.com.br.


Abraços a todos.

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sábado, 30 de abril de 2011

O Homem dos Dados, de Luke Rhineart - por Ana

 
Eu li, há bastante tempo, um livro desta coleção (Romance e Psicanálise): "A Hora de Cinquenta Minutos". Livro ótimo, composto por relatos sérios de consultas psicanalíticas. Pensei que os títulos da coleção fossem todos da mesma vertente. Ledo (Ivo) engano...
Neste aqui, o autor traz questionamentos a respeito dos condicionamentos sociais, das regras geralmente inquestionáveis e da essência do livre-arbítrio.
Fosse apenas isto, ele até valeria a pena... Mas Luke inventou de descrever pornograficamente os atos sexuais e de forma tão grosseira que afetou profundamente a avaliação da "obra".
Quase digo que não valeu a pena ler quatrocentas e tantas páginas. Só não faço esta afirmativa porque, para minha sorte (e de outros), o autor, de quando em vez, utiliza uma ironia tão cômica que a gente esquece que está se arrastando pelas páginas, torcendo para chegar logo ao final e ler outro livro que, com certeza, será muito mais interessante.
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Tema do Mês de Março: União

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Caríssimos amigos:

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Hoje foram postados os textos referentes ao tema “União”, sugerido por Penélope Charmosa e vencedor da enquete de fevereiro.

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Participantes:

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Muito obrigado a todos que colaboraram com esta "blogagem coletiva"!

Um grande abraço!

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Um Mais Um - por Daisy

sabemos (conscientemente?)
que a felicidade está dentro de nós.
mas, então, por que
é impossível ser feliz sozinho?

mesmo que nos sintamos felizes,
(conscientemente?)
parece que há uma outra
necessidade: alguém mais.

alguém mais para dividir?
compartilhar? amar?
conversar apenas?
para quê, afinal?

quando temos algo dentro de nós
temos a necessidade de
dividir, somar, multiplicar.
porque se não o fazemos,
diminuímos, atrofiamos, morremos.

sempre precisamos um do outro.
às vezes, precisamos ficar sós,
mas isso é temporário e passageiro.
definitivo e duradouro só mesmo
uma e outro, um e outra.
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Visitem Daisy
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União - por Leo Santos

Dizem que ela faz a força
adágio que arraigado está;
mas, à força carece propósito,
em si mesma, nem boa nem má

União nasce de mirantes comuns
associando pleiteantes iguais;
o mérito dirá se a mesma é boa
ou mero rebanho de animais

Afinal, uníssonos já ecoaram
por Hitler, Mussolini e Idi Amim;
contra Cristo, opostos se uniram
impondo sua força enfim.

Como se canonizasse impurezas
muitos empunham o lábaro da união;
devassos morais tomam as ruas,
mostrando a força da devassidão.

Até criminosos se aliam em motim
carecem da força pra destruir;
uma vez rompido o muro do fortim
cada qual se ocupa de si.

Uma bandeira, um estádio, um clube,
o digno, o vil, o novo e o arcaico;
se abraçam festejando o mesmo feito
isso não é união, é um mosaico.

Mas é o que a maioria consegue
tal "união" em estado de graça;
solidão ausente já não persegue
na abolição do indivíduo, a massa.

Há espíritos livres pisando a terra
tendo, apenas, valores em comum;
às mesmas vilezas fazem guerra
pelo simples fato de que são um...
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Visitem Leo Santos
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União Feliz - por Alba Vieira

Como é maravilhoso constatar que sou uma das raríssimas pessoas agraciadas pela vida com uma união feliz!
Cada um tem a sua concepção de relacionamento feliz, é claro. Quanto a mim, considero uma relação boa, quando cada pessoa pode ser quem realmente é, sem fazer concessões demasiadas para manter a estabilidade da união e tem imenso prazer de estar ao lado do outro, sentindo sua falta nos momentos em que se dedica a outras coisas que dizem respeito só a si mesmo, porque se estivessem juntos ainda seria melhor.
Numa união feliz, o estar perto é sempre opcional e a única dependência aceitável, se não é exagerada, é a que se refere ao afeto simplesmente. Um nunca cerceia o outro, deixando-o livre para fazer suas próprias escolhas e jamais espera que ele se reprima, às vezes, a ponto de se anular, para satisfazer aos seus caprichos e garantir a sua segurança emocional. Numa relação saudável não há outra expectativa além de vivenciar o amor que se sente e por isso mesmo estar ao lado do outro para que ele consiga cumprir a trajetória que escolheu nessa vida, enquanto participa da nossa.
Para mim, união feliz é a que se baseia no respeito total ao outro, que não deixa de ser uma extensão ao respeito por si mesmo.
Penso que cada um de nós tem uma forma particular de viver seus relacionamentos, sejam eles afetivo-sexuais, familiares, de amizade, de coleguismo, nas sociedades que estabelece. Mas, cada um deles tem suas características próprias e fica mais ou menos afetado pelas particularidades da personalidade envolvida.
As uniões talvez representem uma das formas mais interessantes de exercitarmos nossa evolução nos vários âmbitos da existência e as relações que envolvem o afeto para alguns de nós, permitem os maiores aprendizados. Assim, mais do que desejar uma união feliz, o importante é aproveitar os aprendizados que cada relação puder nos proporcionar.
É motivo de grande alegria viver todos os dias com liberdade, tranqüilidade e independência, desfrutando de uma relação com companheirismo certo, amoroso e profundamente apaixonado, coisa rara de acontecer.
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Visitem Alba Vieira
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