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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 5 de março de 2010

E o Destino? - por Kbçapoeta

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No desfile de idiossincrasias
Sou mais um mestre-sala
Que declama a história de vida,
Escrita da forma errada,
Destemperadas, culminando
Com o tempero do desespero
Que é a válvula de escape
Do populacho.
Chego ao fundo do poço!
Descubro que posso chegar
Um pouco mais abaixo
Nas profundezas pantanosas
Dos desprazeres.
Pode-se observar
Que o homem não possui limites,
Seja heroico, seja covarde.
Não importa o fim
É inegável que o homo
Cada vez mais distante do sapiens
É um mestre de si mesmo.
Descobrimos que somos
Senhores de nossos destinos
Do qual não podemos mensurar,
Mas temos uma certeza
Nesse mar de divagações imbecilóides
Contemporâneas.
O destino?
Não sabemos,
Mas no fim, todos perecem.
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Visitem Kbçapoeta
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Hermógenes e o Interior - Citado por Alba Vieira

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Se as coisas lá de fora te amedrontam e te perturbam é que até agora ainda desconheces a silenciosa e sutil fortaleza de Paz que está dentro de ti.
É paraíso. Segurança. Plenitude.
Mergulha.
Para dentro.
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Infância é Tudo - por Ninguém Envolvente

A infância é a melhor fase da vida você sempre pode brincar, tem quem cuide de suas coisinhas e assim por diante. Mas muitos traumas que a pessoa adulta tem, são causados por uma infância “judiada”, por exemplo: traumas, medo, conduta anti-social e outros infortúnios.
Tenho um ente querido que passou por maus bocados na parte da infância, apanhou demais, viveu em lugares inapropriados e deve até ter passado fome.
Ajudar na melhora de vida daquele que passou por tantos pesadelos, é muito difícil e exige paciência, um trauma que levou uma semana para ser adquirido, pode levar 1 ano para ser esquecido! A vítima perde a confiança naqueles que convivem com ele e só o tempo pode ajudar.
O meu ente que teve uma infância injuriada, hoje tem vários problemas no convívio social, não gosta de ficar sozinho, não gosta de visitas, tem medo de receber carinho, quase não dá carinho, come demais (por ter um dia passado fome) e não sabe diferenciar brincadeira de briga!
Não sabemos mais como lidar com este problema temos que amá-lo para que talvez ele entenda que nem todas as pessoas vão tratá-lo de forma tão repugnante. Não se pode ter pressa, cada progresso por minúsculo que seja, será sempre bem vindo.
Ainda acredito que minha gatinha vai ser meiga.
Ela foi abandonada, maltratada, bateram nela até com vassouradas e nós a acolhemos. Faz 5 anos que ela é nosso novo ente querido. Chama-se MINHA (porque chegou tão fraquinha e desnutrida que mal tinha força para miar... não fazia Minhau ou Miau... somente conseguia fazer “minha, minha, minha.”).
Hoje Minha está melhor, mais feliz talvez.
Minha deve ter seus 5 anos de idade e nunca ronronou! Quem sabe um dia, algo toque no coração dela e a faça ser feliz de verdade.
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Humanitários ou Abutres? - por Paulo Chinelate

Lembro-me de certa feita, pelos idos 1983, quando um companheiro de trabalho, voltando para casa ao final do expediente sofreu a pior experiência, segundo ele, já vivida.
O carro tipo bugre em que transitava quebrando a barra da direção, capotou, ficando o motorista preso embaixo do mesmo.
O cinto de segurança ficara preso e ele em posição difícil gritava por ajuda. Acendeu a esperança quando, passos ouvidos, percebeu a aproximação da “ajuda”.
Ato seguinte, conforme relata, foi a causa de tantos pesadelos futuros dado o trauma que ficou. O dono dos passos que ouvira, baixando-se ao nível do chão em que se encontrava fez um único gesto: arrancou o relógio que estava em seu braço preso entre as ferragens e em seguida evadiu-se.
O caso acima não seria descrito neste artigo se não fosse a similitude do que estamos lendo e ouvindo nos noticiários sobre o Haiti.
Não estou me referindo aos saques e roubos de pessoas famintas.
Um troca-troca de acusações, destinação de verbas humanitárias e disputa por maiores quantidades de soldados e ONG’s. Contestação por mando territorial por nações quais as do aeroporto da capital e outros terrenos importantes.
Vêm-me a lembrança do antigo companheiro acidentado. Estamos lá para realmente ajudar um povo capenga de tudo ou estamos visualizando somente um grupo potencial de futuros consumidores de nossos produtos?
Que a mão direita não saiba o que a esquerda faz. (Jesus)
Somos os Humanitários ou os abutres?

Que os nossos mártires não o sejam em vão!
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.Visitem Paulo Chinelate
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quinta-feira, 4 de março de 2010

O Quase-Show - por Gio

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Computador ativo e operante, agora. Enquanto eu me reorganizo, e dou um jeito na bagunça e o atraso que a TPM da máquina me deixaram, vou postar algo que eu escrevi sobre o fim de semana que eu voltei da viagem.
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Voltando da viagem, eu dormia
Foi quando “Thugz Mansion” berrava
De um celular no bolso, que tremia
O vocalista que telefonava

Me avisando em cima do laço
De um show - e com essa, eu tonteio -
Mas, da tontura, logo me desfaço
Sou bom gaúcho, não me aperreio

Canja marcada dali a dois dias
Num pub no coração da cidade
E agora, como sair dessa fria?
Sem ensaio, só na força de vontade!

Desde então, a mente maquinava
E com meus botões, já raciocinava
O que fazer pra sair do sufoco

O cruzamento eu matei no peito
Se é pra fazer, é pra fazer direito
Tenho coragem, mas eu não sou louco!

Com só um dia para ensaiar
Tinha que ser tudo na correria
Não dava tempo nem de respirar
Mas que outra escolha eu teria?

O show e o dinheiro eram curtos
Mas se, ao dono, a gente agradasse
Daquela noite nasceriam frutos
Contrato feito, olha só que classe!

E quem não quer tocar com dia certo?
É sempre bom ser a banda da casa
Por isso, então, eu já fiquei esperto
Pra ver se, nessa canja, a gente arrasa

O ensaio foi feito, carregado
De humor, e o corpo esquentado
Pelo quentão e chocolate quente

Já vi que levo jeito pra cigarra
De novo, peguei músicas na marra
Que, mais surpresas, ele não me invente!

E chega o dia, chego cedo lá
Chegada a hora, fico impaciente
Ligo pro cara, que vem me falar
Era mais tarde ainda o show da gente

Só me restava mesmo esperar
E, já que estava cedo por ali
As minhas coisinhas fui arrumar
E fiquei pasmo com o que descobri

Não bastavam os cubos e os cabos
Que trazíamos tranquilos, de humor bom
Humor que se desfez, ficamos brabos
Ao ver que não tinha mesa de som

Reunião, a banda em conversa
Quase que toda a formação dispersa
Mas logo chegamos a um consenso:

A apresentação do dia, cancelada
A nossa canja já foi remarcada
Vou me esquentar? É só usar bom senso.
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Visitem Gio
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Minha Doceira Preferida - por Adir Vieira


Tudo nela cheirava a doce, a açúcar.
Por anos a fio, os caramelados, os grandes bolos ornamentados que só ela sabe fazer, povoaram nossas festinhas domésticas e as grandes festas, os casamentos da família, as formaturas, os bailes de quinze anos.
Talvez a proximidade do meu aniversário a trouxe de volta na minha memória.
Conheci essa senhora, quando ainda trabalhava e minha sobrinha, hoje com vinte e oito anos, ia completar um aninho de idade. Ela era famosa no bairro por suas “quentinhas”, fornecidas ao gosto do cliente, aos inúmeros trabalhadores das fábricas ao redor de sua residência. Orgulhava-se em dizer que com aquele trabalho, tinha formado um filho em medicina.
Tudo nela era doce, agradável. Sua “fábrica” era a própria residência. Um pequeno apartamento de dois quartos, sala e cozinha, no terceiro andar de um prédio de classe média, sem elevador. Na sala, as mesas, viviam abarrotadas de caixas com os doces caramelados prontos para entrega, ou então, com um bolo grande, confeitado no desejo do cliente. Fazia como ninguém, bolos infantis ou de casamentos, com o mesmo bom gosto. Tinha prazer em exibir seu “book”, como se ainda precisasse fazer novos clientes. Quem comesse de sua comida, ou provasse um caramelado, jamais deixaria de pensar nela, para encomendas, quando alguma festividade fosse ocorrer.
Seus salgados desmanchavam na boca. Eram delicados, como ela, apesar dos seus noventa quilos.
Lembro que depois do falecimento de minha mãe, quando o nosso “quartel general” foi desfeito, deixei de manter contato. Nossa última encomenda foi há quatro anos atrás, quando uns quatrocentos docinhos caramelados, fizeram a alegria e o encantamento dos nossos convidados no aniversário do meu marido.
Hoje, ela me veio à cabeça, com seu sorriso feliz, próprio daqueles que asseguraram pelo próprio esforço, o maior êxito na vida.
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Visitem Adir Vieira
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Hermógenes e a Paz - Citado por Alba Vieira

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Neste mundo bélico, “lógico”, psicodélico, tecnológico, competitivo, erótico, dispersivo, neurótico, violento, pseudo-artístico, virulento, tão “normal”, tão “intelectual”, tão superfície, tão oco, tão agitado, tão louco, tão material, tão hedonista e sem rumo... os poucos que têm Paz são “marginais”.
Marginalizemo-nos. Mergulhemos na Paz.
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Tarde Demais - por Duanny

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Eu estou me segurando na sua corda, estou a três metros do chão, e sim, eu estou ouvindo o que você diz, mas simplesmente não consigo emitir um som, você diz que precisa de mim e depois você me derruba, mas espere... Você diz que sente muito; não imaginava que eu me viraria e diria que é tarde demais para se desculpar. Eu disse que é tarde demais para se desculpar.

Então não me olhe assim. Você já deveria saber, me deixou à deriva como uma qualquer, enquanto eu me descabelava por sua causa. Acha isso legal? Mas não, chega! Agora é mesmo tarde demais.

Eu me arriscaria outra vez, eu levaria toda a culpa, sem ressentimentos. Embora tudo isso me faça sofrer, não me arrependo de nada, sabe porquê? Dependi de você como um coração depende de uma batida, como a garganta da voz, como a boca da saliva; mas isso não é novidade. Te amei com toda a minha intensidade, mas por sua culpa as paredes desse lugar parecem sangrar tinta, e você diz “eu sinto muito”.

Talvez fosse com um anjo, mesmo com aquele sorriso malicioso no rosto, no começo me trouxe tudo o que eu mais queria, e o céu me fez mesmo pensar que você era meu anjo, mas me deixou de lado, como uma prostituta, dentro de um bordel, com uma garrafa de bebida na mão, sei que dei a volta por cima e não me arrependo. Aquilo me fez amadurecer, mas agora é tarde de mais.

E agora é minha vez de te deixar à deriva, sinto muito.
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Visitem Duanny
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Palavras - por Rachel Omena

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Boas são as palavras. Este texto fala do encontro que temos com a vida, as fases e a esperança que muitas vezes fica frustrada como um câncer que não mata, mas deixa as sequelas. Todavia, as pedras existem e não podemos fazer nada para que saiam de nossos caminhos. Mas espere e terá a certeza de que um dia algo mudará. Assim sendo, vivemos com o dia virando para a noite e a noite é um instante.
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Comentário em Belphegor, de Leandro M. de Oliveira.
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Visitem Rachel Omena
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quarta-feira, 3 de março de 2010

Natureza - por Leo Santos

Há manhãs de agosto, que afrontam o inverno,
ares primaveris, e cantos de nidificantes;
E tardes de outubro que voltam a “César”
cujas cinzas espalham, sonhos de antes

Ao câmbio do tempo e circunstâncias,
a liça de viver, pesado trabalho;
A natureza que pulsava dentro da noite,
ora canta e pula, de galho em galho.

Quase sádico que esse outubro revele,
prematuro fim, de ditoso começo;
Um pulso que fora sangue e pele,
agora, penas e apreço.

Cronos, maestro, e sua batuta,
ante uma partitura tocada em dó;
a sina de um livre como só um homem,
preso, como um homem só…
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Visitem Leo Santos
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Buda: “Importante é Como Falar” - Citado por Alba Vieira

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Aqueles que encontram as palavras certas nunca ofendem ninguém. E, no entanto, eles falam a verdade. Suas palavras são claras, mas jamais ásperas. Eles não recebem ofensas e não as dão.
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Sou Eu, e um Pouco Mais... - por Angel

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Deixo aqui o mais simples dos enredos, meras palavras outrora soltas, que agora se unem para dar voz a alguém que ama. Este amor que arde em meu peito não tem nome nem destino certo, é soberano embora simples, e mesmo sem ter sido aprisionado há de ser liberto. Não há chaga capaz de conduzi-lo à morte, nem força maior que a sua benevolência. Este amor que me completa, que me enche de esperança quando a alma sofre, é o amor ao próximo plantado por Deus no coração dos homens, é o sentimento esquecido por uns, é também aquele desprezado por outros, mas que, pelas mãos que sucumbem à sua essência, é cultivado, e floresce íntegro mesmo com o passar do tempo.
Nada é eterno, disseram-me eles. O amor é eterno, digo eu a vocês.
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.Este texto está originalmente em manuscrito, postado no dia 19/02/2010,
para que nós, blogueiros, possamos nos conhecer um pouco mais..
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.Visitem Angel
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Ócio - por Kbçapoeta

Fico o dia inteiro
Subjetivando teorias
Exaltando heresias
Regadas a pseudo lucidez.
Das paredes do meu quarto
Sem um pingo de magia,
Encontro um novo mundo
Carregado de simbologia
De nitroglicerina
Em uma usina nuclear.
Quantas noites de inverno
Tornaram-se o mesmo dia,
Com tédio e preguiça
De um pequeno-burguês?
Divagando abro os olhos,
Observo seu retrato,
Nítido como os girassóis
De van Gogh
Em uma película de Goddard.
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Visitem Kbçapoeta
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Haikai - por Marília Abduani

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Diagnóstico fiel:
sem teus olhos de mar
cadê céu?
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..............................................Visitem Marília Abduani
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terça-feira, 2 de março de 2010

Diarreia Mental - por Fatinha

Querido Brógui:

Como hoje é domingo, não vou lhe servir uma edição requentada. Pra você, com amor, uma fresquinha.
Estava eu folheando a revista em busca de alguma coisinha leve para ler, o que é difícil atualmente em meio a essa crise no mercado financeiro que deixa até os modestos poupadores de cabelo em pé. O pior é que quanto mais os especialistas tentam me tranquilizar, mais nervosa fico, porque esses caras… não sei não. Mas, enfim, encontrei uma pérola que estimulou a minha produção de veneno. Pegue rapidinho seu soro antiofídico pra se garantir.
O título da entrevista com a atriz Cláudia Alencar é: “Ama a si próprio como a ti mesmo”. Vou repetir: “Ama a SI próprio como a TI mesmo”. FALA SÉÉÉÉRIO, como dizem meus alunos. Num relance, a dona já diz a que veio. A cidadã já começa mal, misturando a primeira com a segunda pessoa. Normal.
A atriz bate ponto na telinha na novela pra lá de trash “Os Mutantes”, da Record, que, a propósito, aconselho dar uma olhadinha por três minutos. Não passe desse tempo, os danos cerebrais podem ser irreversíveis. Tudo certo, tá ganhando seu dinheirinho honesto, mas isso não é salvo-conduto para abrir sua torneirinha de asneiras.
Numa tentativa de travar um papo-cabeça com a entrevistadora, a criatura diz que o “ama ao si próprio como a ti mesmo” vem da filosofia hinduísta que deu origem ao cristianismo. Hã? De onde ela tirou essa informação? Deixa pra lá.
Gentilmente, ela é corrigida: “Não seria ama ao próximo como a ti mesmo?” OK. Há vida inteligente no mundo jornalístico. Ponto para a entrevistadora.
Acho que a atriz leva muito a sério sua filosofia de vida. Só quem ama a si própria como a ti mesma tem uma autoestima tão inabalável a ponto de falar tanta abobrinha com tanta autoridade sem perder o rebolado. Admirável.
Sentido firmeza nas suas palavras, ela continua a bostejar, afirmando que os físicos dizem que com a maternidade a pessoa entende o lado divino do ser humano e passa para uma segunda dimensão. Deixa eu ver se eu entendi: de acordo com a física, há uma segunda dimensão, que tem a ver com o lado divino do ser humano e só quem tem passe livre para essa dimensão são as mães. Tenho amigas que são mães e que jamais mencionaram ter mudado de dimensão. Será que as mães podem transitar livremente entre as dimensões? E por que elas nunca me contaram como é por lá? Será que é algum segredo guardado tipo aquelas sociedades secretas? Vou investigar isso, detesto me sentir excluída. Se há uma outra dimensão, eu quero ir, nem que tenha que ter um filho para isso.
Para finalizar a diarreia mental, a moça, que também escreve poesia, arremata: “A ansiedade é falta de delicadeza com o andar da natureza.” Deixa eu ver se entendi. (…) Não, não entendi.
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.Postado, originalmente, em 12/10/2008.
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.Visitem Fatinha
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Belphegor - por Leandro M. de Oliveira

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Vento norte que em rota inesperada faz desnorte. Esse ar, essas ruas, esse cadáver, eternamente jaz, flutuando sobre mim. Queria uma emoção leve que fizesse do tempo um exercício comum, como não consigo, caminho como quem se suicida, ou tomo o ônibus que leva a um país inverossímil. A persistência que parece insustentável, o ermo feito indizível. Tudo é partida. Subi o monte com grandes expectativas, quando lá cheguei só havia pedras e árvores. Buscar uma explicação é ter a alma pelo avesso, e eu como nada sei da direção comum, meto a mão no que sinto como um tumor que cresce de dentro pra fora. Viver custa caro, nisso tenho sido obrigado a por de própria algibeira. Por mil anos trabalhei no silêncio, obsoleto, agora minhas estão deformadas e minha vista cegou-se na incomensurável espera. Para o serviço de recenseamento seria eu excesso de contingente ou morto não declarado? Situação ingrata, ter de ser pertencido por alguma parte sem ser pertencido por parte alguma. Nessa terra devassa nem amargor é capaz de definir o meu amor. Todo sacrifício é degradação, toda vez que abro uma janela a paisagem persiste a mesma.

O silêncio às vezes é entrecortado pelos sons dum animal errante. O silêncio é um mistério inominável aos que carregam uma turba pelas ventas. Deus é som, animal, ou silêncio? Há tanta metafísica nas coisas ordinárias que a crença já não é algo mais tão seguro, os inquisidores tiraram férias... Não, não tiraram.
Apaixonar-se é ter nostalgia da perdida infância. Isso seria uma observação ou uma epígrafe? Talvez uma boa coisa pra se escrever nas paredes de um urinol público. As necessidades sempre fazem o homem parecer mais profundo. Irremediavelmente, a nostalgia tateia memórias além da memória, desce ao porão escuro agitando o pó já assentado. Na treva não há o que se contemple. Lá embaixo todos os sepulcros foram lacrados. Acaso existem infravermelhos pra se enxergar o escuro da alma? Na impossibilidade das respostas vou, com um cemitério na cabeça, com o universo todo por sobre os joelhos.

Conhecer do atemporal é engenho nobre. Irrelevante; debruçar-se a isso num mundo mais raso que um prato de sopa. Bem vindo à época da produção em série. Ave, triunfo burguês! Quem roubou meu cantil? Tenho sede e não há água em canto algum. Depois de certo tempo no deserto as pessoas passam a fazer parte dele. Homens de areia, mulheres de nada, paços insólitos permeiam a cidade. O mundo existe em mim como existe uma bruma a cobrir a paisagem, como existe alojada uma doença a que se quer purgar.

Prometeu amarga um perene castigo. Mandado ao Cáucaso por ser um homem bom? Bondosamente imbecil, salvar os outros é perder-se a si mesmo. O caminho e a resposta vêem de dentro. Também não sei por que cargas d’água me ponho a assim pensar, se dessa feita ocorresse, a espeleologia cuidaria de todos os vazios. Mãos ao alto ao mistério, mãos ao chão na queda. A gravidade é sempre inconstante, pode ser que estar em paz seja fechar os olhos e abrir a boca. Consumir idéias alheias é a forma mais antiética de canibalismo. Todavia fomos salvos, a TV democratizou o saber e fez com que todos soubessem as mesmas coisas. Boa noite e merda!

Depois que a mídia se tornou o nosso aiatolá, existir ficou tão colorido, tão nauseantemente simplificado que nem o vômito surte mais efeito. Tomaria alcalóides e dormiria como um xeique enfeitiçado, as garrafas estão vazias. Tenho de beber da esquizofrenia coletiva e fingir um pouco de lucidez. Onde estão meus óculos? Onde está a forma pacífica de ver as coisas? Já que tudo é guerra coloco botas de borracha e busco despojos na fossa sanitária das consciências. Estão vazias, visceralmente apartadas. Belphegor trabalha às tantas. Abençoados os que não se arrependem, amaldiçoados os que os abençoam. Discursar é uma forma de fazer com que as pessoas não reparem nossas vidraças, toda palavra é agressão. A luz apagou, a tempestade não estiou. Pra onde fugir agora? Que lugar é possível sem que haja luzes, tempestades e memória? Fronteiras de meu reino, de tantas terras donde nunca ouvirei falar. O vento sopra a este bordo, o vento sempre soprou a mesma nota. Não escutar o arredor é ser ultrapassado pelas costas, talvez exista cera demais nos ouvidos. Quero partir em disparada, mas a letargia parece ter atrofiado meus membros.
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Haikai - por Marília Abduani

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Teu olhar de lamparina
Acende
a ternura mais fina.
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.............................................Visitem Marília Abduani
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Os Gatos - por ZzipperR e vestivermelho

A noite estrelada queria contar uma história de amor para o mundo, então trouxe seus encantos para nos atrair com seus segredos ocultos, escondidos na escuridão das páginas do seu livro.
Na varanda colorida pelas flores eu a via ouvindo a súplica da noite convidando-a para uma festa de máscaras com uma música penetrante e dominante levando-a para longe.
Olhando-a pensativa na linda varanda colorida fico imaginando:
“Se ela estivesse perto de mim, se até seus pensamentos estivessem dedicados a mim, eu faria ela se sentir do meu lado, se aquecendo no calor do meu amor que queima na alma.”
Eu sinto a vibração do seu amor chacoalhada pelo seu coração batendo tenso e emitindo ondas sonoras de amor por todo o seu corpo. Essas ondas de amor me atraem e eu a sinto bem próxima de mim. Essa vibração nos leva mutuamente a uma vontade de dançar irresistível, flutuando num som trazido pelo desejo de viver os segredos escondidos na noite iluminados pelas lâmpadas da praça da cidade.
Ela saiu da varanda e caminhou lentamente pelos telhados, até chegar a um mais baixo, bem próximo ao desfile dos mascarados enquanto eu a sigo num olhar atento, não quero que a minha gatinha se machuque, então coloco a minha máscara de gato e caminho sobre as telhas seguindo-a para protegê-la.
A gata esperou que eu me aproximasse, pegou em minha mão e saltamos para os braços aconchegantes da noite, fazendo parte da legião de mascarados que desfilavam entregues ao som do bloco dos mascarados.
Mascarada de gatinha, ela desaparecia entre os mascarados fazendo charminho, mas não tirava seus olhos felinos do seu gatinho, que a procurava insistentemente entre os foliões da noite.
A noite passa e leva os foliões embora deixando os dois mascarados sentados em um canto da avenida, cansados e felizes ao mesmo tempo.
Ela agarra o gatinho por trás com suas garras felinas, respirando pertinho dos seus ouvidos, curtindo e saboreando o doce do amor e esperando o dia clarear tirando as suas máscaras.
A gata caminha lentamente escalando os telhados e deixando o gatinho para trás enquanto ele pensa:
“Se ela estivesse sentadinha ao meu lado e não estivesse com os pensamentos distantes, entenderia tudo num simples olhar apaixonado pedindo:
- Entrega seu amor pra mim?”
Assim o amor vive correndo atrás do amor, pois o amor precisa de amor para viver. Se você estivesse comigo nesse momento teria carinho, amor e seria muito amada.
Os dois tiraram as máscaras e o dia clareou.
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segunda-feira, 1 de março de 2010

Lunar - por Marília Abduani

Muro alto, tantas portas,
Tantos caminhos sonhei.
Pelas pontes dos teus olhos
tanto mar atravessei.

Mundo torto, vasto sonho,
nas estradas que cruzei.
Pelo vão da tua escada
me perdi e me encontrei.

Hoje sou o que quiser
traço a vida com meus pés
só o que conta é cantar.

Cantar, cantar e cantando,
te perdendo ou te encontrando,
nas invencíveis marés.

(O resto é sombra lunar.)
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Felicidade - por Alba Vieira

Brilha o sol com intensidade, logo de manhã,
Convidando toda a gente para viver com afã.
Que alegria será esta que brota no coração
Sempre que ele aparece dissipando a escuridão?

Há quem goste dos dias nublados
Com friozinho que chama o aconchego.
Mas vejam, parece inegável que é a luz
Que mais desperta o nosso desejo.

O sol assanha as pessoas e faz todo mundo sorrir.
Esquenta até mesmo as entranhas aguçando o sentir.
Dá vontade de sair dançando, abraçando quem encontrar,
Pintando os caminhos de sonhos e esperando o luar...
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.Visitem Alba Vieira.........................................
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