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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Canção - por Marília Abduani

Os olhos fechados,
a mente vagando.
As mãos vão girando a caneta no ar.
O copo ao meu lado, cigarro queimando,
um olho na terra e o outro no mar.
A boca se abrindo, sem tino, sem nada,
ensaiando sorrisos que estão por chegar.
A feição sombria de uma enamorada,
e no ar, em fumaça, escrito: criar.
Prisão sendo aberta, liberdade doada,
As cordas batendo em meu violão.
E nesses instantes de paz alcançada,
do ventre do eterno desponta a canção.
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Verdades - por Ana

Blusa, jaqueta, cartola,
O negro mostra o que sou.
Máscara na face risonha,
As cores mostram o que doo:

Olhos em azul-celeste,
Um pouco do céu no olhar;
Cabelos em verde-claro,
A esperança a me guiar;

Sorriso gigante em vermelho,
Otimismo a extravasar;
Base branca em todo o rosto,
Muita paz pra harmonizar.

Assim me torno um palhaço
Transmitindo, aonde vou,
Meus ideais, minhas crenças,
Até o último voo.
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..................Inspirado em Palhaço, de Adhemar.
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O Ser Mulher - por Esther Rogessi

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Quando ‘O Criador’ fez todas as coisas, desde a porção seca até as muitas águas; dos répteis até as aves; da grama verdejante até as frondosas árvores... Quando tudo se LHE apresentou perfeito, cuidou Ele de criar o que seria mais perfeito do que toda a Sua criação: o homem!
E deu-lhe o comando, o poder, o domínio sobre toda a carne, até mesmo sobre a temível serpente... Porém, viu Deus que, sendo o homem a sua obra mais perfeita, precisaria de alguém que se equiparasse a ele... Assim, ‘por fim’... criou a mulher!
Sabendo O Senhor o potencial da ‘sua criação’... e quão audaz, sagaz, ardilosa, sensitiva, intrépida e reconhecidamente inteligente era ela - foi quem primeiro falou com a serpente, sem temor - cuidou para que esta não estivesse à frente, nem por trás do homem, mas ‘como que à frente’ - a adjutora -, posição de quem está lado a lado.
O machismo faz com que seja propagada a ideia - machista - de que a mulher proveio do homem... Não entendem o sentido metafórico tão peculiar da Palavra. Acaso não é o homem fruto da mulher?... A ordem natural das coisas mudou...? Certamente que não!
Deus fez o homem segundo a sua imagem... faria a mulher segundo a sua resta?
Não é a mulher quem primeiro o carrega no ventre?
Não é o homem nutrido por seu corpo e formado por seu sangue?
Homens se dizem cabeça, e que a mulher é seu pescoço...
O que é uma cabeça sem pescoço...?
Diante dessa falácia machista... apresenta-se uma teoria, não feminista, por defender a determinação divina de ser o homem cabeça, porém de saber ser verdadeira a Palavra quanto ao fato de que Ele não faz acepção de pessoas - que os amantes da hermenêutica não contradigam -, é obvio que o pescoço embeleza a cabeça e lhe dá direção, permite-lhe o movimento... Penso, no entanto, que se o Criador, logo após o término de Sua maravilhosa obra, percebeu que a mesma não estava completa, faltando um ‘vital desfecho’... e, tendo feito o homem cabeça, fez da mulher simplesmente o seu cérebro... Assim, ela, a mulher, não é vista... Não está à frente, nem por trás do homem, mas, contida em cada um deles...
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Aí ô número cinco!? - por Kbçapoeta

Meus olhos acompanham com pesar a dita flama,
Manifestado com os generais e sua bazófia.
Quem abrirá a furna de seus segredos?

Corpos que nunca pereceram sob quem os reclama,
Escanifrado em degredo, registros da história.
Como será a turba de tantos medos?

Versificada intenção, gramática e prosódia.

Desvirtuados sob razão, sorumbáticos perecemos.
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..........................................Visitem Kbçapoeta
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Bateu Sentimentalismo - por Priscila Conrado

Pra ser sincera,
vou começar do final
pois o que rolou já era
o que não tem nada de mal

Pra ser direta
o que senti foi verdade
confesso ter sido incerta
só quis preservar a liberdade

Pra ser verdadeira
acabei mentindo novamente
Me apaixonei de primeira!
O que me remete à dor recente
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Hoje é o Amanhã do Ano que Vem - por Kbçapoeta

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O Ano que vem começa agora,
Presente justo guardou para ti,
Passado, flor que agora aflora
Essência, mil pedaços para ti.

Bela amanhã onde vive hoje,
Dia de ontem que recordarei.
Para amar-te, se preciso fosse,
Faria o inferno virar lei.

Nossa fotografia desbotou.
O tempo que faz o belo penar.
Chorando o amor se acabou.

Clichê agora é recomeçar.
A roda do tempo nunca parou.
Para dois mil e dez continuar.
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Visitem Kbçapoeta
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Bom Ano - por Dan

Encontre o equilíbrio da vida
Traga solidariedade e carinho
Voe para o lugar mais alto
Tenha paz no seu coração
Crie objetivos e tente alcançá-los
Acredite
Tenha fé nas coisas
Jogue para fora os maus da vida
Tente alcançar as estrelas
Ame intensamente
Almeje sonhos e alegrias
Ilumine

UM BOM ANO A TODOS
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.Visitem Dan
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Kbçapoeta

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Desejo toda a inspiração cósmica, terrestre, marinha e todas imagináveis para os companheiros do “Duelos”.
Beijão para todos e um inspirado 2010.
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Visitem Kbçapoeta
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S. Ribeiro

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Um final de ano auspicioso pra todos nós!
Abraços galera do Duelos!
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........Visitem S. Ribeiro
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Escutar ou Não Escutar? - por Daisy

Minha avó paterna era tão vaidosa que nunca deixou nenhum neto chamá-la de vó; era a Dinda.

Dinda ficou viúva muito cedo, aí pelos seus 30 e poucos anos, com 3 filhos e já grávida novamente.

Meu avô, um oficial de marinha, havia já morado na Inglaterra com a família, por uns anos, acompanhando a construção de um navio. Estava trabalhando na base naval do Ladario quando faleceu. Seu melhor amigo, num acesso de loucura - coisa, que só foi esclarecida mais tarde - deu um tiro no meu avô. Saiu do navio correndo. Foi para sua casa. Suicidou-se, incendiando a casa.
No meu imaginário de menina, essa história ganhava matizes de romance, de filme. O orgulho que meu avô despertou em mim, orgulho de herói, sempre me acompanhou.

Meus avós viveram uma curta, mas muito intensa, história de amor. Ele viajava sempre e, naquela época, o único meio de comunicação era a carta. Essa ia e vinha, quase que diariamente, onde quer que ele estivesse. Quando minha avó morreu, já havia pedido para minha prima que a enterrassem com as 2000 cartas que guardava em uma caixa linda que a gente não podia tocar; só olhar!

A caçula, que nasceu alguns meses depois da morte do meu avô, tinha o meu nome. Dizem que era muito inteligente, à frente de seu tempo. Estudava odontologia. E, destino cruel, se apaixonou por um homem casado. Não se concebia isso, então. Sem nenhuma alternativa honrosa, sem conseguirem romper o relacionamento e sem que ninguém soubesse, decidiram fazer o que para eles era a única saída. No dia de sua formatura, após a festa, engoliu um comprimido de cianureto, enquanto ele fazia o mesmo em sua casa. A Dinda nunca soube disso e, muito menos, da carta de despedida pedindo desculpas que a filha havia deixado para a mãe.
Como gostaria de ter conhecido minha tia e xará!!! Durante muitos anos de minha adolescência, cheguei a ter raiva dela ter se matado, sem ter me dado a chance de conhecê-la. Já mulher, consegui entender e até mesmo partilhar seu drama.

Muitos anos depois, meu pai trouxe a Dinda para ficar uns tempos com a gente no Rio. Dinda tinha todo um ritual para se arrumar. Ela mesma fazia um creme, talvez o que se pudesse chamar de base. Era uma receita toda misteriosa que ela só dividiu com a minha mãe. Elas iam para o fogão e ficavam horas mexendo um panelão, onde se via um líquido grosso bem branco. Depois de frio, era hora de encher os vidrinhos. Curiosa, como sempre fui, fiquei sabendo que não podiam ser vidros grandes, pois o creme precisava ser logo usado para não se solidificar rapidamente. Então, antes de usar, tinham que chacoalhar bem o vidro para que o creme branco depositado no fundo se misturasse àquela água turva acima dele.

Dinda ficava um tempão em frente ao espelho da pia do banheiro. De um lado, sua caixa mágica de papelão, onde eu encontrava milhares de novidades. Do outro lado, um cinzeiro com seu inseparável cigarro. Para meu pai parar de aborrecê-la com o cigarro, e as manchas amarelas nos dedos, ela desenvolveu um truque: segurava o cigarro com um grampo de cabelo e assim não manchava mais os dedos. Fumou até morrer sem qualquer problema.

Mas, voltemos ao espelho da pia. Chacoalhava o vidrinho do creme branco e pegava um chumaço de algodão, que embebia no creme. Ia espalhando sobre o rosto enrugado com uma precisão matemática. A pele ficava bem clarinha, toda por igual!
Aí, passava para os cabelos, que eram finos, já escassos e totalmente brancos. Desbastava-os, para dar mais volume, e ia ajeitando e prendendo com uns pentinhos pequenos e curvos também brancos – para não aparecer, é claro! Um baton bem claro finalizava a sessão.

Que saudade de tudo isso! Como era bom ficar lá admirando aquela pessoinha – ela era tipo mignon – tão sofrida e tão meiga ao mesmo tempo. Ela tivera uma vida bem dura depois que meu avô morreu. Criara os quatro filhos comandando uma pensão, por onde passaram ilustres figuras do cenário político do país.

Dinda era surda e usava um aparelho complicado. Não havia esses pequeninos que quase nem se vê. O dela tomava conta da orelha, e dele descia um fio que se ligava a um estojo – parecendo um celular grosso – que ela prendia na frente do vestido.
Era muito engraçado vê-la ao telefone. A parte que ficaria no ouvido, ficava em frente ao estojo, e o bocal ficava para cima, onde ela falava!!
Às vezes não respondia, quando a chamávamos. Consegui descobrir que fazia isso de propósito. Quando estava cansada do barulho - havia muita estática - simplesmente desligava o aparelho, e ficava em paz. Já no fim da vida, motivada por meu pai, tentou uma operação que lhe devolveu a audição. Glória!! Morreu escutando!
Fico a pensar se não teria preferido continuar com o aparelho, para poder desligá-lo de vez em quando...
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Visitem Daisy
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Edith Lovejoy Pierce e o Ano Novo - Citada por Penélope Charmosa

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Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. Nós vamos pôr palavras nele. O livro chama-se Oportunidade e seu primeiro capítulo é o Dia de Ano Novo.
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Mi Amor - por Yuri

meu amor

eu estou ficando perdido, quando nada mais faz sentido
quando não tenho seus abraços, seus beijos... quando não tenho você!
nada mais esta fazendo sentido, é! esse circo todo só porque você não está aqui,
onde deveria estar o tempo todo.
eu sei que você está longe agora, mas eu sei que você pode me ouvir muito bem
quando mais ninguém estende as mãos, você me puxa do poço
quando mais ninguém me aguenta e é capaz de me entender, você me entende, e sempre fala as palavras certas
quando ninguém mais é capaz de buscar meu amor, você chega e faz carícias em meu coração
quando você não está aqui, eu desarmo ouvindo nossa canção
quando ouço sua voz de novo, o que quer você tenha feito de errado, já está certo o perdão
quando meu coração esta enterrado de agulhas... eu não sei pra onde correr, só até você
mas você está tão tão tão longe, eu sonho em te encontrar
esteja onde você estiver, desejaria ser a chuva para poder cobrir sua pele
mas seria inútil quando seu amor já cobre meu coração intensamente
mesmo longe eu posso te sentir aqui dentro, muito aqui dentro
mas sei que isso não basta, eu sei que pode parecer meio impossível tudo isso, mas não é!
se fosse escolher entre o que é melhor pra mim eu não escolheria estar aqui, assim!
mas já é tarde demais, talvez eu esteja mesmo doente de amor, obcecado por você
ou, talvez, te seguindo com meu coração e minhas intuições
sei que te esperarei aonde você for
eu estarei aqui no mesmo lugar! sei que trará a mais bonita flor, que simboliza só o nosso amor
nossos nomes escritos na árvore de uma ilha distante, já planejo minha morte ao seu lado
mas da vida não temos garantia de nada, nem nos mais poderosos jogos de magia podemos ver como será
o amor vivido, então aguarde, viva intensamente, e espere a vida te surpreender
porque o que é verdadeiro não é jogado ao vento tão fácil, o que sinto por você.
seu príncipe ainda te espera naquele antigo éden...
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Visitem Yuri
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Aquele Vestido Vermelho - por ZzipperR

Eu estava caminhando na vida, cansado de ver pessoas passarem apressadas, todos correndo atrás do tempo, tentando modificá-lo, mas não tem jeito, ele é dominador e cruel, vai passando e passando e leva você junto.

Eu pensei que conseguia dominar o tempo, mas não consegui, ele está me levando também. Eu cansei! Vou parar, vou sentar na calçada e olhar as pessoas passarem. Eu vejo crianças passando, vejo velhos caminhando lentamente e também vejo jovens alucinados em seus sonhos, correndo e passando sem realizá-los. Eu continuo aqui sentado e olhando.

O que será que eu estou fazendo aqui sentado? Enquanto eles caminham, correm, sonham e vivem. Eu também quero viver, mas continuo aqui sentado.

Passam tantas pessoas na nossa vida, que um dia cruzaram o nosso caminho e hoje não sabemos onde elas estão. O que será que aconteceu com elas? Eu vou continuar aqui sentado olhando as pessoas passarem.

Senti um choque quando a vi, entre tantas pessoas caminhando leve, seu vestido vermelho voava com o vento, seus longos cabelos negros me encantaram e senti prazer em vê-la passar. Todos passavam sem dar atenção, mas ela não, Ela olhou para mim, deu um sorriso e continuou andando sem parar. Olhei para ela e resolvi segui-la. Ela tinha um caminhar elegante, solto, despreocupado e dominador.

Meus olhos brilhavam e eu não conseguia mais dominar o meu coração, Não sabia o que fazer, mas tinha que chamar a atenção dela. Naquele momento de desespero, peguei uma rosa e corri até ela, olhei nos seus olhos, que eram vermelhos de paixão e tremi de medo, não conseguia falar, mas entreguei a rosa em sua mão. Ela olhou para mim e sorriu, fiquei arrepiado e com medo. Fiquei com medo dela.

Ela continuou andando, com seus passos lindos e a minha rosa na mão, ela é linda, seu sorriso é lindo, seu olhar é lindo. Eu fiquei parado, em transe, sem ação. Quando ela estava quase sumindo, resolvi correr atrás dela e dar a ela um presente. Corri e peguei em seu braço. Naquele momento, ela parou e me olhou novamente, seus olhos eram vermelhos, os meus também estavam vermelhos e ela falou:
- Quem é você?
- Eu sou o amor e quero levar você comigo.
- Para onde?
- Para a felicidade. Vamos?
Ela olhou para mim, sorriu e quis continuar a caminhar, mas eu segurei a sua mão e falei:
- Eu não vou deixar você seguir sozinha! Vou segui-la. Posso?
Ela sorriu, olhou para mim com carinho e falou:
- Vamos!

Ela vai na frente e eu vou atrás, seguindo-a, por todo lugar que ela passar sigo com carinho e com amor, ela caminhando com seus passos mágicos e com aquele lindo vestido vermelho solto voando com o vento.
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ZzzzzzzzzzzzzzzzzzipperRRRRR.......
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Resposta a Meu Casaco Vermelho, de vestivermelho.
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Visitem ZzipperR
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Tema do Mês de Dezembro: Recordações

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Caríssimos amigos:
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Hoje foram publicados os textos referentes ao Tema do Mês: “Recordações”,
sugerido por Alba e vencedor da enquete.
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Participantes
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Aaron Caronte Badiz
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Ana
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Clarice A.
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Dália Negra
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Lélia
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Soraya Rocha
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Victor Luis
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Muito obrigado a todos que colaboraram com esta “blogagem coletiva”!
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Um grande abraço!
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Ex-orcismo - por Gio

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Ele vem de noite, quando você está prestes a dormir. Quando você acha que vai ganhar o que sempre sonhou, ele vem e relembra o passado, apontando o que de pior você já fez. Leva você para uma viagem do tempo, que te faz repensar sobre tudo. No fim, você acaba se convencendo que não merece o que estava prestes a receber, e larga de mão. O Fantasma do Natal Passado? Tirando a parte do Natal, ele é sim um fantasma do passado. Mas você o conhece por outro nome: o Ex.

Todo mundo tem um (ou uma) Ex. Eu já tive o meu caminho atrapalhado diversas vezes por estes seres, e certamente eu sou o Ex de alguém. Se eu der sorte (ou eu deveria dizer “azar”?), acabo sendo o Ex de mais de uma. Não ria. (Ou você acha que escapa?) E isso é certeiro: ex-namoros, ex-casos, ex-ficantes, e “amigos de micareta” todos podem ter bastante; agora, Ex, com sorte, você só vai ter um.

Pode ter sido um namoro de dois anos, um caso de duas semanas, ou uma rapidinha de dois minutos. Em casos mais graves, não chegou a ocorrer nem mesmo um envolvimento efetivo entre as partes. Pois, no caso do Ex, não depende o tempo de contato, mas sim o seu envolvimento afetivo com ele. De alguma forma, você gostou dele. Depois, por algum motivo, a história termina de um jeito muito estranho. Deixem eu me retratar: a história não termina, é claro que não – aquele momento é que termina. Ele foi seu namoro que terminou por causa dos pais, um primo de quem você não se esqueceu, uma paixão que surgiu durante um namoro. Poderia ter dado certo, não fossem outros fatores.

E é esse o segredo do Ex: poderia ter dado certo. Culpa sua, culpa dele, ou culpa de ninguém, não interessa: em outras condições, poderia ter dado certo. E isso parece dar um aspecto mágico (e certo poder) a essa figura notável na sua vida. O Ex pode acabar com namoros e romances promissores, deixar sua cabeça confusa, virar seus planos de cabeça para baixo, e provocar fortes recaídas, além de crises de ciúmes irracionais. Às vezes, não tem jeito, o problema é terminal: termina em casamento. Ou termina com um.

Apesar de toda essa confusão, nem sempre o Ex é uma entidade má. Muitas vezes, ele nem sabe que é de fato um Ex (e, de fato, muitas vezes você não percebe que ele é). Tudo vai depender do contexto: se é proposital, qual foi o motivo do término, e quais são as intenções de cada um. Atrás da figura de um Ex, pode estar o que você sempre sonhou... Ou pode estar o pior dos cafajestes. Se bem que um não exclui o outro – é tudo uma questão de ponto de vista.

O maior perigo aqui é ser levado não pela paixão, mas pela obsessão. Querer sem bem saber porque, ou não querer e continuar sendo afetado por isso. Dar uma nova chance pode servir de ultimato, e esclarecer as coisas... Desde que seja uma, e não uma compulsão frequente.

E você, já encontrou o seu Ex hoje?
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Visitem Gio
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Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Como o tema é “Recordações”, lembrei deste belíssimo poema do Casé (quanta falta faz aqui!), que achei profundamente sensível e absolutamente perfeito. Parabéns, Casé!
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LOBO DO MAR
(CASÉ UCHÔA)
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Nos portos que conheci
Deixei pedaços de mim
Lembranças que trago agora
Dos dias que já vivi

Verões que não voltam mais
Trovões que não mais ecoam
Saudades de cada cais
Gaivotas que já não voam

Espectros do que eu fui
Visitam-me a cada noite
Remorso que me possui
Carrasco com seu açoite

E o velho lobo do mar
Não resistiu à lembrança
E voltou a navegar
Alimentando a esperança
De encontrar pela frente
Trovão, raio, tempestade
Onda gigante, naufrágio…
A morte é melhor que a saudade.
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Visitem Casé Uchôa
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As Nossas Palavras XVII - por Aaron Caronte Badiz

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Sofá na sala de estar...
O passado para relembrar
Toda vez que o vamos usar.
É um trampolim para o nosso amar
Que deveríamos mais vezes rememorar.
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Baú - por Adhemar

Neste solitário abrigo,
neste solar tão preservado quanto antigo
estão guardadas as mais antigas lembranças.
É num quarto bem fechado
mas se faz hora da limpeza.
Emoções presentes
que outras não temos guardadas similares...
Ao olhar as ultrapassadas autodefesas,
que não servem mais pra nada;
tantas poesias desperdiçadas,
isto é,
despedaçadas na inclemente ação do tempo.
Recordações misturadas.
Tudo desarrumado neste solitário abrigo,
ora aberto para resgatar o que é inútil
e dar lugar à tralha nova;
novas emoções,
novas poesias e, quem sabe,
até o lindo momento erigido
ao profundo e inesperado sentimento novo.
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....................Visitem Adhemar
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Recordações - por Alba Vieira

Há momentos em que o passado
Invade de tal forma a vida da gente...
Parece que as lembranças transbordam
Qual a água de cabeça de enchente
Vêm aos borbotões e nem pedem passagem
E então provocam tão vívidas emoções
Porque são perfeitas as imagens
Trazidas pela mente aos nossos corações
Imagens do que foi vivido
Num tempo triste ou feliz
O que importa é que o espírito
É sacudido até a raiz
E quando existe a saudade
Lembrar-se de tudo é outra vez viver
Tanto que dá gosto cismar à tarde
E essa melancolia só nos dá prazer
E então desfilam variadas vivências
Coisas que pensávamos nunca recordar
E quanto mais distante no tempo a ocorrência
Mais detalhes e clareza vamos encontrar
Às vezes é possível ao fechar os olhos
Ter tudo daquilo uma outra vez
Imagens, sons, perfumes, o mesmo abalo
Que quase acreditamos que o mundo se refez
E a recordação alimenta a alma
Refresca o sentimento, tem grande poder
Relembrar ajuda, traz de volta a calma
Quando a saudade é tanta que nos impede de viver
Na verdade pra emoção o tempo não vale
É coisa que escapa de tempo ou lugar
O coração da gente é um mundo à parte
Render-se a este fato é questão de pensar...
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................................Visitem Alba Vieira
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Ânsia - por Ana

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Tarde da noite sigo seu rastro
De mulher jovem, decidida e bela.
Eu sinto remorso, orgulho, simpatia,
Enquanto me esgueiro por entre estas vielas.

Há casas de mil tipos, gente pela rua,
Caras conhecidas que eu não cumprimento.
Pois a minha pressa me mantém cativa,
Não me permitindo outro pensamento.

Quero encontrá-la... Onde estará?
Há tanto tempo não a avisto... Espere!
Ali... É ela... Deus! Quanta saudade!
Será que há abraço que supere?

Eu me aproximo devagar, nervosa,
Por encontrá-la após tanto tempo.
Olho-a nos olhos: sou eu mais nova,
A doce lembrança de meu melhor momento.
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