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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dignidade ou Morte - por Esther Rogessi

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Quem busca a verdade, quem obedece à lei do amor, não pode estar preocupado com o amanhã.(Gandhi)
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Aminetu Haidar, mulher, mãe, ativista saharauí, defensora dos Direitos Humanos do seu povo, luta pela libertação do “SAHARA OCIDENTAL”, indo de encontro à violação dos Direitos Humanos pela Espanha e Marrocos. Aminetu Haidar está impedida de voltar ao seu país por ter escrito no formulário de regresso as palavras “SAHARA OCIDENTAL”, tendo o seu passaporte confiscado.

No dia 10 de dezembro, dia Internacional dos Direitos Humanos, foi contado o 25º dia de greve de fome pela ativista que se encontra no aeroporto de Lanzarote. Aminetu recebeu as visitas incentivadoras de eurodeputados do GUE/NGL além de outros influentes, como apoio e forma de pressionar o governo espanhol e marroquino, procurando obter uma solução para que a ativista possa regressar à pátria... Quando entrevistada e frente ao questionamento feito sobre o que seria dos seus filhos caso ela viesse a falecer, Aminetu respondeu: “Eles perderão a mãe, mas, obterão dignidade.”

Há convocação em toda Espanha e países simpatizantes com a causa... com movimentos em prol da volta de Aminetu à pátria. Será lida uma carta redigida por intelectuais ao rei de Espanha, para que o mesmo interceda junto ao rei de Marrocos pela vida de Aminetu. Esta petição tem o apoio de Miguel Portas, entre muitos outros. Pede-se um grito face às graves violações dos “Direitos Humanos” no Saara Ocidental.

Miguel Portas se dirige em carta aberta ao embaixador espanhol em Lisboa usando os termos: “não é razoável o fato de um país que não reconheceu a ocupação do Sahara Ocidental pelo reino de Marrocos, aceitar a imposta estadia de Aminetu Haidar em Lanzerote, lhe oferecendo a condição de refugiada o que está totalmente fora da aceitação da mesma, pois o seu desejo é ser cidadã na sua própria terra”. O escritor português José Saramago, após visitar a ativista saharauí, afirma que sua saúde está cada vez mais debilitada e diz: “se ela morre todos seremos moralmente mais pobres”. Palavras de Saramago em entrevista ao jornal El-País.

CHAMO ATIVISMO A VOZ DOS MANSOS EM MEIO ÀS INJUSTIÇAS!...
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Visitem Esther Rogessi
Mahatma Gandhi.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Gilberto Gil, “A Linha e o Linho” - por Ana

É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zigue-zague do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa, da paixão
A sua vida o meu caminho, nosso amor
Você a linha e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza
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Toco de Vela - por Clarice A.

Saíam de casa ainda não havia clareado totalmente o dia. Andavam cerca de trinta minutos até a estrada onde pegavam o ônibus, rodavam mais uma hora, mais uns quinze minutos de kombi e chegavam na obra em torno das sete horas.
Vieram juntos do Ceará atrás de melhores condições de vida. A miséria extrema de onde nasceram e cresceram fez com que decidissem sair de lá. Quando arrumaram trabalho e moradia providenciaram a vinda das famílias.
Na obra em que trabalhavam eram conhecidos como Cabeção e Toco de Vela. Lá todos tinham apelido. Jamanta, Maguila, Tatu, Xuxa (por causa do cabelo oxigenado), Gambiarra, Mineiro etc. Cabeção não se importava, acostumou-se logo com a irreverência dos colegas de trabalho, mas Toco de Vela não aceitava de jeito nenhum. O amigo o aconselhava a deixar para lá, todos tinham apelido. Ele discordava. O Mineiro nasceu em Minas é mineiro, tá tudo certo, mas eles nasceram no Ceará então porque são paraíbas? Mais a mais, não eram os únicos cabeçudos e baixinhos da obra. Na verdade, baixinho como ele (1,50m de altura) não tinha mais ninguém, mas o amigo concordava para não aborrecê-lo.
Ele era “pavio curto” e brigão e como os outros não quissessem briga, mas apenas zoação, quando dispersos na obra, afinavam ou engrossavam a voz para que ele não pudesse reconhecer e gritavam: Toco de Veeeeeela, Toco de Veeeeela. Ele furioso, mas sem saber quem era, tinha que aturar. Um dia, um novato desavisado o chamou pelo apelido e saiu uma briga daquelas. Homens com força física e resistência, foi um custo para apartar. Alguém comentou que ele parecia um pitbull, baixinho e muito forte. Passaram a gritar: Pitbull Toco de Veeeeela, Pitbull Toco de Veeeeeeela. De longe, é claro.
Naquela segunda-feira, durante o trajeto para o trabalho, o baixinho desabafou com o amigo: a patroa estava braba que só, queria um dinheiro que ele não tinha. Trabalhava de segunda à sexta na obra, fazia bico nos finais de semana, ainda fazia a casa em que moravam. Ele e o amigo haviam comprado o terreno e faziam suas casas na medida do possível. Não passavam fome e tinham um teto para morar, ela esquecera rápido da vida que levavam antes. O amigo ouvia calado, deixava-o falar, era melhor que desabafasse.
Trabalharam em silêncio a manhã toda. Na hora do almoço, esquentaram a comida e sentaram-se para comer. Quando o baixinho abriu a marmita levou um susto. A mulher fritara um pé de galinha até esturricar e colocou o feijão, o macarrão, o arroz branquinho e aquele pé de galinha crispado, horrível em cima do arroz. O amigo achou que a comadre tinha exagerado na vingança por não ter a vontade satisfeita, mas nada disse. O baixinho comeu porque aprendeu com a fome que não se rejeita comida, mas aquilo estragou seu dia.
Voltaram ao trabalho, carpinteiros de primeira, o baixinho excepcional, seus telhados eram perfeitos e ele, homem de pouca altura, a desafiava nos telhados, um equilíbrio, uma técnica e uma coragem fora do comum. Precisava também de muita atenção e concentração, mas sua cabeça estava longe. Quando chegasse em casa, ao invés de tomar banho e comer, teria que falar sério com a mulher. Era enfezado na rua, mas em casa não gostava de confusão, casa era para se ter paz. O amigo queria trabalhar na parte mais segura, não falou, mas achou que ele não estava bem. Ele insistiu e foi para a ponta do telhado. E aconteceu. Desconcentrado, um passo em falso, a falta de apoio para o pé, o corpo sem controle inclinando-se para trás, o braço estendido e a expressão incrédula do seu amigo-irmão, o azul do céu em suas retinas e o nada. O baque do corpo no chão fez tremer o amigo. A notícia correu na obra, vieram todos, expressões consternadas, um deles se fora. Cabeção chora e vinda do grupo ouve-se a voz do Mineiro em triste constatação: Toco de Vela se apagou.
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Inspirado na serigrafia Construção, de Anita Bastos.
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sábado, 12 de dezembro de 2009

Convite - por Poty

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Dia 13/12 não será apenas um domingo de dezembro chegando o final de ano, mas o momento de encontro, realizações, festivo de todas as artes para você amiga(o), amigas das amigas, famílias, enfim todas e todos!!!
Vai lá e saberás que este dia será o dia!!!
Aproveite, podes até comprar um bom presente de Natal.
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Raimundo Bertuleza - Poty
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COOPERATIVA DOS ARTISTAS DA SERRA GAÚCHA
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Conrado² (Quem Diria) - por Priscila Conrado

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Ando pensando na vida
e você não está presente
em meio a tudo não vejo saída
com memórias consumindo minha mente

De repente a gente se reencontra
e só pra mim em sussurro desabafa
E o resto, isso não conta
Porque esse amor nunca acaba.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ir de Um a Outro Lugar - por Kbçapoeta

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O inseto de Confúcio vai e vem em seu bailar.
Livre da gravidade, energia espalhou.
Ele é único, singular.

Transmutado, adulterado,
Convertido no fim.
Sem regresso, sem retrocesso.

In natura é a mais perfeita expressão.

Desenvolvido, bicho-da-seda, ficou para trás.



Visitem Kbçapoeta
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Busca - por Ana

Nas minhas tentativas vãs
De encontrar seu endereço,
Eu me esqueço da beleza
E de todos os adereços.

Porque o caminho é árduo
(Abismos, grutas, atalhos,
Caatingas, mangues, desertos...),
Então para ele me talho.

É busca de toda a vida,
É destino malfadado.
Falando assim, nem parece
Que você dorme do meu lado...
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Desalento - por Leo Santos

Lá estava a sorte grávida,
fazendo a chantagem clássica,
tácita censura no olhar,
trágica consequência nas mãos.

Roleta de escolha única,
dando azo à face úmida,
lúdica faceta mostrando,
lúcida, resignada opção…

Esperança em tumba gélida,
e adeus à face angélica,
réplica da terra fiel,
bélica zona e seu canhão.

Desfeita a pose atônita,
restou enjaular a fera indômita,
incômoda já nem é tanto,
irônica talvez a situação.

E o sonho da diva mítica,
foi-se, turbou a água límpida,
olímpica derrota inglória,
fatídica consternação…



Visitem Leo Santos
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Recado - por Leo Santos

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Olá, leitores do Duelos, afetuosas saudações!
Desculpem-me pela aparente indiferença, mas, na verdade, por ora estou descomputadorizado, e só entro em Lan Houses, o que dificulta meu acesso, mas continuo lendo o Duelos, só que não tenho publicado novos poemas por enquanto. Desculpem a falha que espero reparar em breve.
Abraços a todos!
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Recado - por Anônimo

Oi, Adir.
Achei fantástico o seu texto!
Eu parei de postar no Duelos por perceber que quase todo mundo aqui quer ser lido, mas não se dá ao trabalho de ler os textos dos outros autores.
Com raríssimas exceções, há textos belíssimos sem sequer um comentário dos colegas do blog.
Enquanto frequentei assiduamente o blog, comentei tudo o que realmente eu achei bacana, e sei que esses comentários estimularam os autores a escrever mais e melhor.
Mais uma vez, parabéns pelo texto. Torço para que ele ajude a mudar a forma de participação dos amigos do Duelos.



Comentário em Vamos Ler, Lendo..., de Adir Vieira.
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Aedo Cibernético: Acalanto - por Cacá

.......Diz o Chico Buarque que nós “herdamos do sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo” (Fado Tropical). E os baianos foram os primeiros a receber esses genes e o espalharam depois pelo Brasil. Aí, o Dorival Caymmi, quando nasceu a sua primeira filha, a Nana, compôs essa música para lhe embalar nas noites de insônia, de choro e de vontade de uma mamadeirazinha.
.......Meu regime de trabalho era de revezamento em turnos noturnos, diurnos e vespertinos. Quando nasceu a Maíra, eu tinha, dentro das 24 horas do dia, horário para trabalhar à vontade, enfim. Costumava chegar de manhã para dormir e ela, lépida, fagueira e ligeira, chegava ao meu quarto para brincar. Aí, tinha que fazê-la dormir comigo, caso quisesse descansar para uma nova jornada mais tarde ou no outro dia. Fui descobrindo umas musiquinhas que lhe acalmavam momentaneamente o fogo. Meu relativo sucesso era com ACALANTO. Nos primeiros minutos, ficava como uma tocha, os olhinhos acesos prestando uma atenção danada, feito coruja. Depois ia se acalmando até adormecer em meus braços, ou a gente junto deitados no meio das almofadas no chão da sala, cada um dormindo um soninho bom.



ACALANTO
..........(Dorival Caymmi)

É tão tarde, a manhã já vem
Todos dormem, a noite também
Só eu velo por você, meu bem
Dorme anjo, o boi pega neném
Lá no céu deixam de cantar
Os anjinhos foram se deitar
Mamãezinha precisa descansar
Dorme anjo, papai vai lhe ninar

Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta

Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta


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*Na Antiguidade, como a escrita era pouco desenvolvida, o AEDO cantava as histórias que iam passando de geração para geração, através da música. Depois, veio o seu assemelhado na Idade Média que era o trovador. Hoje, juntado tudo isso com a tecnologia, criei o AEDO CIBERNÉTICO.
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Visitem Cacá
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Tô Tentando - por Fatinha

Querido Brógui:

Procuro sempre me inserir dentro do grupo, ainda que negue veementemente essa minha necessidade de aceitação. Sempre mantenho a maior pose de quem-quiser-que-me-aceite-do-jeito-que-sou. Maior caô. Tenho em mim tatuada ainda a lembrança da adolescente que fui, meio gordota, cabelinho mau-com-Deus, tímida e nada, nem um tiquinho de nada, popular.
Por conta desse trauma de adolescente, vem o esforço de ser mais ou menos como todo mundo. Seguir as modas, não soltar nenhuma pérola politicamente incorreta, misturar-me à população local, seja lá qual for a população local.
No entanto, de vez em quando não dá. Vez por outra recebo uns olhares fulminantes, daqueles que me fazem sentir qual o mosquitinho do cocô do cavalo do bandido. Pequeninha, ridícula, uma coisinha à toa.
Um desses momentos é quando confesso humildemente que não tenho Orkut. NÃO TEM ORKUT? Não, digo eu, me desculpando por ser tão insignificante. Tenho meus motivos para não participar do que todo mundo participa, mas todo mundo acha que todo mundo tem que fazer o que todo mundo faz.
Outros momentos mosquitinho são quando confesso que não sei nadar e que não tenho passaporte. COMO ASSIM? Desculpe, não posso viajar de barco para fora do país. Mas, embora não saiba voar, posso viajar de avião, desde que não ultrapasse a fronteira.
Também não bebo e nunca fumei maconha. COMO? Tudo bem eu sou uma chata careta. Em compensação, posso levar uma dura de qualquer PM na madrugada. Tá bem. Essa opção não é mais saudável que as drogas.
VOCÊ NÃO FUROU A FILA E AINDA DEVOLVEU O TROCO QUE A MOÇA DEU ERRADO? Desculpe, “mas não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver e não posso aceitar sossegado qualquer sacanagem ser coisa normal”.
NÃO TEM CÂMERA DIGITAL? Desculpe, não tinha nem daquela de filme…
OK, então eu confesso: sou uma marginal, mas tô tentando deixar de sê-lo. Comprei um pen drive essa semana, meu celular tem câmera que eu juro que ainda vou aprender como funciona, falo palavrão e como fritura.


Postado, originalmente, em 25/08/2008.
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Visitem Fatinha
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Resposta - por Anônimo

Ainda lamento versos perdidos
Do primeiro comentário
Que pena foram esquecidos
Por este cérebro otário

Mas faço nova tentativa
Vamos ver no que isso dá
Por isso reli prestativa
Ao esforço do pensar

Classificas discrepância
O que tem alicerce de amor
Me parece é implicância
Mas como fez, tem louvor

De novo me vem a lembrança
Daqueles nossos avós
O que nos dava esperança
Em meio ao mundo atroz

Por isso tenho que dizer:
Não se atenha a coisas assim
Achou o que já não se vê
Se te incomoda, olha pra mim!

Em meio a Rhus tox, formol...
Está bem, sempre cuidada
E se o outro lado vive em prol
De ter a mente avaliada?

É bonito de se assistir
Às duas almas que flutuam
Há muito em paz sem desistir
Só contra o mal é que lutam.

Pra terminar eu deixo então
A idéia que se faz
E te informo de antemão:
Pra vocês, desejo é MAIS!

Mais de tudo que há de bom
Mais de todo bem que virá
Mais do amor que dá o tom
Pra essa paz se aconchegar.



Resposta a Discrepâncias, de Ana.
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Pertinho do Céu - por Clarice A.

.....Sentada num grande galho da jaqueira a menina acenava para a mãe que a procurava da janela da cozinha. A mãe já não se preocupava mais com a mania da menina de subir nas árvores, acostumara-se com isso. Quem a ensinou foi o irmão mais velho e ela o acompanhava ágil, segura, ele ensinando-lhe onde pisar, a procurar os galhos mais fortes, os entroncamentos onde podia sentar-se e descansar da subida, a ter cuidados com as lagartas, distinguir entre elas as perigosas que queimavam, como pegar as frutas mais distantes sem cair. Era atrás das frutas que ele subia; ela, porque gostava de subir nas árvores, e quando chegava o mais alto que conseguia esticava o braço com a mão espalmada para o alto como se quisesse tocar em algo e gritava: mãe, estou pertinho do céu. A mãe mandava que ela descesse e viesse para a jaqueira que ficava bem perto dos fundos e podia avistá-la enquanto fazia o serviço da casa. Além disto, o galho em que a menina sentava-se era forte e não muito alto. Ela dizia para a mãe que as coisas diminuíam de tamanho quanto mais alto subisse e descrevia os ninhos que via, mas não tocava.
.....A menina gostava de brincar com os irmãos, colegas, os numerosos primos mas a correria e o barulho a cansavam rapidamente e preferia ficar sozinha observando os pássaros, as fileiras de formigas e os demais insetos que habitavam o seu quintal. Não tinha medo, não os pegava, apenas observava. Ajudava a mãe a cuidar do jardim, regava as plantas, sabia a época das flores e das frutas. Criança observadora e de natureza contemplativa.
.....Um domingo à tarde a tia apareceu com os primos para irem juntos ao parque de diversões. Tarde promissora de céu azul e temperatura agradável.
.....No parque as coisas num ritmo frenético. Primeiro os carrinhos, desviando, batendo uns nos outros, os risos, os gritos de susto e alegria. Dali vieram as voltas num carrossel e depois a montanha-russa com a lenta subida e a descida vertiginosa. Quando chegaram lá embaixo a menina apertando a mão da mãe pediu com voz chorosa que voltassem para casa. Tonta, enjoada, as pernas bambas, o coração acelerado, não entendia como aquele lugar podia se chamar parque de diversões. Queria estar em casa, na sua jaqueira.
.....As duas separaram-se do grupo, sentaram-se até que a menina se recuperasse e foram dar uma volta pelo parque enquanto os outros brincavam. Ao avistar a roda-gigante a menina observou o lento movimento para cima, seus olhos voltaram a brilhar e ela pediu à mãe para dar uma volta. Enquanto a roda subia lentamente, o sorriso e a alegria voltaram ao rosto da menina e, quando a cadeira em que estavam atingiu o ponto mais alto, ela esticou o braço com a mão espalmada e disse a frase que a mãe já esperava: mãe, a gente tá pertinho do céu. Enfim, naquela tarde, naquele mesmo parque, a menina encontrou o significado do lugar se chamar parque de diversões.


Inspirado na serigrafia Roda-gigante, de Anita Bastos.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ciúme - por Marília Abduani

“Onde estiveste de noite”
que não chegaste mais cedo,
que te deixaste na rua?
Amor, tão frágil brinquedo.
O amor, que é tênue, que é um fio,
deixa os cabelos molhados,
corre, escorre feito um rio,
carente, desgovernado.
Onde deixaste teus pés
e penduraste o teu grito?
Lembra: O amor é infinito
e o ciúme, desgovernado.
“Onde estiveste de noite”
que não deixaste um aviso?
Sonhando, talvez, com a lua?
Inventando um paraíso?
Viva a santa liberdade,
ser livre, também machuca.
Onde estiveste de noite,
que despertaste o ciúme?
“A liberdade termina
quando a saudade cutuca.”
Clarice Lispector

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Vamos Ler, Lendo... - por Adir Vieira

Descobri que não sei ler
Sendo a letrada que sou,
Pois se não vejo o que quero,
logo abandono o autor.
Nesse mister tenho perdido
as melhores coisas, senhor...
pois se só o que penso eu digo
não encontro outro autor.
Sei que já acumulo
estrofes e mais estrofes,
mas sempre tem alguém doido
para ensinar a algum bofe.
Se eu me nego a ler,
com os olhos e ouvidos atentos,
por certo que vou perder,
viagens que valem pelas letras...
Tenho que me concentrar,
olhar com o coração quieto,
por certo que vou gostar e achar
o que busco e tenho no peito.
A própria escolha do tema,
já mostra que vamos de encontro
aos anseios mais prementes
na descoberta de autores.
Assim se dá com os blogs,
só pelo título do post
julgamos se é bom ou ruim ler,
e com isso com certeza,
deixamos de olhar e ver.
Vamos ser mais complacentes
com aqueles que aqui estão,
todos, nas entrelinhas,
deixam parte do seu ser,
por isso é bom olhar e ver.



Visitem Adir Vieira
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Quando o Silêncio se Transforma no Maior dos Males - por Esther Rogessi

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Lo más atroz de las cosas malas de la gente mala es el silencio de la gente buena.(Gandhi)
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.Há homens que foram eternizados por seus atos. Contínuos ou momentâneos. Homens exteriormente frágeis, porém trazendo em si uma fortaleza ímpar; quase sempre silenciosos, porém dotados de sabedoria - filha do silêncio, da observância, oração e meditação! Enganosamente, alguns confundem o silêncio com fraqueza, porém, o seu poder é incontestável - é uma arma poderosa, precisa e avassaladora. O silente não é mudo, passivo e/ou subjugado, ele é preciso! É verdadeiro; exímio estrategista. O falante se perde na oratória - muitas promessas e pouca ação - aliás, falar não combina com agir. A máxima do poder está na quietude. “A ação de um ato é o clímax decorrente dos preâmbulos silentes.”
O maior dos homens - Jesus Cristo - era comedido nas palavras. No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente (Provérbios 10.19).
A natureza, Sua criação, é exemplo para tantos quantos, silentes, a observam. A luz e o ar, mesmo que tênues e silenciosos, penetram profundo; a vida terrestre é dependente do silencioso e invisível oxigênio. Há poder no silêncio, lembro-me do poder existente nos olhares dos meus pais... que poder de liderança existia neles!... Quem de nós - seus filhos - se atreveria a desobedecê-los?
“O verdadeiro poder está na ação silenciosa de uma determinação!” Deus, o Poder Supremo; Incontestável Existência; Silente e Invisível a ponto de - por muitos - ser desacreditado por assim ser... Silenciosamente rege o mundo, determinado no cumprimento de Suas Leis, faz-se ouvir no momento preciso pelos que as desobedecem.
Ele, o maior pacificador que a história registrou. Por isso é o Príncipe da Paz! “Pacificador não é o ser passivo, submisso, inerte e/ou apático. Porém, é o que usa de todas as armas, geradas através do ‘poder do silêncio’, até o momento máximo, quando, enfim, se faz necessário ser ouvido!” O homem, obra de Seu poder, é gerado em silêncio, até o momento da ação final: o nascimento.
*O termo pacificador no grego literalmente quer dizer: O que promove a paz; fazedores da paz; os que trabalham pela paz; o que é determinado em promover a PAZ. Sabemos, porém, que a concretização desse ideal, por muitas vezes, origina guerras.

Gandhi usou as armas do silêncio, não da indolência. Agiu, usou a palavra no momento oportuno, se fez sacrifício vivo - em forma de jejuns e orações - por muitas vezes sofreu prisões, lutou pelos direitos dos hindus, pregou a não violência como arma poderosa, organizou uma greve em 1922 pela queda de impostos, causa nobre e meios nobres de lutar, porém o povo se levantou em fúria e depredou patrimônios públicos, Gandhi se confessa ‘culpado’ e é preso. Em 1930 viaja a Londres, Inglaterra, para negociar a independência da Índia, em vão. Em 1947, a Índia se torna independente. E o fanatismo dos hindus e mulçumanos os levarou a uma batalha sangrenta, resultando em milhares de cadáveres pelas ruas. Os mulçumanos reivindicam um Estado independente, o Paquistão.
Em busca pela paz, Gandhi aceita a divisão da Índia, com o fim de evitar mais derramamento de sangue entre hindus e mulçumanos, e atrai para si o ódio dos nacionalistas hindus. Usa suas armas silenciosas: o jejum e a oração. Consegue o que nenhum político conseguira. Porém, aos trinta dias do mês de janeiro do ano de 1948, aos 78 anos de idade, é assassinado por um hindu.
A causa é pacífica - a injustiça social, em suas múltiplas formas, é oriunda da ganância e do abuso de poder; toda a forma de maus-tratos aos seres vivos quer sejam homens, animais e/ou a natureza -, os meios são pacíficos, a reação opositora é que conduz o homem à guerra.
Certa vez, falei que Jesus foi o maior político da história. E logo alguém fez à pergunta esperada:
– Por que político?
Respondi-lhe:
– Porque o seu compromisso maior foi com a vida – do Seu próximo – e com a verdade. Esses são os requisitos para a formação do caráter de um verdadeiro líder.

Lembrei-me de uma frase célebre:
“Minha devoção à verdade empurrou-me para a política; e posso dizer, sem a mínima hesitação, e também com toda a humildade que não entendem nada de religião aqueles que afirmam que ela nada tem a ver com a política.” (Gandhi)
O pacificador é um político em potencial. Os que ora se nos apresentam são degenerações da boa raiz: politicagens de politiqueiros, jamais políticos e ainda menos política.
“Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra.” (Mt 5.4) “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.” (Mt 5.9)
Mansos são todos quantos lutam pela paz! De outra forma, nenhumas terras teriam por herdade nenhum legado, nem mesmo a “liberdade” – os maus, os roubadores, certamente não abririam mão delas. Este fazedor de paz, o pacificador, deve ser ativo, é preciso fazer algo. Não sejamos apenas pacifistas, mantenedores da paz, porém pacificadores, fazedores da paz.
O pacificador tem por pátria o mundo.
O amor é a sua máxima. E o seu próximo nem sempre é o mais próximo, porém é todo aquele do qual se tem conhecimento em injustiça; sua causa é toda a que foge ao amor e ao respeito, intencionando a promoção da paz. Todas as nações, todos os povos são de sua total responsabilidade.
Assim, como o senhor de um lar o é de fato e a ninguém deve satisfação quanto ao andamento desse - desde que comungue com as leis e estatutos vigentes, abrindo exceção quanto a toda ação marginalizada, mesmo que dentro do espaço declarado e legalmente seu - desta mesma forma o ‘pacificador’ tem direito de denunciar todas as ações más dos homens maus, quer seja onde for. Com o intuito de fazer o bem e promover a paz, sem que com isso seja taxado de antiético!

O SILÊNCIO DOS HOMENS BONS É MAIS ATROZ DO QUE TODO O MAL QUE OS HOMENS MAUS POSSAM COMETER! (Gandhi)

É segundo a verdade ora expressa através desse pensamento Gandhista, porém coerente com a verdade bíblica: “Abre a tua boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham em desolação.” (Pv 31:8) Que me pronuncio no tocante aos horrores existentes em nações longínquas, tais quais China (com sua matança de meninas) e a Índia, do pacificador Gandhi, onde a mulher é tratada como um ser inferior em pleno século XXI. Onde impera o aborto seletivo. Fetos do sexo feminino são selecionados e condenados à morte. E quando chegam a nascer são mortas por afogamento produzido conscientemente pelos próprios pais... Assista ao filme e/ou vídeo Matruboomi.
As fotos e/ou vídeos são deveras chocantes, chegam a agredir a nossa paz interior; a ferir nossas retinas, porém são chaves para o despertar de que nem tudo são flores e/ou amores. Há injustiças, horrores, ultrajes e abominações à espera da denúncia dos “bons” estruturadores e pacificadores através das letras...
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O MAIS HORRENDO DE TODOS OS CRIMES: A PEDOFILIA A MAIOR AGRESSÃO AO INOCENTE E AO INDEFESO!
A criança é a esperança mundial para dias melhores.
“Instrui às crianças e não será preciso punir os homens.” (Pitágoras)
É fato que toda transgressão atrai uma punição. É lei divina, universal e natural, visto que a própria natureza reage diante da usurpação e/ou degradação aos seus limites, em uma demonstração clara e precisa de que as leis existem para que as obedeçamos, do contrário, não serão leis. Estas são implacáveis em sua justiça. Não fazem acepção e os que a elas não se moldarem estarão fora-da-lei e nessa condição marginalizados.
Na nossa nação, Brasil, há quase que impunidade sobre crimes, que estarrecem-nos. A horrenda PEDOFILIA é um deles. Sabemos que recentemente um dito JUIZ - não de futebol, porém, executor das leis -, pedófilo, recebeu por sentença, a aposentadoria - quantos trabalham toda a vida honestamente, sem que possa usufruir desse direito? - para que pudesse aplicar mais tempo à prática do mal?...
Quantos homens bons estão a praticar o maior dos males, mais atroz do que os praticados pelos homens maus... O SILÊNCIO!!! (Paráfrase da frase de Gandhi).

Sejamos pacificadores e não espectadores. Promovamos a paz!
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Mahatma Gandhi.

domingo, 6 de dezembro de 2009

As Nossas Palavras XXVI - por Lélia

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Quem mantém apagada a chama da vontade própria, perde muito na vida. Porque a chama da vela de outra pessoa, neste caso, não adianta nada. Mas quem acende esta sua vela logo cedo na vida e a mantém acesa, com certeza terá o caminho sempre iluminado.
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As Nossas Palavras XVII - por Aaron Caronte Badiz

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Água mole em pedra dura
Resiste, bate e até fura
Não dê com a língua nos dentes
Porque pode irritar amigos e parentes
Ossos duros de roer
Cedem a quem faz por merecer
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Natal - por Adir Vieira


Acordo e olho o calendário.
Levo um susto constatando que faltam tão poucos dias para o Natal.
Nesse pouco tempo são tantos os compromissos a cumprir! Parece que todos os casamentos dos filhos de amigos são marcados para essa época tumultuada. Parece que as festas de aniversário, as formaturas, enfim, parece que todos os eventos comemorativos reúnem-se no Natal que, por si só, nos ocupa por demais.
O verão, a temperatura quente, já dificulta nossa movimentação, pois às vezes somos pedras pesadas que se negam a sair do lugar.
Mas o ar dessa época clama por felicidade. Por mais que ouçamos e vivamos apagões, chuvas fortes, arrastões etc., é o tempo mais feliz do ano. É o tempo que, desde as crianças até os anciãos, todos estão envolvidos num clima de festividade que só faz bem!



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