Creative Commons License


Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 27 de dezembro de 2008

Destino da Mão - por Kbçapoeta

A fase que mais se tem justiça
É a da justiça com as próprias mãos
As mesmas mãos que deslizaram por seus cabelos
Aquela mão
Com o indicador em riste
Tocou-te nos lábios pedindo-te silêncio
Para você ouvir eu te amo
Sim, a mesma que de tão atrevida
Tocou-lhe no sexo e te convidou para dançar
Pela primeira vez
Sim
A mesma mão
Que de tanto amor executava a pena
Mesmo quando esta se anunciava injusta
Sim
Pobre mão
Que se desculpava
Que se a violência era necessária
Mas que depressa essa mão executa
Se, em um segundo ela exulta
A alma chora
E tudo se perdoa



Abraço a todos do “DUELOS”
.
.
.
Visitem Kbçapoeta
.

Feliz Ano Novo - por Alba Vieira

Está chegando a hora da virada. Pode ser apenas o momento de virar a folha do calendário ou você pode fazer desta hora uma verdadeira virada, uma transformação na sua vida. Você é quem decide.
Tudo começa na nossa imaginação. Podemos imaginar este novo ano que se inicia como uma viagem.
Está chegando o instante de você se pôr a caminho…
Aonde irá? O que levará na bagagem? Já sabe para que lugares vai?
Ficará muito tempo em poucas localidades ou passará por inúmeros novos locais com estadia breve? Conhecerá novas terras profundamente ou visitará apenas monumentos e paisagens recomendados por outros, com olhares fugazes e superficiais?
Você levará uma enorme bagagem que dificultará seus movimentos ou partirá portando apenas o necessário para garantir sua sobrevivência e permitir sua aventura rumo ao desconhecido?
Vai viajar sozinho, aprofundando-se em si mesmo ou quererá a companhia de alguém especial ou mesmo viajará em excursão com amigos ou desconhecidos? Você partirá para encontros ou para uma aventura sem destino, apreciando e aprendendo com o que encontrar no seu caminho? Viajará querendo usufruir apenas as belezas, festas e maravilhas da caminhada ou estará preparado para enfrentar os obstáculos e imprevistos?
Partirá com o coração aberto, certo de que o que virá será o melhor para você e estará em condições de vivê-lo plenamente ou tremerá de medo, pensando nas dificuldades que poderão advir? Estará preparado para assumir os riscos e se empenhar nas subidas, para chegar ao topo, poder se encantar com a paisagem vista de cima ou preferirá se abster de contemplar o belo enquanto, com passos certos e tímidos, percorrerá apenas estradas já conhecidas?
A escolha é sua. Tudo dependerá somente de você.

Não sei como será sua viagem neste 2009, nem como será a minha, mas estou cheia de esperança, curiosidade, confiança de que os caminhos escolhidos por meus pés serão os exatos para mais esta jornada, os melhores para mim.
Que assim seja para você também, e que seus olhos estejam bem atentos para enxergar, seu coração em paz e aberto para receber as dádivas da vida.
Solte-se, arrisque-se e se responsabilize por sua atitude corajosa de criar sua felicidade hoje.
.

Flores em Escarpas - por Alba Vieira

.
.
.
.
.
.

A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
.
.
.

Colcha de Retalhos - por Raquel Aiuendi

A vida se encontra retalhada, são retalhos que migram para as grandes cidades, mas de pequenas oriundos…
Retalhos rotos, novos ou velhos, retalhos com formatos tão variados… são retalhos.
Retalhos de morim, algodão, malhas variadas, cetins, de seda, de chita… são retalhos.
Entre pedras e asfalto, máquinas e CO­2, suicídios (materiais, emocionais e espirituais), cinzas, decibéis débeis que só sobem… sim, há retalhos de azul, natural, de olhares, vida e silêncio que encerram um pedaço de éden escondido em cada um de nós… são retalhos: todos recicláveis.
.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A Vida Continua - por Kbçapoeta

Quando nasci perguntei:
Porquê?
Quando esse porquê foi resolvido
Já era resposta obsoleta
Sendo resposta obsoleta
A vida continuava vazia
Sendo vazia
Obsoleto tornara-se meu viver
decidi passar propiciar como cupido
Um delicioso e sensual encontro
A navalha deslizando em minha garganta
Nua
A seiva vermelha jorra aos borbotões
E a vida continua




.........................Visitem Kbçapoeta
.

Pedido ao Papai do Céu - por João Luis Amaral

Querido Papai do Céu,

Hoje eu quero fazer um pedido especial: quando eu crescer, eu gostaria muito, muito mesmo, de continuar sendo criança. É o meu sonho. Por que ser grande é muito chato.
A gente aprende um montão de coisas legais quando é pequeno – ensinado pelos grandes, veja só – mas tem que esquecer tudo quando cresce.
Dá para entender? Eu não consigo.
Perguntei para a minha mãe, entre uma dobradura e outra no meu super barco de papel, se tem alguma razão para isso acontecer.
Ela tentou explicar, mas confesso que não entendi nada.
Falou que era por causa do trabalho, das obrigações do trânsito infernal, das intermináveis contas para pagar, da obrigação em acompanhar o noticiário diariamente (além de ter lido o jornal), saber como fechou a Bolsa daqui, como abriu a Bolsa de lá; onde está o dólar, quem está em guerra com quem, em quem votar na próxima eleição, o time do coração que não está nada bem, a sogra que virá no fim de semana, o presente do cunhado… essas coisas.
Ouvi tudo com atenção, mas voltei para o meu barco de papel sem responder coisa alguma.
Eu, hein? Prefiro ficar aqui, enquanto posso, fazendo tudo o que gosto:

Andando descalço pela gramaJogando água na terra até virar lamaFazendo castelo com pedrinhasTentando bater meu recorde de sete embaixadinhasJogando uma partida de vídeo-gameAcampando na sala com lençol, travesseiro e as cadeiras da sala de jantarPlantando feijão no algodão e esperando brotarMisturando banana com mel e aveiaPintando papel com tinta a dedoRecortando figuras das revistas e colando num outro papel, só para ver no que vai darMontando outro castelo, agora de cartas de baralhoEscrevendo escondido na parede atrás do sofáJogando a bolinha para meu cachorro trezentas vezesTomando picolé de frutasMisturando sucrilhos com leite e nescau, à tarde, em frente à TVImaginando figuras engraçadas nas nuvensAcompanhando o caminho das formigas pela paredeJogando bola, queimada, vôlei ou qualquer outra coisaBrincando de péga-pégaMontando uma casa de madeira na árvoreTocando a campainha da casa do vizinho e fugirPaquerando a filha do vizinhoIndo ao cinema no meio da tardeChupando manga tirada direto do péAndando de bicicleta sem capaceteAprendendo a subir em árvoreTomando água da torneiraRindo à beça das trapalhadas que eu mesmo façoLendo um livro deitado no sofáAprendendo a fazer pão-de-queijo (e ficar olhando dentro do forno até crescer)Tomando banho de esguicho num dia de sol quenteDescascando laranja tudo erradoMisturando coca-cola com sorveteQueimando papel com uma lupaFugindo de abelhaComendo doce de leite sem culpaTomando refrigeranteJogando sonrisal na beira do mar e escorregando nelePegando jacaréPassando requeijão no panetoneJogando rouba-monteCompletando o álbum de figurinhasJogando bafo com as repetidasAssistindo desenhosDormindo no meio dos filmesCorrendo atrás de borboletasSujando a calça no muro brancoDançando alucinadamente no meio da salaCavocando a areia até achar águaJogando pedrinhas no fundo da piscina e mergulhar para buscá-lasTomando leite bem cedinho, tirado na hora da vaca, num copo com açúcarAssistindo filme de terror no cinema e ficar com medoRalar o joelho e passar mertiolate

Está vendo? É tudo muito mais divertido. A gente cansa no final do dia, fica quebrado mesmo. Tão cansado que dorme antes da novela das oito, que hoje em dia começa às nove. Mas vale muito a pena.

Agora, Papai do Céu, vou tomar banho para jantar. Preciso tirar o terno e a gravata, colocar meu pijama e fazer lição de casa, senão meu chefe vai brigar comigo amanhã.

Amém.

.

Bolo Inglês - por Raquel Aiuendi

A minha origem é
Tupi
bantu
e do afro outras mais
Influência do latim
também se expressa na língua
que se desenrola em minha memória.
Depois vieram o apartheid, a ditadura,
de acordo com nossa história
as multinacionais, diferenças sociais,
capitalismo, globalização, tantas e tais...
O que me admira, no entanto,
É por que, e porque tanto,
Temos que viver do inglês
Esse bolo tonto.

.

Nossas Escolhas - por Alba Vieira

Em relação às escolhas que fazemos todos os dias, várias perguntas poderiam ser feitas para nossa melhor avaliação de como estamos em determinado momento:
- você vive com quem gostaria de viver?
- o trabalho que você realiza é o que tem prazer de realizar, que atende aos seus anseios ou é o que se encaixa nas expectativas dos outros para você?
- nas suas relações íntimas você consegue se expressar como realmente é ou engole uma série de coisas para manter um falso equilíbrio da relação?
- você faz as coisas porque tem que fazer ou escolhe fazê-las por gostar delas?
- você tem sonhos, tem expectativas para o futuro, tem objetivos a alcançar em curto prazo, tem escolhas ou sua vida tem sido só contar os dias?
- você é livre para tomar suas decisões ou se sente preso a uma teia que você mesmo foi tecendo ao longo de sua vida e que agora o paralisa?
- você sacrificou a expressão de alguma habilidade, de algum talento, para favorecer alguém?
- você é capaz de expressar a sua verdadeira personalidade e temperamento ou se comporta de uma forma que agrade aos outros só para ser aceito?
- você se ama de verdade ou, por já ter sido rejeitado, passou a se rejeitar também, não se aceitando como é?
- você expressa seu poder pessoal? Sabe o que é isto?
Tantas perguntas, tantas respostas possíveis, mas a escolha é sempre sua: se vai continuar dando as mesmas respostas ou se vai deixar a mudança acontecer na sua vida para que seja mais feliz.
.

O Quarto - por Ana

Meu quarto é esconderijo
Onde me afasto do mundo;
Tomando tantos remédios,
Buscando um dormir profundo

Que me isole dos meus sonhos,
Também dos meus pesadelos,
Pois uns não se concretizam,
Com os outros arranco os cabelos.

Então vou ficando careca
De tanto esquentar a cabeça.
Vou te contar o motivo:
Vejo fantasmas à beça.

Isso é culpa do meu pai,
Tão burro, tão esquisito,
Foi abrir uma funerária
Na própria casa, o maldito!

Já criança convivia
Com ele a cuidar das pessoas:
Lavava, vestia, arrumava,
E eu ajudava… na boa.

Então eu cresci assim,
Achando isso tudo normal,
Mas um dia eu descobri
O horror sobrenatural.

Como efeito funesto
Desta minha intimidade,
Os fantasmas dos clientes
Criaram dificuldades:

Começaram os petelecos,
Os gritos, os empurrões,
Os sustos a toda hora,
Pedidos e palavrões.

Almas pra todos os gostos,
Todas as raças e classes,
Pombas-giras, hare-krishnas,
Rabinos e kamikazes.

Desde meus quatorze anos
Na vida não tenho paz…
A morte me traz de tudo,
Me atentam até animais.

Pedi então, aos meus pais,
Um quarto só para mim,
Pra poder me proteger
Do assédio dos zumbis.

Dividir quarto não dava
Com meus outros seis irmãos,
Eles não gostam de mortos
E eu tinha uma solução:

Um exorcista famoso
Foi cliente lá da loja,
Usei seus restos mortais
Para afastar essa corja

Dos limites deste quarto,
Colocando, diariamente,
Um pouco do pó do santo
Nos umbrais e no batente.

E por causa disso, então,
Neste quarto são barrados;
Mas ficam do lado de fora
Berrando, os alucinados!

E todos os dias acordo
Em meio à maior zoeira:
Um vai convidando o outro
E assim cerrando as fileiras.

Eles são tão criativos
E também organizados,
Pra cada dia da semana
Têm um programa montado:

Às quintas, há possessão,
Às sextas, não posso comer,
Aos sábados, ladainha,
Domingos, karaokê,

Às segundas, vejam só,
Me jogam pelas janelas,
Às terças, total desespero!,
Dia de bater panelas.

Dolorosas são as quartas:
Resolvem arrastar correntes…
Nos dias de feriados
Danam a ranger os dentes.

Não agüento mais sofrer…
Eles são tão insistentes!
Pelas cinzas de minha avó
Já jurei, solenemente,

Nunca mais quebrar vasinho,
Nunca mais chutar jazigo,
Nunca mais roubar defunto,
Nunca mais puxar umbigo.

Não fazia de maldade
Ir zoar no cemitério,
Trazer sempre souvenir
Quando ia ao necrotério.

Peço a Deus pra me livrar,
Acho que eu meio mereço…
No quarto, com dedos nervosos
Giro as contas do meu terço

Pedindo pra eles sumirem…
Parece um tormento eterno!
Não agüento este sexto sentido!
Vão pros quintos dos infernos!

.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Fases - por Poty

Fases são fases! [...]
Tenho as minhas,
Os outros também.

Tem as da natureza.
Tem as dos animais.

As do bicho homem
São as que não detém,
Mas vive das que retém.

Ora sofre,
Ora mantém,
Ora desiste,
Ora vive num desdém.

Ora sai de uma
Já cai noutra.

Prefiro de fases diferentes
Para não cair na mesmice.

Vou de fase em fase
Para não ser igual
Com os que dizem que não têm.

.

Almejo - por Poty

Não quero saber o quanto vale a vida,
Só pretendo fazer dela o que sou capaz!
Sem querer usufruir… (além do que posso).
O que não cabe é julgamentos espúrios;
Sem a mínima condição de retratar os erros
Dos que acham que estão certos!
E, eu com meus erros, há de fazer o que?!
Continuarei a viver,
Seja com erros ou acertos.

.

Crescimento - por Poty

Eu criança,
Moço,
Esperando o tempo passar…
Vou seguindo a vida
Na esperança de ser velho,
De mais idade,
Melhor idade…
Seja o que for…
Vou usufruindo
Do meu aprendizado.
Me fez ser para gostar da vida como adotei.

.

Criador - por Poty

Sou o criador de minha cria,
Confesso,
Não seria mais que isto;
Porque não quero ser o dono dela.

.

O Quarto - por Poty

O quarto é a essência de momento eternizante…
Uns dizem que é sagrado,
Outros dizem que é profano.

.

A Vida Continua... - por Poty

Quem nasce,
Vive para sempre.
Quem aprende a viver nasce sempre.
Quem passa a cada momento da vida,
Renasce das cinzas,
Porque da semente brotou…
Do pó se reviver…
Quem cresce vivendo,
Aprende acertando
E errando…
Vai seguir seus passos.

.

Singularidade - por Poty

Eu não quero ser igual aos iguais,
Nem ser diferente aos diferentes;
Mas ter a minha singularidade
Na vaidade que a idade provê.

.

Amanhã - por Poty

Amanhã talvez, mas hoje pode ser…
Não deixemos para depois o que podemos fazer aqui e agora…
Amanhã porque, se posso te dar hoje!
Amanhã pode ser tarde, então faremos o que somos capazes hoje!
Amanhã ficará o que não acabamos, mas hoje faremos o que corpo agüenta, porque amanhã talvez esteja cansado.

.

Sensibilidade - por Leo Santos

Sensibilidade é alma viva
Tatuando contornos do corpo
Fazendo quedar absorto
Aquela que o tem e cativa

É um sexto sentido qualquer
Que a ambos os sexos consome
Não é propriedade do homem,
Nem o que dizem habitar na mulher

É chapéu pra cabeça que cria
Nas tintas da arte, pincel
Nos arroubos do poeta, pena e papel
Nos versos da vida, poesia

O esperanto em que versam
Aborígenes da terra do sonho
Ao fazerem como eu, que componho
Fluentes, no idioma conversam

É alma plasmada que identifica
O que cria e o que admira
Notas da mesma lira
Causa e efeito de almas ricas

.

Alma Penada - por Francisco Nascimento

Descobri o meu dedo os meus dedos sobre as teclas do meu computador escrevendo
e isto me possibilitou uma infinidade de situações feito
uma alma penada, visitando o meu site.
Me espantei com isto.
Veio de alguma encruzilhada na web que eu…
Agora ela está chegando para me pedir um fumo de rolo.

.

Os Amores de Minha Vida - por Ana

Os amores de minha vida
são muitos, tantos, demais…
Incluem os meus irmãos,
amigos e animais…

Dois amores namorados,
um de início, um de final,
paisagens inesquecíveis
e comidas de Natal.

Os amores de minha vida
incluem um biscoitinho,
um feijão, duas minhocas,
e mais um monte de sobrinhos.

Minha vida se resume
a sentir todo este amor,
viver só pensando neles
em qualquer lugar que for.

Não há coisa mais profunda,
mais perfeita ou divertida
do que estar sempre acompanhada
dos amores de minha vida.

.