Samuel Marinho sobre LIMBO + poema
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Este novo livro de Sebastião Ribeiro nasce num território de suspensão.
Não se trata apenas de um estado emocional, mas de uma experiência de
desloc...
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
mahler e eu - por Cármino Caramello
acordei com vontade de fumar
os cigarros dos meus pais
que eles nunca fumaram
e de agradecê-los por fumarem
sua vida inteira
eles não estão
e os cinzeiros estão espalhados pela casa
então não há problemas
vou jogar na privada
e vai estar tudo bem
eu acendo o primeiro
e vou fumando com prazer
mentalmente
trago por trago
enquanto mahler
me adverte
na ausência deles
polidamente
como se soubesse
lidar comigo
e você sabe que banheiros
são ótimos lugares
para refletir
relaxar
resfriar-se
e conversar
logo mahler
me acompanha
entusiasmado
ele havia parado
mas não há problema
estamos falando
de assuntos corriqueiros
e é impressionante
como duas pessoas lúcidas
podem se comunicar
com tanta objetividade
que é quase fluído
eu conto pra ele
que o filtro é feito de nuvem
e que foi um amigo nosso
que está perdendo os cabelos como ele
que me disse isso
quando paro
e olho para frente
vejo mahler
fumando minha mãe
no mesmo instante
abaixo os olhos
e vejo o meu pai-cigarro
queimando em minha boca
eu lembro-o
de cuidar do coração
e sugiro
que não demoremos muito mais
se senão nos atrasaremos
ele consente
e depois de mais um pouco de conversa
se despedi
em seguida
eu dou descarga
Para: Minha Menina - por cleo.nefertiti
Talvez essa possa ser minha última carta, me desculpe pelo drama mas as coisas estão muito difíceis por aqui sem você. Eu lhe disse que não iria agüentar muito longe de casa.
Os campos já estão preparados e os soldados estão prontos para o combate, não queria estar aqui mas sim com você naquele antigo farol que nos acompanhou até minha partida, não quero que chore pois suas lágrimas só me fazem sofrer ainda mais, eu as sinto em meu coração.
Não sei se será nossa última baralha ou a primeira esperança de eu voltar para seus braços, minha querida. Acordo pensando em você, durmo imaginando como estará nessa casa fria me esperando. Saiba que se eu sair dessa vou te levar aquele parque que tanto sonha ir, faremos um piquenique e farei aquela geléia que tanto ama…
Fiz aquilo, uma coisa que nem imagina… É isso mesmo, fiz uma tatuagem em sua honra… Um amigo daqui me ajudou te desenhei em mim para que todos saibam que meu coração será sempre seu… Sempre… Sempre… Vou colocá-lo nesta carta, então quanto chegar até você e as letras estiverem pulsando não se assuste é só meu coração que está nestas…
Você lembra de nossa musica? A ouço todo o tempo, pois sei que faz o mesmo… A música do nosso primeiro beijo, embaixo daquele grande farol… Você não parava de cantarolar:
Se eu o beijar onde está machucado,
Se eu o beijar onde está machucado,
Você se sentirá melhor, melhor, melhor?
Você vai sentir alguma coisa mesmo?
Você se sentirá melhor, melhor, melhor?
Você vai sentir alguma coisa mesmo?
Nunca vou esquecer… E quando sobreviver cobrarei cada beijo que me prometeu…
Cada bomba que estoura em meus ouvidos parece a certeza de que nunca mais vou lhe encontrar… tenho tanto medo de lhe perder, todo esse tempo que esperei para lhe conquistar e saber que posso te perder em poucos segundos… Não quero mais brincar de soldadinho de chumbo, mas sim de vida real… Ha!! Como quero sentir algo real não apenas ilusões… Sim. Algo real com você minha doce menina…
TE AMO!
Jonn Spektor
Os campos já estão preparados e os soldados estão prontos para o combate, não queria estar aqui mas sim com você naquele antigo farol que nos acompanhou até minha partida, não quero que chore pois suas lágrimas só me fazem sofrer ainda mais, eu as sinto em meu coração.
Não sei se será nossa última baralha ou a primeira esperança de eu voltar para seus braços, minha querida. Acordo pensando em você, durmo imaginando como estará nessa casa fria me esperando. Saiba que se eu sair dessa vou te levar aquele parque que tanto sonha ir, faremos um piquenique e farei aquela geléia que tanto ama…
Fiz aquilo, uma coisa que nem imagina… É isso mesmo, fiz uma tatuagem em sua honra… Um amigo daqui me ajudou te desenhei em mim para que todos saibam que meu coração será sempre seu… Sempre… Sempre… Vou colocá-lo nesta carta, então quanto chegar até você e as letras estiverem pulsando não se assuste é só meu coração que está nestas…
Você lembra de nossa musica? A ouço todo o tempo, pois sei que faz o mesmo… A música do nosso primeiro beijo, embaixo daquele grande farol… Você não parava de cantarolar:
Se eu o beijar onde está machucado,
Se eu o beijar onde está machucado,
Você se sentirá melhor, melhor, melhor?
Você vai sentir alguma coisa mesmo?
Você se sentirá melhor, melhor, melhor?
Você vai sentir alguma coisa mesmo?
Nunca vou esquecer… E quando sobreviver cobrarei cada beijo que me prometeu…
Cada bomba que estoura em meus ouvidos parece a certeza de que nunca mais vou lhe encontrar… tenho tanto medo de lhe perder, todo esse tempo que esperei para lhe conquistar e saber que posso te perder em poucos segundos… Não quero mais brincar de soldadinho de chumbo, mas sim de vida real… Ha!! Como quero sentir algo real não apenas ilusões… Sim. Algo real com você minha doce menina…
TE AMO!
Jonn Spektor
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Epitáfio - por Clarice A.
Estou indo mais uma vez
Não sei quantas terei que voltar
Só não posso esquecer a lição
Nas próximas, mais cuidar, louvar e amar
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Não sei quantas terei que voltar
Só não posso esquecer a lição
Nas próximas, mais cuidar, louvar e amar
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Lobo do Mar - por Casé Uchôa
Nos portos que conheci
Deixei pedaços de mim
Lembranças que trago agora
Dos dias que já vivi
Verões que não voltam mais
Trovões que não mais ecoam
Saudades de cada cais
Gaivotas que já não voam
Espectros do que eu fui
Visitam-me a cada noite
Remorso que me possui
Carrasco com seu açoite
E o velho lobo do mar
Não resistiu à lembrança
E voltou a navegar
Alimentando a esperança
De encontrar pela frente
Trovão, raio, tempestade
Onda gigante, naufrágio…
A morte é melhor que a saudade.
Deixei pedaços de mim
Lembranças que trago agora
Dos dias que já vivi
Verões que não voltam mais
Trovões que não mais ecoam
Saudades de cada cais
Gaivotas que já não voam
Espectros do que eu fui
Visitam-me a cada noite
Remorso que me possui
Carrasco com seu açoite
E o velho lobo do mar
Não resistiu à lembrança
E voltou a navegar
Alimentando a esperança
De encontrar pela frente
Trovão, raio, tempestade
Onda gigante, naufrágio…
A morte é melhor que a saudade.
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As Voltas do Meu Coração - por Carol Conrado
As Voltas do Meu Coração - Fanny Abramovich
“As voltas do meu coração
“As voltas do meu coração
um livro que conta a história de duas amigas que se reencontram depois de décadas e uma delas passa por experiências incríveis na época da ditadura.”
E você? Que livro deseja comentar aqui?
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A Vida... - por Carlos Oliveira
A vida é tão efêmera que num breve piscar de olhos nossas pálpebras podem se cerrar para sempre e apenas passarmos a enxergar com a verdadeira energia que movimenta o universo: o amor.
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Avidez - por Camila Oliveira
Quando acordou a noite
O corpo dele ao seu lado jazia,
Respirou fundo,
Berrou alto,
Tocou-o,
Beijou a boca fria.
Correu muito,
Tropeçou no escuro,
Levantou, andou rápido,
Procurou muro.
Chorou ardente,
Ouviu polícia,
Desejou mais uma vez,
Ter dele a carícia.
Choveram perguntas,
Nenhuma tinha explicação,
Ela disse: - Não tenho culpa,
Devolvam meu coração.
Amarraram-na;
Gritando: - Mentira, louca,
Estapearam-lhe a cara,
Taparam sua boca.
- Por que não me deixam tocá-lo?
Não quero seu corpo,
Entregue-me sua personalidade,
Reanime-o, quero sua vivacidade!
- Faça suas contas de matemática;
Mas volte para mim,
Então, vocês, não me deixem sozinha,
Ou chegará meu fim.
Olhos vermelhos,
Eram doentios,
Ninguém a impediria de matar,
De deixar outros lábios frios.
Perguntou-se novamente:
- Que monstro agora sou eu?
Olharam-na diretamente,
Estavam com medo do que aconteceu.
Ela quis sentir o gosto,
De viver eternamente,
Mesmo que a morte simplesmente,
Doesse a carne, mas aliviasse o coração.
Ouviu-se gritar novamente,
Era a dor da carne humana,
Mas a dor era profana,
Daquela vida esvaída no chão.
Visitem Camila Oliveira
O corpo dele ao seu lado jazia,
Respirou fundo,
Berrou alto,
Tocou-o,
Beijou a boca fria.
Correu muito,
Tropeçou no escuro,
Levantou, andou rápido,
Procurou muro.
Chorou ardente,
Ouviu polícia,
Desejou mais uma vez,
Ter dele a carícia.
Choveram perguntas,
Nenhuma tinha explicação,
Ela disse: - Não tenho culpa,
Devolvam meu coração.
Amarraram-na;
Gritando: - Mentira, louca,
Estapearam-lhe a cara,
Taparam sua boca.
- Por que não me deixam tocá-lo?
Não quero seu corpo,
Entregue-me sua personalidade,
Reanime-o, quero sua vivacidade!
- Faça suas contas de matemática;
Mas volte para mim,
Então, vocês, não me deixem sozinha,
Ou chegará meu fim.
Olhos vermelhos,
Eram doentios,
Ninguém a impediria de matar,
De deixar outros lábios frios.
Perguntou-se novamente:
- Que monstro agora sou eu?
Olharam-na diretamente,
Estavam com medo do que aconteceu.
Ela quis sentir o gosto,
De viver eternamente,
Mesmo que a morte simplesmente,
Doesse a carne, mas aliviasse o coração.
Ouviu-se gritar novamente,
Era a dor da carne humana,
Mas a dor era profana,
Daquela vida esvaída no chão.
Visitem Camila Oliveira
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Mais do Novo - por Cacá
“Um país se faz com homens e livros.”
(Monteiro Lobato)
(Monteiro Lobato)
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.......Deixem-me fazer aqui uma propaganda: submetemo-nos diariamente a todo o tipo de publicidade possível, imaginável, apelativa, abominável, insuportável, condenável, massificante, coisificante e inútil.
.......Será que só conseguimos nos sentir bem e felizes através do consumo de bens materiais? Não conta a alma, a satisfação que não precisa de enfeites, de ostentação?
.......Pois bem, o produto que eu quero disseminar aqui se chama leitura. Especialmente de livros. Toda leitura é bem-vinda, ensina, inclusive, o discernimento daquilo que é bom do que não é. Do agradável ou não. Da leitura que soa como música sem ruído. Afora o aprendizado, sem dizer o prazer que proporciona. Eu gostaria que esse comercial tivesse o efeito que provoca o de um sorvete, de um chocolate, de uma cerveja, de um belo vestido, de um carro novo. Mas esse efeito tem um probleminha: não é palpável, não é degustado com a boca. Ele é que toca a gente. Nos olhos, na mente e no coração.
.......Eu poderia fazer como se faz na publicidade que fazem dos bens que podemos ter, argumentando com os benefícios de uma televisão, da satisfação com uma comida pré-pronta, de uma escova que alisa os cabelos. Mas o argumento já está dentro das palavras, das letras, das histórias. Só lendo para perceber num curto espaço de tempo a diferença que se opera em nossa vida. Ao passo que os bens materiais, se vão, se desgastam, enjoam ou não preenchem de modo duradouro aquele desejo que tanto ansiávamos. Talvez até um pouco e por pouco tempo, fazendo-nos inclusive a desejar mais, cada vez mais para no final, não trazerem o preenchimento de uma lacuna que não está na aparência física, não está num cômodo da casa. Está dentro da alma.
.......Se for dar um presente ao seu filho ou filha, não deixe de fazê-lo para que não se frustre. Criança precisa de brincar. Mas dê um mais baratinho e inclua um livro com o troco. Se ele torcer a cara, pode ser que destorça mais tarde, com um sorriso iluminado. Se for para amigos ou parentes, não hesite um minuto.
.......E o mote final seria assim: Livros são como árvores. Plante a sua no jardim do coração de quem você gosta.
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.......Deixem-me fazer aqui uma propaganda: submetemo-nos diariamente a todo o tipo de publicidade possível, imaginável, apelativa, abominável, insuportável, condenável, massificante, coisificante e inútil.
.......Será que só conseguimos nos sentir bem e felizes através do consumo de bens materiais? Não conta a alma, a satisfação que não precisa de enfeites, de ostentação?
.......Pois bem, o produto que eu quero disseminar aqui se chama leitura. Especialmente de livros. Toda leitura é bem-vinda, ensina, inclusive, o discernimento daquilo que é bom do que não é. Do agradável ou não. Da leitura que soa como música sem ruído. Afora o aprendizado, sem dizer o prazer que proporciona. Eu gostaria que esse comercial tivesse o efeito que provoca o de um sorvete, de um chocolate, de uma cerveja, de um belo vestido, de um carro novo. Mas esse efeito tem um probleminha: não é palpável, não é degustado com a boca. Ele é que toca a gente. Nos olhos, na mente e no coração.
.......Eu poderia fazer como se faz na publicidade que fazem dos bens que podemos ter, argumentando com os benefícios de uma televisão, da satisfação com uma comida pré-pronta, de uma escova que alisa os cabelos. Mas o argumento já está dentro das palavras, das letras, das histórias. Só lendo para perceber num curto espaço de tempo a diferença que se opera em nossa vida. Ao passo que os bens materiais, se vão, se desgastam, enjoam ou não preenchem de modo duradouro aquele desejo que tanto ansiávamos. Talvez até um pouco e por pouco tempo, fazendo-nos inclusive a desejar mais, cada vez mais para no final, não trazerem o preenchimento de uma lacuna que não está na aparência física, não está num cômodo da casa. Está dentro da alma.
.......Se for dar um presente ao seu filho ou filha, não deixe de fazê-lo para que não se frustre. Criança precisa de brincar. Mas dê um mais baratinho e inclua um livro com o troco. Se ele torcer a cara, pode ser que destorça mais tarde, com um sorriso iluminado. Se for para amigos ou parentes, não hesite um minuto.
.......E o mote final seria assim: Livros são como árvores. Plante a sua no jardim do coração de quem você gosta.
Visitem Cacá
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terça-feira, 8 de outubro de 2013
Auguste Comte e a Ciência - Citado por Ana
Não se conhece completamente uma ciência enquanto não se souber da sua história.
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domingo, 6 de outubro de 2013
Bruna Lombardi em “Transgressão” - Citada por Penélope Charmosa
oceanos onde possamos navegar, partir, tornar a voltar
muitas fronteiras, novos horizontes
em que nada se limite aos poucos sentidos
nem se restrinja a moralidades, a códigos
a crenças e princípios
nem se submeta a leis, homens, governos
lugares comuns, discursos e ismos
nem se afogue em mitos, lendas, ideologias.
Nada dessa raça de indivíduos com pés, hábitos, lágrimas, valores
e mãos vazias tentando agarrar um inatingível deus
tentando se esconder nas suas vestes
se desculpar na sua misericórdia
com oferendas, rituais e sacrifícios e toda essa farsa.
Um lugar onde se fosse ao fim das coisas
se penetrasse em cada uma delas até sugar-lhe o bagaço
até chupar-lhe as vísceras
sem medo algum, sem bloqueio, sem barreiras
construídas pelas seitas e tabus.
Continentes onde a fúria natural jorrasse livre
sem que se paralise o pensamento
onde se ouse a ação, o grito, a loucura, o drama,
a gargalhada exploda em milhões de átomos e estrelas e uivos
de animais e agonias de angústia medonha e longa
como a noite dos tempos,
a paixão desenfreada, a dança.
Que desmorone nas pessoas esse comportamento adquirido
condicionado, esses costumes de cultos formais
a obrigação, a disciplina
essa pontualidade com a vida
essas mentiras todas herdadas,
impostas, aceitas.
Que se dissolva tudo. Que tudo escorra
nos canais de irrigação.
Que sejam os desejos insensatos e os vôos sublimes.
Que sejam as cores, luzes, o som, o cheiro, o gosto, os poros sexuados.
Que fluam o sêmen, o sangue, os rios, a urina e as palavras.
Que se restaure toda a verdade
tudo o que carrega o tempo e a gênese.
Que tudo se purifique até alcançar
o significado obsceno do êxtase.
muitas fronteiras, novos horizontes
em que nada se limite aos poucos sentidos
nem se restrinja a moralidades, a códigos
a crenças e princípios
nem se submeta a leis, homens, governos
lugares comuns, discursos e ismos
nem se afogue em mitos, lendas, ideologias.
Nada dessa raça de indivíduos com pés, hábitos, lágrimas, valores
e mãos vazias tentando agarrar um inatingível deus
tentando se esconder nas suas vestes
se desculpar na sua misericórdia
com oferendas, rituais e sacrifícios e toda essa farsa.
Um lugar onde se fosse ao fim das coisas
se penetrasse em cada uma delas até sugar-lhe o bagaço
até chupar-lhe as vísceras
sem medo algum, sem bloqueio, sem barreiras
construídas pelas seitas e tabus.
Continentes onde a fúria natural jorrasse livre
sem que se paralise o pensamento
onde se ouse a ação, o grito, a loucura, o drama,
a gargalhada exploda em milhões de átomos e estrelas e uivos
de animais e agonias de angústia medonha e longa
como a noite dos tempos,
a paixão desenfreada, a dança.
Que desmorone nas pessoas esse comportamento adquirido
condicionado, esses costumes de cultos formais
a obrigação, a disciplina
essa pontualidade com a vida
essas mentiras todas herdadas,
impostas, aceitas.
Que se dissolva tudo. Que tudo escorra
nos canais de irrigação.
Que sejam os desejos insensatos e os vôos sublimes.
Que sejam as cores, luzes, o som, o cheiro, o gosto, os poros sexuados.
Que fluam o sêmen, o sangue, os rios, a urina e as palavras.
Que se restaure toda a verdade
tudo o que carrega o tempo e a gênese.
Que tudo se purifique até alcançar
o significado obsceno do êxtase.
In “No Ritmo Dessa Festa”.
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sábado, 5 de outubro de 2013
Ilusão - por Alba Vieira
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Madrugada enluarada
É sonho para os amantes
Embora iluminada, só veem o que os encanta
Visitem Alba Vieira
Madrugada enluarada
É sonho para os amantes
Embora iluminada, só veem o que os encanta
Visitem Alba Vieira
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Hermógenes - Citado por Alba Vieira
Queres mel ou ferrão?
A abelha tem os dois para
dar.
Escolhe. Aprende a pedir.
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Peça e Será Atendido, de Esther Hicks & Jerry Hicks - por Alexandre
O que eu gostei neste livro é que ele complementa o que se sabe sobre a Lei da Atração: somos informados que não basta pensar no que é desejado mas precisamos permitir que isto entre em nossa experiência de vida. E ainda tomamos consciência da importância dos nossos sentimentos na criação, e que para criarmos ótimas experiências precisamos estar sintonizados com o Bem-estar.
Em resumo, para aqueles que leram "O Segredo", livro pioneiro no assunto neste terceiro milênio, vão encontrar um livro riquíssimo em detalhes importantes sobre a Lei da Atração e técnicas práticas para te auxiliar em suas criações.
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Mário Quintana e a Poesia - Citado por Penélope Charmosa
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Poesia não é a gente tentar em vão trepar pelas paredes, como se vê em tanto louco aí: poesia é trepar mesmo pelas paredes.
Poesia não é a gente tentar em vão trepar pelas paredes, como se vê em tanto louco aí: poesia é trepar mesmo pelas paredes.
In “Do Caderno H”
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Aristóteles (Biografia) - Enviada por Ana
Aristóteles nasceu em Estagira, na Calcídica (384 a.C. - 322 a.C.). Filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande, é considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos e criador do pensamento lógico.
Aristóteles figura entre os mais influentes filósofos gregos, ao lado de Sócrates e Platão, que transformaram a filosofia pré-socrática, construindo um dos principais fundamentos da filosofia ocidental. Aristóteles prestou contribuições fundantes em diversas áreas do conhecimento humano, destacando-se: ética, política, física, metafísica, lógica, psicologia, poesia, retórica, zoologia, biologia e história natural.
É considerado, por muitos, o filósofo que mais influenciou o pensamento ocidental, a exemplo das palavras que ele criou e que passaram para quase todas as línguas modernas (atualidade, axioma, categoria, energia, essência, potencial, potência, tópico, virtualidade e muitas outras). Sua influência também pode ser percebida na obra “A Divina Comédia” de Dante Alighieri, já que toda a astronomia dantesca se funda em Aristóteles e seus comentadores.
Foi chamado por Auguste Comte de “o príncipe eterno dos verdadeiros filósofos”, por Platão de “o leitor” (pela avidez com que lia e por se ter cercado dos livros dos poetas, filósofos e homens da ciencia contemporâneos e anteriores) e, pelos pensadores árabes, de o “preceptor da inteligência humana”. Por ter estudado uma variada gama de assuntos, e por ter sido também um discípulo que em muito sentidos ultrapassou o mestre, Platão, é conhecido também como “O Filósofo”.
Obra
A filosofia aristotélica é um sistema, ou seja, a relação e conexão entre as várias áreas pensadas pelo filósofo. Seus escritos versam sobre praticamente todos os ramos do conhecimento de sua época (menos as matemáticas).
Embora sua produção tenha sido excepcional, apenas uma parcela foi conservada.
O conjunto das obras de Aristóteles é conhecido entre os especialistas como corpus aristotelicum.
O Organon, que é a reunião dos escritos lógicos, abre o corpus e é assim composto:
Categorias (análise dos elementos do discurso)
Sobre a Interpretação (análise do juízo e das proposições)
Analíticos (Primeiros e Segundos) (análise do raciocínio formal através do silogismo e da demonstração científica)
Tópicos (análise da argumentação em geral)
Elencos Sofísticos (tido como apêndice dos Tópicos, analisa os argumentos capciosos)
Em seguida, aparecem os estudos sobre a Natureza e o mundo físico.
Física
Sobre o Céu
Sobre a Geração e a Corrupção
Meteorológicos
Segue-se a Parva naturalia, conjunto de investigações sobre temas relacionados.
Da Alma
Da Sensação e o Sensível
Da Memória e Reminiscência
Do Sono e a Vigília
Dos Sonhos
Da Adivinhação pelo Sonho
Da Longevidade e Brevidade da Vida
Da Juventude e Senilidade
Da Respiração
História dos Animais
Das Partes dos Animais
Do Movimento dos Animais
Da Geração dos Animais
Da Origem dos Animais
Após os tratados que versam sobre o mundo físico, temos a obra dedicada à filosofia primeira, isto é, à metafísica. Não se deve necessariamente entender que metafísica signifique uma investigação sobre um plano de realidade fora do mundo físico. Esta é uma interpretação neoplatônica.
À filosofia primeira, seguem-se as obras de filosofia prática, que versam sobre Ética e Política.
Ética a Nicômaco
Ética a Eudemo (atualmente considerada como uma primeira versão da Ética a Nicômaco)
Grande Moral ou Magna Moralia (resumo das concepções éticas de Aristóteles)
Política (a política, para Aristóteles, é o desdobramento natural da ética)
Existem, finalmente, mais duas obras:
Retórica
Poética (desta obra conservam-se apenas os tratados sobre a tragédia e a poesia épica)
Aristóteles figura entre os mais influentes filósofos gregos, ao lado de Sócrates e Platão, que transformaram a filosofia pré-socrática, construindo um dos principais fundamentos da filosofia ocidental. Aristóteles prestou contribuições fundantes em diversas áreas do conhecimento humano, destacando-se: ética, política, física, metafísica, lógica, psicologia, poesia, retórica, zoologia, biologia e história natural.
É considerado, por muitos, o filósofo que mais influenciou o pensamento ocidental, a exemplo das palavras que ele criou e que passaram para quase todas as línguas modernas (atualidade, axioma, categoria, energia, essência, potencial, potência, tópico, virtualidade e muitas outras). Sua influência também pode ser percebida na obra “A Divina Comédia” de Dante Alighieri, já que toda a astronomia dantesca se funda em Aristóteles e seus comentadores.
Foi chamado por Auguste Comte de “o príncipe eterno dos verdadeiros filósofos”, por Platão de “o leitor” (pela avidez com que lia e por se ter cercado dos livros dos poetas, filósofos e homens da ciencia contemporâneos e anteriores) e, pelos pensadores árabes, de o “preceptor da inteligência humana”. Por ter estudado uma variada gama de assuntos, e por ter sido também um discípulo que em muito sentidos ultrapassou o mestre, Platão, é conhecido também como “O Filósofo”.
Obra
A filosofia aristotélica é um sistema, ou seja, a relação e conexão entre as várias áreas pensadas pelo filósofo. Seus escritos versam sobre praticamente todos os ramos do conhecimento de sua época (menos as matemáticas).
Embora sua produção tenha sido excepcional, apenas uma parcela foi conservada.
O conjunto das obras de Aristóteles é conhecido entre os especialistas como corpus aristotelicum.
O Organon, que é a reunião dos escritos lógicos, abre o corpus e é assim composto:
Categorias (análise dos elementos do discurso)
Sobre a Interpretação (análise do juízo e das proposições)
Analíticos (Primeiros e Segundos) (análise do raciocínio formal através do silogismo e da demonstração científica)
Tópicos (análise da argumentação em geral)
Elencos Sofísticos (tido como apêndice dos Tópicos, analisa os argumentos capciosos)
Em seguida, aparecem os estudos sobre a Natureza e o mundo físico.
Física
Sobre o Céu
Sobre a Geração e a Corrupção
Meteorológicos
Segue-se a Parva naturalia, conjunto de investigações sobre temas relacionados.
Da Alma
Da Sensação e o Sensível
Da Memória e Reminiscência
Do Sono e a Vigília
Dos Sonhos
Da Adivinhação pelo Sonho
Da Longevidade e Brevidade da Vida
Da Juventude e Senilidade
Da Respiração
História dos Animais
Das Partes dos Animais
Do Movimento dos Animais
Da Geração dos Animais
Da Origem dos Animais
Após os tratados que versam sobre o mundo físico, temos a obra dedicada à filosofia primeira, isto é, à metafísica. Não se deve necessariamente entender que metafísica signifique uma investigação sobre um plano de realidade fora do mundo físico. Esta é uma interpretação neoplatônica.
À filosofia primeira, seguem-se as obras de filosofia prática, que versam sobre Ética e Política.
Ética a Nicômaco
Ética a Eudemo (atualmente considerada como uma primeira versão da Ética a Nicômaco)
Grande Moral ou Magna Moralia (resumo das concepções éticas de Aristóteles)
Política (a política, para Aristóteles, é o desdobramento natural da ética)
Existem, finalmente, mais duas obras:
Retórica
Poética (desta obra conservam-se apenas os tratados sobre a tragédia e a poesia épica)
Fonte: Wikipédia
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Nega-me - por Poty
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Visitem Poty
Nega-me o teu amor, a tua indiferença, a tua raiva, a tua insensatez, mas nunca a tua liberdade, porque não viveria.
Visitem Poty
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terça-feira, 1 de outubro de 2013
Mário Quintana e os Refinamentos - Citado por Penélope Charmosa
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Escrever o palavrão pelo palavrão é a modalidade atual da antiga arte pela arte.
In “Do Caderno H”.
Escrever o palavrão pelo palavrão é a modalidade atual da antiga arte pela arte.
In “Do Caderno H”.
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013
O Que é Isso, Companheiro?, de Fernando Gabeira - por Ana
Repressão, injustiça, perseguição, enorme limitação
de direitos civis, censura, violência... Ditadura.
Neste período crescemos eu, Gabeira e milhões de
brasileiros. Apenas ouvíamos falar de
pluripartidarismo; não sabíamos o que era manifestação política; não
conhecíamos liberdade de expressão; não vivíamos cidadania. Nossos colegas de escola participavam de
grupos de esquerda, aprendiam a atirar ao invés de namorar, liam Marx ao invés
dos românticos, não iniciavam amizades pois poderiam incriminar estudantes
inocentes. Nós não andávamos à noite,
pois poderíamos ser parados pela polícia e levados à delegacia (ou pior);
nossos professores não discutiam problemas brasileiros, não se envolviam com os
alunos, pois qualquer um poderia ser um espião do governo. Crescemos num ambiente de medo, de silêncio,
de desconfiança, de proibições.
E é esta realidade que Gabeira relata, a partir da
visão de quem combateu o regime militar durante os anos de chumbo. Ele mostra a juventude quixotesca, trancada
em “aparelhos”, empenhada em planejamentos subversivos, guiada pela esperança
ideológica, solitária em seus pequenos grupos esparsos. Mostra pessoas que, em meio a este cotidiano,
amaram, sofreram, morreram... Porém, mais do que qualquer outra coisa, sonharam
com uma vitória impossível.
.Karl Marx
domingo, 29 de setembro de 2013
Mário Quintana e a Voz - Citado por Penélope Charmosa
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Ser poeta não é dizer grandes coisas, mas ter uma voz reconhecível dentre todas as outras.
In “Do Caderno H”.
Ser poeta não é dizer grandes coisas, mas ter uma voz reconhecível dentre todas as outras.
In “Do Caderno H”.
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Mário Quintana e a Coisa - Citado por Penélope Charmosa
A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.
In “Do Caderno H”.
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