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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




domingo, 7 de julho de 2013

I Got My Own Wings - por Yuri


“Quando eu era criança, eu falava como uma criança, agia como uma criança e entendia como uma criança. Mas quando me tornei homem deixei de ser criança.”

Sinto minhas lágrimas descerem sobre meu rosto quente.
Vovó dizia que o melhor lugar para se chorar é em nossa própria cama, pois é lugar quente.
E eu me perguntava: Por que não conversar sobre tudo isso?
Por que? Se...
Eu só queria ter alguém que não fizesse minha parceira se sentir tão só nesta luta.
Mas eu não tive. E ela não teve, realmente ela não teve. Foram apenas lençóis falsos, lençóis manchados da fumaça que saía da lareira quente.
Eu me sentia bem, mas não o suficiente.
Você acorda um belo dia e percebe que aquilo não vai melhorar, não vai sair dali.
Logo então se acostuma com o dilema, mas sabendo que pode fazer diferente.
Então me perguntava quando pequeno: Por que respirar? Pra que continuar vivendo? E meu avô respondia: Yuri você ainda não viu nada sobre o que é a vida.
Quando eu sentia meu mundo caindo eu ia no faro do seu cheiro porque lá eu podia encontrar abrigo, colo.
Mas sobre a parte que eu nunca tive, eu percebi que se não dependesse de mim, eu não teria algo bom para recordar, mas poderia fazer diferente.
Ele não sabe de nada, ele não sabe nada sobre mim.
Ele não sabe sobre meu potencial, sobre o que eu realmente posso ser: melhor! Não pior.
Eu não preciso de nada que ele tenha.
Eu tenho minhas próprias asas!

“Na vida o que importa é amar, e em troca amado ser”.

Meu coração bate graças a o amor que há.
Se eu chutasse isso por coisas banais, por que viver nesta terra?

Visitem Yuri

Agora Não, Skype! - por Adir Vieira




 
Ligo o computador e imediatamente e automaticamente entra o Skype e o MSN.Às vezes isso é tão bom!
Mas hoje, especialmente hoje, não foi.
Vejam bem! Eu já estava atrasada para o Banco e ainda tinha que imprimir dois boletos de pagamento. Os sites procurados não facilitavam a entrada talvez por ser início de mês, o que retardava minha saída ainda mais.
E nesse pequeno tempo que me parecia uma eternidade, a campainha sonora do skype me chamando não dava trégua, desligando e ligando a cada três minutos.
Como se não bastasse esse chamado, minha amiga começou a escrever mensagens no MSN abrindo e fechando a tela do site do meu interesse naquele momento.
Eu já estava a beira de um ataque de nervos, quando deseducadamente, mudei meu status nos dois programas para offline, quando para meu castigo, caiu a conexão com a Internet, fazendo com que eu me dirigisse aos Bancos para realizar os pagamentos.
 
Visitem Adir


Leo Santos e o “Naturismo” - Citado por Alba Vieira

É coerente o medíocre escritor
se expor à risada analítica
se é limitado como autor
seria genial na auto-crítica?

Um estímulo sempre extravasa
quando outro atrevido se arrisca
e até o braseiro sonha com asas
contemplando voar a faísca

Perfil desnudo em cada haicai
digitais sobre o pergaminho
impressa em versos a cara do pai
inda que esse se esconda no ninho

Um perdido tentando a si mesmo buscar
melhor dirigir-se em apelos
os pés do solo impossível tirar
puxando os próprios cabelos

Poesia, pois, impudico ativismo
pleno exercício do despudor
visitas regulares ao naturismo
sempre trajado a rigor

nessa arte atrevida, insana
meu tempo e cuidado esbanjo
de poesias, são, disse o Quintana
os livros pornográficos dos anjos



Visitem Leo Santos
Mário Quintana

Ser... - por Raquel Aiuendi

ter certeza do bem que se faz
ao dizer um não
ou afirmar o mal que se provoca
ao fazer uma concessão
é ser muito pretensioso
é ser irresponsável
talvez previdente
ou então superficial
com certeza não custa nada
a amabilidade
ou carinho
mas ter firmeza é ser incansável
e ser alegre é ser caliente.
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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, de Clarice Lispector - por Alba Vieira

Falar sobre este livro é como mergulhar no mundo de Clarice: não se sabe aonde vai dar. Mas, com certeza, é luz, é pura lucidez. É voltar-se para si, descobrir-se, descobrir o mundo, a ligação que há entre todas as coisas, todos os fatos, é a noção da Unidade, da conexão, da teia que nos une a tudo, de estar irremediavelmente conectado, de fazer parte (bem antes da “explosão” da Física Quântica). E esta noção de nunca estar só, que apenas se consegue com a prática da solidão, no sentido de voltar-se para dentro e observar, me foi despertada pela descoberta de Clarice, através deste magnífico livro, o primeiro dela que eu li. Interessante que isto aconteceu na década de 1980. Ele foi presente do meu grande amor e passei meses nas primeiras páginas, como se algo em mim fosse aguardado, até poder devorá-lo, penetrar no âmago de suas palavras, incorporá-lo e nunca mais esquecê-lo. Depois, vieram muitos outros, com “Água Viva” quase desisti de aprender, mas era impossível não prosseguir e assim, ela tornou-se minha escritora preferida.  É um livro belíssimo, de uma delicadeza espantosa, apesar de tantas vezes nos lançar, sem pedir licença, às profundezas e abismos de nossas almas.
É interessante lê-lo, mesmo para aqueles que não se identificam com a obra de Clarice.
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Mário Quintana e a Arte Poética - Citado por Penélope Charmosa

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Esquece todos os poemas que fizeste. Que cada poema seja o número um.



In “Do Caderno H”.
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Saudade Morta - por Vicenzo Raphaello (Erótico)

Ele a esperava, na véspera avisara que iria.
Havia tempo que se mudara.
Ele a conhecera ainda jovem, o tempo passara, mais madura, mãe, mantinha o viço da juventude apesar das pequenas rugas surgindo junto aos seus olhos, o que a tornava mais interessante.
Há quanto tempo não se viam.
Surgira a oportunidade de voltar àquela cidade, ligara procurando roubar um pouco do seu tempo, pedira a ela que reservasse um flat próximo de sua casa, era cômodo, num pulo lá estaria e noutro ela voltaria.
Ela chega, por um momento ele se vê envolto em ternura, o encontro era de fato desejado, sentia saudades, do seu jeito, da sua vontade de fazer sexo, do carinho que demonstrava.
Era bom.
Beija aquele rosto, onde, sempre presente, um sorriso alegre.
Já na porta ela mete-lhe na boca a língua ágil, procura recordar o sabor e calor guardados em suas lembranças, sem surpresa ele retribui, duelos de línguas, gemidos, mordidas de lábios, orelhas, lambidas no rosto, no queixo, nariz, sugar de saliva, lubrificados os sexos, o passado torna-se presente.
Nesta luta, caem no sofá, ágil ela levanta a saia, que nada por baixo esconde, arqueia o corpo oferecendo o rasgo sob a sedosa plumagem, que penetrado é, movimentos tranquilos e agitados se sucedem, até o frêmito dos corpos tensionados.
Relaxam.
Como vai você? E as meninas? Teu marido?
Perguntas sem sentido, conversa jogada fora, nada importa do saber do outro, apenas o prazer de ali estarem novamente.
Volto logo, ela diz recompondo-se saindo do quarto, ele deixa-se ficar sem questionamentos, ainda entumescido, tenta relaxar.
Breve ela volta, trazendo de casa vinho do Porto e caviar.
Tira a roupa, sentada numa banqueta deixa cair lentamente líquido pelo colo que flui entre os seios, acomoda-se suavemente no umbigo até chegar ao fruto, agora adocicado pelo licor.
Passando o caviar pelos fios de cabelos que ornam sua concha, ali sentado no chão ele sorve tudo temperado com o sabor que vem do seu interior.
O líquido escorre, chega no pequeno orifício, a língua naquela grota alcança o poço e inicia vigorosa massagem acompanhada de pequenas estocadas.
Sussurros e gemidos aumentam quando seu dedo penetra naquele estreito buraco, ali se acomoda alargando aquela passagem em cuidadosos movimentos.
E o licor correndo.
Abraçando aquele corpo coloca-a na cama, apoiada nos cotovelos, arregaçada expõe tudo o que expor podia.
Ela pede, come, come, come o que quiser.
A boca na flor marrom, lambe e chupa, com fome há muito não sentida, levanta-se, com delicadeza ali enfia devagar e depois com forte movimento chega ao fundo, um gemido.
Ele imóvel fica.
Ela em movimentos circulares e num vaivém, geme, sem pudor pedindo mais e mais.
Numa explosão de prazer gozam, ele com suas mãos agarradas nas suas ancas.
Caem no chão, olham-se, abraçados, mudos, assim ficam.
Está morta a saudade.
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira


Autopiedade é o fermento da dor.
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O Eremita, de Felix Schmidt (Organizador) - por Alba Vieira


É um livro muito instrutivo sobre a iniciação espiritual, contada em detalhes por um alemão que depois da guerra franco-prussiana, da qual participou sendo ferido gravemente, resolve largar o trabalho em seu país e viajar para as montanhas do Himalaia e outros locais longínquos para se curar dos ferimentos.  Lá encontra mestres especiais e se dispõe a rigoroso aprendizado até concluir seu discipulado num mosteiro da Fraternidade Branca.  Finalmente retorna e se torna um fazendeiro incógnito nos Estados Unidos que se dispõe a relatar suas vivências num periódico em jornal local especializado.

O texto é claro, com fatos surpreendentes que convidam e possibilitam ao leitor uma expansão de consciência, refletindo sobre o que realmente importa nesta vida.  Os relatos são ricamente desenvolvidos, permitindo acompanhar todo o seu processo de iniciação, dando acesso ao leitor a questões importantíssimas referentes à evolução humana.

É um livro indispensável para todos que desejam aumentar o contato com sua porção imaterial e buscar a iluminação.
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domingo, 30 de junho de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira


Olhos preparados para ver beleza sempre a encontram.
Olhos que não a querem sempre estão a negar que ela exista.
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sábado, 29 de junho de 2013

Palavras Silentes - por Ana Bárbara de Santo Antônio e Esther Rogessi

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Olho as palavras
O silêncio a três pontos tão fechados
Falamos do fogo
Ausência
Mudas palavras pedem clemência
Sentidos desvairados
O desejo de estar
Ou calada ficar
Olho as palavras em sua demência
O amor que não está aqui
A loucura que senti
Lendo esta turbulência
Evocada a Fênix cinzas pó
E teus pássaros aqui trazidos
A cada poema me sinto mais só
Tal é o medo dos incompreendidos
Semeia dueto em chamas nubentes
Arvoredo poético se iniciará
Deste prosar de notas inconfidentes
Algo mais belo ressurgirá
Mulher Poesia chama teus pares
Graça a beleza de tais sentidos
E quando por fim os declamares
Podes estar certa de serem ouvidos
Chama ao salão todos teus poemas
Grita o amor tão incontido
Fala de versos os teus dilemas
Canta esse amor graça fingido
...musa
....................................................(Ana Bárbara de Santo Antônio)


Canto esse canto triste...
Dilemas trago em meus versos
O amor já não o posso conter
Finjo ser ele fingido...
Surge das palavras em mim
O que pensei ter esquecido...
Das cinzas do pó... Sei não está só...
...Amo o amor que trago comigo.
Tal qual fênix deitei no ninho
Meu coração em fogo se fez
Amargas lágrimas do amor incontido
Transformaram-se em doce vinho...
A poesia meu doce amor
Transformou o meu amor
Em um amor fingido!
......................................................(Esther Rogessi)
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................................................................Visitem Esther Rogessi
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Perdão - por Ana

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Não me venha pedir perdão em japonês. Encara. Fixe os olhos em mim e emita palavras audíveis na minha língua. Esse negócio de monossílabos nipônicos não é comigo. Seja homem e tente ter um pouco de coragem. Recolha os cacos da sua hombridade e veja se dá pra montar um mínimo de caráter. Admita seu erro e conserte as coisas. Você sabe que eu entendo, que não julgo e nem condeno, mas odeio desrespeito comigo. Pode se retratar que eu desculpo. Mas, da próxima vez, não use meu vestido sem pedir.
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A Vida de Helena Blavatsky, de A. P. Sinnett - por Alba Vieira

Este livro é notável, não só porque parece ter sido escrito como um tributo à personalidade ímpar da biografada, como também porque funciona como documentário extremamente responsável, um perfeito registro histórico de sua vida e, por sua importância, de um momento fundamental no surgimento dos fenômenos extrafísicos como assunto de interesse mundial e para fins de estudo. O livro é fiel aos depoimentos de familiares de Blavatsky e recupera o conteúdo de cartas trocadas não só com as irmãs como também com várias personalidades da época, em diversas áreas de atuação (arte, medicina, letras etc.) como ainda com seus mais notáveis mestres no caminho evolutivo.  Não há como considerar a biografada sem paixão depois de ler esta obra que a retrata em toda sua excentricidade e paranormalidade. O aprendizado, com a leitura da trajetória de Blavatsky é inegável. Mas, para mim, o maior mérito do livro é apresentar ao leitor os fatos para que cada um possa fazer sua avaliação sobre sua estranha e notável personalidade e mostrando a vida dela de forma imparcial, Sinnett presta um serviço fundamental defendendo-a das calúnias de gente medíocre, incapaz de acompanhar as mudanças, lidar com o novo e considerar o que, em dado momento, pode ser inexplicável.  Ótimo livro, ótimo autor.
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Violência Humana - por Amilcar Landiosi Júnior

Muito se fala sobre as causas da violência humana e poucos se arriscam numa reflexão profunda.
O ser humano é dotado de corpo e alma tendo de dividir entre a razão (cérebro) e a emoção (coração) suas atitudes e seu comportamento.
Existe um terceiro fator que não se leva muito em consideração por motivos religiosos e ou pessoais que é o espírito, nossa verdadeira identidade.
Todos temos nosso grau de espiritualidade uns mais outros menos, porem, estamos todos no mesmo ciclo, se compararmos com a escola eu poderia dizer que estamos cursando o colegial, uns no primeiro ano e outros no terceiro, a faculdade, bem espero poder ingressar!
Como comparado, os alunos do primeiro ano não “combinam” muito bem com os alunos do segundo e assim por diante, vice e versa.
Sendo nosso planeta uma escola, recebemos alunos de outras escolas (planetas) que acabaram de concluir o primeiro grau, eles chegam cheios de esperança e com muita vontade, mas o curriculum escolar é bastante extenso e puxado, muitos acabam por repetir de ano e o mesmo acontece com o pessoal do segundo grau.
Somos todos dotados da mesma capacidade.
Más como já foi dito somos estudantes, estamos aqui para nos aperfeiçoarmos, evoluirmos para um mundo melhor.
O fator predominante com relação a violência é a falta de aceitarmos as derrotas (repetir de ano) queremos evoluir rápido demais para buscar o bem estar e a felicidade eterna.
Não é a pobreza que gera violência ou a falta de condições materiais, a pobreza e a falta de condições materiais necessárias para a sobrevivência do corpo gera doenças carnais.
Provas do que estou falando podem ser encontradas no nosso dia a dia, afortunados cometendo crimes e os paupérrimos se destacando no caminho do bem, o gerador da violência esta na impaciência humana, nossa falta de capacidade plena de amar, compreensível, estamos em evolução.
O problema da violência vem sendo resolvido, a todo instante seres humanos passam para níveis superiores e atingem a perfeição.
A nós compete seguirmos firmes no caminho do bem e trazendo conosco os que encontram dificuldades com o aprendizado.
Para mantermos o problema da violência a níveis “aceitáveis” devemos fazer o que a nós compete que é investirmos em educação e em educação de qualidade para que esta nos sirva de sustentação para o verdadeiro aprendizado, buscarmos a harmonia plena que pode ser encontrada na natureza, num gesto de afeto, numa oração e, principalmente, na caridade, ela é o fator predominante, pois, é dando que se recebe é perdoando que se é perdoado é amando que se é amado e é morrendo que se vive para a vida eterna, disse Jesus!

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Ideal Engano - por Alípio Martins

Prefiro a verdade ao capitalismo,
Onde o preconceito é declarado,
Onde o alvo dele se esquiva,
Onde não será enganado,
Pela solidariedade mascarada.

Onde as palavras não mentem, não se trocam
E que o desejo de um seja o único, não o da maioria
E onde a igualdade seja o ideal, e a verdade seja justiça
E seja o sonho que se sobrepuja

Que o sexo não seja algo que vicia,
Que o amor seja glória, vitória
Que nos cobre a noite, e nos mata de saudade de dia
E que só valha a ditadura se nos permitir a plena felicidade

Que seja a alma ausente, amante, inconsciente
Seja forte latente
Nesse mundo irracional
Irreal, desigual

E que, por fim, sejamos humanos
Sem vestes, sem panos
E que, para não cometermos mesmos erros,
Não nos esqueçamos do passado frio
Melhorando o passado, educando-o a não ser vadio*.
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_________________________________
*Errante
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.....................................Visitem Alípio Martins
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Réquiem - por Aline

Um corpo escuro dentro do tanque branco. Os olhares vertidos sobre ele. Os membros rígidos, unidos, dorsalmente alaranjados e esticados para fora do casco mundo. A cabeça reclusa, as patas dianteiras como guardiãs, permitindo que apenas as narinas fossem entrevistas. Uma proteção no seio daquela posição. Um sinal, no diagnóstico.
E os olhos, como estariam? Cerrados e mudos ou abertos na escuridão? A fuga visual de sua própria morte.
O alvoroço dos parentes anunciando o incomunicável.
O aviso, o sol incidindo, a água ilimitada ao seu redor e a sua insustentável e lenta existência de quelônio.
Nos dias floridos dos outros, a tartaruga e sua bacia azul; os passeios matutinos e vespertinos; a invasão da noite e seu recolhimento; o seu ventre esverdeado em contato diário com as lascas vermelhas do quintal; seu íntimo de goiaba e a preferência pelos pés dos vasos, com suas plantas igualmente prisioneiras.
A vítima, o algoz e o silêncio.
A sua cama de jornais e de letras pretas, insignificantes para o seu universo iletrado, sub-racional e de desejos de subsolo.
Inúmeras arremetidas quanto ao passado do invólucro desabitado: seus motivos, sua função, sua passagem, a transubstanciação e a viagem derradeira para o nada.
O que ela teria feito com as décadas de cárcere que lhe restavam?
Qual destinação terá a cela acolchoada, moldada para aquela especial forma de vida (e de morte)?
A tartaruga e sua mãe: virgens, brandas, acorrentáveis e monocromaticamente verdes; criaturas embalsamadas, limpas e impecáveis em seus trajetos, trejeitos e expressões faciais.
Mas, no instante da transição, ela percebe um espelho à sua frente. Um juiz que lhe expõe sua movimentação passiva, a agilidade de seu medo e a aquiescência perante as vozes. O reflexo do seu espírito, de sua compleição física, do fim iminente e da rota que desemboca no cais e no Adeus.
E quando ela parece aceitar a História de morte que criaram para ela, eis que a sua visão escapa da nudez do vidro e vai morrer dentro de seu tamanho reduzido, do pequeno espaço, da dimensão de si.

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Saudade - por Alba Vieira

Saudade é como um grito, é um gemido no meio da noite.
Saudade é um lastro, é pingo de sangue deixado no chão.
Saudade é ir morrendo devagar como o sentimento de amor que vai apagando na distância.
Ou não.

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