Samuel Marinho sobre LIMBO + poema
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Este novo livro de Sebastião Ribeiro nasce num território de suspensão.
Não se trata apenas de um estado emocional, mas de uma experiência de
desloc...
sábado, 20 de abril de 2013
Álvaro de Campos em Sua Alma - Citado por Ana
Mas eu, em cuja alma se refletem
As forças todas do universo,
Em cuja reflexão emotiva e sacudida
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Coisas antagônicas e absurdas se sucedem ...
.Fernando Pessoa
Momentos interessantes - por Poty
Nos
encontros
Com
menina
Moça
Mulher
E
Parceiros
Longas
viagens e duradouras
E
loucas sem parar
Não
sem sabe quando parar
São
conversas
Intermináveis
Incontroláveis
Chega
mais
Vão
Não
vai
Viagens
a outro lugar
O
sono se vai
Não
tem noite
Nem
dia
Num
free lance
Sem
agonia
Não
se perde
E
nem se ganha
É
um frenesi
Conversa
rola solta
E
a parada continua
Cada
carreira é mais louca
Inerte
Não
sabe mais o que fazer
Se
dorme ou continua
Apenas
fica no mundo da lua
A
noite é nua e crua
De
dia se procura
É
incessante e latente
Se
busca na rua
Poty
– 06/04/2013
Meu enrosco - por Poty
Enrola-me
Enrosca
Me
farta
Deixa-me
ficar no seu ninho!
Quero
seu corpo enroscado no meu
Faz-me
de seu dengo
Chamego
Apego
Quero
seu relevo
Suas
curvas
Sua
fartura
Sem
largar mais!
Poty
– 10/04/2013
Aflora - por Poty
Fogo
paira sobre você
Assanha
Tuas
entranhas
Remexe
pro dentro
Teu
corpo dói
Sofre
de prazer
Clama
O
silêncio aclama
Teu
grito inflama
É
como se fosse brasa
É
ardor
Muito
clamor
Poty
– 14/04/2013
sábado, 13 de abril de 2013
Hermógenes - Citado por Alba Vieira
Quem pede está vazio.
Quem oferta tem para dar.Não peças. Oferece.
Deixa o posto de mendicância.
Apanha a ferramenta.
Começa a poder dar.
.
Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana
Estou indicando este post porque achei muito emocionante a forma como Raquel redigiu o desfecho, mudando o sentido que parecia tão óbvio, e então, após ler o final, reli a poesia e senti o que ela descreveu, de forma bastante clara. É assim mesmo, é sutil assim, é confortador assim, é lindo assim quando se pode ter uma chuva tão necessária. Só quem já esteve no mundo da absoluta aridez emocional pode compreender o que significam as imperceptíveis gotas de chuva. É linda a ideia, linda a poesia. Emocionante demais! Inclusive porque não restringe o amor. Mil vezes parabéns, Raquel!
CHOVE FINO
(RAQUEL AIUENDI)
Chove, fino?
talvez imperceptível
chuva que se deixa
cair
cair
sobre um sentimento
angústia, abandono,
desilusão, desesperança…
chuva subliminar
tece lentamente
a superação
planta
uma calma sensação…
É sempre assim
depois de uma longa
chuva de amor.
.
.
Para você, minha irmã.
.
.
CHOVE FINO
(RAQUEL AIUENDI)
Chove, fino?
talvez imperceptível
chuva que se deixa
cair
cair
sobre um sentimento
angústia, abandono,
desilusão, desesperança…
chuva subliminar
tece lentamente
a superação
planta
uma calma sensação…
É sempre assim
depois de uma longa
chuva de amor.
.
.
Para você, minha irmã.
.
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sábado, 6 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Hermógenes - Citado por Alba Vieira
De tanto temer a
tempestade agitando os vagalhões, os iludidos - pobre cegos - não conseguem
imaginar a grande paz do fundo do mar.
O vendaval a destruir as
casas não deixa ver a calma imperturbável reinante no cosmo.
.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Hermógenes - Citado por Alba Vieira
A única dor verdadeira - eu.
Apenas um verdadeiro mal
- eu.
Só uma cruz eu vejo - eu.
A mais desgraçada de
todas as distâncias - eu.
Não há outra doença senão
- eu.
Quem usurpa minha
essência? - eu.
Fragilidade, conflito,
neurose são - eu.
Os grilhões que limitam
são feitos de - eu.
Mas, o que mais admiro, a
quem mais sirvo, alimento e defendo, ainda, infelizmente, é - meu eu.
Este é o drama de todos
os homens.
.
domingo, 31 de março de 2013
Feliz Páscoa - por Alba Vieira
Chega
a Páscoa e, nos dias que a antecedem, encontro, pela rua, muitas crianças com
seus rostinhos rosados, depois de tantas brincadeiras, vestidas de coelhos, com
aquelas grandes orelhas e bigodes pintados na cara.
E
o que fazem os coelhos da Páscoa, além de esconderem os ovos para a satisfação
das crianças, cuja missão, a partir daí, será procurá-los e a recompensa,
descobrir os mistérios escondidos em cada um e poder desfrutar da sua doçura,
enquanto sujam de chocolate os mesmos rostos antes mascarados de coelhos.
Penso
então que, a cada ano, a Páscoa simboliza a oportunidade do renascimento de
cada um de nós, o que não deixa de ser a possibilidade de estarmos abertos à
transformação. Se a vida é o palco onde se desenrola a nossa evolução, esse
período nos aproxima do objetivo maior de nossas vidas.
Mas,
o que será que nos impede de renascer, de mudar, de nos tornarmos melhores para
nós mesmos e, conseqüentemente para os outros?
Quando
se trata de analogia, nada é por acaso nos contos, lendas, mitos através dos
tempos. Por que então, o animal que simboliza a Páscoa é o coelho? Há muitas
explicações, a principal relacionada à grande fertilidade desses animais.
Entretanto, na mitologia dos índios norte-americanos, o coelho representa o
medo.
Encontro
dessa forma, a resposta para a dificuldade que muitos de nós apresentam no
caminho da transformação. É o medo que nos restringe e, às vezes até nos
impede, sobretudo o medo do novo, daquilo que ainda não experimentamos.
E,
como nada permanece para sempre, o segredo da felicidade está em aceitar as
possibilidades contidas em cada momento que a Vida nos oferece e fazer a melhor
escolha possível em cada situação.
Aí,
eu embarco no fluxo dessa história e desejo que cada um de nós busque no fundo
de si mesmo, qual o tipo de medo (aquela sua dimensão relacionada ao coelho)
que o está impedindo de se abrir para algo novo, um novo tempo, o renascimento
de algum aspecto da sua vida, seja no terreno pessoal, de relacionamento ou no
campo espiritual e tente lidar com ele de frente e conseguir ultrapassá-lo.
Travestidos
de coelhos, lidando com cada medo que escondeu um ovo importante no curso de
nossa vida, metaforicamente poderemos experimentar a alegria de voltarmos ser
crianças inocentes que, avidamente, procuram os ovos escondidos pelos coelhos e
podem assim se deliciar com a descoberta do que o ovo contém e se lambuzar com
a sua doçura.
Afinal,
a vida pode ser doce para quem supera os seus medos e ousa ir, em busca dos
seus desejos.
Feliz
Páscoa!
sábado, 30 de março de 2013
Criatividade - por Alba Vieira
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Nuvens em movimento
Formam desenhos tão nítidos
Quanto mais criativa a mente de quem vê
Visitem Alba Vieira
Nuvens em movimento
Formam desenhos tão nítidos
Quanto mais criativa a mente de quem vê
Visitem Alba Vieira
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Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana
Bem, este haikai fala por si mesmo. Raquel, com sua enorme sensibilidade, nos brindou com esta maravilha. Ela conseguiu captar e apresentar, magistralmente, em palavras, a luz que vislumbrou naquele momento. Perfeito! Lindo! Quantas vezes estive diante de uma cena assim e nunca me ocorreu estas duas ações da luz. Magnífico! Parabéns mil vezes!
LUZ
(RAQUEL AIUENDI)
Luz que só paira
sobre a pitangueira
e cai no solo.
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LUZ
(RAQUEL AIUENDI)
Luz que só paira
sobre a pitangueira
e cai no solo.
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sexta-feira, 29 de março de 2013
Amizade - por Alba Vieira
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Amigos inesquecíveis
São aqueles que, em nome da amizade,
Discordam e nos repreendem pela má conduta
Visitem Alba Vieira
Amigos inesquecíveis
São aqueles que, em nome da amizade,
Discordam e nos repreendem pela má conduta
Visitem Alba Vieira
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quinta-feira, 28 de março de 2013
Agressividade - por Alba Vieira
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Cachorro doido
Só avança e morde
Por ser insano
.........................................Visitem Alba Vieira
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Cachorro doido
Só avança e morde
Por ser insano
.........................................Visitem Alba Vieira
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sábado, 23 de março de 2013
Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana
Indico este post por ser muito simples e poder assumir diversos significados, todos passíveis de levar a reflexões importantes. Parabéns, Eros! Você está fazendo falta no Duelos!
EPITÁFIO
(EROS.RAMIREZ)
Ontem nas nuvens
Hoje a sete palmos do chão
EPITÁFIO
(EROS.RAMIREZ)
Ontem nas nuvens
Hoje a sete palmos do chão
Visitem eros.ramirez
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segunda-feira, 18 de março de 2013
Augusto dos Anjos e “A Louca” - Citado por Penélope Charmosa
Quando ela passa: - a veste desgrenhada,
O cabelo revolto em desalinho,
No seu olhar feroz eu adivinho
O mistério da dor que a traz penada.
Moça, tão moça e já desventurada;
Da desdita ferida pelo espinho,
Vai morta em vida assim pelo caminho,
No sudário da mágoa sepultada.
Eu sei a sua história. Em seu passado
Houve um drama d’amor misterioso
- O segredo d’um peito torturado -
E hoje, para guardar a mágoa oculta,
Canta, soluça - o coração saudoso,
Chora, gargalha, a desgraçada estulta.
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O cabelo revolto em desalinho,
No seu olhar feroz eu adivinho
O mistério da dor que a traz penada.
Moça, tão moça e já desventurada;
Da desdita ferida pelo espinho,
Vai morta em vida assim pelo caminho,
No sudário da mágoa sepultada.
Eu sei a sua história. Em seu passado
Houve um drama d’amor misterioso
- O segredo d’um peito torturado -
E hoje, para guardar a mágoa oculta,
Canta, soluça - o coração saudoso,
Chora, gargalha, a desgraçada estulta.
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sábado, 16 de março de 2013
Assombração - por Ana
domingo, 10 de março de 2013
Hermógenes - Citado por Alba Vieira
Maré sobe. Maré desce.
O barquinho ancorado flutua levinho, sereno, e nem se dá conta de que a maré sobe, de que a maré desce.
O barquinho é equânime.Nisto, é meu mestre.
Preciso aprender.
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sábado, 9 de março de 2013
A Cela - por Ana
Mário Quintana e a Poesia - Citado por Penélope Charmosa
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A poesia não se entrega a quem a define.
A poesia não se entrega a quem a define.
In “Do Caderno H”.
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