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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 14 de abril de 2012

Culpa e Vergonha - por Poty


Preciso eu ir ao confessionário para desculpar de meus erros?
Serei eu culpado por isso?
A vergonha será esta confissão que nos separa entre o meu olhar e o teu num local chamado sagrado que segundo o senso do segredo impera sobre o confidente.
E qual o papel daquele senhor que sobrepõe acima de qualquer mortal como sendo porta voz do ser supremo (Deus) e como será este retorno se me envergonho para tal situação que tenho de ajoelhar-me diante outro ser errante? Não teria problema nenhum em que este processo fosse recíproco. Em que todos se ajoelhassem e fizesse conjuntamente e fosse coletivamente as nossas juras de culpas e vergonhas.
Poty – 06/04/2012

(Sem Título) - por Poty


Sobre olhares
Vigiados
Crianças e mulheres
Engalfinhados
Sobre a soberba
Da arma em punho
Do soldado
Fitados entre a fresta da barreira de concreto que os separam.
Poty – 08/04/2012

A Razão da Guerra - por Poty


A razão que pressupõe guerra
Todos têm razão
E porque guerrear?
Uma razão sem razão
Racionais
Irracionais
O que dito
Sem ser dito
A procriação
Pervertida
Perversa
De uma razão sem noção
E porque não
Sentai-vos
E abram mãos de suas razões
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Poty – 08/04/2012
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Humanizar - por Poty


O nosso instinto de propriedade
Que permeia na mais louca
E insana relação da expropriação
Na usura do espolio
Que segrega
Os que são considerados
Não humanos.
Se somos humanos
E porque humanizar?
Esta relação independe
De cor, sexo, raça, gênero
E seja onde for.
Em qual país esteja.
Derrubemos os muros
Da insatisfação para ter uma ligação
Entre povos com credos ou não.
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Poty – 08/04/2012
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(Sem Título) - por Poty


A idade é a presença de nossa vivência e faz a gente se sentir bem com a vida.
Portanto não existe ser velho, ser novo, mas a relação com o planeta, com os astros, o espaço sideral e ainda mais com nossa energia e com a relação cósmica.

Poty – 24/12/2010

(Sem Título) - por Poty


Saudade sentirá porque a presença é marcante e a ausência só reforça tal carinho saudade não mata faz pensar em alguém e este alguém se torna tão presente que escapa de meus pensamentos.
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Poty – 15/12/2011
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Corações Separados - por Poty


A saudade aumenta,

A distância diminui,

O coração acelera,

A vida consome...

A imaginação vai longe

E como vai a busca do impossível, do proibido...

... O pensar voa...

Olhar atento

As vezes à toa...

Ainda mais quando está friozinho,

Uma garoa fina a bater na janela,

O coração acelera e pensamentos voam...

Vou seguindo sem você,

Mas acelera os compassos das batidas que fazem pensar na distancia e também no quanto seriamos felizes perto...

Juntando os dois corações num só coração.
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Poty – 04/03/2010
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(Sem Título) - por Poty


Muita chuva...
Um pouco frio
Bom se deitar,
Se enrolar...
Se abraçar...
Ficar...
Se beijar...
Se enroscar...
Pra fazer crochê
Comer
Assistir TV
Fazer algo de bom...
Deixa assim
Quem sabe
Eu farei algo diferente também.
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Poty – 14/04/2012
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Um Eterno Penar - por Kbçapoeta




Ardor,affair,mon coeur.
Minha dor fez morada.
Meu pudor,namorada.
Com dor, a fé,quem quer?



Visitem Kbçapoeta
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sábado, 7 de abril de 2012

(Sem Título) - por Poty


" Não me venha com meios-termos.
Com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma… e falta de ar. "

(Caio Fernando Abreu)

(Sem título) - por eros.ramirez


Cuidado com seus pensamentos, pois eles tornam-se palavras.
Cuidado com as palavras, pois elas tornam-se ações.
Cuidado com as ações, pois elas tornam-se hábitos.
Cuidado com os hábitos, pois eles tornam-se a sua personalidade.
Cuidado com a sua personalidade, pois ela torna-se o seu destino
                                                          Margaret Thatcher

 
Imagine-se em uma instituição pública qualquer, senado, banco, escola, hospital... no final do expediente aparece alguém pedindo para "ajudar" através de uma pequena manobra fora dos procedimentos da casa. Você faria?

E se fosse o motorista do ônibus que passa próximo a sua casa?

E se fosse um funcionário de outro setor da mesma instituição?

E se fosse para ajudar um parente?

E se fosse para você?

É preciso tomar cuidado com as pequenas contravenções, ou para amenizar a linguagem, com o nosso internacionalmnte famoso "jeitinho". Além da corrupção de nossos próprios valores ele leva ao uso indevido do recurso público. Que além de seu é obviamente de todos no país. Se quiser favores ou ter privilégios pague com seu próprio dinheiro e não com sua própria ética.
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

Recado - por Ana

Penélope... Este texto merece comentário à luz da sociologia, da antropologia, da filosofia e da psicologia social... Meio polêmico, meio preconceituoso com as massas... Não que eu não pense a mesma coisa, mas exatamente por pensar desta forma e vê-la escrita de maneira tão condundente, é que de repente me vi diante de um espelho em que apareciam minhas ideias e me dei conta de que devo ser altamente preconceituosa em relação ao pensamento geral. Vou pensar seriamente no assunto. Mesmo. E, em breve, deixarei o resultado aqui.



Resposta a “Michel de Montaigne e a Motivação de Nossas Ações”, de Penélope Charmosa.
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REGRESSÃO



                                                       Perante o labirinto do tempo:
                                                      O passado vai e vem em uma velocidade
                                                      Que se compara à própria luz.
                                                      A mesma que se reduz,
                                                      Quando as lembranças perdem o seu brilho.


domingo, 1 de abril de 2012

Hermógenes - Citado por Alba Vieira


Adormeci à sombra da árvore.
Ao acordar, dourado pingo de sol dançava sobre meu peito.
Pensei que era meu.
Senti-me rico.
Quis agarrá-lo.
Meu gesto de cupidez assustou-o.
E a luz se foi.
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sexta-feira, 30 de março de 2012

Ana Cristina Cruz Cesar e sua "Contagem Regressiva" - enviada por Poty


Ana Cristina Cruz Cesar


Acreditei que se amasse de novo

esqueceria outros

pelo menos três ou quatro rostos que amei

Num delírio de arquivística

organizei a memória em alfabetos

como quem conta carneiros e amansa

no entanto flanco aberto não esqueço

e amo em ti os outros rostos
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terça-feira, 27 de março de 2012

As Nossas Palavras III - por Ana

As Nossas Palavras III...
Estou uma agonia só:
Ainda me sinto insegura,
A barriga deu um nó!

São as palavras de hoje:
preferimos sempre vida
trabalho faz obsoleta
.
O Adhemar não dá guarida...

Incluir obsoleta?!!!!
Gente! Isso dificulta!
Eu não sou assim... um Leo...
Sou leiga, eu não sou culta.

Porque muitos de nós preferimos,
Nesta vida de tantas opções,
Secundarizar o trabalho,
Priorizar as diversões...

E foi isto o que eu fiz
Em relação ao português:
Não me esforcei pra dominá-lo...
São testemunhas vocês.

Por isso é que sempre escrevo
Bobagens que não têm fim,
Um monte de besteirinhas,
Até eu rio de mim...

Sei que isso não está certo,
Sei que isto não se faz:
Deixar de lado a língua-mãe
De maneira contumaz.

Mas eu prefiro viver
Sem me aprisionar às letras.
Por consequência, minha escrita
Vai ficando obsoleta...
.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Estou Lendo... - por Alba Vieira



Tudo pelo Melhor, de Gasparetto
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A Grande Árvore - por ZziperR


A grande árvore

Certo dia a grande árvore de flores amarelas decidiu derrubar as suas flores. Ela cansou da sua cor e queria ser diferente, mas como uma árvore poderia mudar a sua aparência.

Na vida tudo é um equilíbrio, desta maneira, quando perdemos com certeza também estamos ganhando, basta analisar com bastante atenção e chegaremos à conclusão do que ganhamos, ou seja, existe um lado bom de tudo que acontece conosco.

As flores caiam da grande árvore forrando o chão de amarelo e formando um cenário maravilhoso, um tapete natural de flores amarelas que as formigas aproveitavam e levavam para o formigueiro se alimentar.

Bom para as formigas, ruim para as abelhas que sem alimento perdem o interesse e não visitam mais a grande árvore, que sem as abelhas não polemiza e quebra a cadeia alimentar, também quebrando o ciclo de reprodução da própria árvore.

Muitos pássaros deixaram de visitar a grande árvore por falta de flores e ela vivia solitária sentindo a falta deles, que nem ninhos faziam mais em seus galhos.

Agora a grande árvore está verde e sem flores, apenas com folhas, mas não está feliz, pois lhe faltam perfume e atração. Tanto que, sem o encanto e a beleza das flores ela se tornou uma simples árvore. Antes ela era um Ipê amarelo, agora é apenas uma árvore sem flores.

Os dias passavam e com eles as noites solitárias também, numa dessas noites, um casal de namorados que gostava de correr, se enfeitar, rolar e fazer poesias de amor enfeitiçados e seduzidos pela paixão daquele grande tapete mágico de flores amarelas perdeu sua grande motivação de inspiração, que eram aquelas lindas flores amareladas se misturando aos mistérios da lua romântica. Eles caminharam de mãos dadas até o pé da grande árvore e ficaram tristes ao vê-la sem flores. A garota abraçou a amiga e perguntou:

- O que está acontecendo com você grande árvore, que tem as flores mais lindas e perfumadas do bosque?

A garota ficou abraçada à árvore consolando-a com palavras carinhosas, fazendo carinho com as mãos em seu tronco e pedindo para ela trazer suas lindas flores amarelas novamente e permaneceu abraçada à amiga um bom tempo.

O calor e o carinho da garota tocaram o coração da árvore com tanta intensidade, que naquele momento já começou a soltar botões de flores.

Logo a vida e a alegria retornaram aos seus troncos com pássaros felizes buscando os melhores galhos e as abelhas já fuçavam nas flores. Ela soltou tantas flores que o gramado ficou amarelo e no meio das flores estava o casal de namorados felizes.

O cheiro de amor exalava das flores, do casal, dos pássaros e das abelhas, todos enfeitados de amarelo e felizes com as flores da grande árvore.


Paulo Ribeiro de Alvarenga
Criador de vaga-lumes

imagens...google imagens

quinta-feira, 22 de março de 2012

A Bolha e o Mundo - por ZziperR


A bolha e o mundo

As meninas brincando de amarelinha e eu olhando com meus olhos de criança. Engraçado como uma simples lembrança comprando figurinhas não me abandona e eu não consegui completar o meu álbum. Coisa de criança ou adulto enganando a criança pra tomar o seu dinheiro? Melhor nem pensar.

Às vezes me pergunto meditando: Quando será que nós deixamos de ser criança? Logo depois passo um olhar rapineiro no mundo observando as atitudes dos adultos e vejo pelos seus atos infantis propositais uma falta de limites e consciência, banalizando o verdadeiro sentido da família e destruindo o verdadeiro sentido de exemplo cultural que uma geração obrigatoriamente deveria passar à outra. O sentido da vida perdeu seu valor.

A velocidade da vida atual transformou o mundo numa bola sem arte, tirando o dom da arte de criar brincadeiras das crianças, tornando-os adultos sem lembranças de como é ser criança.

Olhando para trás vejo momentos felizes e tudo parece um sonho gravado na minha memória, engraçado como a vida caminha lentamente dando-nos tempo e espaço para pensar com tranquilidade e mesmo assim tudo parece passar tão rápido.

Incrível como tudo começa num momento mágico do nosso nascimento confortado ao seio da mãe, mesmo que quiséssemos seria impossível traduzir ou expressar tal prazer. Um momento no qual fomos o presente de Deus.

Como falar de presente divino sem nos referir à vida! A vida que nos foi dada de presente num sopro celestial milagroso proporcionado por um ato de amor.

O tempo passa e é o grande cirurgião do corpo, ele atua constantemente transformando o nosso corpo, porém é incapaz de modificar nossa alma, um espaço invisível no nosso corpo onde deus instalou o amor e é lá que guardamos com carinho as pessoas que amamos.

Hoje o mundo é uma bola capitalista e a nossa infância uma bolha de sabão e toda vez que eu faço uma bolha de sabão, me vejo num passado gostoso, às vezes em grupos com tubos na mão atirando canudos de papel, exigindo habilidade e criatividade para conseguir perfurar folhas do grande abacateiro da praça.

Falando em pessoas especiais lembrei-me de você voando nas bolhas de sabão da minha memória. Vejo você na bolha e corro atrás tentando me aproximar para ficar um pouquinho perto de você, a bolha voa pelos campos te levando e eu correndo para te ver e quando me aproximo a bolha explode e eu te perco, apenas sinto as gotas geladas da bolha caírem sobre o meu rosto.

Um dia fiz uma bolha enorme e no momento em que percebi você dentro dela, também entrei deixando o vento nos levar voando nos jardins da memória num vôo desgovernado e livre aproveitando com prazer nossos momentos felizes na bolha e no momento em que ela explodiu, eu tive uma surpresa maravilhosa, pois encontrei você no futuro.

Deus nos deu a herança do futuro com inteligência, habilidade e competência e sempre que vejo você sinto um momento de felicidade, pois sinto minha alma feliz vendo seus passos firmes e seguros.

Na velocidade que o mundo caminha para o futuro desvalorizando a vida, se alguém fizer uma bolha num futuro distante, com certeza ela estará vazia e sem passado.


Paulo Ribeiro de Alvarenga
Criador de vaga-lumes