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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 30 de abril de 2011

Ah! Definições! - por Davi Rodrigues


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Respirar o mesmo ar
Desenvenenar rios, florestas, corações
Desistir da competição e assimilar o que o outro possui de melhor
Falar e escrever sempre na terceira pessoa: Nós
Deixar bem claro que somos falhos por estarmos distantes
Não é o açúcar, mas é uma doçura...
Em um planeta tão imenso, com tantas construções
É não se estar desabrigado
Ah! Dia e noite que nos proporcionam equilíbrio!!!
Acordem após o descanso! Sem que alguém o faça por bel-prazer...
Doce momento em que lê esse texto
Unificação do que escrevo e sinto
Com o que lhe interessa e sentes
Sentimento mútuo
Essa é a verdadeira definição de união



A Menina Silenciosa - por ZzipperR

O barulho ensurdecedor da chuva sobre o telhado chega a assustar com a intensidade e o volume de água caindo em um tão pequeno espaço de tempo. O barulho do vento impressiona, fazendo da grande copa da árvore uma expressão de liberdade, como se ela estivesse correndo contra o vento e apreciando a delícia sensorial das gotas geladas da chuva de verão; numa atitude de carinho a chuva aumenta a intensidade de suas gotas fazendo de toda aquela cena natural da vida uma festa com riscos de relâmpagos entre as nuvens escuras, enquanto o som compassado e assustador dos trovões podem ser escutados por pessoas muito distantes.
Tão grande volume de barulho causado pela fúria da natureza faz o mundo silenciar para tentar entendê-la, chegando ao ponto de não ouvirmos uma palavra, nem risos, apenas silêncio, focados na expressão natural do vento, da chuva, do clarão assustador dos relâmpagos e na aflição que arrepia quando a voz da natureza faz o mundo tremer com o poder do som de seus trovões.
Apenas o olhar dela focado na chuva domina sua razão, mesmo quase perdendo a grande árvore de vista em tamanha tempestade. Mas nem tudo nela é silêncio, pois como um intruso na cena o som do seu coração passa a fazer parte daquela harmonia. E, no contexto de tantas águas, o que a natureza estaria sentindo para tanta fúria?
Curiosamente, seu coração bate tão forte quanto a força torrente das águas sobre o mundo. Talvez seja uma manifestação da natureza contra o amor do homem que, desvirtuado, perdeu o poder de visão, desvalorizando seu próprio espaço. Chegou a hora da união, que parece fazer confusão para aqueles que estão vivendo, convivendo, observando e não entendendo aquele momento de união e o que está acontecendo.
Repentinamente, a chuva para e a natureza faz silêncio, sem chuva, sem vento, porém o coração da menina continua batendo cada vez mais forte. Mesmo a natureza poderosa silenciou-se para escutar as batidas fortes e pulsantes do amor silencioso da menina, que permanecia quietinha observando da janela da vida enquanto uma pequena lágrima de amor rolava em seu rosto espantado e lindo.
O silêncio foi quebrado pela lágrima de amor e a natureza se manifestou lançando pequenas pedras de granizo. Começou lentamente uma a uma e gradativamente foi aumentando seu volume. Penso que a união da natureza e da menina tenha feito com que a natureza também sentisse a dor do amor e deixasse escapar em pequenas gotas de gelo.
A natureza não conseguiu manter o silêncio em suas lágrimas e fez um barulho enorme sobre os telhados inundando tudo com suas gotas geladas, aquela chuva torrencial de granizo não parecia ter fim e só parou quando a menina silenciosa colocou uma das pedrinhas de gelo na boca se unindo à natureza e oferecendo seu amor à vida.
A menina caminhava silenciosa sobre a rua coberta de pedrinhas de gelo, caminhava amando silenciosamente, um jeito silencioso de caminhar entre as pessoas e foi necessário se unir à menina para que a natureza entendesse o seu jeito silencioso de amar.
Um mundo silencioso, no qual muitos se unem para amar e lá está ela com seu jeitinho especial, uma menina especial e linda com sua fórmula de amor incompreendida por muitos, mas plenamente entendida e correspondida por quem compartilha seu carinho e seu amor.
Esse é o jeitinho dela amar. Como será o seu jeito de amar?


Paulo...ZzipperR


Visitem ZzipperR

Sem Derreter - por Davi Rodrigues


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É do não se estar longe mesmo quando não se sabe o porque
Como as folhas das árvores tão meticulosamente alojadas em tão perfeita simetria
Como os pássaros que sobrevoam e cortam o céu em busca do calor
Ah! Se fossemos peixes em cardumes! Não haveria mar para nós
Talvez enxames a produzir em qualquer gesto, a finalidade do mel
Ou terra para sermos lotes de casas, ou hortas
Ou simplesmente para se andarem descalços sobre nós
Quem sabe janelas para que pudessem respirar
Ah! Doce não distância entre portos e estações
Carga em sacos descansando durante a viajem
Focos de luz em supostas escuridões
Aglomerados de bons fluíres
Paz mundial...
Partindo de cada um, pra se tornar um tantão!
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União - por Alba Vieira

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Uno útil universal
Novo nutrição nulidade
Ideal interagir independência
Abraçar apaziguar acorrentar
Olhar optar olvidar


Visitem Alba Vieira

sexta-feira, 22 de abril de 2011

As Nossas Palavras VI - por Ana

Podem os homens buscar a convivência pacífica o quanto quiserem. Mas as tentativas feitas até hoje mostraram que são impossíveis condições perfeitas de harmonia perene. As vitórias conseguidas no sentido da paz são destas coisas raras e pontuais, porque no ser humano percebe-se, nitidamente, a tendência a atitudes territoriais e bélicas, contrárias à lógica e ao bom senso, que são sinal de uma teimosia genética irracional.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011

As Nossas Palavras V - por Ana

Ora, o que dizer
Sobre o ofender e a ofensa?
É algo tão humano,
Às vezes involuntário, com certeza.

Mesmo que a alma queira
Se elevar pra lá do Além
Sem nunca, jamais fazer mal,
Sempre se fere alguém.

De minha parte eu digo
Que procurarei, com ardor,
Pedir ao Alto clareza,
Que minha prece chegue ao Senhor.
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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Problemas Anais - por Leo Santos


Acabo de ouvir uma observação sobre um menino que “tem três aninhos” o que gerou minha curiosa pergunta: Quantos dias tem um aninho?
Salvo o bissexto, como esse, em que fevereiro tem 29 dias, os demais, têm 365 dias. Seriam, esses, aninhos, o atual, um anão?
Mas, quem se ocuparia com esses problemas anais? De qualquer modo, usarei uns supositórios, (digo, umas suposições).
Na verdade, apesar de extático, costumamos fazer a leitura do tempo, em termos de passar moroso ou pressuroso, qualidades humanas, às quais, Cronos se furta.
A leitura do tempo é um fator psicológico, derivado de estados de alma, que, uma vez de posse de expectativas promissoras, faz parecer que o tempo demora passar, porém, no gozo dessas situações deleitosas, dizemos que o tempo voa.  Medimos, antes, a presença ou ausência do prazer, às expensas do tempo.
Pois, se ele faz mesmo isso, voar, certamente o faz, com nossas asas.
O fato é que, nos meus “aninhos,” eles eram deveras demorados, pois, meu orgulho “maschio” desejava ter pelos na cara e noutras partes, e como demorava! Agora que os tenho indesejadamente, nem sempre acho tempo para me livrar do incômodo.
Em pleno desfrute de meus anões, muitos sonhos e projetos pendem pelo caminho em face à carência de tempo. Na real, são agora meus aninhos, e bem idos, meus anões.
Acho que quando dizemos que um infante tem xis aninhos, não medimos seu tempo, nem seus anelos psicológicos, apenas, o tamanho do “relógio”...
 

Visitem Leo Santos
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Versos - por Renata Zonatto

 
 
Amor
Não reclama.
Você não me ama
e eu não vou escrever
um livro sobre nós dois.


Amor
E um dia...
Talvez...
Quem sabe...
Eu cuspa na sua cara
todos os versos que fiz pra você.
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Viver Não é Tão Simples Assim - por Tércio Sthal

 





NÃO É SIMPLESMENTE VENCER;
VIVER É SABER LUTAR ATÉ O FIM,
É TER, EM SI, O ÍMPETO DE SER.
(TÉRCIO STHAL)


RESSONÂNCIAS

O pessimista diz assim: tudo está muito ruim. 
O otimista vem e diz: que belo dia, sou feliz! 
O realista sentencia: vou melhorar este dia.

Analisando o lado inverso do que pensamos,
e consubstanciando as discordâncias, 
poderemos compor novas idéias e planos, 
novos paradigmas e novas ressonâncias.

No desenrolar da trama quem se ocupa em ver o figurante? 
No despertar da fama quem oportuniza a vez ao coadjuvante?
A consubstanciar a chama quem favorece ao protagonista?
Quem, independentemente da fama, promove o levante? 
Venha, vamos juntos e sejamos nossa própria conquista.

Valorizar a vida não é contar só com a sorte,
é não deixar que o tempo venha e tudo decida,
nem que ele seja sempre o senhor da razão.
Valorizar a vida é tomar a decisão de ser forte.

Quem ficar só olhando pela janela 
poderá ver como está o mundo lá fora, 
mas quem abrir a porta e passar por ela 
saberá o que o mundo oferece agora.

 
Visitem Tércio Sthal
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

As Nossas Palavras IV - por Ana

- Levante-se, Aderbal!
- O que foi? Tá passando mal?
- Tive contração várias vezes!
- Mas ainda não tem nove meses...
- Tô desde as sete em agonia!
- Mas ainda é meio-dia...
- Vai esperar eu cair de dor?
- Cruz! Tu adora tocar terror!
- Quer que chame só à noite, às oito?...
- Mas antes me traz chá com biscoito?
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Caríssimos Amigos:

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Desde o dia 31 de março venho tentando postar,

mas não consigo publicar corretamente os textos enviados.

Devo concluir que este problema está sendo ocasionado por vírus.

Tentarei resolvê-lo o mais rapidamente possível.

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Agradeço a compreensão de todos e os contatos recebidos.

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Enorme abraço!

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

As Nossas Palavras IV - por Ana

- Levante-se, Claudinei!
- Mas ainda não são oito horas...
- Várias vezes te chamei!
- Ih! Eu vou é cair fora!
- São sete e meia, seu peste!
- Então: sete e meia! Vê se me esquece!
- Cê vai cair! Dobra a bainha!
- Todas as vezes a mesma ladainha!...
- Às oito vamos à mamãe jantar!
- Então levante-se, mocréia, e já comece a se arrumar!
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quarta-feira, 30 de março de 2011

As Nossas Palavras IV - por Ana

Levante-se deste marasmo!
Às vezes tu parece um asno!
Sete vezes repetiu a mesma série,
Se repetir oito, nem sei o que faço!
Eu vou cair em desgraça!
Não tem a mínima graça
Ter um filho dessa espécie!
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quarta-feira, 23 de março de 2011

As Nossas Palavras III - por Ana

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Sempre haverá de existir uma forma obsoleta de se ver as coisas, depende do que preferimos, e isto vale tanto para o trabalho, para a religião, para as relações inter-pessoais, quanto para a forma de lidarmos com o sentido da vida.
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domingo, 20 de março de 2011

Campanha Livro Amigo do Duelos

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Um dia saio, vejo um livro interessante na rua e, ao abri-lo,
leio que era de alguém do Duelos, de uma outra cidade (outro país... será?!),
que já viajou muitos lugares e pessoas e chegou às minhas mãos.
(Ana)



No Dia Nacional do Livro (29/10), nossa amiga Ana propôs aos amigos do blog a Campanha Livro Amigo do Duelos.
Ela iniciou a campanha escrevendo o seguinte na contracapa dos seus livros já lidos:


Eu participo de um blog, o Duelos Literários,
Lá eles publicam seus textos, é só deixar nos “comentários”.
Lá também iniciaram a “Campanha Livro Amigo”:
Ele fica um tempo comigo e, depois, um tempo contigo.

Se você o levar pra casa, leia e passe adiante.
Antes, escreva seu nome nele, cidade e data, em letra elegante.
E se quiser falar com a gente, digite o endereço e não erre:
É duelosliterarios.blogspot.com.br.

1. Ana - Rio de Janeiro - 29/10/09
2.
3.
4.
5.


E deixou-os em pontos de ônibus, praças, parapeitos de muros... para serem lidos por aqueles que se interessassem por eles.

Então propôs que fosse deixado sempre um post fixo divulgando esta campanha.
Quem quiser participar da campanha, basta fazer a mesma coisa que ela fez com seus livros e deixar nos “comentários” deste post o título do livro que deixou nos locais públicos, em que cidade e a data.

Difundam o hábito da leitura! Participem!
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Sintonização Coletiva - por Vera Celms

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SINTONIZAÇÃO COLETIVA DAS 23:00 ÀS 23:05 HORAS - TODO DIA
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POSITIVIDADE - SINTONIZAÇÃO COLETIVA
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Nosso planeta passa por uma crise sem precedentes. Muitas catástrofes estão acontecendo. E outras virão. Jamais uma época teve tão duras provas a enfrentar. Muitas iniciativas estão sendo tomadas para amenizar a situação atual.
Apesar disso, nem todas as pessoas podem fazer tudo aquilo que desejariam, pois, cada vez mais, a vida exige sérios compromissos de todos. Compromissos que, por vezes, tomam todo o tempo daqueles que gostariam de poder contribuir e ajudar a humanidade nesta época tão dramática pela qual passamos.
Para compensar a falta de tempo na qual todos estão submersos, alguns grupos espíritas e espiritualistas, como a Sociedade Espírita Ramatis e outras, tiveram a excelente ideia de sincronizar suas meditações por cinco minutos, num horário comum, que permita à maioria das pessoas se interligar, formando uma corrente mental.
Mas para que esse horário? Para que todos possam ter a oportunidade de, mesmo sem tempo, ajudar, de alguma forma.
A iniciativa consiste no seguinte: todos os dias, das 23:00 às 23:05 horas, milhares de pessoas estarão enviando suas vibrações positivas ao planeta.

Não importa se você é católico, umbandista, candomblista, batista, messiânico, espírita, budista, hinduísta, agnóstico, ateu, judeu, teosofista, gnóstico, confucionista, adventista, espiritualista etc.

Enviar vibrações positivas nada mais é do que visualizar o planeta com harmonia, paz e amor, vibrando positivamente ou mentalizando o planeta sendo envolvido por energias benéficas com cores vibrantes, tais como o branco, o dourado e o violeta (que são os mais usados).
Mas também podemos mentalizar o planeta e irradiar luz e paz como se estivéssemos fora do planeta.

Obs.: Se você não acredita que seja possível enviar vibrações positivas ao planeta e aos seres humanos, não precisa abster-se deste momento. Poderá aguardar o período de 23:00 às 23:05 horas para, simplesmente, refletir sobre possíveis soluções para os problemas atuais. Simbolicamente, saberá que milhares de pessoas estão fazendo o mesmo, apenas o fazem de forma diferente.
O importante é a união dos pensamentos de todos, sabendo que estamos iniciando um primeiro esforço no sentido de tornarmo-nos atentos e abertos aos problemas e dificuldades que assolam nosso planeta.
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Horário para a vibração: De 23:00 às 23:05 horas. Todos os dias.

“A Terra não pertence ao homem; o homem é que a ela pertence. Disto nós sabemos.
Todas as coisas estão interligadas, como os laços que unem uma família.
O que acontecer com a Terra acontecerá conosco.
O homem não teceu a teia da vida cósmica, ele é um fio da mesma.
O que ele fizer para a Terra estará fazendo a si próprio”.

AOS QUE CREEM, PASSEM PARA SEUS CONTATOS...

P.S. - Se quiser e puder, mande esta mensagem para o maior número de pessoas possível. Quanto maior o número, melhor para o Planeta.
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Visitem Vera Celms
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Vazio - por Alba Vieira

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Um vazio que se instala é momento de estar atento para as opções de uma encruzilhada. Temos de refletir sobre como estamos nos conduzindo ao longo do caminho. É momento de parar e se deixar ficar por um tempo, até que sejamos atraídos pela direção que será a mais indicada naquele instante. Nada de apressar o coração, tremer as pernas ou ficar ofegante. Abrir os sentidos, observar longamente, perceber os mínimos detalhes e imprescindível. Só assim seguiremos com segurança, sabendo que a trilha é a certa e que fomos nós mesmos que a escolhemos quando tínhamos total consciência dos desígnios do plano maior. Venho de um momento assim, quando me sentia perdida, como se nada mais tivesse que aprender ou compartilhar, me sentindo árida e sem-graça. Agora estou parada, estanquei no caminho e apenas observo com todos os sentidos em alerta, esperando o sinal que virá. E quando eu for capaz de detectá-lo, retomarei minha jornada, com a emoção dos novos desafios que irão se apresentar a partir da estrada que eu escolher, das armadilhas, dos atalhos, das montanhas a escalar, dos vales, das noites sem luz e do alvorecer que com certeza acontecerá.
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Visitem Alba Vieira
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Me Divulguem, Por Favor! - por Davi Rodrigues

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Tenho o ar que insisto em respirar
E um que me envenena
Tenho o passo que me faz chegar
Outro que me distancia
Tenho voz que me faz ser ouvido
E uma que repele
Tenho mãos que acariciam
E outras que me deixam sentir frio
Tenho palavras que amo escrever
E outras que merecem ser apagadas
Mas tudo é pessoal
Tudo é nostalgia
Breve refugo de auto-estima...
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Indecifrada - por Marília Abduani

Só me entendo como sou
tão transparente e carnal.
Tão sem lume, unicamente,
tão somente carnaval.

Só me entendo como sou,
construtora indecifrada.
Trabalhando-me sem pressa,
cara solta, alma lavada.

Só me entendo como sou,
eu me reservo ao acaso.
A vida me desenhou
somente esse poço raso.

Só me entendo como sou,
arco-íris, nuvem clara.
Sendo a chuva, sendo o vento
passos lentos, peito estala.

Só me aceito como sou,
cavalo solto e veloz.
Galopando meus anseios,
minha lei é minha voz.
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Identidade - por Leila Dohoczki

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Sem nexo
Vivo no contexto
Complexo,
Incompleto
Nem sou só alegria
Tampouco apenas sofrimento
Sou também a canção dos ventos.
Ora brisa abrindo cortinas
E por vezes ventania que assovia no telhado.
Levo a pipa para o céu, deslizo nuvens alvas
Sem dizer uma única palavra,
Apenas faço.

Sou causa e sou resultado
Um universo em parágrafos
Todas as palavras existentes
As que sei e as que invento
Pensadas, indefinidas
As escritas, as ditas e as caladas
Esquecidas e lembradas
Todas!Todo o tempo.

E quando me junto em frases
É que tudo faz algum sentido.

Em poema, rimo
Em prosa, converso
O controverso e o aceito
Em conto aconteço
No que fantasio ou vivo
Nem adulta, nem criança
Um livro incompleto que ainda escrevo
Dia a dia, cada página...

Sou meio cônica,
Meio crônica,
De grandes detalhes
Que se estreitam no fim.

Mas quem não é também assim,
Um universo a se revelar?
Onde a noite e o dia acontecem
Despercebidos e silenciosos
Sem que se consiga explicar.
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