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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

(Sem Título) - por Davi Rodrigues

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Se com simples areia, com simples e minúsculos grãos pode se fazer isto, imagina quando o ser humano se conscientizar que é simples grão no Universo, e resolver realmente agir em conjunto? Não espere um ano novo, seja novo todo ano, o ano todo!!!
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Balanço de Fim de Ano - por Jeff Oliveira

Corri.Fugi.Voltei.Lutei.Venci.Perdi.
Gritei.Falei.Bati.Fui abatido.Ganhei.Perdi.
Perdi ‘amigos’ e ganhei ‘inimigos’.
Ganhei ‘amigos’,perdi ‘inimigos’.
Recuperei amigos antigos.

Estressei.Estressaram-me.
Sorri,brinquei,fui sério.
Amei.Amei mais.E amo.
Fui feliz.Fui ao céu.Fui às alturas.
Desci às profundezas num só golpe.
Levantei-me.Voltei a andar.
Venci corridas.Fiz o improvável.Não por minhas forças,mas fiz.
O impossível aconteceu.A felicidade então me sorriu numa fresta de tempo.


Fui ausente pra uns.Presente pra outros.
Mudei.E como mudei!
Conheci pessoas novas.Conheci pessoas antigas.
Máscaras caíram,rostos se mostraram.
Uns amigos se mostraram na hora da dor.
Outros fugiram resmungando dos próprios problemas.
Descobri,afinal,os amigos in verita.

No entanto,as vitórias e a esperança foram sempre maiores.
Se não tivessem sido eu não estaria aqui.
O próximo ano se aproxima(Que redundância!)trazendo novas histórias
Novas dores,novos amores
Novas felicidades,mais experiências.
Vamos que a vida é pra frente e a roda-viva não pára.

“Mas tudo fica sustentado pela fé.” (Eu não sei na verdade quem eu sou. - “O Teatro Mágico”)
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Aí Vem 2011... - por Adir Vieira

Nesta semana que antecede o Natal as horas diminuem com a consciência coletiva. Não temos mais sessenta minutos a cada hora, mas creio que, no máximo, vinte. Senão, por que não concluímos as tarefas diárias dentro do mesmo tempo? Chego a pensar que o mundo, nestas duas últimas semanas do ano, se conectam mais do que habitualmente, amarrando nossos passos para outros afazeres. Enfim, são tantas coisas novas... é de praxe abraçar amigos que não contatamos o ano inteiro, passar horas nas lojas a descobrir presentes para pessoas amigas e familiares, preparar ou conduzir a preparação das ceias de Natal e Ano Novo, e tudo dentro de um pequeníssimo tempo.
Ah! o tempo!
Como seria salutar termos tempo nesse período!
Como seria bom se pudéssemos ter a tranquilidade para revermos nossas atitudes durante o ano anterior, analisar nossas ações, programar o nascimento de uma pessoa melhor para o ano seguinte...
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(Sem Título) - por Adhemar

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Prezado Shintoni e demais amigos do “Duelos”:

Um Feliz 2011 a todos, cada um realizando seus projetos e sonhos sempre acompanhados da inspiração e disposição que nos faz botar pra fora as criações em forma de palavras. E nos encontrando aqui!
Saúde, alegria e paz a todos!
Grande abraço,
Adhemar
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(Sem Título) - por Vera Celms

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Quero desejar a todos os amigos, companheiros e seguidores do DUELOS LITERÁRIOS, a você SHINTONI, votos de que em 2011 se multipliquem desejos e planos, para que se multipliquem também as realizações...
2010 foi bom, mas 2011 já vem aprimorado... e que as palavras continuem nos escolhendo, seja na escrita ou na leitura, no prazer ou na missão, mas SEMPRE JUNTOS... Muitas REALIDADES FELIZES, outras tantas necessárias e inevitáveis compõem a vida de todos nós...
BEIJOS A TODOS... obrigado pela acolhida, pelo apoio, pelo incentivo e pela receptividade... SOU MUITO FELIZ POR ISSO... agora acompanhada de BRIGIT - A BRUXA DA NOITE... AINDA MAIS...
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Resoluções de Ano Novo - por Flavio Braga

Sei que todo ano é o mesmo papo, prometo um monte de coisa e no fim do ano eu vejo que não fiz nada. Mas esse ano vai ser diferente, sei lá, estou sentindo um clima favorável, um amor no coração, ou o álcool me fazendo ficar meio emotivo e chapado, não necessariamente nessa ordem. Que seja. Mas eu só vou prometer o que posso cumprir.
Por exemplo, esse ano vou enfim cuidar do meu corpo. Vou malhar, fazer exercícios, essas coisas. Mas não vai ser agora em janeiro, nem em fevereiro, março, agosto ou outubro. Só lá para o fim de novembro, para dar tempo de ficar em forma para o próximo verão, até porque para esse verão não dá mais tempo.
Juro que dessa vez paro de fumar, mas vai ser aos poucos. Agora só fumo depois do sexo, ou quando eu estiver nervoso, ou quando estiver buscando alguma ideia legal que vá mudar minha vida, ou ainda quando quero dar uma relaxada ou só quando estiver de bobeira. No resto do dia, nada de cigarro!
Quanto ao álcool, eu estou determinado a parar de beber demais. Vou beber na medida. Na medida do copo, com direitos a várias repetições. Odeio desperdício.
Também vou ser mais sincero, exceto na hora de falar aquelas mentirinhas sociais.
Vou parar de falar mal das pessoas, pelo menos na frente delas. Isso facilita na hora de arrumar menos briga, que é outra promessa para o ano novo.
Tentarei ser mais tolerante com as diferenças entre as pessoas. Chega de chamar os homossexuais de viadinhos, os brancos de vela, os gordos de rolha de poço, o pessoal do candomblé de macumbeiros, o pessoal do reggae de maconheiros, os sem-pernas de cotó ou o PT de comunista.
Vou tentar fazer uma coisa que vai fazer minha mãe ficar orgulhosa, vou parar de falar a caralhada de palavrão que falo desde a adolescência. É um vício da porra que tenho. Vou parar antes que essa mania foda com minha vida social.
Vou também ajudar quem precisa. Vou parar de rir da cara deles. Coitados, esse povo não tem culpa de tanta desgraça que acontece na vida deles.
É...Esse ano promete!
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domingo, 26 de dezembro de 2010

Saudade - por Ana

Porque o dia é sábado
as palavras escritas são necessárias e piedosas.

Porque não é segunda,
os sorrisos de amor se guardam no antes e depois.

Porque não é terça,
não há esperança de que o minuto seguinte
seja de carinho francamente compartilhado.

Porque não é quarta,
desvela-se o segredo de cada segundo
e encontra-se uma pesada e negra saudade.

Porque não é quinta,
caminha-se, inexoravelmente,
por sobre um abismo perigoso de silêncio.

Porque não é sexta,
enorme teia me envolve em asfixia
com seus fios de solidão cortante.

Porque amanhã é domingo eu te espero,
lembrando que há milhares de dias vivo um sábado sem fim.
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A TODOS OS AMIGOS DO DUELOS

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É Natal - por Alba Vieira

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É Natal.
Vamos permitir que nasçam em cada um de nós sentimentos de fraternidade, de amor ao próximo, de tolerância com os outros e com aspectos nossos que não apreciamos.
Vamos tentar permitir que aquilo que em nós ainda é latente se desenvolva e possamos descobrir novos talentos, novas capacidades de interagir com os outros e produzir coisas boas.
É importante, sobretudo, que estejamos atentos para buscar a transformação daquilo que é inadequado, que tira a nossa felicidade, que nos distancia dos outros e impede a expressão do amor que reside no fundo de nós. Transformar-se é poder evoluir.
Que nesse Natal nós possamos nos abrir mais para o amor, abandonando defesas desnecessárias e fortalecendo realmente o nosso Ser que naturalmente procura o estado de união. Afinal, somos todos irmãos e não podemos estar bem enquanto tantos sofrem, se hostilizam ou são indiferentes na sua solidão, além da necessidade do encontro consigo mesmos.
Feliz Natal!
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E Por Falar em Natal - por Fatinha

Querido Brógui:

E por falar em Natal, quem aqui nunca recebeu um presente nada a ver?
Começando pelo nefasto amigo oculto, uma solução boa pra economizar uma grana, mas sempre causa de profundas decepções. Há muito tempo que eu não participo de um, mas sempre acontecia a mesma coisa: eu me esmerava em comprar uma coisa maneira e recebia um treco que eu jamais em sã consciência teria coragem de dar de presente nem se fosse para meu inimigo oculto.
As situações mais embaraçosas são aquelas em que a pessoa toda sorridente diz pra você que o presente é a sua cara. Quando ouço isso tremo nas bases, porque lá vem bomba (eu tenho cara de bomba?). Como minha santa mãezinha me domesticou muito bem, eu agradeço, disfarço a decepção e penso: “Que que eu faço com isso?”
Eu mesma já devo ter dado presentes assim. Munida da mais singela intenção de fazer o outro feliz e acabando por dar um tiro na água.
Já sei. Você deve estar procurando no seu disco rígido quais foram os presentes dados a mim e tentando adivinhar se eu gostei ou não. Pode parar de se torturar porque você nunca vai saber mesmo. E também nem pense em parar de me dar presentes por causa disso, porque aí eu vou ser obrigada a escrever um diário-denúncia dedurando você.
Em retribuição ao carinho, mesmo não gostando da coisa, procuro usá-la, em homenagem à pessoa que me presenteou. Sim, Querido Diário, minha crueldade tem limites. Não é assim que funciona? O outro me faz feliz dando e eu tento fazê-lo feliz usando. Quando não dá mesmo pra salvar o presente – há casos irremediáveis como roupa pequena, ou uma bijouteria que vai deixar minha pele em carne viva – há solução. Vou trocar, passo adiante – nem adianta fazer cara feia porque duvido que você nunca tenha feito isso – ou simplesmente meto no fundo do armário e pronto.
Temos aqui em casa a nossa secretária do lar – nome politicamente correto para empregada doméstica – que todo Natal traz um presentinho para nós. Ficamos sempre comovidos porque sabemos o quanto o dinheirinho dela é curto, inversamente proporcional ao prazer que ela sente em nos presentear. Quando ela vem toda contente com o embrulhinho na mão, entramos em pânico porque a cada ano ela se supera trazendo objetos de decoração pavorosos.
Um ano ganhamos um porta-papel higiênico. Sabe aquele que a gente pendura os rolinhos na parede? Tem coisa mais cafoninha? Na minha escala de valores, está no mesmo nível da roupinha para bujão de gás ou o pano de prato calendário – aqui em casa não usamos gás de bujão, graças a Deus.
No ano seguinte foi um vasinho de flores artificiais cor de rosa com areia colorida também cor de rosa. De chorar. O problema das flores artificiais é que além de serem horrorosas não morrem nunca. Não secam, não apodrecem. Só ficam ali se enchendo de poeira e desafiando meu senso estético. E tem mais: tudo quebra, menos o tal do vasinho.
Esse ano, veio a pérola. Umas flores amarelas – artificiais também – submersas em um aquário, com os dizeres: “Jesus o segredo da paz”. Tem noção?

PAUSA PRA EU RIR, TÔ ME CONTORCENDO, O TROÇO É MUITO FEIO…

O pior é que não dá pra defenestrar as coisas. Ela vai dar falta e ficar magoada. Solução: deixar os enfeites enfeiando o ambiente e ela sorrindo. Muito justo.
Mas, vou confessar a você que eu e minha santa mãezinha já arquitetamos o plano maligno de deixar esses objetos ao alcance do João Pedro. Se ele quebrou o galo do Presépio que armamos aqui em casa desde que eu me entendo por gente, tenho certeza de que não vai falhar nessa nobre missão que vamos a ele confiar.
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Postado, originalmente, em 26/12/07.
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Uma Mensagem de Natal... - por Leila Dohoczki

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Bom Natal - por Dan

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Natal Luz - por Poty

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Natal é luz que irradia as mentes
Faz ter outro pensar
... Reações de compaixão...
...Tolerância com o próximo...
Sentimentos de liberdade,
Tranquilidade
E sorriso diante tanto brilho...
Faz parar e sentir menos stress
Também repensar suas atitudes durante o ano
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Visitem Poty
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A Todos, um Feliz Natal - por Tércio Sthal


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Boas festas em harmonia,...........................................................................
bons intentos e boas ações,...........................................................................
e 2011 repleto de alegrias...........................................................................
e grandes realizações,...........................................................................
é o que deseja, neste dia,...........................................................................
o escritor Tércio Sthal............................................................................
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O MELHOR ESTÁ POR VIR

Mais um ano que se passa,
e novos desafios vêm,
e por mais que se faça,
algo por fazer se tem,
mas não devemos esquecer
o melhor pode estar por vir,
depende do nosso querer,
de ver oportunidades e agir,
para estabelecer o bem.
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Aí Vem o Natal! - por Adir Vieira

Deus meu! Olhei o calendário hoje e me assustei ao constatar que estamos apenas a oito dias do Natal.
Esse foi um ano atípico para mim, pois novembro passou e eu com os problemas de saúde do meu marido, nem percebi.
Com isso, aqueles preparativos habituais ficaram para trás e me vejo nesses poucos dias com necessidade de correr muito.
Sobretudo esse Natal eu preciso festejar.
Festejar o fato de os atropelos não terem deixado marcas tristes em minha vida.
Festejar, pois devemos agradecer a Deus o amadurecimento que a vida nos impõe com a vivência das coisas perigosas.
Festejar porque a família está aí, nos rodeando com o seu amor e compreensão.
Festejar porque as palavras amigas nos momentos em que vivemos os problemas nunca serão esquecidas.
Festejar, enfim, porque estamos vivos.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Churrasco de Rico e de Pobre - por Ninguém Envolvente

O Churrasco tornou-se a principal diversão dos brasileiros nos finais de semana e feriados. Atinge a todas as classes sociais. Veja este estudo que define as características dos dois tipos principais: rico e pobre.

TRAJE FEMININO DE RICO: Calça cigarreti da Zara, bolsa Louis Vuiton, blusinha básica branquinha da Siberian e aqueles óculos Giorgio Armani originais, e ela sempre chega sozinha no seu carro, é claro.
TRAJE FEMININO DE POBRE: Minissaia curtíssima, blusinha C&A, chinelo ou tamanco.

TRAJE MASCULINO DE RICO: Bermuda Hugo Boss, camiseta da Brooksfield, óculos e aquela caminhonete.
TRAJE MASCULINO DE POBRE: Chinelo Rider, bermuda de uma calça jeans cortada com barriga saindo para fora, camiseta do Flamengo jogada nas costas, óculos de camelô R$ 5,00 ou bermuda de nylon sem camisa e descalço.

CRIANÇAS DOS RICOS: As meninas estão de rabo de cavalo, limpinhas e calçadas, brincando sentadinhas com uma boneca.
CRIANÇAS DOS POBRES: As meninas estão de chuquinha caindo, nariz escorrendo, gritando e correndo descalças com a mãe correndo atrás e gritando “Rosicreide, eu vou aí te bater, menina!”.

COMIDA DE RICO: Normalmente eles não comem, quando comem é um pouco de cada coisa, arroz com brócolis, farofa de frutas, filé, picanha, mussarela, sendo cada coisa comida a um tempo diferente e pausadamente. É comum também encontrar uma mesa de frios e outros aperitivos.
COMIDA DE POBRE: Vinagrete cortado em pedaços, farofa, salada de maionese, muita asa de frango com as pontinhas queimadas e linguiça com pão. Outra opção de carne seria a tradicional costela escorrendo óleo e fraldinha de promoção.

BEBIDA DE RICO: Homens, chopp da Brahma ou cerveja Heineken geladíssima. As mulheres bebem água tônica Citrus Schweppes ou Evian e refrigerante diet.
BEBIDA DE POBRE: Cerveja Belco e Kaiser, geladas no tanque de lavar roupa. Quem fica tonto mais rápido bebe, intercalado, água da torneira, Baré Cola, Fly ou Guaraná Sarandi. Não pode faltar a tradicional caninha da roça com limão.

PRATO DE RICO: Normalmente beliscam uma picanha ou filé servido em prato branco liso de porcelana, kani (carne de siri), queijos variados para acompanhar um bom vinho de safra acompanhado com taças apropriadas de cristal para água e vinho.
PRATO DE POBRE: Nos tradicionais pratinhos de plástico ou papelão, repetem a comida toda hora que não há fila. A bebida é servida no copinho de plástico (compra-se o número exato de convidados) ou aquele de requeijão ou geleia para convidados mais chegados: familiares, compadres ou algum cabo da PM, Corpo de Bombeiros, Escrivão da Polícia Civil etc. (os Vips).

MÚSICA DE RICO: Jorge Vercilo, Marisa Monte, Maria Rita etc. Até mesmo Lounge Music e Jazz. Pode ser que seja contratado um grupo que toca chorinho, mas só músicos formados em faculdade específica.
MÚSICA DE POBRE: Aquele pagodão de cair suor. Zeca Pagodinho e Jorge Aragão são os reis. Só CD pirata de 4 por 10,00 (mídia azul). O importante é tirar a galera do chão, depois de umas 3 horas de churrasco todos já estão dançando independentemente das idades ou credos. Também é organizado após as 3 horas o batuque nas panelas, mesas, latões ou quaisquer objetos disponíveis (músicas do Almir Guineto e sambas-enredo do passado). A mulherada tira a sandália porque não está acostumada, e bota a poeira pra subir.

CHURRASQUEIRO DE RICO: Contratado, trabalha normalmente no Fogo de Chão ou em algum buffet e traz consigo a equipe que serve os convidados.
CHURRASQUEIRO DE POBRE: Amigo de um conhecido que adora fazer churrasco e cada hora um fica um pouquinho na churrasqueira. Normalmente é um cara barrigudo que fica suando com uma toalhinha na mão (ele usa para enxugar o suor, para limpar as mãos e para qualquer outra coisa que ele precisar). Adora ficar jogando cerveja na brasa pra mostrar fartura!

O LOCAL DE RICO: Área coberta com piso de granito, existem mesinhas e cadeiras para todo mundo. Tem piscina, mas ninguém anima a se banhar.
O LOCAL DE POBRE: Local aberto, normalmente na laje, sol quente na cabeça ou chuva para apagar o fogo (então é improvisada a cobertura de lona somente para a churrasqueira), cadeira para quem chegar mais cedo (estes cedem o lugar para os idosos e grávidas atrasados, se for o caso), os demais ficam de pé, esbarrando uns nos outros e pisando no seu pé, mas não tem problema porque normalmente todo mundo tá descalço.

O FINAL DE RICO: Em menos de 3 horas, cada pessoa pega seu automóvel e vai embora. Todos saem em momentos diferentes para que o dono do churrasco possa fazer os agradecimentos.
O FINAL DE POBRE: Depois que todo mundo está bêbado, o dono da casa diz que tem que trabalhar cedo no dia seguinte. O pessoal ainda quer fazer vaquinha para comprar mais uma caixa de cerveja. Quem não tem carro pega carona ou vai de buzão mesmo. (Isso sem contar os que precisam curar o porre estabacados num sofá ou pelo chão mesmo, antes de pensar em ir embora). O pessoal de carro liga o som alto (pagode, é claro!) e sai buzinando, bêbado, sorrindo e gritando: “Valeu, maluco!!!”.
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SOS Rio de Janeiro - por Alba Vieira

Nas últimas semanas, o estado do Rio de Janeiro foi manchete dos jornais brasileiros e estrangeiros em virtude do caos que se instalou na cidade, provocado por integrantes de facções criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e da reação do Estado, com a integração das forças armadas e polícias, que cooperaram e retomaram terrenos dominados por bandidos para as comunidades pobres residentes nesses locais.
A mídia chamou a atenção para as ações cinematográficas das forças de repressão, com uma atuação jamais vista antes, tornando um fato histórico a sua ação competente, destoando do que até então era apresentado por uma polícia desfalcada, desguarnecida, esquecida, solitária e corrupta.
Esperamos que esse episódio de ação responsável e competente passe a ser a regra e que seja permanente, com a presença do Estado nessas e em todas as outras comunidades do Rio.
Outros dois fatos pedem a nossa reflexão e infelizmente não estão sendo focalizados pela mídia:
É importante assinalar que aqueles usuários que se escondem nas áreas nobres da cidade, quando o caos se instala e evitam sair às ruas por medo, são os mesmos que garantem a manutenção de toda essa violência nas comunidades pobres, ao financiarem o crime organizado quando compram as suas drogas.
É oportuno também refletir sobre o fato de que os chefes do tráfico com casas luxuosas nas comunidades carentes têm como sonhos de consumo, bens (suítes suntuosas com banheiras de hidromassagem, aparelhos de ar condicionado central, piscinas e tvs de tela plana enormes) que muitas vezes constituem exatamente os objetos de desejo de pessoas que, mesmo sendo intelectualmente mais favorecidas que eles, aceitam levar uma vida com níveis crescentes de estresse, empenhando seu tempo e suas almas, apenas para garantir possuí-los. Nesse particular, quanto se diferenciam desses marginais?
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Visitem Alba Vieira
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Que Cristo nos Proteja! - por Adir Vieira

Hoje, a Cidade Maravilhosa amanheceu com uma calma aparente.
Ontem, o Rio estava em guerra. Embora a ação estivesse ocorrendo no Complexo do Alemão, toda a Cidade Maravilhosa sofreu e torceu pelo sucesso da operação.
Dava agonia assistir pela televisão a tantos atos de violência.
Desacostumados com medidas desse escalão, as pessoas, de um modo geral, não sabiam ou não queriam admitir que não se tratava de guerra no Haiti, mas no Rio, bem pertinho de nossas casas.
Toda a Cidade se refugiou, toda a Cidade nesse final de semana não viveu.
Toda a Cidade se amedrontou e acho que pela primeira vez, os mais pobres, residentes nas favelas e os mais abastados, residentes nas grandes mansões da Zona Sul, perceberam o que o tráfico de drogas pode fazer com nossa Cidade.
Todos perceberam que se não ajudarmos o Estado a tomar o poder, seremos reféns do mal.
Vamos torcer para que continuemos irmanados, povo e polícia, para restabelecer a paz nessa Cidade tão linda e feliz.
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Postado, originalmente, em 29/11/10.
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Visitem Adir Vieira
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Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Alba Vieira

Gostaria de destacar este maravilhoso texto da Ana, carregado de emoção e força na narrativa da desolação em que vivem tantas crianças tão perto de nós, despercebidas na sua miséria num cotidiano de dor pungente.
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ESTUPROS INCESTUOSOS
(ANA)


Estou caminhando por entre paredes de casas infernais, onde encontro crianças ingênuas e envergonhadas que desejam cobrir sua nudez com possibilidades inexistentes. Convivo com demônios vorazes, gargalhantes e locupletados que avançam cruéis ante a discordância e a ação protetora. Estou só. Passos isolados, de um cômodo a outro, buscando tecidos que escondam a carne que provoca fome nos olhos injetados de desejo. Sou a que não nega o que existe, a que enfrenta, com medo e asco, todos os detalhes cotidianos de uma vivência homicida. Há palavras e atitudes que matam aos poucos, um horror interminável que se refina com o desenrolar dos prazeres experienciados. Há desespero mudo, contido, suicida, imerso numa eterna noite de flagelos e gritos lancinantes das almas para o céu dos desenganados. Há revolta que se engole inteira, enorme, rasgando por dentro e que se alastra pelo corpo, tornando-o, torneando-o, transformando-o, transpassando-o e transfigurando-o. Há satisfação e alegria que saem de bocas gozantes, de peles gordurosas, de cheiros detestáveis, de salivação excessiva que escorre sobre os limpos. Há crianças tocadas, roçadas e soterradas. Há crianças enterradas vivas torturadas nos quintais e sob os alicerces destas casas. Há crianças mal formadas, mal queridas, mal tratadas. Crianças e demônios e nenhum olhar. Crianças e demônios isolados do mundo, participando de uma festa particular. Crianças que nasceram para o prazer, para a luxúria e a tortura. Crianças que vieram para as delícias da carne, para a secreta volúpia do sexo e da dor. Crianças com sangue e corpos tenros que fazem brilhar os caninos sedentos. Demônios... compreendem-se os demônios. Existem. Mas... crianças? tantas? Que permissão admitiria este cárcere dantesco, esta orgia fúnebre? Que força no universo senão a do acaso e da ausência de lógica? Imolam-se os cordeiros sem tirar-lhes a vida apenas pela perpetração do prazer selvagem. Sem altar, sem ritos, apenas profanação e carnificina. Eu cuido das inocências ensanguentadas, chorando vergonha e pavor. Que lugar é este, me pergunto, que lugar é este?
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O Sofazinho - por Fatinha

Querido Brógui:

Não adianta mesmo. Eu não tenho jeito, graças a Deus, e consigo rir de situações nada risíveis. Tenho tido muito tempo para pensar, trancafiada num quarto de hospital fazendo o turno do dia. Como para fazer humor é necessária uma boa dose de mau humor, nada como uma situação desagradável para servir de inspiração. Eu sei, eu sei que eu disse ontem que não estava a fim de fazer gracinha, mas isso foi ontem.
Sentadinha no maldito sofazinho que fica no quarto do hospital, tentando me acomodar naquele objeto produtor de desvio de coluna, fiquei matutando acerca do porquê de, em todos os hospitais haver sempre o mesmo tipo de sofá. Quer dizer, em todos os que conheço (não muitos, por sorte). O treco é duro, pequeno, baixo, sem braço, um horror. Por que? Além disso, o sofá fica estrategicamente situado na frente da porta, ou seja, nem pense em se deitar, a menos que queira levar uma “portada” na cabeça.
Depois de muito meditar acerca de tão importante questão, concluí que o desconforto é proposital. Afinal, o acompanhante não está ali de férias, está para acompanhar o paciente. De acordo com essa lógica maligna, se o acompanhante ficar muito confortável, vai dormir a noite toda, o paciente vai querer alguma coisa, vai chamar, não vai ser ouvido e terá que apertar a tal da campainha para chamar a enfermagem. Consequência: o plantonista terá que se deslocar até o quarto para fazer o serviço para o qual é pago ao invés de esse serviço ser prestado gratuitamente pelo familiar. Faz sentido.
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Postado, originalmente, em 11/11/08.
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Visitem Fatinha
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