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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quarta-feira, 10 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher - por vestivermelho

adorei ler
mulher é ser feminina, é ser princesa; rainha tem alma masculina, mas a princesa sempre romântica à espera de seu amor...
eu quero ser princesa eternamente rsrs
não quero ter dias especiais... todos os meus dias são especiais

e o seu, Vera, deve ser mais que especial...

abraços

salve as femininas e boa sorte às feministas...
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.Comentário em Invente Outra (Ao Dia Internacional da Mulher), de Vera Celms.
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.Visitem vestivermelho
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terça-feira, 9 de março de 2010

Pensando Gordo - por Fatinha

Querido Brógui:

Rapidinho: na mesma revista, veio uma matéria sobre o uso da terapia cognitivo-comportamental para emagrecer. Pobres psicólogos sérios que trabalham nessa linha… Além de solução mágica para o TOC, depressão, ansiedade, stress pós-traumático, fobias, vícios em jogo, bulimia, agora vão ter que dar conta dos gordinhos. O pior é ter que explicar para essa galera que terapia não é milagre, que o processo pode ser rápido ou não, que é necessário separar o joio do trigo…
Mas não é isso que quero falar. Lá no meio da matéria tem um quadro “O pensar gordo e o pensar magro”. Depois de ler atentamente como funciona a cabeça de um gordo e de um magro, concluí que sou, irremediavelmente uma magra com cabeça de gorda. Eu busco conforto na comida, às vezes como compulsivamente, tenho fome de doce, quando perco peso retomo meus horríveis hábitos alimentares ao invés de prosseguir na reeducação alimentar, quando engordo penso que jamais vou conseguir perder aquele quilinho, me sinto injustiçada porque tem gente que come e não engorda, não tenho hora certa pra comer.
Acho que vou ter que trabalhar isso com a minha terapeuta.
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.Postado, originalmente, em 12/10/2008.
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.Visitem Fatinha
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Fabuleta - por Cacá

Um dia o diabo resolveu dar umas voltas sobre a Terra e aterrissou no Brasil. Aterrissou é mentira, posto que veio lá de baixo: então irrompeu no Brasil. Circulou geral e como não podia deixar de ser, andou visitando parlamentos, palácios de governos e outras plagas que abrigam umas pragas eleitas pelo voto. Fez muitos amigos, entabulou muitas conversas, deu conselhos e, principalmente, fez muitos tratados. Disse aos seus pares que poderia lhes oferecer o paraíso se seguissem os seus ensinamentos. O paraíso, a seu modo, claro! Com os seus métodos e também com os seus riscos. Garantia inclusive, que a taxa de risco seria muito baixa, a fim de conseguir bastante adeptos. Disse também que havia o paraíso prometido, “o outro”, mas esse, quem o desejasse, que fosse se queixar com um bispo, afinal era demorado alcançá-lo e não havia garantias reais. Garantias do tipo as que ele mostrou ao levantar seu saiote, mostrando a cueca e as meias recheadas de dinheiro. Um pacto foi assinado de imediato por muita gente com olhos brilhando e lambendo beiços. Uns já suspeitos, outros insuspeitos até então. No ato da assinatura, no entanto o diabo avisou: - A condição para ser membro desse doce paraíso é que meu nome nunca apareça. Sabem como é, ando meio desgastado perante a opinião pública e isso não é bom para mim e pode não ser para vocês numa eventual reeleição. Então, em todas as suas campanhas, dirão nos comícios e também depois de eleitos, em todos os meios de comunicação possíveis:
A VOZ DO POVO É A VOZ DE DEUS.
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*Fabuleta é uma pequena fábula sobre as peripécias do capeta.
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.Visitem Cacá
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Dia Internacional da Mulher - por Escrevinhadora

Também não “engulo” o dia internacional das mulheres. Pra mim é a prova cabal de que as mulheres ainda são tidas como seres de segunda categoria. Necessitam de 1 dia no ano pra serem lembradas. Nos outros dias, em tantas partes do mundo, a todo momento, mulheres são violadas, espancadas, assassinadas sem que isso cause uma reação firme. Em algumas culturas, infelizmente, a agressão contra mulheres não só é aceita, como estimulada, a despeito de toda a evolução da qual nos orgulhamos. No Brasil, apesar da Lei Maria da Penha, o número de agressões contra mulheres é impressionante e algumas vezes a punição ainda fica na entrega de cestas básicas. Não precisamos de um dia pra comemorar nosso sexo. Precisamos de respeito, igualdade de oportunidades e reconhecimento das diferenças que nos separam dos homens mas que nem por isso nos tornam inferiores a eles.
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.Comentário em Servidão, de Camila Oliveira.
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Eu Posso? - por Yuri

vocês entendem aquela fria sensação de vazio?
que costuma chegar sem você ver
mas você tem que trabalhar e trabalhar até fazer o certo?
eu quero te tocar de novo
quero voar com você
eu sei que eu errei, quero admitir olhando pra você, e falando o quanto gosto de você
mesmo que seja pela última vez, e se for... realmente eu não sou importante pra você
eu espero... te pedindo desculpas enquanto você pensa, enquanto passa sua raiva
e enquanto eu me preparo pra sempre dar o melhor de mim e poder te tocar outra vez
poder voar... contigo!
I can?!
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.Visitem Yuri.............
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segunda-feira, 8 de março de 2010

Conflito - por Marília Abduani

Estou perto e longe de mim.
Vejo formas e cores
bordando as linhas do meu destino
em minhas mãos.
Nem triste nem feliz,
vou me descobrindo ainda
e ainda me surpreendo menina,
mulher.
Há nuvens que persigo.
Há prantos que adormeço.
Há medos que atravesso,
mares onde me afogo,
ventos que levam
para qualquer direção.
Estou dentro e fora de mim.
E quando me olho,
vejo outra que não eu.
Meus olhos me enganam,
meus passos me distanciam de mim,
me levam
para onde, eu não sei.
Ampliar-me é preciso
para que eu me encontre.
e me veja, livre,
e seja eu mesma
a que mais amei.
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Servidão - por Camila Oliveira

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A submissão é mais fácil que a rebeldia
Mas a consequência da covardia
Do ato, é a dependência,
Disfarçada de benevolência,
Essa dependência vem mesmo que tardia.

Não queremos teatro
Não queremos manifestações
Queremos resolvido nosso trato
Devolvidas nossas orações.
Eles nos dão barulho, queremos canções
Deixaram-nos fartos
Iremos embora sem emoções.
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Um Abraço - por Leila Dohoczki

O abraço é um laço
Que se faz com os braços
Que enfeita o carinho
Embrulhado com sorrisos
Estampado na alma.

Um abraço acalma,
Abranda e dissipa tempestades
Desfaz mal entendido
E mata saudades
Há tanta força
Num abraço apertado...

Abraço amigo
De namorado
De mãe e pai
Amigo do amigo
Do vizinho
Do filho
Abraços
Abraços
Abraços.
Tem coisa melhor?

Por isso eu penso:
Abraço é quase um nó!
Quem abraça, nunca está só
E fica sempre entre laços.

Quer saber?
Pra você, um abraço!
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Invente Outra (Ao Dia Internacional da Mulher) - por Vera Celms

MULHER… não é só um substantivo
Já foi só adjetivo,
Hoje é verbo intransitivo
Não... locução adverbial
Mulher é mais que fazer
Mulher é multi-fazer
É multi-crescer
É multi-ser
Nasce princesa
Afinal, qual a família que não outorga,
titulo de princesa, a suas meninas?
Já então, um postulado ao reino absoluto,
Rainha na mais ampla concepção da palavra
Já foi rainha com e para seu rei
Hoje abraça o reinado solo, mas também gosta de colo...
Não precisa mais do “macho viril” na condução,
Virou pai além de ser mãe, meio a contra mão...
Concebe, gesta, pari, adota, educa, alimenta, custeia,
Mas, acima de tudo, ama muito, ama tudo...
Sem limites nem restrições,
Matéria aprendida em várias lições
Hoje a mulher é verbo bastar
Mulher hoje não tem mais nenhum limite que a restrinja,
Impõe limites que a norteiam
Mulher em dupla ou tripla jornada
Trabalha, e como trabalha!!!
Opera, dirige, responde, xinga, orienta, decide e reza...
Mulher inventa o que não encontra pronto
Mulher tripula, monta, desmonta
Faz e desfaz se preciso for,
Mulher redige, programa, projeta, constrói, demole e negocia,
Dança, canta, faz poesia, chupa cana e assovia...
Troca fraldas com uma mão, enquanto conserta a pia,
Hackeia, acelera, manobra e freia
Chega em casa cansada, mas se confessa apaixonada,
Conserta o interruptor de luz, troca pneu e a cama
Mulher lava, passa, cozinha, se penteia
Mulher briga, discute, defende, ordena e esperneia,
Não aceita ordens vãs, divide prazeres e responsabilidade
Viaja de um país a outro, pra outro mundo, sem sair da cidade
Mulher arruma, organiza, se arruma e se perfuma e brilha,
Como brilha!
Num só olhar diz tudo o que quer dizer, com prazer...
Num só movimento, preside, prescinde, mas não deixa de confrontar,
Aguenta dores, cuida e cura dores, sem reclamar
Tão capaz de amar quanto odiar,
Tão capaz de acarinhar, castigar ou relevar
Se preciso luta, por direitos ou por poder,
Entende que na lei do mais forte, é matar ou morrer...
Capaz de depressões ou revoluções, sem opressões,
Capaz sim de sucumbir, mas muito mais de convalescer ou renascer,
Pra mulher de hoje, é vencer ou vencer...
Mulher, desafio constante, presença importante
De mil a milhão num instante,
Mulher... ame-a ou ame-a...
Ou, invente outra...
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.(Poesia publicada na coletânea do primeiro Concurso Literário de Poesias
do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Jundiaí/SP, em maio/2007)
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.Visitem Vera Celms
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Perdão - por Ana

Meu amor, peço desculpas,
Não queria te ofender,
Quando vi já tinha dito,
Eu te peço pra esquecer…

Ainda sou muito novo,
Não tô pronto pra casar,
Não podia dizer sim,
Concordar com o altar…

Por isso quando você
Tão alegre perguntou
Se eu queria casar contigo
E ansiosa esperou

Minha resposta amorosa
Num carinho sedutor,
Só ouviu, estupefata:
-“Tá maluca?! Endoidou?!”

Não era minha vontade
Ser assim tão animal.
Saiu sem que eu quisesse,
Eu juro, não fiz por mal…

Me perdoa, meu amor,
Por favor, pense com calma:
É que nosso inconsciente
é o arauto da nossa alma…

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sábado, 6 de março de 2010

Parabéns, Heloísa e Marcelo! - por Alba Vieira

Hoje é o casamento do meu sobrinho e eu sou a madrinha. Pensei no que diria aos noivos nesse importante momento de suas vidas.
Eles já se conhecem há um bom tempo, sabem que se amam muito e desejam viver juntos formando uma nova família.
E agora vão descobrir o que é viver com outra pessoa, como cada um realmente é no contato com o outro. E essa experiência é inédita para os dois.
Digo a eles então que a realidade cotidiana será mais doce, a casa deles terá mais harmonia, luz e felicidade se ambos tiverem como objetivo maior concretizar a felicidade do outro. Parece ilógico que alguém deva se responsabilizar pela felicidade de outra pessoa, mas o simples desejo de fazer feliz quem você ama, tentando descobrir o que agrada e o que desagrada àquela pessoa e, sendo uma atitude de ambos, no mínimo é capaz de facilitar o relacionamento. E para que a receita seja eficaz, é fundamental a sinceridade no que diz respeito à emoção.
É importante ter uma comunicação aberta, sem subterfúgios, sem jogos ou insinuações, sendo capaz de dizer ao outro exatamente como se sente, qual o impacto que palavras, gestos e atitudes do companheiro têm sobre a sua emoção.
Dessa forma clara será possível perceber os problemas que surgirem ao longo da vida, não deixando pendências no relacionamento que poderiam gerar o enfraquecimento da aliança que foi prometida para os dias felizes e também para os momentos difíceis da vida do casal.

Que dentro desse espírito de união, amor e sinceridade, vocês possam construir uma família muito feliz, num lar harmonioso, pródigo e iluminado. Felicidade!
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Visitem Alba Vieira
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sexta-feira, 5 de março de 2010

E o Destino? - por Kbçapoeta

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No desfile de idiossincrasias
Sou mais um mestre-sala
Que declama a história de vida,
Escrita da forma errada,
Destemperadas, culminando
Com o tempero do desespero
Que é a válvula de escape
Do populacho.
Chego ao fundo do poço!
Descubro que posso chegar
Um pouco mais abaixo
Nas profundezas pantanosas
Dos desprazeres.
Pode-se observar
Que o homem não possui limites,
Seja heroico, seja covarde.
Não importa o fim
É inegável que o homo
Cada vez mais distante do sapiens
É um mestre de si mesmo.
Descobrimos que somos
Senhores de nossos destinos
Do qual não podemos mensurar,
Mas temos uma certeza
Nesse mar de divagações imbecilóides
Contemporâneas.
O destino?
Não sabemos,
Mas no fim, todos perecem.
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Visitem Kbçapoeta
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Hermógenes e o Interior - Citado por Alba Vieira

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Se as coisas lá de fora te amedrontam e te perturbam é que até agora ainda desconheces a silenciosa e sutil fortaleza de Paz que está dentro de ti.
É paraíso. Segurança. Plenitude.
Mergulha.
Para dentro.
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Infância é Tudo - por Ninguém Envolvente

A infância é a melhor fase da vida você sempre pode brincar, tem quem cuide de suas coisinhas e assim por diante. Mas muitos traumas que a pessoa adulta tem, são causados por uma infância “judiada”, por exemplo: traumas, medo, conduta anti-social e outros infortúnios.
Tenho um ente querido que passou por maus bocados na parte da infância, apanhou demais, viveu em lugares inapropriados e deve até ter passado fome.
Ajudar na melhora de vida daquele que passou por tantos pesadelos, é muito difícil e exige paciência, um trauma que levou uma semana para ser adquirido, pode levar 1 ano para ser esquecido! A vítima perde a confiança naqueles que convivem com ele e só o tempo pode ajudar.
O meu ente que teve uma infância injuriada, hoje tem vários problemas no convívio social, não gosta de ficar sozinho, não gosta de visitas, tem medo de receber carinho, quase não dá carinho, come demais (por ter um dia passado fome) e não sabe diferenciar brincadeira de briga!
Não sabemos mais como lidar com este problema temos que amá-lo para que talvez ele entenda que nem todas as pessoas vão tratá-lo de forma tão repugnante. Não se pode ter pressa, cada progresso por minúsculo que seja, será sempre bem vindo.
Ainda acredito que minha gatinha vai ser meiga.
Ela foi abandonada, maltratada, bateram nela até com vassouradas e nós a acolhemos. Faz 5 anos que ela é nosso novo ente querido. Chama-se MINHA (porque chegou tão fraquinha e desnutrida que mal tinha força para miar... não fazia Minhau ou Miau... somente conseguia fazer “minha, minha, minha.”).
Hoje Minha está melhor, mais feliz talvez.
Minha deve ter seus 5 anos de idade e nunca ronronou! Quem sabe um dia, algo toque no coração dela e a faça ser feliz de verdade.
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Humanitários ou Abutres? - por Paulo Chinelate

Lembro-me de certa feita, pelos idos 1983, quando um companheiro de trabalho, voltando para casa ao final do expediente sofreu a pior experiência, segundo ele, já vivida.
O carro tipo bugre em que transitava quebrando a barra da direção, capotou, ficando o motorista preso embaixo do mesmo.
O cinto de segurança ficara preso e ele em posição difícil gritava por ajuda. Acendeu a esperança quando, passos ouvidos, percebeu a aproximação da “ajuda”.
Ato seguinte, conforme relata, foi a causa de tantos pesadelos futuros dado o trauma que ficou. O dono dos passos que ouvira, baixando-se ao nível do chão em que se encontrava fez um único gesto: arrancou o relógio que estava em seu braço preso entre as ferragens e em seguida evadiu-se.
O caso acima não seria descrito neste artigo se não fosse a similitude do que estamos lendo e ouvindo nos noticiários sobre o Haiti.
Não estou me referindo aos saques e roubos de pessoas famintas.
Um troca-troca de acusações, destinação de verbas humanitárias e disputa por maiores quantidades de soldados e ONG’s. Contestação por mando territorial por nações quais as do aeroporto da capital e outros terrenos importantes.
Vêm-me a lembrança do antigo companheiro acidentado. Estamos lá para realmente ajudar um povo capenga de tudo ou estamos visualizando somente um grupo potencial de futuros consumidores de nossos produtos?
Que a mão direita não saiba o que a esquerda faz. (Jesus)
Somos os Humanitários ou os abutres?

Que os nossos mártires não o sejam em vão!
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.Visitem Paulo Chinelate
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quinta-feira, 4 de março de 2010

O Quase-Show - por Gio

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Computador ativo e operante, agora. Enquanto eu me reorganizo, e dou um jeito na bagunça e o atraso que a TPM da máquina me deixaram, vou postar algo que eu escrevi sobre o fim de semana que eu voltei da viagem.
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Voltando da viagem, eu dormia
Foi quando “Thugz Mansion” berrava
De um celular no bolso, que tremia
O vocalista que telefonava

Me avisando em cima do laço
De um show - e com essa, eu tonteio -
Mas, da tontura, logo me desfaço
Sou bom gaúcho, não me aperreio

Canja marcada dali a dois dias
Num pub no coração da cidade
E agora, como sair dessa fria?
Sem ensaio, só na força de vontade!

Desde então, a mente maquinava
E com meus botões, já raciocinava
O que fazer pra sair do sufoco

O cruzamento eu matei no peito
Se é pra fazer, é pra fazer direito
Tenho coragem, mas eu não sou louco!

Com só um dia para ensaiar
Tinha que ser tudo na correria
Não dava tempo nem de respirar
Mas que outra escolha eu teria?

O show e o dinheiro eram curtos
Mas se, ao dono, a gente agradasse
Daquela noite nasceriam frutos
Contrato feito, olha só que classe!

E quem não quer tocar com dia certo?
É sempre bom ser a banda da casa
Por isso, então, eu já fiquei esperto
Pra ver se, nessa canja, a gente arrasa

O ensaio foi feito, carregado
De humor, e o corpo esquentado
Pelo quentão e chocolate quente

Já vi que levo jeito pra cigarra
De novo, peguei músicas na marra
Que, mais surpresas, ele não me invente!

E chega o dia, chego cedo lá
Chegada a hora, fico impaciente
Ligo pro cara, que vem me falar
Era mais tarde ainda o show da gente

Só me restava mesmo esperar
E, já que estava cedo por ali
As minhas coisinhas fui arrumar
E fiquei pasmo com o que descobri

Não bastavam os cubos e os cabos
Que trazíamos tranquilos, de humor bom
Humor que se desfez, ficamos brabos
Ao ver que não tinha mesa de som

Reunião, a banda em conversa
Quase que toda a formação dispersa
Mas logo chegamos a um consenso:

A apresentação do dia, cancelada
A nossa canja já foi remarcada
Vou me esquentar? É só usar bom senso.
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Visitem Gio
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Minha Doceira Preferida - por Adir Vieira


Tudo nela cheirava a doce, a açúcar.
Por anos a fio, os caramelados, os grandes bolos ornamentados que só ela sabe fazer, povoaram nossas festinhas domésticas e as grandes festas, os casamentos da família, as formaturas, os bailes de quinze anos.
Talvez a proximidade do meu aniversário a trouxe de volta na minha memória.
Conheci essa senhora, quando ainda trabalhava e minha sobrinha, hoje com vinte e oito anos, ia completar um aninho de idade. Ela era famosa no bairro por suas “quentinhas”, fornecidas ao gosto do cliente, aos inúmeros trabalhadores das fábricas ao redor de sua residência. Orgulhava-se em dizer que com aquele trabalho, tinha formado um filho em medicina.
Tudo nela era doce, agradável. Sua “fábrica” era a própria residência. Um pequeno apartamento de dois quartos, sala e cozinha, no terceiro andar de um prédio de classe média, sem elevador. Na sala, as mesas, viviam abarrotadas de caixas com os doces caramelados prontos para entrega, ou então, com um bolo grande, confeitado no desejo do cliente. Fazia como ninguém, bolos infantis ou de casamentos, com o mesmo bom gosto. Tinha prazer em exibir seu “book”, como se ainda precisasse fazer novos clientes. Quem comesse de sua comida, ou provasse um caramelado, jamais deixaria de pensar nela, para encomendas, quando alguma festividade fosse ocorrer.
Seus salgados desmanchavam na boca. Eram delicados, como ela, apesar dos seus noventa quilos.
Lembro que depois do falecimento de minha mãe, quando o nosso “quartel general” foi desfeito, deixei de manter contato. Nossa última encomenda foi há quatro anos atrás, quando uns quatrocentos docinhos caramelados, fizeram a alegria e o encantamento dos nossos convidados no aniversário do meu marido.
Hoje, ela me veio à cabeça, com seu sorriso feliz, próprio daqueles que asseguraram pelo próprio esforço, o maior êxito na vida.
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Visitem Adir Vieira
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Hermógenes e a Paz - Citado por Alba Vieira

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Neste mundo bélico, “lógico”, psicodélico, tecnológico, competitivo, erótico, dispersivo, neurótico, violento, pseudo-artístico, virulento, tão “normal”, tão “intelectual”, tão superfície, tão oco, tão agitado, tão louco, tão material, tão hedonista e sem rumo... os poucos que têm Paz são “marginais”.
Marginalizemo-nos. Mergulhemos na Paz.
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Tarde Demais - por Duanny

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Eu estou me segurando na sua corda, estou a três metros do chão, e sim, eu estou ouvindo o que você diz, mas simplesmente não consigo emitir um som, você diz que precisa de mim e depois você me derruba, mas espere... Você diz que sente muito; não imaginava que eu me viraria e diria que é tarde demais para se desculpar. Eu disse que é tarde demais para se desculpar.

Então não me olhe assim. Você já deveria saber, me deixou à deriva como uma qualquer, enquanto eu me descabelava por sua causa. Acha isso legal? Mas não, chega! Agora é mesmo tarde demais.

Eu me arriscaria outra vez, eu levaria toda a culpa, sem ressentimentos. Embora tudo isso me faça sofrer, não me arrependo de nada, sabe porquê? Dependi de você como um coração depende de uma batida, como a garganta da voz, como a boca da saliva; mas isso não é novidade. Te amei com toda a minha intensidade, mas por sua culpa as paredes desse lugar parecem sangrar tinta, e você diz “eu sinto muito”.

Talvez fosse com um anjo, mesmo com aquele sorriso malicioso no rosto, no começo me trouxe tudo o que eu mais queria, e o céu me fez mesmo pensar que você era meu anjo, mas me deixou de lado, como uma prostituta, dentro de um bordel, com uma garrafa de bebida na mão, sei que dei a volta por cima e não me arrependo. Aquilo me fez amadurecer, mas agora é tarde de mais.

E agora é minha vez de te deixar à deriva, sinto muito.
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Visitem Duanny
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Palavras - por Rachel Omena

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Boas são as palavras. Este texto fala do encontro que temos com a vida, as fases e a esperança que muitas vezes fica frustrada como um câncer que não mata, mas deixa as sequelas. Todavia, as pedras existem e não podemos fazer nada para que saiam de nossos caminhos. Mas espere e terá a certeza de que um dia algo mudará. Assim sendo, vivemos com o dia virando para a noite e a noite é um instante.
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Comentário em Belphegor, de Leandro M. de Oliveira.
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Visitem Rachel Omena
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