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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




domingo, 29 de novembro de 2009

Restos Mortais - por Ana

Três mulheres tocam o enterro
Três mulheres choram o morto
Três mulheres vêm da capela
Três mulheres levam o corpo

Cada uma um casebre vazio
Por viuvez ou abandono
Muitas outras partiram antes
Sem lágrimas, sem consolo

Na rede descansa o padre
Em seu derradeiro conforto
Está calada a voz de Deus
Mais um implacável desgosto

Carpem sem dor, outra vez
O mesmo ritual longo
Um a um à terra tornam
Cumprindo o destino roto

Carcará aguarda, cruel
Da morte sentindo o gosto
Não se passa uma semana
Estará o banquete posto
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Sozinho... - por Poty

Sozinho...
Na escuridão
Do meu silêncio
Continuo a varar a noite

Fico a testar-me
Perante o silêncio
Que me faz calar

Sou o silêncio
Que não quer falar

Deixa-me quieto
Quero estar sozinho

Serei a calma
Que lavará a alma

A retidão
Com exatidão

O afastamento
Do dia
Que permeia em mim

O alongamento
Da noite
Que me toma conta

Na escuridão
Permaneço
E não quero mais nada



Visitem Poty
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sábado, 28 de novembro de 2009

Um Novo Amor - por Yuri

É... eu não posso negar sua boa face.
E o dificil é admitir que eu estou... que eu estou... estou apaixonado por ti, meu amor.
Tudo é tão inédito. Não está sendo fácil suportar isto.
Você disse que está sentindo o mesmo porque tem o coração frágil.
E eu devia continuar só porque sou forte? Eu já tentei me esforçar pra voltar atrás e não sentir nada, mas você já me vincou em ti.
Olho pro telefone a cada segundo e quando tento tentar te esquecer você sempre me surpreende com a surpresa de sua voz e é tudo como um sonho fervendo aqui.
Seu conjunto de cores aumenta minha auto-estima. E só você faz meu céu na terra.
Nada mais estáa tão morto aqui, você faz eu me sentir vido e amado.
E eu quero que isso dure pra sempre.
Quero em seus peitos descansar, deitar e sentir seu ar, seu folego me acalmando.
E meu melhor presente é sentir que você respira.
E eu acredito! Eu acredito em você e em tudo como um grande sonho. porém... real!
Tão real que eu posso tocar, seguro, e nunca mais me dar ao luxo de soltá-lo.
Vamos tratar isto agora como uma dança, eu te tiro pra dançar...
Seu fôlego aumenta automaticamente. E agora eu prometo escrever cada momento nosso, cada momento de meus sentimentos por você.
Até que no final eu tenha um livro perfeito. Mas essa não é minha intenção...
Se eu perder todas as folhas eu tenho seus batimentos que nos mantêm vivos.
E quero que isso tudo dure pra sempre.
Ah! Você de novo me fazendo suspirar nosso amor mais forte desta vez!
Mas tenho medo de que renuncie a tudo e não queira mais respirar para mim. E eu não conseguiria suportar, nãoconseguiria ver você ir e não impedir que eu vá junto contigo.
Não sei se você acredita/imagina essas coisas, talvez seja uma ilusão falsa.
Às vezes você pensa que sou apenas um menininho, mas já te disse que são apenas números. E eles não dizem nada.
Você sempre procura me mostrar seu melhor e eu sempre em busca de seu pior e tentar te mostrar que está tudo bem.
Quando estou com você fico realmente feliz: tudo é vivo, você me faz respirar o ar do verdadeiro amor.
Olhe isto! É real! Venha sem medo! Desejo sentir seu toque pela primeira vez.
Nosso tempero é presente a cada momento e minha montanha estou cruzando.
O sol guia minha fé. E nada nem ninguém a deixa morrer, porque eu tenho você a quem recorrer e sei que sempre terei.
E sempre estarás aí seguindo comigo... Agora você não sabe se vai ou se fica.
E isso tudo está me matando e eu não posso esconder nada de você agora. Nem que eu queira. Mas tenho que ter cuidado pra não te assustar com meus sentimentos. Eu não quero deixar um sonho ir embora sem eu ter feito nada. Eu sei que isso não é um conto de fadas, mas a vida pode ser mais bonita se você lutar por seus sonhos.
Pode ser rica! Com o nosso amor!



Visitem Yuri
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Diana - por Kbçapoeta

Talvez a lua abranja a vez de qualquer testemunha.
Ando domesticando certo vazio
Que vez ou outra percorre as linhas de meu pensamento.
O vazio chega em forma cursiva que só os calígrafos,
Copistas medievais poderiam ter.
Dias cinzas que tanto amo
Não carregam o vazio que as tardes ensolaradas
Engendram em meu universo individual.
Sim, só a lua, expectadora dos incautos,
Poetas, amantes, bandidos e ladrões, poderia
Mensurar tamanho estado pusilânime dos solitários,
O vazio.
O plenilúnio dos lobisomens,
Fera interior que faz perceber o
Simbólico, Imaginário e Real.
Questiono-me:
De onde vêm os solitários?
Como se formou essa legião?
Os solitários desejosos de serem desejados,
Tentação que não se resume só em pão,
Mas de toda palavra que procede de sua boca.
Filha de Júpiter e Latona, única que percebe o vazio
Domesticado que percorre as linhas de meu pensamento
Que vez ou outra transcrevo no papel.



..............................................Visitem Kbçapoeta
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Amor e Futebol (II) ou ainda Síndrome de Botafogo - por Flavio Braga

Do que adianta jogar bonito,
jogar limpo,
se a gente joga como nunca
e perde como sempre?



Visitem Flavio Braga
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Jeitinho - por Gio

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Lá na minha longínqua 7ª série, nas velhas aulas de Português (como eu sinto falta delas!), na idade onde ainda se usava livro fornecido pelo governo, caiu um texto bem interessante durante uma das aulas. Falava sobre um tal de “jeitinho brasileiro”. Crianças bobas, ainda não entendiam a profundidade do texto, acharam a emoção da professora ao falar daquilo exacerbada, e passaram a apelidá-la de “Jeitinho”. Bom, acho que não demorou muito tempo para essas mesmas crianças se tornarem adultos e começarem a entender do que se trata esse tal jeitinho.

“Jeitinho” deveria estar no dicionário, com a definição de “capacidade e/ou necessidade de constantemente tirar vantagem de pessoas/situações”. Acho que essa é a melhor definição dessa – vamos ser irônicos – qualidade que é inata nos brasileiros. Parece uma febre, uma doença contagiosa, daquelas coisas que se espalham rapidamente (como o RBD e a estória de que o Acre não existe). É só você olhar para o lado, e tem alguém se usando do jeitinho.

O fato é que o brasileiro parece estar sempre querendo tirar vantagem, não importa de que ou de quem. Se recebe o troco errado para mais, não diz; se vir um jeito de burlar a segurança, entra de furão. Mente a renda para ganhar benefícios, usa a ajuda de influências para conseguir coisas mais facilmente e/ou ter vantagem sobre os outros em disputas. Devo, não pago, nego enquanto puder. Dívida pra mim é sagrada: Deus lhe pague!

Eu sou do tipo honesto até demais. Posso até esquecer às vezes, mas geralmente costumo lembrar (e pagar) dívidas que meus “credores” nem lembravam mais. Sabe quando falta troco, e o dono da venda diz “Tu fica me devendo 20 centavos”? Pois é, no outro dia eu vou lá e pago os 20 centavos. A minha honestidade, na maioria das vezes, não é nem questão de escolha, é irracional: eu não penso antes de responder que o troco está errado, eu só reajo.

Claro, tenho umas recaídas ocasionais. Uma vez, fui comprar cerveja em um bar, durante o carnaval. Pedi uma Bohemia 600ml, e dei 10 reais. A Bohemia veio prontamente... com R$16,50 de troco. Admito, eu fui fraco. Final das férias, dinheiro acabando, e 10 reais vindo assim de graça? Peguei e saí bem quietinho. O bar fechou em março.

Vamos voar para a Europa. Você está na Inglaterra, e decide comprar um jornal matinal – vamos dizer que é o The Sun. Chega no mercado, e vê um armário com porta de vidro cheio de exemplares, com um orifício para colocar uma moeda. Você pega uma libra, insere no orifício, e tchan: não cai jornal por nenhuma boca mágica, a porta de vidro simplesmente abre. Sim, dando acesso a todos os jornais! Você poderia levar 3, 4, 5 jornais... Mas, como bom cidadão de Primeiro Mundo, civilizado e honesto, vai pegar um só e fechar a portinha. Uma coisa dessas nunca daria certo no Brasil: é aí que vemos que “primeiro mundo” não se trata só de dinheiro, mas de mentalidade.

Pegando o exemplo anterior, nós vemos bem o problema: o brasileiro só pensa a curto prazo. Pegaria um jornal para si, para a mãe, para o irmão, uns 2 para as necessidades do cachorro, uns 5 para ajudar a fazer o fogo do churrasco da noite, e mais uns 3 só porque pode pegar mesmo. Na hora é vantagem. A longo prazo, os jornais e as bancas sentiriam o desfalque, e o preço do jornal subiria. O consumidor, revoltado (sim, o pior de tudo é que o brasileiro pensa que ainda é vítima), pegaria mais jornais que o de costume, formando um ciclo vicioso.

É pelo pensamento a curto prazo que é dado o vale-gás, bolsa-esmola e ticket-xis em vez de oportunidades de emprego; que não se investe em educação para não deixar o senso crítico ser desenvolvido; que empresas milionárias sonegam impostos que não iam fazer a mínina falta no seu orçamento, e após serem pegas entram em falência. Desse jeito, para o Brasil melhorar, só se a gente der um jeitinho...
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Visitem Gio
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Amor e Futebol (I) - por Flavio Braga

Do que adianta ter uma torcida maior do que a do Fla-Flu
se o zagueiro só faz cagada?
Meu time é tão forte quanto a seleção do Peru,
e pior do que ficar no Zero a Zero
é ficar no 5 a 1




...........................Visitem Flavio Braga
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Nossa - por Manassés Diego

..............Quando eu me apaixonei pela decadência
Eu estava cheio da grana
............Num avião indo pra Paris
.................Meus fantasmas bem
...............Embora os coros clandestinos
...............Nos enrabem. Nosso canto objetivo.
................Eu assumir
................Eu cuspir
...............O corpo que treme é bem-vindo,
...............Montparnase
...............Essa experiência tem duas videntes
...............Uma, eu conheci
...............Na estação de
...............St. Michel
...............Outra, apenas olhei pela janela avermelhada
...............Desde que ela foi feita, ela nunca foi esculpida

...............Parecia
...............Numa aventura
...............Religiosa secreta

...............Assumia a Boneca
....................Que era no universo

...............Que
...............Não brincava no universo

...............“Então minha benção será lenta?”

...............Uma
...............Na sua doidera muito cedo

...............Aumentando a doçura?

...............Aberta

...............Descansando e esperando um único vagão

...............E
...............Soava

...............A outra
...............Velha e deusa

...............Fechada

...............A conservação do meu espírito vai importar
...............Esse mágico que condena
...............Os humanos

...............Como se
...............Fazendo alcoólatra

...............A partir dos dedos
...............Pendurados
...............Dos quartos de hotéis

...............Esqueci a vida
...............Chamando os Malditos franceses
...............Eles me invocaram primeiro

...............Viajaram

...............Nossas imagens não são mentes

...............E elas
...............As duas
...............Renascimento


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Convite - por Mari Amorim

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Amigos:

Estou inaugurando
um novo blog com contos e causos.

Assim como o sucesso de
MARI AMORIM BRINCANDO COM A RIMA,
convido para que conheçam mais um espaço agradável de leitura:
Sem Pretensões Amor... Contos e Causos.

Ofereço estas flores para sentires a essência de uma flor!

Boas energias
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Anti-horário - por Leo Santos

Porque queres nadar comigo,
se já me afastei do riacho
das minhas quimeras?
Não respondes, apenas vais,
dizendo que me esperas…

Mas, se eu mantiver a distância,
preservando as águas da tua inocência,
e tua espera for vã?
Resoluta vais, pra onde dizes que me esperas,
inda que até amanhã…

Talvez aches alguma veste,
que nas margens esqueci,
ou, nenhum vestígio, afinal…
Pois o tempo furta os sonhos e nos joga no oceano,
onde a vida cheira a sal.

Já que insistes, pequena, esqueço Cronos,
ignoro cachoeiras e pedras,
te vejo, no fim da piracema;
mas se queres que o enlevo te pareça real,
esqueça então, as marcas do sal…



Visitem Leo Santos
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Sobre a Ilusão do Poder - por Alba Vieira

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Por que deveria sentir-me responsável pelo sopro de alguns quando ninguém ouve meus estertores?



Visitem Alba Vieira
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Aedo Cibernético: Duelo Musical - por Cacá

......Há tempos, quando as brigas ainda eram líricas, contavam que Paulinho da Viola havia criticado o Benito di Paula por estar matando o “samba” (ele, o Benito, só compunha ao piano). Então o Benito fez essa música em resposta à afronta.



OSSO DURO DE ROER
...........(Benito di Paula)

Estão querendo tirar meu nome do samba
Tirar meu tempo de bamba
Dizendo até que eu já me despedi
Mas ainda não chegou minha vez de ir embora
Deixa essa gente falar
É inveja que eles sentem
Estão querendo acabar comigo de vez
Eu não ligo, eu não sou freguês
Vou ficar com meu samba osso duro de roer
É que ainda não chegou minha vez de ir embora
Deixa essa gente falar
É inveja que eles sentem
Canto mais um samba
Que é pra todo mundo ver
A minha bandeira do samba
Deus ajuda a defender

___________________________________________________________________
Bem, aí, como bom desafiante, o Paulinho deu a resposta e cravou no peito do Benito um



ARGUMENTO
.........(Paulinho da Viola)

Tá legal
Tá legal, eu aceito o argumento
Mas não me altere o samba tanto assim
Olha que a rapaziada está sentindo a falta
De um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim

Sem preconceito ou mania de passado
Sem querer ficar do lado de quem não quer navegar

Faça como um velho marinheiro
Que durante o nevoeiro
Leva o barco devagar

______________________________________________________________________
*Na Antiguidade, como a escrita era pouco desenvolvida, o AEDO cantava as histórias que iam passando de geração para geração através da música. Depois, veio o seu assemelhado na Idade Média, que era o trovador. Hoje, juntado tudo isso com a tecnologia, criei o AEDO CIBERNÉTICO.
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Visitem Cacá
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Voo Azul - por Esther Rogessi

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Céu anil
Imagem de encantamento
Real ou irreal?
Linda imagem de um...
Voo contra o vento!
Inversão de visão,
Perplexidade... maldade.
Ferida em mim se abriu
O caçador
Predador
Dor... Atrocidade.
Ao bem não serviu!

Vi um ser vil!
Contemplando o céu anil
Voo azul no azul do céu
Alçou voo quem livre estava
Alcançou-a no livre voo
Da palma da mão
Fez prisão!
Interditou o seu voo
Vi o vil ser não servir
Por prender o livre ser...


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Germina - por Manassés Diego

Inútil explicar via mente.
Minha fraca, não olho as coisas para recordá-las: todos fenômenos
naturais se colocaram em vício, – Troca de falésias, enfim a técnica
acabou com o desespero. Em progressos espirituais mais audíveis,
até a alvenaria de margens sem pressa nem realidade. – Anseio n-
ão terminar como aqueles que amo.
....Não respondem a “Como vivem?” “Como se destroem?” Aco-
mpanham o brilho quando ele cega.
....Ó, fraca, perdendo vultos, esse canto será dos troncos enraiza-
dos; longe do que vê perdido.
....– Vocês acabaram com a minha saúde, agora restabeleçam minha
pureza... Será outra tonalidade. Outros peitos. Para trazermos novas
obrigações. E tiroteios de coreografia...
....Dividir nuvens em pleno manicômio e trair – deixe que role isso até as vidas...


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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Transgressão Total - por Fatinha

Querido Brógui:

Transgressão total é ir à praia no meio da semana. E mais: ir à praia, tomar sol sem passar filtro solar, ler um livro que não tenha nada a ver com Direito, tomar Coca-Cola normal, biscoito Globo e entrar na água fria apenas para fazer xixi.



Visitem Fatinha
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Diagnóstico e Visão do Terapeuta - por Alba Vieira

Fazer diagnósticos pode não ser tão simples quanto parece à primeira vista.
Quanto maior o conhecimento do profissional, maior a sua insatisfação no que se refere ao entendimento do que ocorre realmente com aquele que sofre e procura os seus serviços.
O dever do médico é aliviar o sofrimento, não resta a menor dúvida. Mas, a máxima de Hipócrates: “Primum non nocere”, pode ser interpretada sob diferentes ângulos, inclusive mostrar-se falha ao deixar de compreender o quadro na sua totalidade de expressão e significado.
Considerando que toda doença, quer se manifeste no plano físico ou psicológico, é resultante de um conflito, uma desarmonia no ser, é preciso atentar para as principais causas da doença, que se sobrepõem geralmente num mesmo quadro.
Além disso, deve-se observar que a doença não pode ser vista como inimiga, devendo, portanto, ser simplesmente reprimida e sim compreendida e superada pela expansão da consciência, através do entendimento das suas mensagens e sinalização do caminho a ser seguido na meta da evolução.
De maneira geral existem três principais causas de doença, do ponto de vista esotérico:

Causas cármicas (individual e coletivo): advindas de resquícios de vidas passadas, trazidas como sequelas ou fragilidades no corpo físico ou padrões psicológicos.
Causas psicológicas: advindas de acontecimentos da vida atual, presentes ou passados.
Causas evolutivas: pela necessidade de purificação, quando ocorre transferência de energia de um centro inferior para outro superior.

O objetivo do homem é expressar a sua verdadeira natureza que é espiritual, passando de um plano de expressão animal para o espiritual, ou seja, sutilizar-se. E nessa meta é auxiliado pela ocorrência de doenças e a forma como se relaciona com elas.
Como somos seres espirituais, estamos ligados a uma Mônada, existindo a Supra-consciência (o Si) que sabe exatamente o caminho que determinado homem deve seguir no seu plano de evolução naquela encarnação. Entretanto, nascemos sem total consciência de quem somos e, ao longo de nossa existência, vamos tendo oportunidades de ampliar a nossa consciência e sair do estado de satisfação dos desejos, movidos pelo sentido do prazer, para o estado do despertar da consciência, quando nos direcionamos para a meta que nos propomos antes de encarnar, cumprindo a nossa missão. Entretanto, se manifestamos e temos consciência somente do nosso limitado ego, vivendo apenas a auto-afirmação, não evoluiremos. É necessário primeiro se auto-afirmar para depois ir além, através da outra fase que é a expressão da individualidade, ouvindo o que nos diz a nossa Alma, entrando em contato com o Eu Superior que faz com que ampliemos os nossos objetivos, buscando a auto-realização, entendendo que agora, a simples afirmação do eu inferior (a personalidade) passou a ser um obstáculo à evolução. Essa fase é a do despertar do Si, a Supra-consciência, quando deve dominar a nossa natureza espiritual, com a auto-realização. Mas, para que isso ocorra, o homem deverá superar a desarmonia e os conflitos que aparecem decorrentes da transmutação de energias, à medida que cada chakra vai sendo energizado até a iluminação (salto quântico).

Diante de um paciente, é necessário fazermos o diagnóstico tradicional com a anamnese convencional, o exame clínico e a propedêutica necessária, incluindo todas as medidas diagnósticas mais sofisticadas e modernas para cada caso.
Entretanto, é preciso sempre ir além, buscando o significado profundo da doença, a mensagem que ela encerra para integrá-la na vida daquele paciente, permitindo que ele possa evoluir e, assim, não precisar mais daquela doença, caminhando rumo à verdadeira cura e não fazendo simplesmente a supressão de sintomas que é o que se faz mais comumente.
Para isso, há que se ter conhecimentos esotéricos que possibilitem o entendimento daquele quadro de um ponto de vista espiritual.
A abordagem será então de forma heterodoxa, com homeopatia, acupuntura, astrologia, numerologia, radiestesia, terapia de regressão às vidas passadas e outras ciências esotéricas. Ou então o próprio paciente buscará, através do auto-conhecimento, completar o trabalho do médico.
Somente com esse entendimento mais abrangente do adoecer, poderemos ajudar o paciente a buscar a cura verdadeira, identificando inclusive se aquela doença representa na verdade, um momento de sua vida em que ele está sendo chamado a evoluir, com ou sem consciência e em que está havendo transferência de energias de um chakra inferior para um superior, o que está provocando aquela desarmonia (doença).
Ainda, nos casos em que a origem é psicológica, a compreensão da natureza da pessoa utilizando mapas astrológicos, numerológicos ou quaisquer outras formas de avaliação mais profunda serão de grande utilidade no atendimento.
Por outro lado, a identificação de padrões comportamentais que se originaram em vidas passadas e que são responsáveis por patologias presentes na vida atual, assim como marcas presentes no corpo astral, decorrentes de sequelas de doenças ou acidentes de outras vidas e que foram trazidas para esta encarnação são indispensáveis para a solução de casos de difícil diagnóstico e tratamento.
Ou seja, quanto mais sabemos, mais devemos buscar, aprofundando não só o diagnóstico, mas também ampliando a nossa forma de atuação na cura. E, acima de tudo, admitindo que ninguém tem todas as respostas, que sempre há o que aprender para compreender mais e que julgar e emitir opiniões sobre o que não se estudou, por simples preconceito e intolerância é o maior empecilho ao desenvolvimento científico.


Visitem Alba Vieira
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Discrepâncias - por Ana

Temos nossas igualdades,
Temos nossas diferenças.
Somos iguais na compaixão,
Diferentes sistemas de crenças.

Somos apenas dois espécimes
Da luta cotidiana,
Mais duas variações
Desta natureza humana.



Eu não aceito o que vivo,
Você esbanja tolerância.
Eu quero ir embora daqui,
Você defende a discrepância.

Eu me sinto estrangeira,
A Terra é sua casa;
A humanidade me revolta,
Você é um anjo sem asas.

Eu vejo unidades-carbono,
Você, almas com bondade.
Eu digo: o inferno é aqui,
Você se sente à vontade.

Mas vou semeando a esmo
Tudo o que falta aqui.
Você também faz o mesmo
E eu sonho com harakiri.

Defendo: o que salva a Terra
É o extermínio da humanidade,
Você nem quer ouvir isso
E me acusa de crueldade.

Você vê gente sofrendo,
Extravasa empatia
E eu digo: ser humano é isto,
De forma tranquila e fria.

Cê ama a vida por princípio,
Eu odeio (pós-conceito).
Você crê na raça humana
E eu digo: não tem mais jeito.

Mas distribuo sorrisos,
Mantenho a raiva distante;
Você quase sempre reage,
Imprevisível, inconstante.



Você prefere não ver,
Eu não uso nem um véu;
Eu sou racionalidade,
Você acredita em céu.

A sua crença é teórica,
O meu mundo é empirista;
Você se atraca com a fé,
Eu tenho alma de cientista.

Você reza para os santos,
Eu não acredito em Deus.
Você diz que a vida é bela,
Eu só quero dar adeus.

Você crê em reencarnação,
Eu acho isso duvidoso.
Você não entende de bichos,
Eu acho o Homem asqueroso.

Eu adoro Etologia,
Você não quer nem saber;
Eu observo os animais,
Você odeia quando os vê.

No meu teto, mariposas;
As suas janelas fechadas.
Eu respeito outras espécies,
Você mata a chineladas.

Eu abomino o Homem,
Amo outros animais;
E você esmaga insetos.
Antropocentrismo demais...



Nós temos as duas faces:
Uma ruim, uma boa.
Quase sempre eu mostro a cara,
Você exibe a coroa.

Apesar disto nos amamos,
Vivemos felizes, em paz.
Se ao seu lado, meu amor,
Não quero morrer jamais.
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Amizade Além da Conta - por Duanny

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Todo mundo nasce para fazer amigos, isso é fato. Amigos são tudo na nossa vida: são eles que brigam com a gente, choram com a gente, contam segredos, ficamos felizes, tristes, até magoados, mas amizade que é amizade sempre acaba perdoando. É assim e pronto.

Nunca fui uma menina tímida, pelo menos não para fazer amigos. É uma coisa que eu simplesmente adoorooo, até hoje. É na maior cara de pau, juro: “Oooi, meu nome é Duanny, e o seeu?” É assim mesmo, na lata. Muitas meninas olham pra mim como se eu fosse a maior palerma sobre a face da Terra (intriga da oposição), já outras acham graça e falam comigo na maior naturalidade.

Mas digamos que esse meu jeito espevitado de fazer amizades não me rendeu as amigas mais comuns ou as mais normais do mundo. Pode até parecer que eu tô inventando, mas às vezes me pergunto: “Que que eu tô fazendo com essa marmota?”.

Quando eu era pequena, era uma menina chata, mas não uma chata comum, era chata mesmo. Daquelas meninas que não param de falar e você quer matar, sabe? Pois é... eu era assim. E quando eu me juntava com minhas amigas, então, só por Deus! Era a trupe das trombadinhas, aquelas chatinhas, que só de ver você começa rezar. Eu adorava perguntar tudo, saber de tudo, adorava falar, mas, na maioria das vezes (não: em todas, todas as vezes), a pessoa perdia a paciência comigo. Pode?! Aí é que eu não parava de fazer perguntas sem resposta messsmo e, no final, eu tinha a cara de pau de falar: “Mas cê não sabe nada mesmo, viu?”, virava a cara e ia embora toda metida. Vê se pode! Um porre, neeh?!

Quando eu tinha 5 anos minha mãe me levou à creche. Ela me deu um 550 beijos e uns abraços esmagaçados que só por Deus, e quando chegou a hora de ir embora e fazer as novas “amizades”, eu comecei a chorar (parecia final de Titanic), eu abri literalmente o berreiro. Engana-se cegamente quem pensou que minha mãe madura e bem instruída me deu o maior apoio moral e disse: “Tá tudo bem filha, a mamãe volta”. Que nada! A cabeçuda começou a chorar na minha frente, nem pra esperar eu ir embora. Depois disso eu me lembro de uma menina baixinha, usando uniforme, magrinha magrinha, cabelo preto, com maria-chiquinha, olhando pra minha cara com cara de pavor e dizendo “Por que você fez sua mãe chorar?”. Arrgh! Que ódio! Será que ela, com seus 5 anos de idade, fazia a mãe dela chorar de medo de ter uma filha anoréxica com 60 centímetros de altura?? Era uma anta mesmo, viuuu? Ô menina burra! “Cê acha que eu quero fazer minha mãe chorar?”, perguntei toda mandona, com as mãos na cintura e acabando com o choro. Pronto, ela era a minha melhor amiga. Vê se pode!...

Visitem Duanny
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Esperança - por Marília Abduani

Um fiapo de luz
atravessa a cortina
e entra,
sorrateiramente,até onde eu estou.
Toca, toca, levemente,
ilumina todo o espaço.
E eu fico assim, cintilante,
até que rompa o instante
e eu a carregue em meus braços.


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Ave Maria no Útero - por Manassés Diego

................Nosso sonho custou.
Me fará conhecer teu asilo

Onde uma grande floresta de peitos foi derrubada
Onde
Encontrei nossos frêmitos

Deixe minha criança te pegar
Aquela criança fechada

A roda do tempo
E um delírio

não tenha pressa com a luz –

Utilize esses nomes
Esses desvarios

Onde uma grande criança...

Tenho o verdadeiro mundo de uma paisagem
tomado.
Inocentemente

Sais foram
Milagrados

Selvagens, eu também não posso aguentar
Isso por muito tempo

Que reza!

Que tortura seria

Mas eu prometo escapar
Não, não desastradamente

Mas: francamente

Como alguém que merece

Foi mesmo coincidência
Ter te amado

Teus pensamentos
Tragam momentos
preciosos
os meus,
os meus

Calidezes aparecerão

E não podes me oferecer escapada


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