Creative Commons License


Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Me Deixa - por Duanny

.
.
.
.
Me deixa experimentar o gosto da vida, saborear os momentos doces e simples dela, e levar comigo lembranças que ainda irão se perder na eternidade.
Me deixa te abraçar e sentir seu corpo junto com o meu, pra sentir mais uma vez o cheiro daquele perfume, pra não me esquecer de como é forte seu abraço.
Vem comigo, não é preciso sentir medo. Vamos nos jogar no abismo da felicidade, sem levar culpa alguma, nos sentir leves mais uma vez, sem remorso, nos suicidar constrangedoramente felizes, por sermos tudo aquilo que dissemos.
Me deixa olhar mais uma vez aquela foto de um passado inexistente, de uma ocasião imaginária que explode em meu peito em forma de palavras.
Me deixa ouvir mais uma vez o som daquela voz que me enlouquece, que me obriga a descobrir caminhos onde minha inocência se torna cada vez mais estreita.
Me deixa vomitar todas aquelas palavras tolas que ficaram presas com as lágrimas. Palavras fatais com sons medíocres que te fazem sorrir assustadoramente.
Me deixa ser o que eu sempre quis, me fantasiar com a ilusão da perfeição, ser o inevitável, ser o inexplorável, ser seu sonho de consumo.
Não ligue para os outros, não te prometo nada e nem espero que você queira algo em troca de tudo isso.
Mas... me deixa.
Me deixa viver a minha vida, de forma única. Da minha forma.


Visitem Duanny
.

Amargas Rosas - por Vicenzo Raphaello

Mulher agradável
O tempo havia passado por ela
Mas ainda um frescor de juventude
Corava seu rosto

Desce mais cedo numa manhã
Para o café

Amargo café

Seu marido bonachão
Médico afável
Abraçava a empregada
Dando às mãos todo uso
Que delas podia fazer

Em prantos ela se desmancha

Próximo
Um vaso com rosas
Levanta-o
Ele se abaixa
De um projétil que não vem

Trêmula
O vaso escorrega-lhe
Nas mãos ficam-lhe as rosas

Mastiga-as
Mastiga-as
Mastiga-as

As rosas
Que dele ganhara
No aniversário de casamento.
.

domingo, 27 de setembro de 2009

A Gatinha e os Estudos - por Adir Vieira

.
.

.
.
Rosada, olhinhos brilhando,
sorriso ainda tímido
é assim ao chegar...
Tenta adivinhar o que tem pro almoço
digo jiló, só pra atentar...
É assim que ela vem,
olhar distraído,
tramando outras coisas,
menos estudar...
São tantos os preparos
para o dia seguinte
e logo vem a noite,
tendo que descansar.
Não há tempo para nada
que não envolva estudos
e vai indo a vida, a deixar pra trás...
Que tempo difícil é esse de agora,
são tantas matérias,
mesmo no fundamental...
Já fico pensando daqui mais pra frente,
se haverá tempo para se coçar.



Visitem Adir Vieira
.
.

Opinião

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
.
.

Duelando Manchetes VIII: Educação de Adolescentes - por Paulo Chinelate

.
PASMEM-SE
.
.
O verbo do título não tem a pretensão de um imperativo, antes disso, é um convite a se espantarem juntamente comigo.
Bem cedinho, 06:30 da manhã, sentado à mesa do café matinal, já tendo encontrado a tv da cozinha ligada, não pude deixar de assistir a uma reportagem no primeiro jornal do dia: em um determinado colégio de São Paulo, depois de um mutirão de pintura pelos pais e alunos por ocasião das comemorações de 7 de Setembro, foram surpreendidos dois dias depois com salas e muros internos todos pichados. Até aí, pode o amigo que me lê, perguntar: “Onde o motivo para espanto? Afinal, destas notícias já estamos saturados”. Concordo e peço paciência, chegarei lá. Após a apresentação de alguns testemunhos de pertinentes reações ao mal feito veio a bomba: a professora responsável pelo patrimônio do colégio, descobrindo o malfeitor executor do estrago, fê-lo pegar rolo e tinta e apagar, consertar todo o desacato. Vivas, alvíssaras, parabéns disse eu, ainda com o gosto do último gole de café na boca. Muitos outros também devem ter dito o mesmo à desagravada professora. Só que a estória não ficou por aí porquanto a família do aluno, melindrada pela correção da dita cuja, deu queixa à polícia e o escambau! O filhinho querido fora exacerbadamente corrigido pela professora, disseram. Ela a partir de então foi tratada como uma praticante de verdadeiro estupro moral ao coitadinho do aluno, que declarou estar envergonhado e não querer mais ir ao colégio. Pai, mãe e agregados, tomando as dores do filho, imputaram a culpa à professora.
Logo em seguida a matéria jornalística apresenta a professora pedindo desculpas e se dizendo culpada pelo exagero do gesto.
Aí parei pra pensar, analisar os fatos em si.
O ato da professora foi espetacular. Não creio que pegar este aluno, levá-lo perante um juiz e aguardar uma punição por parte da justiça fosse o caso. Não vem ao caso apelar para nossa “justiça” tão assoberbada em pilhas de processos em um caso mesquinho e paroquial. Uma professora de fim de subúrbio tem capacidade de executar, sim, uma tarefa tomando para si a incumbência de uma punição modelar.
Paizinhos queridos, ofendidos pelo seu filhinho pivete, terem recebido de uma professora o que eles mesmos não conseguiram dar a seus rebentos não justifica a reação adotada.
Estabeleceu-se como ridícula a posição da professora pelo fato de ela vir a público e pedir desculpas pelo seu ato.
A aceitar-se tal posicionamento da mestra por ter praticado tal ato com sentimento de vingança, tudo bem. Não foi isso, porém, o que ficou evidente na matéria.
Considero uma tremenda inversão de valores.
Quanto ao melindroso moleque, é para perguntar-lhe se aqueles que tão amorosamente fizeram consertos e pinturas no colégio como ato cívico em 7 de Setembro também não podem se sentir melindrados pelo seu gesto infame, e qual seria então o direito de resposta de todos estes ofendidos. Pincel nele, professora, sem medos e sem receios.



.

Convite - por Poty

.
.
.
.
Passo aos amigos do Duelos o convite da festa de lançamento da COOPERARTE,
que ocorrerá no dia 01/10, às 20:30h.
Como sócio-fundador, venho convidá-los(as) para fazer parte deste momento importante.
Abraços.
.
.
.
Visitem Poty
.
. 

sábado, 26 de setembro de 2009

Natureza Morta - por Kalim Autuori

.
.
.
.
.
.
A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
.
.
.

Deixe-me Dormir - por Leandro M. de Oliveira

.
.

.
.
Ela conseguiu acabar com meu dia antes mesmo que começasse. Depois de dez anos entre convulsões sonambulísticas e dormidas desfalecentes como quando se toma uma pancada na cabeça, tive um sonho decente. Eu estava longe, liberto e bem-humorado mas, no clímax ela tinha mesmo que vir aqui como búfalo selvagem e invadir meu idílio imaginário. Não sei porque anjos ou diabos nada de bom vai do início ao fim comigo, ainda que seja mero hipotético. E agora ela me acorda, e agora o beijo na realidade, ainda sou prisioneiro. No sonho as pornografias são coisas tão cândidas, por que despertar pra esse mundo de teorias e maldades? Droga, ela é minha mãe, deveria supor meu subconsciente. Mas tinha que me acordar, e quando me reporto a ela perguntando o que quer, toda a motivação se condensa em uma palavra:

- Nada!!!!

Nesses primeiros momentos não estou indo bem em administrar o horror de há um segundo me sentir um Titã. Era enfim um homem livre que, pra seu desespero, logo após de um descerrar forçado dos olhos acorda, de volta à memória austera reavaliando que ainda permanece como aquela decadente massa de carne e sangue. Quanto à qualidade dos últimos dois itens, não posso atestar. Talvez isso mude ainda, um dia. É cômico, como uma pantomima do inferno, levanto sem ouvir ou falar, atado ao momento anterior. Tudo pela estupidez de um carinho maternal. Socorro, socorro, exílio, exílio; Morpheu “donde estás?” E pensar que quando era criança ela costumava me acordar com doces e bombons. Como diriam os pré-socráticos nada na vida tem perenidade; também nesse sentido, Lavoisier já advertira que na natureza tudo se transforma. Acho que ela tentou me dizer isso em outras palavras, num tom menos acadêmico. Pois bem, que os doces e bombons sejam lembranças remotas, que a doçura dos anos de inocência sofra a catarse do mal. Que eu me torne um sítio oblíquo e esquecido. Meu sono, meu assombro, minha fuga. Estou de pé, e as pessoas daqui seguem sem coisa alguma a acrescentar, insurtos de mim. Erro pela casa agora vazia, ninguém nunca tem nada a dizer.


.

Amigos - por Principe Encantado

O amigo deve ser como o dinheiro, cujo valor já conhecemos antes de termos necessidade dele, por isso não vou fazer tal e qual o avozinho infeliz: em vão, por toda parte, os óculos procura, tendo-os na ponta do nariz! E eu aprendi que para crescer como pessoa é preciso me cercar de gente mais inteligente do que eu. Obrigado por serem meus amigos.
Um bom final de semana para vocês.
Abraços fortes.


.

Virando a Página - por Thiago de Sá

Por muitas vezes nós prendemos e perdemos o que não deveríamos perder. A vida escrita e dialogada é mais fácil do que a que traduzimos em atos. Viver a vida é a difícil tarefa que não desistimos de realizar. Encontramos becos e curvas e nos prendemos em seus enigmas, no fim damos por conta de que não aprendemos a resposta e que precisamos seguir em frente. Embasamos os nossos dias nas experiências sofridas de quem está a nossa volta. Precisamos aprender a ser feliz. Colocarmos as mãos na cabeça e gritarmos: “Não aguento mais!”. Não é o caminho, vida só se encontra quando superamos o desafio de nos superarmos dia após dia. O orgulho por diversas vezes nos impede de pôr em posição contrária o que outrora foi estabelecido. Gostaria de olhar a vida com olhos do alto. Eu conheço o modo de olhar, mas encontro a dificuldade de viver esse olhar. Porque coloco em mim o desejo superficial de viver isso. Superficialidade não combina conosco: ou mergulhamos por inteiro ou saímos do rio. Somos superficiais em muitas coisas, na amizade, no amor, no trabalho, no estudo etc. Não se confunda, essa resposta eu sei dar. Não é preciso fazer apenas uma coisa de cada vez, mas sim fazer de uma só vez tudo. Seja tudo na sua amizade, nos poucos minutos que você tem com ela, pare e pense, e veja como o amanhã e o depois são escuros. Pois bem, pode ser o seu último tempo com aquela pessoa. Essa mesma regra se aplica a cada uma das outras coisas. Se o meu tempo chegar ao fim, quero a certeza de que fiz o melhor que poderia para que ele fosse excelente. Estamos nos afogando na superficialidade da vida! Somos raros por natureza, só existe um de nós. Faça valer a sua espécie em extinção. Chega de mesmice, chega de se iludir com drogas, chega de achar que a morte é a solução, chega de se desvalorizar. Encare a vida da maneira que ela é, e ame-se, pois se você amar a si mesmo, nunca conhecerá o mundo de ilusão que está a sua volta. Pois são poucos que desse mundo sobrevivem.



Visitem Thiago de Sá
.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Edgar - por Kbçapoeta

Poeta!
Observa as estrelas
Polvilhadas em um céu infindo.
Tal qual os flocos de neve dos anos
Que desponta em sua vasta cabeleira.
Quem diria?
Você futuro de ontem, passado do futuro,
Ausente no presente.
Há poeta!
Quantos endereços?
Quantas culturas?
Quantos amores platônicos?
A cornucópia dos iletrados
Escarnece de seu ofício,
Suas pífias letras, obsoletos versos
E um vasto coração.
Lastro do moderno e do antigo
Mergulhado com sutilezas, safadezas,
Destrezas e tristeza que estava
Selado,
Script ensaiado
Nas linhas de suas mãos.
O gato que ri de Alice,
Já foi preto e tinha uma forca desenhada no pescoço.
O contista foi encontrado morto no esgoto.
Até hoje ouço o seu corvo,
Que era o mesmo de Berger.
Ele gritava:
Nunca mais!
Nunca mais!
Nunca mais!



Visitem Kbçapoeta
.
Edgar Allan Poe, Lewis Carroll, John Berger

As Nossas Palavras XXII - por Lélia

.
Demorar para tomar consciência das coisas, para mim parece ser somente uma forma de se prender a sofrimento desnecessário, que às vezes dura uma eternidade. A felicidade não está em não enxergar aquilo que está errado, mas em ir, passo a passo, caminhando, de forma segura, em direção à verdade.
.
.

E Aí, Como Confiar? - por Adir Vieira

Norberto é um quase senhor de cinquenta anos. Mora sozinho, pois suas experiências amorosas anteriores com mulheres não prosperaram para levá-lo ao casamento. Viveu, até aqui, relações quase duradouras com as escolhidas, mas que não passaram de, no máximo, um ano. Entre idas e vindas ao seu apartamento - porque lá era o seu grande esconderijo -, aprendeu a cozinhar, lavar e até passar muito bem, de tanto que se esforçava para mostrar às mulheres como se administrava um lar. Acho que até foi por isso que não se grudou de fato em nenhuma delas. Nenhuma apresentou o seu esmero com as coisas e com a casa em si. Eram, quase todas, mariposas à cata do mel do seu dinheiro e das boas coisas em que ele lhes favorecia. E acho até que Norberto sempre foi ciente disso.
Hoje, já lá se vão três anos que decidiu se dedicar a ele mesmo. Arrumou mala e suas trouxas e retornou ao seu lar. Não esqueceu antes, meticuloso que é, de orná-lo com todos os aparatos necessários para o sem bem-viver e até decorou-o novamente como se fosse o primeiro.
Contratou o serviço de uma faxineira semanal, uma passadeira de quinze em quinze dias e quanto à comida, ia experimentando receitas deixadas pela mãe que, além de não lhe danificarem o estômago, lembravam-lhe, e muito, sua infância querida.
De uma coisa fazia questão. Embora a casa ficasse por conta das serviçais e totalmente aberta para a sua atuação, não permitia que nenhuma das duas tocasse em suas coisas - fossem as preciosas ou não. Isso, na contratação, foi diversas vezes repetido.
A faxineira, de toda a confiança, a partir do momento em que recolhia as chaves na portaria, não tinha permissão para manter contato com quem quer que fosse da vizinhança para que pudesse dedicar todo o expediente à limpeza da casa.
Quanto à passadeira, tinha lá seus “poréns” com sua atuação, embora com o apartamento todo fechado ela só tivesse acesso à cozinha e à área de serviço. Já tinha percebido que Dona Clotilde tinha o hábito de comer seus biscoitos importados e de mexer nas suas guloseimas na geladeira.
Por duas vezes notou e com muito cuidado indagou sobre o assunto, ao que ela sempre respondeu negativamente.
Disposto a elucidar de uma vez a questão, traçou medidas de detetive na véspera de sua visita quinzenal.
Colocou a vasilha do mamão em um ponto milimetricamente medido para que se ela, a passadeira, lá mexesse, ele logo descobrisse. Quanto ao pote dos biscoitos, teve o trabalho de esvaziá-lo para contar unidade por unidade e anotar em um papel.
Decidido a por fim àquela dúvida atroz, partiu para casa e após a verificação geral costumeira, ateve-se aos pontos estratégicos e, mais uma vez, constatou que metade do mamão papaia com creme de cassis e cinco unidades de biscoito tinham sumido das vasilhas. Teve um alívio ao constatar que não estava louco e que ela era mesmo quem se fazia valer de suas guloseimas.
Pensou e, com muito cuidado, telefonou para Dona Clotilde querendo saber se alguém esteve em sua casa enquanto ela lá estava, porque ele tinha percebido uma baixa na vasilha da sobremesa, inclusive deixando-a à vontade para confessar o delito, porque de forma alguma se importaria se ela tivesse comido. Como já esperava, a passadeira negou veementemente e ainda ficou ofendida com a pergunta de Norberto.
Agora está ele lá, confuso quanto ao que fazer, pois, mentirosa, como ele pode confiar sua casa?
Enquanto roubar somente a geladeira, tudo bem, mas se tomar gosto e arquitetar outras formas de atuar?
Conflito nos tempos de hoje!
.
.
Visitem Adir Vieira
.

Nó - por Alba Vieira

Não sei como acontece e porque,
Às vezes, tudo se complica e escurece.
E desanda, empelota e apodrece,
Deixando marcas difíceis de esquecer.

E o que mais causa espécie é o absurdo
De não se encontrar o responsável,
Embora pareça que somente o imponderável
Responde por esses ossos duros de roer...

A convivência pode ser algo extenuante,
Se não se atenta para o óbvio a aprender:
Que na relação com seu amante, na verdade,
Você se encontra cara a cara é com você.



Visitem Alba Vieira
.
.

Felicidade Não se Compra? - por Ninguém Envolvente

Folha de São Paulo: “Em 4 anos, venda de antidepressivos cresce mais de 40%”.

A sociedade está mais triste ou mais insatisfeita?

Independente da resposta feita para a pergunta acima, hoje tem-se uma enorme facilidade de comprar estabilizadores de humor; médicos despreparados tentam “dispensar” o paciente logo, e para que ambos fiquem felizes, é receitado ao paciente um estabilizador de humor à base de lítio ou algum outro metal perigoso.
Comprar tais pílulas da felicidade não basta. É preciso que as pessoas tenham em mente que todo medicamento “camufla” a doença, fazendo a dor ir embora.
Transtornos hormonais são a causa de muitos sintomas relacionados à depressão, é preciso bom senso do paciente e saber discernir o que é parte dele e o que está errado. Tem de conhecer o próprio corpo.
Felicidade momentânea está à venda nas farmácias.
Felicidade fixa, só você pode encontrar a sua.


.
.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Laços - por Gio

.
.

.
.
Por mais cético que se seja, é impossível não perceber um certo nível maior de “ligação” que alguns seres humanos têm. Certas pessoas simplesmente parecem que foram destinadas a se dar bem.

Chame de afinidade, telepatia, ou “culpe” uma vida passada por isso: o fato é que há pessoas que parecem se prever, se conhecer profundamente desde o primeiro instante que tiveram contato, parecem saber cada necessidade do outro. Isto é raro, e, quando acontece, não se deve jogar fora. Amizades existem aos montes; pessoas que te entendam perfeitamente, nem tanto.

O problema é quando essa ligação é “tomada por garantida” - a pessoa acha que ela é base forte o suficiente para sustentar a relação - seja ela amizade ou relacionamento -, e desculpa boa o suficiente para perdoar e esquecer qualquer mancada.

Do contrário, ter uma pessoa que sabe como você é... ou melhor, que pensa como você, pode ser bem útil, e até mesmo divertido. É sempre bom saber que, no meio da multidão, ao menos alguém te compreende.

Ultimamente andam subestimando a minha inteligência, e abusando da minha já-não-tão-abundante paciência... Quando eu estiver prestes a estourar - escrevam - vou ouvir a velha história da “ligação especial”. Algo soando familiar pra você?

Laços fortes? ♪ Que se danem os nós... ♪, vou desamarrar o da minha tolerância, antes que ela estoure!



Visitem Gio
Ana Carolina, Totonho Villeroy

Chico Buarque em “Brejo da Cruz” - por Kbçapoeta

A novidade que tem no Brejo da Cruz
É a criançada se alimentar de luz
Alucinados, meninos ficando azuis
E desencarnando lá no Brejo da Cruz

Eletrizados cruzam os céus do Brasil
Na rodoviária assumem formas mil
Uns vendem fumo, tem uns que viram Jesus
Muito sanfoneiro cego tocando blues

Uns têm saudade e dançam maracatus
Uns atiram pedra, outros passeiam nus
Mas há milhões desses seres que se disfarçam tão bem
Que ninguém pergunta de onde essa gente vem

São jardineiros, guardas-noturnos, casais
São passageiros, bombeiros e babás
Já nem se lembram que existe um Brejo da Cruz
Que eram crianças e que comiam luz

São faxineiros, balançam nas construções
São bilheteiras, baleiros e garçons
Já nem se lembram que existe um Brejo da Cruz
Que eram crianças e que comiam luz
.
.
.
.
.
.
Comentário de Kbçapoeta em Viver de Luz, de Alba Vieira:
Não duvido do poder que transcorre em nossa mente, mas estamos tão condicionados ao hábito de comer, que hoje em dia torna-se quase impossível. Claro que sempre haverá quem consiga. E interessante que Chico Buarque tem esta música falando desse tema.
.

As Nossas Palavras XXI - por Lélia

As pessoas que se vão, jamais voltam; como uma flecha perdida que não se encontra nunca mais no meio da floresta ou uma palavra dita que é lançada ao vento. Estas três coisas têm em comum o fato de terem sido afastadas de nós para sempre. Mesmo que as pessoas que se ausentaram retornem, não serão as mesmas, nunca. Por isso, quando estou com alguém que vale a pena, aproveito a oportunidade, sabendo que a pessoa naquele momento é única, irrepetível, assim como eu.
.
.

Sentindo o Inesperado - por Alba Vieira

Meu grande amigo, desde que fiquei sabendo do que está acontecendo com você, só tenho um pensamento: que esteja agora sendo chamado a desenvolver um trabalho mais refinado em outras frentes de assistência, em outras esferas.
Pensei em como me sentiria se estivesse no seu lugar, tentando ter essa vivência. E então, me vi muito triste. Não por receio do que viria depois, mas em virtude da falta de opção na concordância em ir e pela tão súbita convocação.
Refleti e imagino que o tempo irá lhe trazer a compreensão e a calma para viver esse momento tão importante de sua vida. É que já está pronto e precisam de você agora atuando de forma diferente.
A sua essência, de tanto brilho, compassiva e evoluída, nada teme, lamenta ou fraqueja. É só alinhar-se com ela.
O trabalho que vem desenvolvendo por tantos anos em nosso hospital, tão diferenciado, competente e humanizado, marcou profundamente a vida de todos que um dia foram tratados por você e cada uma dessas pessoas, reflete o sentimento de Amor em sua direção. Existe, nesse momento, um entrelaçamento de auras e sendo assim, você não está sozinho, pode ter certeza.
Estarei a seu lado em pensamento e, se puder ser útil em qualquer circunstância durante esse processo, é só chamar que estarei perto.

E tudo que você tem sido permanecerá impresso em nossos corações.
.
.
.
Visitem Alba Vieira
.

Festa do 6º Barão - por Kbçapoeta

Venha para festa!
Receba versos, divagações,
Teorias abstratas e baratas
Junto com belas palavras.
Adorarias escutar?
Queixo-me a você,
Pois você nunca iria contar.
Pérolas e fases
Que a lua transcorre
Dentro desse estrangeiro coração.
Não posso evitar
As tardes de verão
Com aquele clima gostoso de outono.
Ceda seu carinho!
Seda é sua pele
Quando ouso tocar.
Murmuro em pensamento
Verdades e defeitos
Que não posso falar.
Deixo a caneta
Sem tinta, sem pauta.
Para ela não delatar
Com minha própria letra,
A palavra que me trai



Visitem Kbçapoeta
.
.