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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




terça-feira, 1 de setembro de 2009

Porque Ontem Foi Sexta - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Sexta-feira, dia do CHOPP, da cervejinha, da esfiha, do churrasquinho.


Não sei porque todo mundo gosta da sexta-feira.
No trabalho as pessoas já começam a imaginar que depois do meio-dia a sexta vira sábado.
Na Capital da República, nas repartições públicas onde o controle de frequência de pessoal não existe (e quando ocorre é baixíssimo), basta olhar as garagens vazias, cheias de espaço que demonstram que seus ocupantes já terminaram a sua sexta-feira às 11 horas da manhã....
Nas ruas, o burburinho das pessoas que se animam para o happy hour me fazem lembrar o Rio de Janeiro, onde, nas sextas, a animação é grande, os bares e as pessoas nas calçadas refletem e muito bem o espírito e o jeito carioca de ser.
Sexta-feira é dia de feira.
Pena que não em todos os Estados.
Alguns não têm essa característica. Falta a emoção do esbarrão na feira, dos carrinhos que as mulheres empurram cheios de verduras, frutas e, é claro, o camarão, até porque é sexta.
Sexta-feira é o dia em que os salões de beleza ficam lotados, as mulheres estão se embelezando para o final de semana.
Os homens, quando a noite baixa, vão pensar no futebol com um copo de chopp na mão.
Sexta-feira... sexta-feira.
Me traz saudades das baladas noturnas, da moleza, do sentir o cansaço da semana, da praia que não tenho mais tão perto, do joguinho de buraco com meu pai, à noitinha...
Sexta-feira, dia abençoado por Deus!



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Gotas e Penas - por Poty

Gotas caem...
Vai, gota, molha meu coração!

Penas voam...
Dão asas à imaginação,
Fustiga a pousar em minhas mãos
Sublimes plumas com sua leveza vão ao ar.



Visitem Poty
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O Rei e a Rainha - por ZzipperR

Ela vivia entre tantos, mostrando sua arte. Todo dia ela criava mensagens lindas e encantadoras.

Era uma menina que corria com seu vestido vermelho pelo mundo. Ela era uma sonhadora, uma deusa da arte, uma pessoa especial, que corria livre pelos campos da arte.

Um dia ela olhou a sua arte e viu alguma coisa diferente nela, uma mensagem do destino, que fez a sua curiosidade florear. Olhou desconfiada, achou até a mensagem atrevida. Ela resolveu abrir a guarda e conferir, tinha o endereço de uma caixa, foi até a caixa, mas não percebeu que era uma caixa mágica, cheia de segredos. Ela olhou a caixa com cuidado, estava escrito: “Sente, leia e pense”. Ela ficou curiosa e resolveu abrir a caixa, quando abriu, levou uma flechada no coração, tentou correr, mas não conseguiu, a flecha era mágica e foi dominando lentamente os seus sentidos e os seus sentimentos.

No momento que a caixa foi aberta, ouviu-se uma explosão tão grande, que o mundo tremeu, a explosão foi ouvida a quilômetros de distância. Da caixa saiu uma fumaça muito forte, tão forte que não conseguia ver nada, aquela fumaça trazia um segredo; no meio dela, surgiu um contador de histórias.

Ele não era mágico, mas fazia mágica. Não era encantado, mas encantava. Ele fazia sonhar, flutuar e viajar com suas palavras.

Ela ficou ali parada, estática e ferida profundamente, tão profundo que chegou a atingir a alma. Seu corpo ficou arrepiado, seus olhos brilhavam, seu coração começou a bater forte e ela não conseguia mais fugir, por mais que tentasse. Tentou, tentou, tentou fugir, mas não conseguiu, pois ela estava ferida pela flecha do amor.

Aos poucos ela foi se transformando, seu vestido ficou muito mais vermelho, seus cabelos longos e negros estavam mais belos. O contador de histórias olhou para ela e a transformou em sua rainha, com poderes sobrenaturais, capaz de se transformar na mais linda abelhinha, na mais brilhante estrelinha piscando e piscando no pântano e depois voar com seu rei nos sonhos, nos campos e no pântano, onde diz a lenda, que eles vivem num mundo mágico e cheio de amor.

Não sei o que aconteceu, como uma mágica a caixa desapareceu, ninguém mais conseguiu encontrá-la, mas seus encantos permaneceram, seus poderes são imortais, pois as histórias são imortais, elas são como lendas, são eternas e nelas o rei e a rainha fazem o seu reinado, o seu palácio e o seu pântano num conto lindo.

Agora sente e se prepare, que o contador de histórias vai contar uma para você, que ficará gravada na sua memória para sempre...

Zip...Zip...Zip...ZzipperR.
Beijossssssssssssssss...



Inspirado em Meu Rei, de vestivermelho.
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Visitem ZzipperR
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Estou Lendo... - por Alba Vieira

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Comunicação com os Espíritos, de Linda Georgian.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Tema do Mês de Agosto

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Caríssimos amigos:
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Hoje foram publicados apenas os textos referentes ao Tema do Mês:
“Cartas de Amor”.
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Participantes
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Aaron Caronte Badiz
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Ana (2)
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Clarice A.
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Dália Negra
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Lélia
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Luiza
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Penélope Charmosa
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Saulo Rosa
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Soraya Rocha
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Muito obrigado a todos que colaboraram com esta “blogagem coletiva”!
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Um grande abraço!
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Metáfora da Rendição - por Alba Vieira

Estrelas se acendem em sequência,
Iluminando o negror do céu sem lua,
Todas as vezes que minha mente pensa
Que naquele momento minha boca é sua.

E o meu corpo aquecido se umedece
Como pétalas orvalhadas na madrugada
Que enfim se mostram. E rejuvenesce
Nas manhãs se abrindo em flor, sua amada.

Como é difícil conceber a minha vida
Sem a certeza de encontrar o seu olhar,
Farol que me protege das tormentas.
Eu que aprendi a me lançar em alto mar...

E então movida pela saudade que castiga,
Sem que exista ainda uma outra forma de chegar,
Peço perdão e rogo a os deuses com essa missiva:
Volte pra mim, meu coração é seu lugar.



Visitem Alba Vieira
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Meu Amor: - por Aaron Caronte Badiz

Digo, primeiro, que sinto saudade. Que viver sem você é doloroso e insuportável. Que apenas sonhar com seus beijos e carinhos numa insônia constante é tortura inominável. Que olhar sua foto ao lado da cama, sempre sorrindo para mim, entristece porque lembra sua ausência. Que sentir seus braços ao redor do meu pescoço quando estão tão longe é loucura irremediável. Que ouvir sua voz chamando meu nome pela casa é delírio incurável. Que estar distante de você é como viver sem coração.
E agora digo: volta. Para meus abraços, para minha alegria, para nosso aconchego, para nosso amor. Volta, porque a minha saudade é a sua, porque sua paixão sou eu e somos nós, porque tristeza tem fim e sua felicidade está aqui. Não volta porque te amo, e sim porque você sabe que me ama e que só o amor é capaz de completá-la. Volta, volta logo, minha querida, antes que eu te afogue em tantas palavras óbvias.
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Carta de Amor - por Adhemar

Amada.

Porque e pra quê são as únicas perguntas. Lembrar de você, pensar e desesperar num nó: esquecido por ti me pergunto por quê. Por que tua obsessiva presença nos meus sonhos? E nos meus pensamentos? A razão da procura está em cada canto onde passo.

Músicas sensíveis me retiram da realidade e me fazem procurar-te no mais alto onde tu possas estar. Depois, o pensamento se desvia, eu fico triste, registro no bloco os pensamentos opressivos - nesse calor que tua lembrança me traz... Mais uma vez estás aqui, tão viva que já nem posso ver a tua flor.

Sinto vontade de escrever, chorar, escrevo e choro numa esperança insana de te comover; choro pela tua flor morta nessa minha inépcia de te amar desesperadamente...

E é só o que posso fazer.

P/BSF
Visitem Adhemar
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Uma Carta de Amor - por Adir Vieira

Meu amor,
Como eu esperava, ainda não consegui dormir.
Estou sozinha na cozinha, envolvida pelos ruídos do prédio ao lado e ao mesmo tempo, espantada com a minha coragem. Em condições normais não vou nem ao banheiro sem acompanhante, nessa casa imensa. Mas hoje sinto que não importam os medos, não importa nada...
Só importa o meu arrependimento e a grande vontade de falar com você agora, como se você estivesse aqui.
Continuo carente, ansiosa e com raiva de mim mesma.
Você, só você me deu o céu, descobrindo o caminho das minhas vontades, dos meus anseios e, com isso, me deixou mais exigente, mais mimada, mais rebelde.
Estou terrivelmente arrependida de ter magoado você e, consequentemente, ficado frustrada.
Com a frustração de constatar que não sou tão poderosa e que é muito possível outros fatores interferirem no nosso amor. Acho que tenho me apoiado nos seus elogios e hoje, quando machuquei você, não esperava que você se rebelasse.
Lamentavelmente não sei disfarçar, nem acho que devo disfarçar pra você. Sei que deveria ser compreensiva como você acha que sou, mas não sou.
Você é carinhoso, dócil, amigo e eu magoei você. Não sonho com você. Tenho você.
Estou triste e não consigo chorar. Estou ávida por você de novo, como antes, inteiro...
Acho que estou ambiciosa demais nas minhas exigências.
Não sei de mais nada...
Só sei que você é minha vida e que eu não vivo mais sem você...



Visitem Adir Vieira
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Mando Notícias - por Alba Vieira

Escrevo-te somente após tanto tempo, não porque só agora me lembre de ti. Antes, recordo-me por quantas vezes tive que, a força, segurar o ímpeto de enviar-te muitas outras cartas que te escrevia apenas em minha mente, dizendo do meu amor.
Não, não estive afastada de ti, embora seja o que decerto te pareça.
O que ocorre é que me debati até agora em dúvidas de como estarias e como ficarias após teres notícias do meu amor que permaneceu inalterado, melhor dizê-lo, crescendo exponencialmente com o passar dos dias de tua ausência.
Pensava em ti, como ainda penso em todos os momentos. Imaginava-te pensando em mim, certa do meu amor e eu com a certeza do teu. Mas, como ousar e enviar-te uma só palavra que poderia, se eu estivesse enganada, despertar em ti qualquer rejeição ao meu amor? Afinal, quem ama teima em oscilar entre dúvidas e certezas, mesmo sabendo que se há amor, ele é certo.
Entretanto, aquele que ama como eu amo, não suporta a rejeição que o faz, ante essa possibilidade, preferir a própria morte.
E assim, covarde diante da incerteza do que ainda nutres por mim em teu coração, me deixei ficar em silêncio...
Até este momento supremo em que a vontade de gritar-te, mesmo que só por mais uma vez que te amo ainda, foi maior que o meu temor pelo teu silêncio.
E somente tenho uma coisa a dizer-te: que ainda te amo e te quero de volta para viver esse nosso amor do qual estou certa de que não te esqueceste.

Visitem Alba Vieira
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Feliz Dia dos Namorados - por Ana

Pelo chão que você pisa eu caminho devagar para não acordar as marcas de sua passagem que são guias do meu destino.
Pelo caminho que você traça eu sigo confiante e apaixonada, percebendo seu perfume entre as flores que o contornam.
Pela estrada de sua vida eu viajo sem bagagem, levando apenas minha alma tranquila que se une à sua nos momentos em que os atalhos de nossos traçados passos confluem para nosso encontro.
Por esta vida flutuo, amena, sorrindo alegrias gratuitas nascidas de nosso carinho e de nossa infinita paz.
Feliz Dia dos Namorados.
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Uma Carta de Amor - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Andava pelo parque e me sentara à sombra de uma árvore, curtindo a manhã de sol e a suave brisa que fazia com que aqueles atletas de fim de semana não suassem tanto, não cansassem tanto.
As folhas das árvores haviam caído e eu remexia com um pauzinho, galho partido de uma delas, quando toquei em algo.
Senti-me como um arqueólogo que acha uma tumba. Cuidadosamente, vasculhei as folhas e vi onde meu pequeno bastão arqueológico tinha emperrado.
E assim ela surgiu: um envelope não colado, com folhas dentro como se fosse uma carta. O envelope amarelado, não se sabe se pelo tempo ou por estar exposto ao tempo e às folhas, me dava a intuição de estar ali por muito tempo. Mas ele estava ali. Ávido para ser descoberto.
Fiquei em dúvida se devia ler o que estava ali ou se eu estaria adentrando na intimidade de alguém. Mas minha curiosidade de arqueólogo fez com que eu a pegasse delicadamente. Como se fosse um pincel, meus dedos espanaram a poeira e vi no envelope apenas uma frase: “A você com amor”.
E assim, fui me colocando numa história de vida, vivida por uma carta de amor datada de 2004.


Meu sempre querido,

.....Não sei se você chegará a ler esta carta ou se terei a coragem de te enviar, mas sei que preciso colocar aqui o que me vai à alma e o que me atormenta a ponto de me tirar o sono.
.....Não sei se você conseguirá entender o meu ato, mas espero que realmente você entenda.
.....Meu amor por você vai além do consciente, do racional. Amanheço com você no meu pensamento, passo o dia convivendo com sua imagem que circula pelos meus olhos e à noite, quando me deito, é você que vem povoar meus sonhos.
.....Não tenho tempo para mais nada a não ser ver você, pensar em você e amar você.
.....Por você abandonei meus sonhos, meus ideais, minha vida construída ao longo de dez anos. Abandonei uma família, marido e filhos.
.....Por você me transformei, mudei, melhorei, pois queria lhe dar sempre o que de melhor existisse em mim.
.....Não exigi nada, não pedi nada, não ousei nada.
.....Limitei-me a esperar, a ser paciente, a ter você sempre que desse.
.....Mas o tempo passou e o seu amor, apesar de não ter diminuído, mostrava-se acomodado e percebi que eu já não queria somente momentos perdidos, queria mais, muito mais. Queria você, queria viver, queria amar, mas queria você completo não pela metade.
.....Mas você não podia. Tinha sua filha doente que precisava de você. Eu sabia que ela não sobreviveria sem você ao seu lado.
.....E assim fui ficando e você continuava a sua vida mesmo me amando ao lado de outra que sequer sabia de minha existência.
.....Quando você me disse que não podia mais ficar sem mim, quando imaginei que você poderia também largar tudo e depois se arrepender, senti medo. Medo de você me culpar, medo de você se frustrar, de você se violentar e aos poucos se deixar morrer.
.....Não poderia conviver com isso, não suportaria te ver triste e culpado atormentado e acabado ao meu lado sem poder viver o grande amor que temos.
.....Por isso tomei essa decisão. Amo você demais para sentir sua dor e não poder curá-la.
.....Se a coragem não me faltar estarei hoje, depois de estarmos aqui no parque, te entregando essa carta e me despedindo de você. Não sei para onde irei, mas levarei comigo o amor a você.
.....Se não tiver coragem rasgarei essa carta e me abandonarei aos seus braços e viverei esse amor do jeito que der.
.....Seja qual for minha decisão ou minha coragem, saiba que sempre te amei e sempre te amarei.
.....Se acreditasse em almas gêmeas diria que você é a minha e eu a sua.
.....Mas não sei se posso ou se devo acreditar nisso, por isso prefiro crer que a razão do nosso encontro é divina, mas que mais divina é a sua tarefa e por isso saio do seu caminho como entrei: devagar, sozinha.
..........Perdoe,
..........Sou, como disse um poeta,
..........“Quem muito te quis bem”.

Tua amada amiga


Vinha um nome que prefiro não lembrar para não colocar a intimidade desse amor assim na poeira do vento.
Mas uma coisa me fez pensar: se ela tinha dado a ele a carta e ele a deixou perdida no parque, se chorou, desesperou-se e abandonou a carta com a raiva dos que foram abandonados. Ou se ela não teve coragem, abandonou a carta e a perdeu no meio das folhas e se foi com ele caminhando de braços e mãos juntas vivendo um grande amor...
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Cartas que Não Enviei - por Cacá

Eu gostaria que você sentisse imensamente essa carta como as escritas à mão. Há hoje tantas maneiras de dizer as coisas que se quer, que a caneta está sendo usada quase somente para as primeiras letras da alfabetização de escolas públicas ou para assinaturas em cheques. E mesmo esses meios já vão se tornar obsoletos já-já. O governo tem prometido colocar computadores em todas as escolas. Um tal “programa um computador por aluno”. E quanto às assinaturas, já há as digitais. Só falta os estabelecimentos aderirem. E então, a antiga pena, a shaffer, a montblanc e a indispensável bic estarão banidas à lembrança. Como os carteiros estão ficando.

Já não se escrevem mais cartas. Não da forma mais romântica que há para dizer “saudade de você”, “eu te amo”, “mande notícias pelo correio”. Eu não sei se você sente como eu uma diferença fria entre abrir um e-mail e rasgar um envelope depois de ter visto a letra no destinatário e remetente. Ali a carta já começa a me dizer alguma coisa. Há pessoalidade, há intimidade. Dizia o Milton que “qualquer maneira de amor vale a pena”, mas umas formas são tão portadoras que valem mais a pena. O adiamento das coisas em cumprimento à sina do tempo é a palavra saudade exercida em sua plenitude mais bonita. Tem graça eu falar tanto de sua falta e sem que ouça a minha voz, sem que espere o tempo de ir à caixa de correio, sem abraçar o papel da carta depois de lido o conteúdo? Esses afagos tão caros ao coração, modernidade nenhuma é capaz de subtrair de nós. Que outra forma é aceitável de se sentir amada por mim se não estamos perto? Há calor em meio eletrônico? Há desespero maior do que uma webcam com uma imagem que a mão não alcança? Que o beijo não refresca na tela?

A virtualidade só pode ser aplacada pelo papel de carta em cuja tinta escorreu amor junto com as palavras. Em caso extremo sou capaz de lhe mandar uma lágrima manchando a folha. E você poderá levá-la em sua bolsa, para o quarto, para o banheiro, dormir com ela sob o travesseiro ou ao seu lado. Tem calor essa lembrança.

Bom, também chega de comparações, senão fugimos do objetivo mais grandioso que é nunca esquecermos o nosso amor, independente de suas manifestações antigas ou modernas. Não deixarmos de nos amar será a modernidade eterna, onde quer que estejamos.

Vou lá correndo postar com um selinho bem bacana. O correio fecha às cinco. E vou contando as horas em forma de empurrão para ver se adianto o fim de semana de poder te ver de pertinho. Aí sim, entre beijos, abraços, carinhos profusos, seremos uma carta a quatro mãos dadas. Enquanto isso, repito aquela frase que é o sinal da sua ausência em mim: sem você o vazio tem hora marcada em meu coração.

Cacá



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Milton Nascimento

Oferenda - por Clarice A.

Vivia perto do mar e ia com frequência, geralmente à tarde, não para banhar-se mas para sentar-se na areia e perder o olhar na linha do horizonte ouvindo as ondas que quebravam suavemente nos seus pés. Ficava afastada das outras pessoas porque tinha adquirido um hábito de conversar com o mar em voz alta, fizera dele seu confidente e contava-lhe as coisas de sua vida, coisas boas e principalmente coisas mais íntimas que não gostaria de contar a outras pessoas. Eram as melhores horas do seu dia e saía dali renovada.
Num desses dias de contemplação e confidências notou bem próxima a ela uma garrafa com algo dentro. Recolheu-a e viu que era um papel dentro da garrafa. Seria uma mensagem? Um pedido de socorro? Levou-a para casa, quebrou a garrafa e abriu o papel que estava um pouco amassado mas bem legível, a caligrafia parecia de homem embora seja difícil precisar isto. Era uma carta. Começou a ler:
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AO MEU AMOR
........Amo-te a cada dia mais e sinto imensamente a tua falta. O teu corpo já é parte do meu. A tua voz, o teu sorriso e o teu olhar me acompanharão por todo o tempo que eu viver. A tua lembrança faz as horas passarem mais rápido porque sei que em breve estaremos juntos vivendo o que de melhor temos em nossas vidas: o nosso amor. Pensar em ti é o meu alimento e o meu descanso, amar-te e ser amado por ti é a razão da minha vida. Sinto falta do teu aconchego, tuas mãos acariciando os meus cabelos enquanto contas como foi teu dia e ouves atenta como foi o meu.
........Breve nos reencontraremos. Beijo tuas mãos, teus olhos e tua boca com todo o amor que sou capaz de amar.
..........DO TEU AMOR
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Uma carta de amor! Mas uma carta sem nome de destinatário ou remetente? Era um amor real ou pretendido, apenas sonhado? Escrita talvez para espantar a solidão? E existirá um amor assim para toda a vida? Perguntas para as quais jamais terá respostas. Ela apaixonou-se várias vezes, casou, separou, e por uma vez achou que seria para sempre, mas acabou. Um amor assim é matéria para romances literários.
Quem sabe ele seria um homem do mar? As viagens e a distância, o combustível inesgotável deste amor. O cotidiano costuma minar o amor. Por outro lado, a distância também não afasta, propiciando novos encontros? O que faz um amor resistir a tudo? Mais perguntas, imprecisas respostas.
A carta a tirou do estado letárgico em que se encontrava. Estava entrando em terreno perigoso, da desilusão, desinteresse e melancolia com uma frequência já preocupante.
Precisa contar ao mar sobre a carta, espera ansiosa pelo entardecer e quando a tarde enfim chega dirige-se para a praia. Como se aguardasse uma boa notícia e tivesse se preparado para ela, o mar tem o tom de verde que ela mais gosta. Aproxima-se até que a água toque seus pés, conta-lhe da carta, começa a ler e, naquele instante, com a luminosidade natural que ainda resta, ouve sua própria voz falando docemente palavras de amor. As palavras parecem tomar seu corpo e sua mente e ela entende que vive um momento especial. Está em outra frequência, sintonizada no amor. Entrega-se àquele momento, não procura explicações metafísicas ou transcendentais, também não se limita às suas crenças. Apropria-se da carta, aquela carta de amor é para ela. Agradece a Netuno, rei dos mares, e à Iemanjá, rainha das águas, a oferenda que recebeu deles. Sim, fez a via inversa, recebeu uma oferenda. A oferenda pressupõe uma oferta por uma boa causa. Recebe dos deuses a mensagem de que para amar é preciso estar em sintonia com o amor, e o amor, isto ela sabe, é múltiplo, de vários tipos e várias intensidades. E embora tudo indique o contrário, confia que o amor será a nossa estrela guia, de preferência já, neste novo milênio.
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Carta ao Amor - por Dália Negra

Eu amei muito.
Eu amei muito
E sofri

Sofri reveses
Perdas, decepções
Agressões, injustiças, dores

Sangrei sozinha
Perdida, tonta
Inexplicavelmente sangrei

Chorei calada
Lágrimas negras que mancharam meu rosto
Para sempre

Gritei revoltas
Pela vida, por não ter saída
Inutilmente gritei.

Eu amei muito.
Não sinto mais nada
E ainda estou aqui.
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Seu Amor Era o que Faltava - por DAS

Te conhecer mudou minha vida
Passei a perceber coisas
Que antes eram confusas para mim
As tempestades que existiam em meu mundo,
na verdade eram incertezas, pois eu não sabia o que queria
e nem em que acreditar

Quando seus olhos cruzaram com os meus
tiraram-me da escuridão
e passaram a ser a luz a me guiar
Então consegui finalmente ouvir meu coração,
Mas ele já não me pertencia
Estava completamente entregue a você

Te amar foi muito fácil
Só precisou abrir suas asas
e me chamar num abraço
Então percebi que já estava perdida
Pela sua doçura, seu sorriso...

Acho que esperei a vida toda por você
pois só agora eu percebo
o vazio que havia em mim
antes de você aparecer

A certeza desse amor me persegue
dia e noite, sem trégua
E mesmo quando não está comigo
Consigo sentir sua presença

A lua e estrelas são testemunhas
De que encontrei o que faltava em minha vida...



Visitem DAS
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Anulei-me por Ti... - por Esther Rogessi

Olhamo-nos, e num repente... sentimos que nos pertencíamos.
Tu, mais jovem que eu – aparentemente não se percebia –, esta foi a causa da relutância em aceitar-te. Enfim, o amor falou mais alto que a razão. Vencida entreguei-me. – Sou dessas pessoas, que ama uma única vez – Não entendo, como pode alguém amar, amar, seguir amando a quem encontrar... Volúpia jamais será amor!
Quando amamos, o nosso coração é preenchido na sua totalidade; não há lacunas, carências... Não se procura o que se tem!
O mal foi que me doei de uma forma espetacular...
Estava sempre pronta para ouvir-te, e aconselhar-te, docemente. Foste descobrindo a vida ao meu lado... Cursos, faculdade... Eu sempre quis algo mais de ti... A forma de me amares sempre foi tão diferente da minha... por isso, sofro!...
Para alguns, a impressão que passas é de que não me amas tanto quanto eu te amo. Sei que não podemos julgar a medida do amor de alguém por nós, simplesmente por este não agir como gostaríamos que agisse... Mas como me faria bem se deixasses de fazer algo por colocar-me à frente de um sonho teu!... Tenho estabilidade financeira, visão em um futuro promissor, porém o meu maior sonho é ter a minha família... Cuidar do meu esposo e filhos. Não são bens materiais, porém a tranquilidade, o aconchego de um lar que me atrai. Quando estávamos prestes a casar, tudo marcado, tiveste a idéia de ir para a Inglaterra, aprimorar o idioma, trabalhar, melhorar teu currículo... Deixando-me pra trás. Jamais disse não... sempre te incentivei, melhor antes do que depois. Porém, não estou suportando a saudade, saio correndo do trabalho para chegar a casa, tranco-me em meu quarto, para ficar contigo – encontro virtual – falando e vendo-te, através da webcam. Isolei-me... anulei-me!... Não estou suportando, preciso viver! A vida está passando... Escoando entre meus dedos, tal qual pedra de gelo...
Volta... Esquece a terra da rainha... Sou mais eu!...



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Carta para Minha Menina - por Flavio Braga

No dia em que te conheci não fazia sol. Muito pelo contrário, parecia que havia uma enorme nuvem carregada sobre minha cabeça. Mas dei uma olhada pela janela e vi que o tempo estava feio. Quanto ao meu tempo, ele já estava fechado tinha um bom tempo. Mas ele precisava melhorar, bem rápido. Ou ele melhorava, ou eu viveria com aquela nuvem carregada que insistia em ficar sobre minha cabeça o resto da vida. Queria céu de brigadeiro, sol. E você de biquini. Ainda lembro da primeira vez que vi você, e tudo que consegui falar foi uma cantada mais barata que bala Juquinha. Foi a cantada mais infame, mas a mais sincera que falei para alguém. Eu disse “você é linda” e você ficou sem graça. Eu falei que você era linda, uma, duas, três vezes, muitas vezes. Quando vi, não parava de pensar em você. E quando me dei conta, você estava gostando de mim. Perguntei a você se você era maluca, mas eu perguntei só uma vez, porque você é uma maluca linda. E sabe quando uma doida tão bonita quanto vai me dar mole de novo? Nunca.
E tive amnésia. Esqueci de todas as mulheres que vieram antes de você. Esqueci delas porque perdi tempo com elas. Elas gastaram meu tempo precioso. Tudo que me lembro é da primeira vez que vi seu sorriso, das vezes em que meu estômago revirava de nervosismo quando eu ia te ligar, das piadas horrorosas que te contei – mas eu sempre te arranquei um sorriso – e do dia em que você falou que me amava. E de todos os dias que você fala que me ama, e de todas as vezes que falo que te amo. Todos os momentos ao seu lado são especiais, meu anjo, seja uma manhã ensolarada, uma noite fria – que dá pra dormir juntinho e que sempre acabam quentes -, numa segunda-feira chata de trabalho ou num sábado preguiçoso. Eu te amo. Não tem tempo nem hora ruim para te dizer isso. Te amo.



Visitem Flavio Braga
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Declaração de Amor - por Gena Maria

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Eu te amo ao acordar, durante meus dias...
E ao anoitecer, adormeço pensando em ti.

Eu te amo, pelos sorrisos que emano
pelos encontros e desencontros nossos

Eu te amo quando ouço um pássaro a cantar,
quando vejo crianças a brincar, te amo
quando ouço o barulho da chuva pelos mananciais

Eu te amo quando sinto o frio em meu corpo...
Quando sinto teu calor me aquecendo

Eu te amo quando vejo as gaivotas felizes
sobrevoando as águas do mar...

Eu te amo quando sinto o sol em meu corpo...
Quando mergulho nas águas cristalinas

Eu te amo quando cavalgo em pastos distantes...
Quando volto galopando para te encontrar

Eu te amo quando sinto o orvalho da manhã...
Quando me deito na relva molhada a te esperar

Eu te amo quando sinto a cachoeira das matas
jorrando suas águas que irão rio abaixo
ao encontro do mar

Eu te amo cada vez que pisco meus olhos marejados
de lágrimas pela saudade que sinto de ti

Eu te amo quando me alimento a cada dia...
Quando sei que viverei muito contigo

Eu te amo quando me sinto triste, quando estou feliz
quando choro e quando sorrio

Eu te amo quando estou entre a multidão,
quando estou na solidão, quando estou dormindo

Eu te amo quando sonho com teu sorriso
quando me diz palavras de amor...

Eu te amo quando estou longe de ti
e mais ainda quando estou em teus braços

Eu te amo quando me beijas e diz com emoção
que também me amas e que me tens
em todo espaço do teu coração.
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Visitem Gena Maria
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Talvez - por Gio

Querida L.,

............Já me foi difícil escrever esse “querida” antes de seu nome, porque, mesmo que não pareça, ainda sofro. Talvez seja a minha resistência a perdoar, talvez seja minha dificuldade em esquecer. E talvez nada disso seja justo, pois sou desigual ao perdoar amigos e amores: amigos ficam, a convivência pesa, e o valor da amizade faz a gente se retratar; amores podem sumir de repente, deixando a dor sozinha, se alimentando de cada lembrança ruim, e fazendo de cada lembrança boa mais um motivo na hora de abraçar o travesseiro.

............Talvez nada disso importe para você. Talvez você, ao ler isso, nem saiba o porquê de eu estar escrevendo. Mas talvez você, mais que sabendo, sinta o que está prestes a ler, e esteja com o coração palpitante, na mesma frequência que bate o meu ao escrever estas palavras. Já quis me convencer do contrário – é assim que sempre nos ensinaram a resolver nossas desilusões, forçando-se a acreditar na frieza do outro –, mas tenho meus motivos para acreditar que eu não sou o único que ainda não esqueceu aquela noite. Um fim de noite mais ingênuo do que qualquer coisa que se imagine quando se fala em “fim de noite”, mas certamente um dos fins de noites mais felizes dos quais eu consigo lembrar.

............Pena que essa felicidade durou tão pouco. Dizem que o que vem fácil vai fácil. Não me avisaram que o que se demora a conquistar pode se esvair com a mesma facilidade. Talvez “conquistar” não seja exatamente a palavra mais apropriada, visto que estávamos entregues desde que nos olhamos, desde que conversamos, e desde que passamos a conviver. Mas faltava a oportunidade, faltava estarmos livres, faltava um impulso que, quando finalmente se deu, terminou comigo estatelado no chão. Você me fez pensar que sabia voar, mas me abandonou na hora de aparar a queda.

............Você poderia estar se perguntando porque eu prefiro escrever a falar isso pessoalmente. Seria um erro, pois você sabe como ninguém o quanto é mais fácil escrever do que falar. Ah, se sabe. Eu vou um pouco mais fundo. Escrevo porque palavras podem ser esquecidas, de verdade ou não, e é muito mais pesado rasgar uma carta do que dissimular uma conversa, principalmente quando se sabe que tudo o que está escrito é verdade. Mesmo rasgando a carta, as palavras ecoariam em sua mente... Mas eu sei que você não vai rasgá-la. E é por isso que eu escrevo, para que essa carta seja testemunha de que eu ainda te amo, e talvez você ainda sinta o mesmo.

............Talvez, talvez... Esse é o nosso problema – o “talvez”. Colocamos nossa felicidade de lado, sempre pelo benefício da dúvida. Por querermos segurança, tivemos medo de arriscar, porque talvez não desse certo, e o medo de ficar sozinho era maior. Ficamos sempre nessa gangorra, com excesso de ciúmes e falta de um recomeço, tudo pela insegurança, porque talvez o outro não quisesse. Se deixássemos... E por que não? Se deixarmos essa dúvida de lado, e deixarmos que nossas bocas falem o que nossos olhos já sabem, ficaremos juntos, sem nenhum “talvez” no meio do caminho.

De quem ainda não desistiu,
G.
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