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Eróticos.)




terça-feira, 23 de junho de 2009

As Nossas Palavras XVI

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Wordle: As Nossas Palavras XVI
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Clique na imagem para ampliar.
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Imagem: Wordle
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James Russell Lowell em As Nossas Palavras XV - Enviado por Adhemar

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Se a juventude é um defeito, é um defeito do qual nos curamos muito rápido.


Visitem Adhemar
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As Nossas Palavras V - por Ana

Vou tentar mais uma vez
As Nossas Palavras rimar.
Não é coisa muito fácil,
Mas lá vou eu me arriscar...

Hoje nove desafios: tão
Ofender ofensa alma
Procurarei elevar alguém
Chegue alto
. Muita calma...

Sem pretensão de ofender
Começo aqui meus versinhos
Tão infantis nas riminhas,
Tão singelos, tão bobinhos...

Quando são tão delicados
Escrevo sem ofender,
Saem palavras da alma,
Repletas de bem-querer.

Procurarei ser assim
Nas letras de hoje em diante,
Elevar os meus escritos,
Não xingar mais a xavante...

Se alguém sentir falta da briga,
Pode falar sem receio,
Eu desisto da bondade:
Meto logo a mãe no meio!

Ai, não nasci pra ser santa...
Já estou ficando animada!
Tô doida que chegue o dia
Do retorno da safada!

Transformar a natureza
É coisa que não dá certo:
Em mim o que fala mais alto
É o verbo rasgado e aberto!

Os homens são como navios:
Cada um se adequa a um porto.
O meu é o de Tubarão
E vitória é meu conforto.

Desisto da beatitude,
Não gosto de nada imposto:
Este pau aqui nasceu torto
E não desentorta nem morto!



Referência à saga A Ninja x A Samurai.
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Poeminha Irado - por Escrevinhadora

Passo as tardes no vazio
nem a Ana nem o Gio
entram quando estou plugada.
O Shintoni, esse então
deve ser assombração
pelo menos pra mim parece
que por aqui ninguém o conhece
as mensagens dele, eu acho
são todas psicografadas.
Onde essa gente se esconde?
Eu chamo e ninguém me responde...
A Aiuendi chega de repente
respondo e ela já saiu...
Conversa em tempo real
ou monólogo surreal?
Quando consigo acessar
mal começo a digitar e
a conexão caiu.
Dá vontade de xingar
mas a educação não permite
que eu perca a paciência, me irrite
e mande esse chat infernal
ir pra... que é isso, onde já se viu?



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Tirando o Bolor - por Fatinha

Querido Brógui:

Compelida pelo desejo de colocar uma saia sem ficar embaraçada pela exposição da minha cor amarelo-icterícia, depois longo e tenebroso inverno, fui à praia. Bem, o feriadão estimulou minha gazeta, embora não tenha resistido ao impulso de levar comigo o livro de Direito Tributário. Como é óbvio, não li uma linha sequer, mas minha consciência ficou deveras tranquila.
Acordei às seis horas da manhã. Tão cedo assim? É. Primeiro porque minha neurose urbana não consegue se livrar do pânico de ficar rodando em busca de uma vaguinha para o Tigrão. Depois, como não pego sol desde o início do ano, não seria conveniente encarar o Astro Rei no horário que ele está mais carniceiro. Por último, se eu acordo nesse horário para ir trabalhar, porque não acordar para ir me divertir?
Às sete, já estava a caminho, toda feliz. Quer dizer, fiquei meio chateada quando botei o biquíni e este revelou os três quilos a mais que acumulei nos últimos meses, mas ainda assim estava feliz.
Cheguei à praia antes do flanelinha, o que me deu a oportunidade de economizar uns trocados para comprar um biscoito Grobo e um Guaraprus. Enquanto tentava abstrair o frio miserável que estava fazendo, o vento intermitente que me gelava as entranhas, constatei mais uma vez que não há um vendedor ambulante que consiga falar corretamente o nome desses dois produtos. Nem unzinho pra remédio. Zero. Não sei se é apenas vício de linguagem ou se eles acham que se falarem direito ninguém mais vai comprar. Seja como for, praia no Rio sem biscoito Grobo é como praia no Recife sem caldinho. Aliás, é coisa que sempre me causou muita estranheza esse negócio de tomar caldinho quente na praia, mas enfim…
Sentei na minha cadeirinha e pairou uma dúvida: será que ela encolheu ou meus quadris aumentaram? Deve ter encolhido, tanto tempo sem uso… Em volta de mim, apenas bebês, papais e mamães. Graças a Deus que os bebês ficam confinados em suas piscininhas de plástico e não jogam areia em cima de vítimas inocentes. Tenho sempre o cuidado, ao chegar à praia, em fazer o mapeamento do território. Não sento perto nem de crianças, nem de cachorros.
Além de mim e dos bebês, alguns atletas, cheios de disposição, correndo na areia. O movimento dos barraqueiros arrumando suas coisas, os garis com seu trator recolhendo o lixo da areia (eita povinho porco), um policial fazendo manobras arrojadas em seu triciclo, um labrador correndo atrás de uma bolinha de tênis…
Não tinha dado dez horas ainda, levantei meu acampamento. Dei adeus ao paraíso.
Só para registro: fiquei meio rosa e meio ardida só de pegar esse solzinho de neném. Imagina se eu me animo e fico mais um pouco? Ia ter que dormir pendurada num cabide, ou então de cabeça pra baixo no teto, como uma morcegona. Foi-se o tempo em que eu ficava quarando no sol o dia inteiro e nada de mal acontecia, apenas um belíssimo bronzeado. É, a camada de ozônio tá indo pro cacete mesmo.
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Visitem Fatinha
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Marco Aurélio e o Juízo da Perturbação - Citado por Penélope Charmosa

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Se estás aflito por alguma coisa externa, não é ela que te perturba, mas o juízo que dela fazes. E está em teu poder dissipar esse juízo. Mas se a dor provém da tua disposição interior, quem te impede de a corrigir? E se sofres particularmente por não estares a fazer algo que te parece certo, por que não ages, em vez de te lamentares? Um obstáculo insuperável te o impede? Não te aflijas, então, pois a causa de não o estares a fazer não depende de ti. Não vale a pena viver se não o poderes fazer? Parte, então, desta vida satisfeito, como partirias se tivesses logrado êxito no que pretendias fazer, mas sem cólera contra o que se te opôs.
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In “A Fortaleza Interior”.
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Estou Lendo... - por Escrevinhadora

Madonna 50 Anos - Lucy O’Brien



“Estou lendo Madonna 50 anos. É meio chatinho e está difícil de chegar ao final. A autora me passa a impressão de que foi contratada para falar bem da Madonna o tempo todo e quando falar sobre alguma falha, criar no próprio texto a desculpa. Vou me esforçar pra concluir a leitura, mas não recomendo e olha que adoro biografias.”
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E você? Que livro está lendo?
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segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Linha do Sol - por Alba Vieira

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Sobressair em meio aos experts
É como lançar areia no deserto
E brilhar sob intensa luz.



Visitem Alba Vieira
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Recado - por Ana

Escrevinha:
Já vi este filme [Um Dia de Cão] umas três vezes. Al Pacino está demais! E aquele cara que faz o irmão dele (o Fredo) no Poderoso Chefão também trabalha muito bem e faz um personagem estranhíssimo... Gostei muito deste filme porque trata de revolução, de revolta, de expor as próprias ideias, de se colocar contra o estabelecido, trata do posicionamento social, dos questionamentos que ele coloca acima da própria vida. É um filme ousado, crítico, magistral e chocante. Legal você ter falado sobre ele aqui!
Beijo!



Resposta a Um Dia de Cão, de Escrevinhadora.
Sidney Lumet, Francis Ford Coppola

Nunca Sempre - por Daisy

Durante quase 50 anos, exatamente 48 anos, nunca faltou uma palavra. Nunca. Sempre houve troca intensa de palavras. Sempre. O que não quer dizer que não tenhamos nos sentido só, às vezes. Mas só às vezes. Nunca sempre.
Durante o namoro, as palavras eram revestidas de mel. Eram tão doces! Mas juramos ser como pombinhos, era o que ele me falava, a vida inteira. Sempre.
Durante o noivado, morando em cidades distantes, as palavras vinham como era possível, então! Cartas diárias, dois telefonemas por semana (a telefonista fazia o contato e esperávamos, às vezes, duas longas horas!) e um fim de semana por mês (depois de uma viagem de 11 horas de ônibus!). A espera pelas palavras revestiam-nas de alguma coisa. Que não consigo expressar... para explicar, sempre falta uma palavra. Sempre. Mas nunca entre nós. Nunca faltou uma palavra. Nunca.
Durante os 46 anos de casamento, sempre juntos. Sempre. É verdade que atravessamos verdejantes planícies, verdadeiros precipícios, caudalosas quedas d’água, cálidos desertos. Sempre juntos. Sempre. Palavra foi o que nunca faltou. Sempre nunca.
Agora, porém, não há mais palavras. Faltam. Tudo falta. Só existe nada. Cartas, telefonemas, fins de semana. Acima de tudo, palavras. Nada!
Palavras que eram a tradução de carinho, cumplicidade, confiança, ciúmes até. Amor, enfim!
E, depois de quase 50 anos, exatamente 48 anos, falta uma palavra. Sempre falta. Sempre faltará. Sempre.



Visitem Daisy
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Eugène Delacroix in Diário - Citado por Penélope Charmosa

É preciso esconjurar, da forma que nos for possível, este diabo de vida que não sei porque é que nos foi dada e que se torna tão facilmente amarga se não opusermos ao tédio e aos aborrecimentos uma vontade de ferro. É preciso, numa palavra, agitar este corpo e este espírito que se delapidam um ao outro na estagnação e numa indolência que se confunde com um torpor. É preciso passar, necessariamente, do descanso ao trabalho - e reciprocamente: só assim estes parecerão, ao mesmo tempo, agradáveis e salutares. Um desgraçado que trabalhe sem cessar, sob o peso de tarefas inadiáveis, deve ser, sem dúvida, extremamente infeliz, mas um indivíduo que não faça mais do que se divertir não encontrará nas suas distrações nem prazer nem tranquilidade; sente que luta contra o tédio e que este o prende pelos cabelos - como se fosse um fantasma que se colocasse sempre por detrás de cada distração e espreitasse por cima do nosso ombro.
Não julgue, cara amiga, que eu só porque trabalho regularmente estou isento das investidas deste terrível inimigo; penso que, quando temos uma certa disposição de espírito, é preciso ter uma imensa energia, de forma a não nos deixarmos absorver e conseguir escapar, graças à nossa força de vontade, à melancolia em que caímos continuamente. O prazer que sinto, neste momento, em dialogar consigo acerca deste sentimento é mais uma prova de como eu me procuro agarrar, avidamente, sempre que tenho forças para isso, a todas as oportunidades para ocupar o espírito (ainda que seja referindo-me a este tédio, que procuro combater).
Sempre pensei que havia tempo a mais. Atribuo em grande parte este sentimento ao prazer que quase sempre encontrei no próprio trabalho: os verdadeiros ou pretensos prazeres que se lhe sucediam não contrastavam talvez muito com a fadiga que me comunicava o trabalho - fadiga que a maior parte dos homens sente duramente. Não tenho dificuldade em imaginar o prazer que deve sentir nas suas horas de repouso essa multidão de homens que vemos vergados sob trabalhos desencorajadores - e não me refiro apenas aos pobres, que têm de ganhar o seu pão cotidiano, mas também aos advogados, aos funcionários, submersos pela papelada e ocupados com encargos fastidiosos ou que não lhe dizem respeito.
No entanto, também é verdade que a maior parte desses indivíduos não têm problemas com a imaginação e veem nas suas ocupações maquinais uma maneira como qualquer outra de ocupar o tempo. E serão tanto menos infelizes quanto mais medíocres forem. Para me consolar, termino com este último axioma: que é por ter espírito que me aborreço.
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Momento Mágico - por vestivermelho e ZzipperR

No palco da vida atuamos em nossos papéis diários, num texto cotidiano onde tudo muda a todo o momento. No texto que a vida escreve com a habilidade de um mestre, nos reserva surpresas boas e más, porém um dia Deus reservou uma inesquecível para mim e para a Abelhinha.
A arte é mágica e nós somos dois palhaços atuando com amor, assim a nossa força do amor atraiu um momento mágico, reservando as pessoas certas para nosso espetáculo.
A Abelhinha chegou voando com um convite na mão, pedindo que fizéssemos uma festa surpresa para umas crianças no dia das crianças. Como somos palhaços, aceitamos imediatamente, porém pediam que fôssemos vestidos de palhaços.
No dia do espetáculo eu vesti palhaço e a Abelhinha vestiu palhacinha com uma maquiagem maravilhosa, pois não sabíamos quem eram as crianças e fomos de coração aberto para o palco que aquele dia a vida nos reservou.
Nossas mochilas estavam carregadas com pirulitos e os bonecos para divertir as crianças e ensiná-las a viajar no mundo da magia com o carinho e a habilidade que a arte proporciona.
Colocamos tudo dentro do carro e seguimos para o local definido apenas com o endereço. Não sabíamos mais nada, éramos dois palhaços lançados à sorte no palco da vida pela arte.
Chegando ao lugar indicado, tremi, pois era uma casa beneficente de crianças especiais. Um desafio para grandes atores, o momento de mostrar que sabemos atuar, e para isso tivemos que entrar no mundo deles, sair do nosso mundo materialista, individualista e mergulhar no amor, no carinho e na atenção de crianças brilhantes.
Olhei para a Abelhinha, aquela linda palhacinha, toquei com a minha mão em seu rosto, demos um beijo de palhaços e eu falei:
- A hora é essa! O show vai começar!
Facilitamos o máximo possível para que as crianças participassem do espetáculo e começamos a pintar o rosto das crianças, os meninos com bolinhas coloridas e as meninas com flores brilhantes e lindas. Cada rosto maquiado saía daquele mundo e voava na arte, transformando-se em verdadeiro artista. Porém um garoto deficiente visual se aproximou da abelhinha e falou:
- Eu quero ser palhaço também.
- Então você será um lindo palhacinho. Ela fez uma maquiagem maravilhosa nele e eu sentia que alguma coisa especial estava para acontecer.
A Abelhinha lhes ensinava a fazer arte com bexigas, fazendo cachorrinhos, capacetes, corações e pássaros. Elas chegavam a gritar de felicidade enchendo as bexigas coloridas. Quase chorei vendo a atenção e o amor deles pelos que não tinham possibilidades de chegar até as bexigas. Eles compartilhavam a alegria e a felicidade, levando bexigas para os outros e chegou a hora da história com os bonecos.
Eles participaram ajudando a montar o palco e, depois de tudo montado, um deles veio até mim e falou:
- Palhaço! Deixa-me ser um boneco?
Olhei e vi que ele era um deficiente visual, não enxergava nada.
- Deixo! Mas vou te ensinar. Preste atenção! Segura essa madeira. Você vai manusear o boneco na história, segura com a mão esquerda no canto do palco para você controlar a distância. Você vai ser o personagem principal e se eu falar: O menino está saindo da casa, você volta com ele para o palco. Certo?
- Certo!
A Abelhinha participava de cada movimento do garoto, desde a preparação até no ato da cena. Falando para ele assim:
- Quando o palhaço começar a contar a história, você manuseia o boneco como você imaginar que é a cena.
A história era ouvida com atenção, pareciam vivê-la, estar dentro da história e o garoto manuseava a marionete como se fosse ele, como se estivesse enxergando e durante o transcorrer da história não saiu com o boneco uma vez do palco, parecia viver naquele espaço há anos.
O espetáculo terminou e eles fizeram questão de guardar os bonecos com cuidado e atenção, como se estivessem guardando algo precioso, que invadiu seus corações e suas lembranças para sempre. Após terminarem, o garoto deficiente visual me abraçou e falou:
- Palhaço! Como é o nome do boneco da história? Você não falou o nome dele nenhuma vez, apenas falava que ele colecionava folhas.
- Ele não tem nome. Pode ser qualquer um, até você.
- Eu queria que ele tivesse um nome.
- Certo! Então você coloca um nome nele.
- Eu queria que ele tivesse o meu nome.
- Vamos colocar um nome nele. Qual é o seu nome?
- Jesus.
- De hoje em diante, o colecionador de folhas se chamará Jesus.
Agora vamos nos despedir estourando bexigas, que é para dar sorte e a gente voltar aqui mais vezes.
Todos começaram a estourar bexigas numa gritaria de felicidade inexplicável, com seus rostos maquiados, numa cena teatral, sem ensaios e numa atuação perfeita que o espetáculo da vida proporcionou.
Antes de ir embora falei:
- Agora vocês também são atores e podem fazer seus próprios espetáculos, basta deixar a imaginação fluir e a história sairá junto, proporcionando o espetáculo perfeito.
- Vamos, Abelhinha! Chegou a hora de voar, pois hoje a alma está mais leve e pura, carregada de carinho e amor puro.
O palhacinho se despediu tocando o meu rosto, como se estivesse desenhando em um papel, depois tocou o rosto da Abelhinha, sorriu e se despediu.
Saímos daquele lar deixando os atores atuando no palco, e nós éramos apenas telespectadores da vida que acabaram de assistir a um grande e excelente espetáculo, levando como bagagem experiência, ensinamentos e lição de vida, provando que a felicidade está além do que imaginamos.
Obrigado arte! Por mais esse momento mágico.
Um beijo de palhaços.



Zip... Zip... Zip... ZziperR e vestivermelho
VruummmmmmmmZuummmmmmmmm
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domingo, 21 de junho de 2009

Estratégias Mirabolantes para Sedução de Mulheres - por Bruno D’Almeida

Lá estavam todos amontoados naquela salinha miserável para aprender a conquistar mulheres. Jovens na faixa de 16 a 97 anos, dos mais variados tipos, alguns com espinhas no rosto, outros com cabelos nas mãos. Entram os dois palestrantes do Instituto para Iniciação da Sedução. Silêncio. Quer dizer, um quase-silêncio: barulho do ventilador de teto rangendo, respirações fumegantes, dentes igualmente rangendo. O show vai começar.

Meus senhores, diz o palestrante Alex Gomes, este é o dia mais importante de suas vidas. De agora em diante, nada mais de dinheiro gasto com revistas masculinas! Nada de ficar chorando pelos cantos, agora todos vocês serão homens sedutores e saberão conquistar mulheres. Dediquei grande parte da minha vida nestes meus 34 anos de existência a entender o que se passa na cabeça de uma mulher. Tornei-me biólogo para compreender que os principais fatores que fazem uma mulher ser seduzida por um homem são puramente genéticos. Tomem nota, por favor.

O homem exala no seu suor feromônios. A mulher sente o cheiro do macho e se apaixona. Por isso algumas mulheres gostam de homens musculosos. Feromônio puro. Outras mulheres gostam de homens com dinheiro, mas não é apenas o dinheiro que as atraem. O componente ancestral da fêmea, por conta da reprodução, exige dela um comportamento de preservar a espécie. Ela gosta de homem rico porque ele é capaz de dar filhos com segurança e estabilidade para ter uma família. O primeiro passo, meus caros, é tirar a barriga ordinária e andar bem vestido. Eu mesmo conquistei minhas primeiras 14 namoradas assim. Agora, tem outra coisa importante, que meu colega André Costa Pinto vai ensinar, que é o fator psicológico. André, a palavra é toda sua.

Meu caros, diz André, eu já conquistei as mais belas mulheres do mundo usando a cabeça. Vocês precisam entender que mulher gosta é de atitude. Vou dar uma dica importantíssima. Escrevam. Faça o seguinte quando quiser pegar a uma mulher na escola ou no trabalho: Diga a ela pra esperá-lo lá fora quando sair. Se ela não estiver lá, esqueça. Ela não quer saber de você. Mas se ela estiver lá fora te esperando, com braços e pernas cruzadas, sorriso no rosto dizendo diga o que você quer falar comigo, não tem nada para falar: agarre e beije logo. Mulher gosta é de atitude.

A plateia estava mimetizada. Ontem de noite fui a um barzinho, continuava ele, mirei uma gata e disse: preciso de uma opinião sincera e peço que me ajude. Sinceramente, o que te atrai num homem? Ela gaguejando, olhando nos meus olhos, disse que gostava de homem sincero, bonito, fiel e foi olhando pra mim e projetando nos meus olhos tudo o que ela achava de um homem perfeito. Depois de 23 minutos estávamos nos beijando e nem queiram saber o que aconteceu duas horas depois. Entendam que ninguém se apaixona por outra pessoa, as pessoas se apaixonam pela imagem que projetam dessa pessoa. O segredo então, é projetar a imagem de homem perfeito que elas pensam de você.

Vamos ao teste prático. Alex chama a assistente de sala. Vanessa, se eu te dissesse todas essas coisas, o que você faria? Ah, diz ela suspirando, eu me apaixonaria por você na mesma hora, assim como por qualquer um destes homens da plateia que mostrasse metade de seus conhecimentos sobre a alma feminina. Pois é isso, meus caros, disse agora André, saiam pelas ruas a partir de hoje como novos homens profundamente conhecedores da arte da sedução. Hoje à noite vistam a roupa mais bonita, encontrem a primeira mulher interessante que vejam pela frente e tenho certeza de que será um sucesso. Na saída não esqueçam de pegar os diplomas de vocês. Era o que tinha a dizer. Muito obrigado. Aplausos demorados de pé.

Nem precisa dizer que todos saíram da palestra encantados. Receberam material didático e midiático para aprofundar os conhecimentos adquiridos e com tira-dúvidas on line durantes três semanas. O pagamento foi parcelado em 10 sem juros no cartão. Um sujeito mais afoito encontrou a bela Vanessa no ponto de ônibus e foi logo perguntando o que a atraía num homem. Quase soltando uma gargalhada, ela acenou um adeus com as mãos e entrou correndo no primeiro ônibus que passou. Quase consegui, pensou ele. Com a próxima não haverá escapatória. Maldito ônibus.



As Nossas Palavras IV - por Ana

Agora estou mais segura,
Acho que estou acertando
Usar as Nossas Palavras
Enquanto vou versejando.

Hoje cinco palavrinhas:
sete levante-se vezes
E também tem cair oito.
Publicadas há alguns meses.

Vamos então ver o que sai
Desta minha mente doida...
Nem eu mesma faço ideia
Menino! Sai cada coisa!

Sete são os pecados
Denominados capitais
Por São Tomás de Aquino,
Que o catolicismo nos traz:

Vaidade, inveja, ira,
Preguiça, gula, avareza
E luxúria... Coisas tristes
De se cultivar, com certeza...

Mas pessoas sempre erram,
Vão cedendo às tentações,
Confessando, recaindo,
Perdendo para as paixões...

Mas se você é cristão
E resvala sem querer
Não se culpe, meu amigo,
Estamos aqui para aprender...

Faz parte da natureza
Do humano (tu não sabe?)
Tropeçar nos próprios passos,
Perfeição aqui não cabe...

Se cair, por um descuido,
Levante-se, siga em frente,
Mas guarde a lição, corrija,
Procure ser diferente.

Às vezes é tão difícil!
Eu sei, estamos de acordo...
Mas os pecados são só sete...
Ainda bem que não são oito!
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A Música de Minha Vida - por Adir Vieira

Convidada para uma Blogagem Coletiva, fiquei surpreendida comigo mesma, por não ter, especificamente, uma música para determinado momento de minha vida.
Posso atestar que sou musical desde que nasci.
Se é sim, seja ela qual for, me embala.
Confesso que meu sonho principal era ser cantora. Logo...
Na adolescência, as músicas, todas as mais tocadas, viviam em meus lábios enquanto trabalhava ou mesmo estudava. Colecionei, ouvi, traduzi, decorei, cantei todos os inúmeros sucessos americanos que um curso de inglês editou e comercializou em discos de vinil.
Em todos os momentos importantes, felizes ou cruéis de minha vida, a música esteve em primeiro plano. Mas agora, para determinar a música da minha vida, não lembro, de pronto, nenhuma.
Não acredito nessa minha afirmação e só para contrariar rebusco na memória, em segundos, enquanto revivo as passagens de destaque no meu viver e, de súbito, mais uma vez me surpreendo, por encontrá-la. Ei-la diante de mim e dos meus ouvidos, completa, verdadeira, sutil e real: WHAT A WONDERFUL WORLD.
A história que a permeia é singular, única, sofrida e sentida com todo o fervor. Era eu Gerente de Recursos Humanos de uma empresa de confecção. Atuante na área há quase vinte anos, era gata escaldada - admitia, demitia quando havia baixa de produção, sem qualquer problema. Mas, justo naquele dia, havia assinado a demissão em massa, de cerca de oitenta funcionários. A vontade de não ocupar aquele lugar na empresa, de não ser a mão que assinou os desligamentos, a grande tristeza de me colocar no lugar daqueles chefes de família, tudo isso me fazia sentir ser a última das criaturas.
E foi com esse estado de espírito que cheguei em casa, depois de rodar de carro por mais de duas horas.
Como para me chamar para a vida, ao entrar em casa, tive a maior das surpresas - meu marido, que não havia voltado para a empresa após uma de suas costumeiras reuniões com a equipe, chegou em casa antes de mim, preparou um jantar à luz de velas e me esperava com o intuito de me surpreender.
Lembro-me que ao ouvir o bater da porta, acionou o controle remoto do som ambiente e a música que se fez ouvir foi What a wonderful world.
A noite foi tão fantástica ao som dessa música... cada verso parecia sentir a minha tristeza, e o fato só foi dividido com o meu marido dois dias depois.
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Visitem Adir Vieira
Louis Armstrong
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What a Wonderful World (Homenagem ao Dia da Música) - por Anônimo

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. Louis Armstrong

Urubus - por Alba Vieira

Manhã fria no asfalto...
Corpos enregelados, amontoados
nas calçadas frias e sujas.
Paisagem fria da cidade que acorda.
Trabalhadores rumam para as obras do PAC
em frios uniformes azuis,
robotizados, enganam os estômagos frios
com café quente nos bares das esquinas.
Crianças com blusas cor de laranja,
sonolentas, puxadas pela mão seguem para a LBV
pela longa estrada, atrás de mães disformes,
tentando vencer a sina dos dias duros e frios.
Restos do dia anterior abundam nas calçadas.
Restos humanos dormem no lixo;
fazem fogo perto da caçamba
e fumam guimbas que aquecem,
roubando o último fôlego.
Dois cavalos esquálidos descansam no muro da SUIPA.
No alto do prédio da igreja de crentes,
doze urubus pretos observam, se movimentam
e aguardam, na laje, o banquete.
Nesse recorte da comunidade, com carniça e podridão,
como no Planalto, os abutres agrupados confabulam...
Esperam para devorar o que restará dos homens de bem.



Visitem Alba Vieira...................................................
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Albert Einstein e o Milagre da Vida - Citado por Penélope Charmosa

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
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Estou Lendo... - por Alba Vieira

Corpos da Alma, de Chris Griscom.



E você? Que livro está lendo?
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