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domingo, 17 de maio de 2009

Ferreira Gullar de “Sapatos Novos” - Citado por Penélope Charmosa

A Situação estava razoavelmente sob controle: se minha condição de extramensalista do IAPC me sujeitava a um salário baixo, o cartão falso de estudante, que me permitia almoçar no Calabouço por dois cruzeiros, aliviava a barra. Uma vaga de quarto na pensão da rua Carlos Sampaio não custava muito. E ainda havia os trocados que pingavam da colaboração eventual no suplemento literário do Correio da Manhã ou do Diário de Notícias. O meu único terno, comprado a prestações num alfaiate da rua do Resende, estava pago. O problema grave no momento eram os sapatos, cujos solados gastos já me deixavam sentir diretamente no pé a aspereza das calçadas do Rio. Em bom português: estavam furados.
Por isso mesmo, não resisti ao ver, na vitrine de uma sapataria da Lapa, um par de sapatos por 150 cruzeiros. Maravilha! Hoje, após tantos cortes de zeros no cruzeiro e até a mudança do nome da moeda, será difícil para o leitor avaliar o preço desses sapatos. Mas eram baratos, sem dúvida alguma. Entrei, experimentei-os e decidi que devia comprá-los, embora estivessem um pouco apertados. Um pouco, foi o que disse a mim mesmo, porque aquela pechincha era minha salvação.
Estavam de fato muito apertados, tanto que, ao chegar à redação da revista do IAPC, onde trabalhava, ali na rua Alcindo Guanabara, meus pés ardiam em brasa. Com alívio, tirei-os dos pés e calcei de novo os sapatos furados que, providencialmente, trouxera comigo. Fui até o banheiro, molhei bem os sapatos novos e deixei-os ali, certo de que, quando secassem, estariam mais macios. Era verão e foi sob um sol de fogo que caminhei até o Calabouço para almoçar aquele dia. À tarde dei uma volta pelas livrarias, só pra ver os livros, e à noite tomei o meu cuba-libre com os amigos no então famoso Vermelhinho, em frente à ABI. Dormi pensando em meus sapatos novos.
Acordei pensando neles. Certamente ia poder calçá-los agora. Quase aflito, rumei para o IAPC, subi de elevador, abri a porta da repartição, dirigi-me ao banheiro onde deixara os sapatos sobre a pia. E lá estavam eles, secos, melhor dizendo: ressequidos, isto é, duros, rijos como casco de burro. Mesmo assim, tratei de calçá-los, o que só consegui com enorme esforço. “Pronto”, disse, terminando de lhes amarrar o cordão. Meu pé soltava faísca espremido ali dentro. Senti que não conseguiria dar um passo. Só há um jeito, pensei, e fui logo à prática: bati violentamente com o pé calçado no chão para forçar o couro a alargar-se. Foi uma patada só e o sapato explodiu.
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Uma Bela História de Amor - por vestivermelho

Sábado, noite fria sem nada para fazer fiquei em casa, fiquei na sala vendo a quantidade de livros que tinha a minha disposição, romances, ficção, livros com capas duras, outros com sua capa bonita em um colorido que não combinava com outros livros, mas eram mantidos em uma ordem perfeita.
Teria que ler algo para poder ficar sem pensar, pois estava com uma dúvida: como seguir a minha vida? Estava só, meu querido amigo, até então, somente meu amigo... estava viajando. Sempre o acompanhei, mas nessa viagem não fui, queria pensar, solucionar... o que sentia por ele. Era só amizade, me acostumei ou tinha me apaixonado?
Peguei um livro achei pelo título que seria interessante ler...
Apanhador no Campo de Centeio (Catcher in the Rye)
Autor: J.D. Salinger (EUA, 1919).
Ano de edição: 1951.
Original escrito em: Inglês.

Lembrei de uma nota desse livro... O maluco que matou John Lennon estava com este livro no bolso quando atirou.
Resolvi ler, me acomodei confortavelmente em sua cadeira, sempre quis sentar, mas ele, quando está em casa é o dono da cadeira. Não era um sofá nem cadeira, sinceramente não sei dizer, mas que dá uma boa impressão e vontade de se aconchegar...
Sentei e senti seu perfume, uma mistura de doce e forte, como ele... forte e doce... Senti saudade, me aconcheguei, fiquei virando páginas do livro, não estava com vontade de ler... Apenas senti que tinha algo dele no ar.

O livro narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, jovem de 16 anos vindo de uma família abastada de Nova Iorque. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno, depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso da escola.
No regresso a casa decide fazer um périplo, adiando assim o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si, como um professor, uma antiga namorada, a sua irmãzinha, e tenta explicar-lhes a confusão que passa pela sua cabeça... Adormeci pensando no rapaz...
Acordei com o sol iluminando com seus raios a sala, percebi que o livro tinha caído e esparramado umas folhas no chão.
Fui até a janela ver como estava o dia lá fora, um lindo jardim com lindas flores que ele cuidava com carinho, roseiras com lindas rosas, uma linda trepadeira de brinco de princesa, algumas florzinhas do campo coloridas davam um ar romântico ao pequeno e bem cuidado jardim.
Coloquei o livro no lugar. Ele jamais iria me perdoar deixar algo em desordem. Mas, e o papel? Peguei e comecei a ler... lendo, vi que era uma coisa muito particular, mas ao mesmo tempo muito minha, era a resposta ao que eu me perguntava: gosto ou somente estou acostumada com ele...
Olhei na sala, procurei e vi... uma chave; era ela, tinha certeza que era, uma chave com um pequeno chaveiro em forma de coração.Peguei e fiquei olhando e beijei e abracei com todo amor do mundo, porque tinha certeza que era a chave do coração dele...
Eu podia entrar e admirar toda grandeza de amor que ele tinha para me dar...
Estou agora sentada em sua cadeira esperando ele chegar... e dizer:
- Meu Ogro, eu te amo...

Leiam e vejam como ele é lindo e que sempre procurou o amor...



“Há muito tempo eu não entrava no meu quarto de despejo. Por necessidade entrei lá.
As lembranças doeram-me, à vista dos meus livros antigos, dos meus discos, dos brinquedos de meu filho. Vejo lembranças de prateleiras, bibelôs, enfeites antigos, restos de fotografias, escritos, manuscritos, cadernos de estudos, livros de música, quadros e gravuras antigas. Todas são fortes lembranças de afetos, de desafetos, de sonhos e ilusões não realizadas.
Paradoxalmente, escuto o silêncio que reside ali dentro do quarto de despejo e escuto o vazio que vem dentro de mim, à vista, principalmente, do invisível aos olhos.
Quantas lembranças me passam quando vejo um simples caderno de notas.
São vários. Pego um deles, aleatoriamente. Abro-o e vejo rabiscos que ajudaram a construir minha essência. Relembro as minhas fraquezas da época, meus sonhos de então, meus temores do mundo que viria. Alguns ainda mantêm notas, cálculos, desenhos. Quantas expectativas na construção de uma carreira...
Meus livros permanecem com os mesmos mistérios.
As histórias ali contadas fizeram-me desejar ser alguém poderoso, sábio, belo, rico e forte. Com eles pude imaginar amores, namoros, pude superar minha insegurança e minha falta de talento para encantar e atrair amores que mantive em silêncio.
O adulto não se tornou mais bonito com os livros que leu. Nem mais belo, nem mais rico, nem mais formoso.
Mas tornou-se mais compreensivo consigo mesmo e ajudou a aceitar com mais naturalidade seus próprios defeitos.
Os livros ali expostos, e olho-os com gratidão, ajudaram-me a construir o prazer da leitura, a arte da correta grafia. As histórias de encantamento e lirismo ainda me fazem desejoso de possuir talento para impregnar o papel com histórias, poesias de amor, encantar alguém...
Olho as prateleiras que, de forma silenciosa e muda, como companheiras fiéis, guardam o tesouro de todas as minhas memórias. Minha vida e meu passado estão ali, ao alcance de meus olhos e minhas mãos. Acaricio delicadamente as prateleiras amigas. Agradeço-as pela fidelidade com que guardam todas essas lembranças, aguardando o encontro do presente e passado.
Levanto os olhos e vejo alguns dos meus brinquedos do tempo de infância. Tempo de pura inocência, de crédito em super-homens, super-heróis, animais falantes, monstros amigos, carros invencíveis.
Alguns jogos e brinquedos passaram pelas mãos de meu filho. Juntos criamos as mesmas histórias que criei com meu pai. Brincamos e dividimos momentos agradáveis e inesquecíveis, na criação de garagens espaciais, monstros voadores, animais poliglotas. Hoje, nem mais consigo conversar com ele. Já é um homem, com novos sonhos, novos amigos, novas expectativas... trocou os brinquedos pela tela do computador. Já não o vejo com livros, nem mais me procura para ouvir história. Isso faz parte da construção de seu futuro.
Pego um caderno de meu filho. Recados de amigos, anotações escolares, exercícios, erros e acertos, notas de pé de página... que amores ele poderia ter construído em sua infância?Amigos dele que se distanciaram em nossas inúmeras mudanças, várias cidades em que ele nem pode ter construído amizades duradouras. Será que fui um bom pai, mudando-me várias vezes de cidade na tentativa apagada de dar-lhe melhor condição financeira que tive? O que será das antigas amizades de meu filho? Onde estarão aqueles que deixaram notas e belas mensagens em seu caderninho de recordações?
Abro um álbum e vejo as fotos antigas. As lembranças transformam-se em lágrimas furtivas e que insistem descer. Olho em redor. Deixo as lágrimas caírem, molhando-me as mãos e a camisa. Faz-me bem chorar e cumprir esse ritual de auto-análise.
As lágrimas lavam-me os olhos e o espírito e me confortam o fato de não ter sido um bom pai.
Olho as telas e pincéis que, um dia, imaginei preencher com idéias, paisagens e personagens. As telas em branco e os pincéis ainda virgens são desafio que ainda preciso ter coragem de encarar, nessa vida tão tumultuada. Ou será mesmo a certeza de falta de talento?
Olho as fotos da família. Sorrisos, instantâneos, poses, parentes que já se foram, crianças que hoje são adultos... a vida passa, inexoravelmente.
O tempo muda tudo e todos. O tempo amigo ou inimigo, dependendo daquilo que construímos para nós...
Olho mais uma vez o quarto de despejo. Lanço um olhar agradecido a esse meu passado que me ajuda a construir-me e reconstruir-me diariamente.
Minhas lembranças são minhas. São inteiramente minhas. E elas fazem-me acreditar que o futuro será o passado hoje.
E esse exercício de humildade que hoje faço aqui dentro servirá para me dar mais força para que eu ajude a construir pessoas melhores, desde que eu me faça melhor a cada dia.
Fecho a porta do quarto de despejo. Hoje também faz parte de minhas lembranças. As lágrimas ficaram lá dentro, ajudando a molhar o chão de minhas memórias.
Mas as lágrimas de meus olhos devem vir do coração, a cada instante e sempre que as memórias insistirem em vir à tona.
Fecho a porta com a chave.
Obrigado, meu quarto de despejo. Voltarei aqui sempre que o adulto insistir em pegar a mão da criança que se foi.
Afinal, a chave está aqui comigo, pendurada na fio das minhas lembranças, do meu eu indivisível.”
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Conexão Saúde: como ativar as energias positivas do seu organismo e ter saúde perfeita, de Deepak Chopra - por Alba Vieira


“Apresenta, de forma simples, facilmente entendida, a concepção da física quântica e sua aplicação à saúde. Aborda a capacidade que todos nós possuímos de gerar uma nova realidade.
De forma geral, mostra que o homem faz parte da natureza, que existe uma inteligência por trás de tudo que há e que este é o ponto de ligação entre o homem e a natureza. É o que a física quântica chama de campo e que os terapeutas chamam de Self. No nível da consciência estamos ligados em teia a tudo. Quando estamos em contato com esse estado, esse nível de consciência alterada, somos capazes de criar a realidade.
Sabe-se que toda realidade é partilhada. Se a natureza é perfeita e fazemos parte dessa natureza, à medida que mais seres se conectarem com essa consciência, será possível alterar os estados de doença naturalmente e isto progredirá até que esta capacidade seja absorvida para todos os seres que, a partir daí, irão expressar esta possibilidade: mecanismos auto-reguladores, mecanismos de auto-cura.
A realidade depende do observador. Se nosso sistema de crenças admite a perfeição, ela passará a fazer parte da realidade.
Para atingir este estado de consciência que é natural, não temos que fazer esforço. É um estado além da vigília, do sono e do sonho. Para alcançá-lo devemos buscar o silêncio, o espaço entre os pensamentos, o vazio que é o mundo das possibilidades.
Esse caminho pode ser facilitado através da ioga (união), da meditação transcendental (usando por exemplo mantras como veículo) e de técnicas de hipnose. Só se conectando com este nível de consciência que é gerado a partir da consciência do universo é que podemos ser criativos e promover o que hoje ainda é dito fantástico: as curas espontâneas.
Mostra ainda como a medicina Ayurvédica se encaixa nessa nova realidade.
A nossa realidade é formada por aquilo em que acreditamos. Mas só mudamos nosso sistema de crenças atuando neste nível mais profundo, que não corresponde à consciência ordinária (que atua através da vontade).
Amplia esta visão para além da medicina.
É um excelente livro, de fácil leitura, bastante agradável e profundo.”
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E você? Que livro considera excelente?
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sábado, 16 de maio de 2009

Duelando Manchetes VII: Células-tronco

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VATICANO REJEITA INDICAÇÃO DE CAROLINE KENNEDY COMO EMBAIXADORA
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O Vaticano rejeitou a indicação de ao menos três possíveis candidatos a ocupar o cargo de embaixador americano junto à Santa Sé, entre eles Caroline Kennedy, filha do presidente americano John Kennedy (1961-1963), o único católico que governou os Estados Unidos.
Os vetos foram divulgados pela imprensa internacional nesta terça-feira e, segundo fontes da Igreja Católica, teriam sido motivados pelo apoio dos possíveis indicados, e do governo de Barack Obama, ao direito ao aborto e às pesquisas com células-tronco embrionárias. Nenhuma indicação chegou a ser feita oficialmente.
“É imperativo, é essencial que a pessoa que nos represente na Santa Sé seja uma pessoa que tem valores pró-vida. Eu espero que o presidente não cometa esse erro”, disse ao jornal “Boston Herald” o ex-embaixador americano no Vaticano Raymond L. Flynn, referindo-se à possível indicação de Caroline Kennedy. “Ela disse que era pró-escolha. Eu não imagino que ela vá mudar isso, o que é problemático.”
Pró-vida e pró-escolha são como se definem, nos EUA, os que se opõem ao aborto e os que defendem a legalidade da prática, respectivamente. Como os embaixadores precisam receber o “agreement” (concordância) do país em que pretendem trabalhar, é comum que os representantes dos EUA no Vaticano sejam católicos e tenham visões mais próximas às da igreja nesse tema.
O italiano “Il Giornale” informou que outro dos candidatos ao posto que teria sido vetado seria Douglas Kmiec, um democrata católico que escreveu um livro defendendo o apoio dos católicos à candidatura de Obama à Presidência.
Caroline Kennedy participou da campanha de Obama e chegou a ser cotada para suceder Hillary Clinton no Senado, depois que a então senadora por Nova York renunciou ao cargo para assumir a Secretaria de Estado, mas retirou seu nome da disputa pela indicação.

Choques
Desde que tomou posse, em 20 de janeiro, o novo presidente americano deixou claro que não compartilha da visão pró-vida católica. Três dias depois de assumir o cargo, Obama assinou uma ordem executiva suspendendo a proibição imposta pelo antecessor, George W. Bush (2001-2009), ao uso de fundos do governo para subsidiar grupos que pratiquem ou auxiliem na prática do aborto no exterior. No dia seguinte, o arcebispo Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia para a Vida do Vaticano, qualificou de “arrogância” a decisão.
No dia 9 de março, Obama suspendeu as restrições ao uso de fundos federais para financiar pesquisas com células-tronco embrionárias, técnica que a igreja considera equivalente ao aborto.
Com essas decisões, Obama inverteu os sinais da discordância do Vaticano com os EUA. O governo Bush, que compartilhava com a igreja visões em relação à moral individual e ao aborto, foi criticado por Bento 16 e por seu antecessor, João Paulo 2°, pelo recurso à guerra para resolver divergências. O novo governo, em choque com a igreja nessas questões, foi elogiado pelo “L’Osservatore Romano”, órgão de imprensa do Vaticano, pela ênfase na diplomacia para resolver as tensões internacionais.
O atraso na nomeação pode levar ao adiamento do encontro de Obama com Bento 16, esperado para acontecer no próximo mês de julho, durante a viagem do presidente americano à Itália para uma cúpula do G8 - grupo dos sete países mais industrializados mais a Rússia.
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Leia mais sobre as discordâncias entre Obama e o Vaticano
Obama reverte ação de Bush e apoia texto da ONU sobre direitos dos homossexuais
Vaticano contesta decisão de Obama sobre pesquisa com embriões
Vaticano condena liberação de verba pública para pesquisas com células-tronco
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Fonte: Folha Online, 14/04/09
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As Nossas Palavras X - por Aaron Caronte Badiz

Quando tu fores rezar,
Sê paciente com os santos:
Só ouvem a tristeza a se lamuriar
A todo momento, em todos os cantos,
Todas as noites, todos os dias,
Mais de cem vezes os mesmos pedidos...
Ouvem sem raiva, até com alegria...
Mas não escaparás de esperar para seres atendido.
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As Nossas Palavras X - por Alba Vieira

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Se fores paciente por cem dias, ainda que possa ter um momento de raiva, escaparás da tristeza.



Visitem Alba Vieira
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As Nossas Palavras X - por Dália Negra

Se fores embora, meu bem, não escaparás das nossas lembranças. Serei paciente, te esperarei voltar por dias seguidos, sem raiva ou tristeza, até que chegue o momento do reencontro, mesmo que tenham se passado cem anos.
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As Nossas Palavras X - por Lélia

Sempre penso na tristeza daquele momento: me atropelaram, fiquei internada e me tornei paciente por mais de cem dias. Se um dia fores colocado numa situação com esta, penso que não escaparás de sentir ódio também.
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Ex-crever - por Alba Vieira

Tenho pensado em escrever reflexões sobre a vida. Escrever como alguém que vive observando e procurando apreender o máximo de cada experiência, podendo assim dividir isso com outras pessoas.
Penso em funcionar como uma mensageira, alguém que deseja expor seus pensamentos, sua forma de encarar a vida hoje. E essa forma tem sempre evoluído. Acho que essa evolução, fruto de um aprendizado, se for comunicada, pode estimular uma transformação em outras pessoas.
As experiências, em si, podem ser interessantes ou não. Mas o interessante mesmo é exercitar formas diversas de senti-las. Porque cada pessoa encara um mesmo acontecimento de diferentes maneiras e uma mesma pessoa, em momentos diferentes da sua vida, é tocada de um jeito diverso pelo mesmo acontecimento.
Nós mudamos sempre. Mesmo aquele que se julga o mais estável dos indivíduos experimenta transformações. A mudança é a única coisa que é certa na vida de cada um de nós. E ainda que as transformações sejam apenas interiores, qualquer observador mais interessado poderá captá-las.
Gosto de quem escreve de uma forma densa, capaz de tocar profundamente os seus leitores. Sei que quando escrevemos nos expomos, em primeiro lugar, para nós mesmos. Então quando escrevo, prefiro ficar solta, a caneta no papel sem qualquer objetivo de comunicar alguma coisa. Simplesmente as orações vão-se formando sobre a folha em branco e comunicando para mim mesma o que meu Eu profundo deseja me dizer.
Eu escrevo da mesma forma que pinto meus quadros. Quando começo não sei o que vou pintar. A tela vai sendo manchada pelas tintas e, aos poucos, vai ganhando vida, me falando algo, me emocionando e, de repente, já tem vida própria. Mas, esse momento em que a pintura toma vida é inusitado. Vem de um toque do pincel, algum traço que amarra os demais e põe movimento naquela energia que estava estagnada. Antes desse momento não se consegue a satisfação. É o orgasmo das cores, é uma vibração que surge do nada, embora antes tenham participado, para a sua aparição, vários movimentos do artista.
Assim também ocorre no amor. Os amantes participam, movimentam-se, se encontram, se procuram, se percebem, gostam, captam um ao outro, mergulham fundo um no outro e, de súbito, uma explosão. É o êxtase, uma vibração que parece brotar não se sabe de onde, que não tem a ver só com a evolução dos movimentos, que é a energia liberada do coração de ambos, energia que interage, que ao transbordar dá o colorido final, que conclui tudo, que se sobrepõe a tudo, que é autogerada e que é o todo, o tao.
Eu quero comunicar, mas acho que se escrevo para me fazer entender por todos, não escrevo o que realmente desejo. Porque o que eu desejo é não escrever o pensamento ordenado. Eu, de fato, quero escrever o “não escrever” que, sei, tem a possibilidade de drenar o que há de mais verdadeiro em mim.
O que sai assim, sem a intenção de ser mostrado, traduz a nossa mais pura verdade. E deixar germinar essa semente já é um objetivo grandioso, capaz de provocar alguma reação nos possíveis leitores.



Visitem Alba Vieira
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Assombro - por Ana

Com tanto assombro olho o que vejo, que me desespero, olhos salgados. Tento fechá-los, ignorar, esquecer, mas as retinas, num clique, já me impediram. Tento desacreditar, em argumentos vãos, mas a teimosia de minha razão me cerra os lábios e os dentes. Em mim, só afronta, inconformação, revolta e o desejo de modificar, um dia, esta realidade inominável. O chão se abre sob mim, caio num abismo infinito de decepção e asco.
Por isso não gosto de me olhar no espelho.
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Franz Kafka e a Educação - por Penélope Charmosa

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Toda educação assenta nestes dois princípios: primeiro repelir o assalto fogoso das crianças ignorantes à verdade e depois iniciar as crianças humilhadas na mentira, de modo insensível e progressivo.
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Estou Lendo... - por Alba Vieira

O Corpo e Seus Símbolos: uma antropologia essencial, de Jean-Yves Leloup.



E você? Que livro está lendo?
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Homenagem à Pintora - por Therezinha

Aqui estou eu, procurando encontrar palavras que possam expressar o que gostaria de lhe dizer, mas dificilmente saberei definir e traduzir as emoções proporcionadas por essa sua primeira exposição.
Quando a Vida, por razões que desconhecemos, determinou que ela fosse aqui realizada, senti mais uma vez que nada acontece por acaso.
Por que exposição Adrelírio Rios? Uma homenagem mais que merecida e justa. Ele tinha olho clínico para essas coisas, perscrutou sua alma e apostou na doutora, em verdade, na pintora de almas. E apostou certo.
Esta exposição é muito importante para você que almeja visualizar o futuro através da pintura, expondo suas emoções, alegrias e outros sentimentos, provavelmente até suas decepções. Cada um de nós traz de berço suas vocações (o artista atinge o âmago das pessoas através daquilo que lhe toca mais fundo). Mas lembre-se que a médica não pode abandonar a pintora e a pintora está ligada por Deus à médica.
Agora eu observo as pessoas que aqui estão, algumas como eu, que nada entendem de arte, mas que aqui vieram como um testemunho vivo dos seus primeiros quadros, sem cavaletes, sem telas, sem molduras. Sim, porque nem só com tintas e pincéis se faz uma pintura. Em momentos tão delicados que cada um deles viveu, foram essas mesmas mãos, essa mente poderosa que deixou em cada um a sua marca, na enormidade da fé, no consolo para uma dor, na esperança da cura.
Só pode irradiar muito quem muito possui, e o amor que você semeou mostrou uma realidade feita de sonhos. Esses foram seus primeiros quadros e, sem sombra de dúvida, os mais belos que você pintou. Doutor Adrelírio também deve estar por aqui, aplaudindo de pé a sua aposta acertada.
Pela personalidade, pelo seu amor aos que sofrem, pelo esforço das suas ações, serenidade na dor, caridade com todos, sinceridade nas intenções, bondade nos atos e, sobretudo, indulgência no juízo, fugindo aos devaneios de uma filosofia, você fez da sua alma você mesma, querida e estimada por todos que cruzaram seu luminoso caminho (você soube fazer amigos, você sabe viver).
Se algum dia o desalento invadiu o seu coração e lágrimas rebeldes romperam as represas, você soube ocultar dos companheiros de travessia.
Os seus quadros não retratam apenas o desabafo do seu inconsciente, mas a sua alma que, livre, tenta se manifestar. E nós os admiramos como quem penetra num sonho. Dizer que são lindos, a minha sensibilidade confirma. Em todo este multicolorido eu vejo borboletas esvoaçantes em travessas aventuras que nos transportam ao mundo dos sonhos. E sonhar é viver, pois alguém já disse que há sempre um sonho para ser vivido e há sempre algo para ser sonhado.
E com toda a emoção, quero lhe dizer obrigada por tudo que você fez e faz por mim. Eu sou também um dos seus primeiros quadros.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009

A Dona da História - por Ana

Bonzinho. Adolescente de Zona Sul tenta mudar seu destino várias vezes, até ficar do jeito que deseja. Vale a interpretação da Marieta Severo.



Sinopse: Cineclick
Trailer: Globo Vídeos
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E você? Que filme gostaria de comentar aqui?
Daniel Filho

Estou Lendo... - por Kbçapoeta

O Despertar dos Mágicos - Louis Pauwels e Jacques Bergier



“O Despertar dos Mágicos
De Louis Pauwels e Jacques Bergier.
Uma introdução ao ‘realismo fantástico’.
Na verdade estou relendo, porém agora em PDF.
Excelente.”
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E você? Que livro está lendo?
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Recado - por DAS

Olá!
Por motivo de força maior (ou por querer expor mais e melhor minhas opiniões) estou mudando.
Meu novo blog é: DAS
Ficaria muito feliz se aparecessem pra dizer o que acharam!
Parabéns pelo blog, é uma inspiração!!
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A Fome Espelhada - por Gio

Esses dias na Terra estão cada vez mais complicados. A falta de fome está nos matando. Do jeito que está, acho que nós alimentos estamos destinados a apodrecer.

Eu, como bom pão que sou, sei a dificuldade que é encontrar uma pessoa hoje em dia para servirmos de alimento. O ser humano é uma raça escassa nesse mundo, e estamos tendo que apelar para medidas drásticas: macacos, cães, gatos, e outros animais irracionais. Ao menos com os cães estávamos acostumados, são digestores exóticos que acompanhavam (muito bem) os humanos. Mas viver só deles: isso é um absurdo!

Houve um tempo em que - você não vai acreditar - a situação era justamente a inversa! Havia pessoas com fome! Nós éramos artigos de raridade, concentrados na mão de poucos. Os mais bem-dotados de nós, como salmões e caviares, eram artigos de luxo. Podíamos escolher nosso destino. Mas a vida é engraçada, dá voltas: justamente por existirem humanos demais, eles começaram a desaparecer, só que em uma proporção muito maior que a necessária. Hoje, quem diria naquela época, nós é que estamos em excesso de quantidade.

Não sei o que será de nós: se apodreceremos, nos tornaremos comida congelada com alguma Era Glacial, ou coisa parecida. Mas uma coisa é certa – nosso destino não será pior que o dos humanos!



Inspirado em Pão Pedinte, de Marcelo Ferla.
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Hades - por Kbçapoeta

Às vezes vejo corrente
Que me prende em sua mão.
Ora vejo colunas,
Gigantescos pilares
Do templo de Hades,
Que me convida
A conhecer sua mansão.
Uma hora dessas
Esqueço a timidez
E fico no reino,
Desse importante guardião.




Visitem Kbçapoeta
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Percepção - por S. Ribeiro

De qualquer forma você ainda se sente cansado.
Teus olhos moídos secretam que estás anulado.
Amanhã (suspiro...) vou reencontrar o túnel que me drena e fadiga, não entende que sou um poeta. Sou homem comum longe dos mendigos.
Enfim, um poeta previdenciário.
Benefícios? O governo me conhece todo benefício.
O fim do mês é um mistério, trabalhemos!
O fim das coisas mostra as pernas no fim do mês.
Ele é todo um salário em pedra, lapidemos!
E o homem calado que pede mal come papel, não mintamos sobre sabores e sons, representações gráficas.
De uma moeda surgiu o pão, mil moedas me buscam poesia.



Inspirado em Pão Pedinte, de Marcelo Ferla.
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Visitem S. Ribeiro
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Em Sintonia: a Arte da Ressonância, de Jasmuheen - por Alba Vieira


“É um ótimo livro, da mesma autora de Viver de Luz. Ela faz uma revisão bibliográfica dos textos atuais mais importantes sobre medicina energética, física quântica e espiritualidade. Correlaciona muito bem as informações apresentadas por diferentes autores. Chama a atenção para a responsabilidade individual, a procura do contato com a alma como fator de transformação e cura, a busca de relações harmônicas entre todos os seres do planeta e tantos outros aprendizados que expressam a verdade de que somos seres espirituais numa existência terrena. É uma ótima leitura.”


E você? Que livro você considerou ótimo?
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