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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 9 de maio de 2009

O Homem Provoca a sua Própria Evolução - por Lumena

Se juntarmos os átomos de carbono venham eles donde vierem, obtem-se sempre carvão.
Para gerar um ser vivo muito mais complexo, é preciso uma montanha de elementos químicos, organizados em várias moléculas, de várias maneiras, com “memória” genética que os faça desenvolver para gerar esse ser! O mesmo acontece com os tijolos: uma montanha de tijolos, é simplesmente isso, uma montanha de tijolos. Até se transformar numa casa vai ser preciso uma montanha de outras coisas: argamassa, ferro, etc., organizados de uma determinada maneira, e uma “memória” que os faça “ligar”, até sair uma casa.
A maneira como estes elementos são ligados pode dar casas diferentes, dependendo da “memória” que os está a ligar, assim como no primeiro caso o ser gerado depende da “memória” que está a ligar as moléculas.

De qualquer modo a vida e os “mecanismos” que levam à sua construção são muito mais complexos do que isto. Trata-se de muito mais do que um amontoado de células e de átomos, assim como um edifício trata-se muito mais do que um amontoado de tijolos.

Em ambos os casos trata-se da presença de uma inteligência, compreendida no segundo caso (os engenheiros e os arquitectos em princípio compreendem o que estão a fazer). No primeiro caso a presença dessa “inteligência”, se é que se trata de inteligência ou memória, ainda não é bem compreendida pelos cientistas biotecnológicos.
Será que as células comunicam umas com as outras para fazer coração e cérebro?
Quando os cientistas compreenderem como as células comunicam, talvez tenham aberto o caminho para uma nova inteligência.




Visitem Lumena
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Cartola “Acontece” - por Rita

Esquece nosso amor, vê se esquece
Porque tudo no mundo acontece
E acontece que já não sei mais amar
Vai chorar, vai sofrer
E você não merece
Mas isso acontece
Acontece que meu coração ficou frio
E nosso ninho de amor está vazio
Se eu ainda pudesse fingir que te amo
Ai, se eu pudesse
Mas não quero, não devo fazê-lo
Isso não acontece.
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Piui Piui Piui - por Daia

piui piui piui coloca a mão no meu ombro
piui piui piui não deixa o trem descarrilhar
eu sou a máquina e vocês são os vagões,
e os passageiros são os nossos corações.



Inspirado em “Trem da Alegria”, de Kalim Autuori.
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O Trem - por Escrevinhadora

Lá vai o trem em seus trilhos
soltando fumaça no ar
dentro dele vão nossos sonhos
dentro dele nós também vamos
sem saber se poderemos voltar.



Inspirado em “Trem da Alegria”, de Kalim Autuori.
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A Cama Rosa - por Alba Vieira

Conversando com uma amiga pelo telefone percebi sua voz diferente. E esta percepção permaneceu nos dias subsequentes. Mas eu não conseguia precisar qual era a diferença. Resolvi perguntar-lhe. Ela ficou surpresa. Não havia notado em si, a princípio, nenhuma diferença. Também as outras pessoas nada lhe haviam dito. Mas eu insisti por várias vezes e ela acabou notando que realmente estava diferente. Tentamos esclarecer qual teria sido a mudança. Mas era difícil captar, expressar com palavras. Finalmente entendi que ela estava mais segura, sua voz mostrava que se sentia mais plena. Ela concordou e buscou saber o que teria proporcionado isto. Avaliamos desde quando estava assim. Quando chegamos ao momento em que ocorrera a mudança, ela logo a associou a um acontecimento: foi depois que chegou a sua cama. Havia comprado, há alguns dias, uma cama nova. E eu quis então saber qual a relação. Por que uma cama nove trazia aquela nova forma de estar no mundo?
Aí começa uma história que me tocou profundamente e tento agora dividir com aqueles que tiverem sensibilidade para percebê-la na sua totalidade.
Minha amiga foi criada, até por volta dos 5 anos, pelos avós. Neste tempo foi respeitada, cuidada, percebida como pessoa em toda a sua expressão. Foram tempos bons de receber carinho, de moldar toda a existência que teria pela frente. Mas um dia seus pais a levaram de volta. Separou-se dos avós, indo para onde não queria. E para minorar a saudade de tudo, o avô presenteou-lhe com uma cama, para que quando fosse dormir pudesse lembrar-se deles, dos momentos vividos antes. E a cama tinha a guarda cor-de-rosa, com losangos de contornos brancos, em sintonia com o que a cama lhe trazia: o preenchimento do sentimento, o afago no coração, na sua sensibilidade. Assim desfrutou, por muito tempo, desta proximidade com os avós, como um tempo de amor, de cuidado, de alegria.
Um dia, voltando da escola, encontrou os pais, enlouquecidos que eram, na sala, costurando capas de napa de cor marrom ou verde-escuro em espumas, fazendo colchonetes que não compreendeu de imediato para que serviriam.
Então indagou-lhes o que era aquilo e como resposta ouviu que agora os filhos dormiriam nestes colchonetes, sem travesseiros, porque era muito saudável para a coluna vertebral. Espantada, queria saber de onde haviam tirado aquela ideia. Responderam que era assim na Índia. Estava decidido. E as camas, o que seria feito delas? As camas? Já estava tudo resolvido. Correu para o quarto, que encontrou vazio. No quintal, uma fogueira quase no fim, onde ardiam os restos de sua cama rosa. Desesperou-se. Correu até os pais e gritou sobre o porquê daquilo. Chorava, vendo em chamas os seus sonhos acalentadores, a sua proteção, o cuidado dos avós, a segurança da sua alma. De nada adiantava aquilo. Não entendiam. Eram loucos. Sofrimento. Desamparo. Endurecimento. Sensibilidade exposta. Carne viva.
O tempo passou. Ela e os irmãos passaram a dormir nos colchonetes que logo ficaram mais finos, trazendo o frio do corpo no contato com a umidade do solo e o frio da alma, sozinha. Os pais continuaram desfrutando de sua cama com os travesseiros macios.
Nunca mais teve uma cama só sua. Por várias razões isto não tinha acontecido. Sempre morara com outras pessoas e tinha sido necessário dividir a cama ou sempre trabalhara muito e, exausta, às vezes dormia em algum sofá. Nunca mais a cama rosa sonhada.
E agora, sem que tivesse a princípio percebido o significado do seu ato, havia encomendado uma cama. Era algo sem muita importância. Precisava montar seu quarto, buscou uma cama. Difícil achar uma que a agradasse. Não era rosa. Então encontrou uma em tons de marfim.
Um dia a cama chegou e, sem que se desse conta, reencontrou, ao nível da alma, o cuidado dos avós, o carinho, a proteção, os dias felizes da infância. Era agora outra, a voz denunciava. Era outra vez ela mesma, por isso mais segura se anunciava.
Eu me emocionei com esta vivência. Outros também se sentiriam tocados. Todos nós, certamente, temos, em algum lugar das nossas vidas, a nossa cama rosa, nosso lugar sagrado, o refúgio da alma.
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Visitem Alba Vieira
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Provérbio Duelês - por Ana

Penélope Charmosa citou um antigo provérbio chinês: “O sábio começa no fim; o tolo termina no começo.”

Eu cito um provérbio duelês contemporaníssimo: “A Samurai começa e vai até o fim; a Ninja termina logo no começo.”
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Inspirado em “Provérbio Chinês”, enviado por Penélope Charmosa.
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Passeio do Tempo - por Casé Uchôa

O vento que chega
De lá, do oceano
Traz lá do outro lado
De outro continente
Um quê de passado
E um quê de presente
Carrega daqui pra outro lugar

Quando lá chegar
É o nosso futuro
De lá é o presente
O vento passeia
Com o nosso passado
Será que ele volta?
Maior confusão
Se o vento voltar!




Visitem Casé Uchôa
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Tempo Veloz - por Leandro M. de Oliveira

Ele acordou no meio da noite incerto de qualquer verdade, foi ao banheiro e fez a barba como quisesse desfazer o peso em sua face. Não, não era possível lançar fora a personalidade raspando com uma gilete. Pensou em tomar um trago, mas nem todo o alcalóide do mundo dissimula a gravidade da vida.
- Verdade imutável número um: existir é um exercício tortuoso mesmo quando se está bêbado.

Se carregasse algo de profundo provavelmente escreveria um poema. Sorte escura, verdade hedionda. Ele não sabia como sentir ou pensar. Pôs-se então a caminhar na rua sem vontade ou esperança, era um andado maquinal, o cão do viúvo cruzou seu caminho num trote oblíquo: “Meu Deus como invejo esse cachorro.”. Se tivesse a memória de um Proust, nessa hora opaca poderia recordar um dia qualquer da infância, fechando os olhos tornaria a sentir o cheiro dos verdes anos. Mas não, ele não era tão meticuloso assim. Ao contrário muito modesto, e um acesso descente de nostalgia necessita algum refinamento. Seria melhor pensar em outra coisa...

Não sabia;

Não queria;

Não podia;

O instante de sonho foi perdido, a suave infância no escuro da lembrança pra sempre jaz. Ele acordou no meio da noite buscando construir um mundo novo. Mas quando olhou no espelho viu suas mãos amputadas.



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Marcel Proust

Adelmar Tavares e “Francisco, Meu Pai” - Citado por Penélope Charmosa

Como que o vejo... O chapelão caído
Sobre a cabeça branca de algodão...
Buscando o campo - o dia mal nascido,
Voltando a casa, o dia em escuridão.

Lavrador, fez da terra o ideal querido.
“Meu filho, a terra é que nos dá o pão”,
Dizia-me. E cavava comovido,
A várzea aberta para a plantação...

Mas um dia, eu, pequeno, vi, cavando,
Sete palmos de campo, soluçando,
Uns homens rudes... Tempo que já vai!

“Francisco, adeus”! Diziam repetindo.
Meu pai desceu de branco... Ia dormindo
Fechou-se a terra... E não vi mais meu pai!
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Provérbio - Enviado por Therezinha

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Se não pode morder, é melhor não mostrar os dentes.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Trem da Alegria - por Kalim Autuori

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A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
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Reflexão - por A Flor do Sul

Pudera eu, pelas estradas da vida,
Entre tudo o que encontro pelo caminho,
Reencontrar sempre as boas coisas perdidas,
Delas não ter falta e não ser sozinho.
E, pudera eu, também,
Rico ser, mantendo todo o bom que vem.

Passo pelas rotas bruscas, pelos desfiladeiros,
Entregue à apreciação de toda a paisagem.
“Rápido, e prestes atenção lá embaixo!”
Dizem, mas eu não tenho essa coragem.
Ergo a vista para longe, bem longe daqui.
Recuso-me a aceitar o que não escolhi.



Visitem A Flor do Sul
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Pensamento Anônimo - Enviado por Alba Vieira

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O passado é história, futuro é mistério, presente é uma dádiva.
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O Que é Isso, Companheiro?! Pau no Coelho! - por Ana

Crepúsculo do Macho - Fernando Gabeira
O Código Da Vinci - Dan Brown
O Diário de um Mago - Paulo Coelho
O Que é Isso, Companheiro? - Fernando Gabeira
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“Bem, Kbça, que tal sentarmos numa das mesinhas para uma conversa mais minuciosa?

Li ‘Crepúsculo do Macho’ também. É muito bom mesmo!
Mas ‘O Que é Isso, Companheiro?’ me marcou muito mais. Especialmente a passagem em que ele descreve o tiro que levou no pulmão quando estava tentando escalar o muro da casa-aparelho para fugir dos home. Muito bem narrado! Eu me senti lá com ele, ou melhor: lá, ele! Parecia que o tiro tinha sido em mim. E a passagem que dá título à obra é muito legal! O livro é demais! Além de ser um belo registro histórico.

Pô, Kbça! Fez de novo? Comparar Paulo Coelho e Fernando Gabeira? Cara! Agora doeu! O Gabeira se expressa de forma quase impecável, senão totalmente impecável! O cara sabe o que as palavras significam e as utiliza com propriedade! Adoro as entrevistas dele com aquela fala arrastada sonolenta e decidida. O cérebro dele é algo assim demais! O Paulo Coelho é triste! Olha só, aqui no Duelos a gente teve, há alguns dias, uma pequena amostra da irresponsabilidade linguística desta criatura inominável: ‘Não há tragédia na vida, mas o inevitável.’ Como assim???!!!! Tragédia É o inevitável!!!!!!! Vai abusar de nivelar por baixo o senso comum e a ignorância, assim, lá em Santiago de la Descompostella!!!!! Dá pra aguentar um troço desse? Vomitável!!!!
(Bem, agora relendo sua explanação, devo confessar que não compreendi muito bem a relação entre o Gabeira e o Coelho... Mas vou deixar o dito como dito mesmo... Depois, se quiser, me corrige...)

Quanto ao ‘Código Da Vinci’, concordo em tudo. Gostei exatamente por causa da simbologia e, também, da questão que é levantada. A história de mocinho e mocinha é pra lá de secundária.

Quanto à forca... não... enforcar não, que tu é um dos colaboradores mais fiéis e criativos do Duelos... Seria um baita desperdício! rsrs

O café, eu pago, desta vez.”
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Resposta a “Fernando Gabeira, Paulo Coelho e Dan Brown”, de Kbçapoeta.
Referências: “Paulo Coelho”, de Kbçapoeta e
Paulo Coelho e o Inevitável”, citado por Therezinha.
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Recado - por Daisy

Pessoal:
Resolvi mudar o endereço do meu blog, pois o blogspot oferece mais opções e acho que ficou melhor.
Para entrar é só clicar em Margarida ao Vento.
Espero que continuem a ler. De quando em quando coloco alguma coisa.
Conto com seus comentários, que são muito importantes para mim.
Abraços,
Daisy.
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São Paulo - por Escrevinhadora

São Paulo é uma cidade maravilhosa. Em que outra cidade do Brasil seria possível comer comida italiana no Bexiga e oriental na Liberdade? Onde estão o Masp, o Parque do Ibirapuera, a Avenida Paulista? São Paulo tem tudo que uma pessoa pode desejar de moda, de comida, de trabalho, de novidades. Em nome de tudo isso dá até pra suportar os engarrafamentos, uma das piores mazelas desta cidade fantástica.



Resposta a “São Paulo”, de Theodiano Bastos.
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Provérbio - Enviado por Therezinha

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O véu que oculta às nossas vistas os acontecimentos dos anos vindouros é um véu tecido pela mão da misericórdia.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Perder - por Leo Santos

Amar, é um pouco perder,
perde-se na expectativa,
um tanto no desespero,
outro tanto na conquista;
Perde-se a sobriedade,
quiçá, a identidade,
e que insegurança,
quando se perde de vista!
Ah, se ela perdesse,
um pouco por mim também!
Afinal, no amor quem mais se perde,
é aquele que mais tem…
Ah, se a dor que me dói,
doesse em minha criança!
Não pela dor em si,
nem por mesquinha vingança;
Antes, p’ra manter viva,
uma pintura que o sonho alcança;
Ao invés de dor com incerteza,
teria dor com esperança;
Como vem bem o bálsamo!
Refrigério na tristeza;
Minha pequena é grande,
vê, perdi até a noção de grandeza…



Visitem Leo Santos
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As Nossas Palavras IX - por Escrevinhadora

Não adianta lamentar o passado ou tentar voltar atrás. Seria esforço inútil, como correr contra o vento.



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As Nossas Palavras IX - por Kbçapoeta

ÁTIMO

O vento vai passar
Passado o tempo
Que ficou para trás
Atrás do jeito de correr
Para nunca se lamentar




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