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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Eu Vos Digo: - por Raquel Aiuendi

Sou Aiuendi, assim batizada
Pela aldeia muito amada
Lá sim eu sei, Ana, que você
Ninguém realmente vai querer.

Minha língua verdadeira
É paz, luz, lealdade e amor
Sua língua é só pauleira
Em meus ouvidos, só dor.

É covardia e quanta que é
Atacar pelas costas alguém
Será que você é mulher
De encarar no olho também?

Sei não, acho muito difícil
Sua lábia já mostra tudo
Diz que é cheia de artifício
No à vera o teclado fica mudo.

Vou andando por aqui mesmo
Não estou vagando a esmo
Preciso cuidar do planeta Terra
Pra amenizar os efeitos da guerra.

Como vê estou muito imbuída
Na reconstrução da paz
Se você for um pouco instruída
A aceitará sem mas, mas.

Por aqui ficando seguirei
Desejando a todos os fãs
De Ana paz e uma vida sã
É tudo que sempre desejarei.

Àqueles que por mim torcem
Serei agora e sempre agradecida
Seus caminhos nunca entortem
Suas bênçãos sejam engrandecidas.


Resposta a “O Retorno de Já Vai...”, de Ana.
.

O Retorno de Já Vai... - por Ana

Ih! Indiazinha voltou!
Foi da mata ou do deserto?
Aldeia + chuva de areia?
Este troço não tá certo!

Voltou foi do mundo dos mortos:
Expulsou-a o deus Tupã,
Não aguentou a choradeira
Da produtora-artesã.

E já voltou atentando,
Desfiando desaforo,
Depois berra agonizando...
Não sou eu que te socorro.

Covarde coisa nenhuma!
Meça bem suas palavras!
Eu me irrito, te acorrento
E te faço minha escrava!

Eu já tô de saco cheio
De conversa enviesada:
Me acusa de covardia
E propõe paz, a aluada!

Reconciliar pra quê?
Me dê só um bom motivo
Pra esquecer suas ofensas
E te tirar do castigo

De ser sempre rebatida
De forma tão genial,
Tão perfeita, tão Serena...
E tu deSafina legal...

Lá vem ela com inglês...
Raquel, tu não me provoque!
Se continuar com a graça
Eu te mando o meu Baioque!

E acaso eu tenho culpa
De ser simpática à beça?
Você tá é com inveja...
Índia-ninja magricela!

Te importunar não ia mais,
Patrocinei até velório!
Dancei a tal dança da chuva
E rezei no oratório!

Mas tu volta a infernizar,
Diz que viajou... É mesmo?
Acho que tava é de tocaia,
Porque se tu anda é a esmo.

E tendo deixado, ô Aiuendi,
Estas linhas a você,
Me despeço já sabendo
Que logo tu vai morrer.

Pelas palavras que li,
Vai morrer desidratada
De tanto chorar sozinha
Vendo o quanto eu sou amada

Pelo fã-clube dileto
Que surgiu tão de repente
Das páginas do Duelos.
Como é legal esta gente!


Resposta a “O Retorno da Guerreira”, de Raquel Aiuendi.
.Chico Buarque

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sambar é Para Todos - por Alba Vieira

O samba no pé
Dispensa sangue negro
Alegria, não.
.

Fantasma - por Alba Vieira

Figura tão luminosa
Alcançada pelo olhar
Numinoso que se expressa
Transformando meu pensar.
Ameniza meus pesares
Sustentando a convicção:
Morte realmente não existe
A lei é reencarnação.
.

Sotaque - por Alba Vieira

Sotaque leve
É fala compassada
Toque musical
.

Contextualizando - por Raquel Aiuendi

O amor
O humor
O rumor
De ramos
De dor
De rimas
De cor
De cismas
Seja como for
Estar em cima
Ou embaixo
Estar de um lado
Ou de outro
Acordar ou dormir
Parar ou seguir
Nada se encerra
Num sentido único
Isolado, absoluto
Só se completa
Ou se liberta
De acordo
Com o contexto.
.

Nem Todos Estão Aqui… - por Raquel Aiuendi

A Ilha - Aldous Huxley
A Maçã no Escuro - Clarice Lispector
A Peste - Albert Camus
As Memórias da Bruxa Onilda - Enric Larreula e Roser Capdevila
Batismo de Sangue - Frei Betto
Brasil Nunca Mais - Dom Paulo Evaristo Arns (Organizador)
Casa Grande e Senzala - Gilberto Freyre
Criança Meu Amor - Cecília Meireles
Da Paulicéia à Centopéia Desvairada - Sylvia Cyntrão e Xico Chaves
Demian - Hermann Hesse
Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
Menino Maluquinho - Ziraldo
O Alquimista - Paulo Coelho
O Diário de Um Mago - Paulo Coelho
O Estrangeiro - Albert Camus
O Homem Que foi Sexta-Feira - G. K. Chesterton
O Lobo da Estepe - Hermann Hesse
O Nome da Rosa - Umberto Eco
O Profeta - Gibran Khalil Gibran
Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry
Um Amigo Especial - Walkíria de Felice
Um Estranho no Ninho - Ken Kesey
Vidas Secas - Graciliano Ramos
.
.
.
“Da Paulicéia à Centopéia Desvairada,
A Peste de O Estrangeiro em A Ilha
num Brasil Nunca Mais
do Menino Maluquinho:
Criança Meu Amor.
em Casa Grande e Senzala:
Vidas Secas nas Memórias do Cárcere
que em Batismo de Sangue
como Estranho no Ninho era
O Lobo da Estepe,
um Pequeno Príncipe nas
Memórias da Bruxa Onilda de um
Amigo Especial.
temia Demian A Maçã no Escuro
que no Diário de Um Mago e Alquimista
se dizia O Profeta.
enfim, O Homem Que foi Sexta-Feira
usava O Nome da Rosa.”
.
.
.
E você? Que livros quer deixar aqui?
.

Rir é Curativo - por Alba Vieira

Festa-sorriso:
Fantasie seu rosto
De esperança.
.

Consequências do Casamento - por Ana

Envenenamento - Ocorre aos poucos ou de uma só vez, logo de cara, dependendo do outro sujeito.
Testamento - Você deve fazer, logo que possível, após o duro golpe, pois nunca se sabe quanto tempo você poderá agüentar.
Oferecimento - Da sua parte ao outro, de tudo que você possui de bom.
Impedimento - Total.
Tormento - Eterno.
Estranhamento - Às vezes de você consigo próprio, às vezes dos outros em relação a você; na maior parte das vezes ocorre uma junção dos dois tipos.
Alheamento - Total: você só tem olhos, ouvidos, boca, nariz, pele, corpo e alma para o outro sujeito.
Afrontamento - Todas as suas crenças e ideais são afrontadas de imediato, muitas vezes, ainda durante a lua de fel.
Defloramento - Violento, absolutista, traumático, total, de tudo que você possui de melhor.
Apedrejamento - Diário, incansável, inquisidor, sádico, até sua desfiguração completa.
Refinamento - De todas as características de seu lado negro: cinismo, falsidade, adulação, fingimento, bajulação etc.
Passamento - Se dá de imediato: você passa de tudo de bom a nada que preste.
Arrebatamento - Todas as suas qualidades e atrativos são arrebatados para um arquivo morto interno que você nem sabia que existia e não sabe onde se localiza.
Aprisionamento - Também ocorre de imediato, podendo ser efetivado de diversas formas: através de coleiras, grades, paredes, porém a maneira mais usual é pelo uso de alianças.
Tratamento - Você vai precisar, em algum momento; os que têm sorte, só depois de 5 anos com o semsorte.
Confinamento - Num mundo estático, televisivo e cinzento. Sem plim-plim.
Acastelamento - De repente você se encontra presa naquele castelo dos seus sonhos, só que é um tremendo pesadelo e, para seu desespero, você é uma Rapunzel careca.
.

Jean-Paul Sartre e o Homem - Citado por Penélope Charmosa

.
Não importa o que fizeram com o homem e sim o que ele faz daquilo que fizeram com ele.
.
.

Sofia, Minha Neta - por Vicenzo Raphaello

Fevereiro de 93
A traçada linha da minha vida
num nó se fez
infletiu para a direita
para a esquerda
para cima
para baixo

Por tanto amor
torcida e retorcida
está
a traçada linha da minha vida.
.

Eu - por Passa-Tempo

Passa-Tempo, Casanova, me chamam até de Narciso;
Me chame do que quiser;
Estarei ao seu dispor; farei o que for preciso;
Conte comigo pro que der e vier.

Só não me deixe perder a confiança que em ti deposito;
Porque vida só temos uma, e chance eu te dou duas;
Erre comigo uma vez,
mas não ouse errar a segunda.

Eu sou a mais bela rosa que todas desejam ter;
A rosa que contém os mais singelos e venenosos espinhos;
Presentes até na mais profunda raiz.

Sou seu melhor amigo;
Mas o erro faz de mim seu espelho;
E você provará, verá e sentirá a consequência de seu erro;
Muitas vezes multiplicado, somado e dividido;
E sorrirei, quando chegar o momento de você ser subtraído!

Saiba e fique satisfeito em saber;
Não te desejo nenhum mal;
Verás que sou um cara legal;
Mas só se você quiser;
Saberás que sou feito pro amor;
E terás esse amor se aceitá-lo sem rancor.

E no final de nada valerá o que disse até agora;
Se por acaso no início você souber;
Valorizar o meu lado Ronier!
.

Maria - por Vicenzo Raphaello

Maria
Você nos seus três anos
é engraçada
cheia de tiradas
tiradas não sei donde

Quando te vejo
sorriso não nego

Minha pequena inocência
vovô te ama
.

Pra Mudar de Verdade, Não Seja Radical: Vá aos Poucos - por Alba Vieira

Mudança real
Vem com pequenos passos
Sem atropelar

Mudar rápido
Pode levar ao tombo
Seja prudente

Quem começa já
Chega logo à meta
É bem esperto
.

Sofia - por Vicenzo Raphaello

Corre aqui Sofia
vem ver
corre Sofia
Sofiaaaaa!!!!

Lá vem ela
pedaço de gente
nos quase cinco anos

Que é vô?

Vem ver
vem ver
o sol cor de laranja
vê Sofia
vê como é bonito

Tá vô
.

Eu Prometo - por Marcello Amorim

As mensagens de felicitações pelo novo ano que se aproxima são muitas. Meu e-mail está lotado de mensagens que meus amigos, parentes e empresas fazem questão de enviar. Até aonde essas mensagens expressam a verdade? Elas são frutos da imposição da data? São mensagens construídas pela obrigatoriedade da relação com o destinatário ou estratégia de marketing de vendas?
Bem, mesmo sem ter certeza dos principais objetivos destas mensagens, prometo não prometer nada, além de me concentrar em destacar o quanto a chegada de um novo ano nos leva a refletir sobre nossas realizações e frustrações. Frutos de promessas que fazemos e não cumprimos. Eu mesmo me encontro naufragado em inúmeras promessas às pessoas a quem amo.
A cada novo ano fazemos uma lista de promessas a nós mesmos e não conseguimos, por muitas vezes, cumpri-las. Se já é difícil cumprir individualmente, imagine cumprir às outras pessoas.
Na realidade, neste fim de ano, ao invés de prometer é melhor agradecer. Por isso quero (?) tão somente agradecer.
Quero agradecer a Deus por me perdoar as promessas que Lhe fiz e não cumpri.
Aos meus filhos, pelas mais simples promessas não cumpridas como as mais complexas. Principalmente as de minha presença mais constante e, na realidade, foram ausências nunca antes contabilizadas.
Quero agradecer ainda a minha companheira que, mesmo depois que descumpri várias promessas empenhadas, ainda está ao meu lado para juntos caminharmos neste novo ano.
Agradeço ainda a meus patrões e clientes que acreditaram no meu potencial e tivemos vários projetos concluídos com sucesso.
Ainda há gratidão por meus amigos, aqueles de muitos anos de amizade e outros que conquistei durante este ano.
É, melhor do que prometer só me vale agradecer. Tenho muito que agradecer neste ano e a muitos. Seria uma lista infindável. Ninguém caminha só.
A vocês que lêem meus artigos, crônicas e poemas, quero “quebrar” minha promessa registrada acima neste artigo de não prometer nada e prometer somente duas coisas:
Me esforçarei para ser melhor profissional – pai – filho – marido e amigo, desejando que o amor divino possa abençoar a todos e que 2009 seja repleto de realizações, saúde e paz.
Prometo ainda ser, inquestionavelmente, um cumpridor de promessas!
.

Noite Fria, Coração Aquecido… - por Marcello Amorim

Esta noite está muito fria, é quinta-feira, olho pela janela e percebo a cidade silenciosa, escura, coberta de uma névoa, ninguém passando em suas ruas… Aliás, raramente alguém passa à noite por estas ruas próximas a minha casa, pelo menos caminhando. Sei que amanhã, talvez, verei as ruas movimentadas. Todos em busca de sol.
Diante da janela volto o olhar para a cama, meus olhos acabam por perderem-se na beleza da minha amada sob o edredom, dormindo mergulhada em sonhos da noite, que logo pela manhã me serão revelados por ocasião do café da manhã…
Pela força do hábito, passo a me interrogar se isso é felicidade. Está ali, na janela do quarto, procurando encontrar-se com o sono e se ver numa encruzilhada de pensamentos sobre o que é ser feliz. Fico a pensar: Porque a teimosia da alma em buscar a felicidade? Ah, deve ser para expô-la aos filhos como receita de objetivos da vida. Ou talvez como argumento pessoal de auto-sustentação emocional. Sei lá, só sei que esses fatos se repetem vez por outra…
Tento recolher-me – afinal minha cama está quente, minha outra metade está lá… Volto pra cama relutando, em protesto e na tentativa de dormir, voltam-se os pensamentos, rondando-me como que querendo me arrastar para um turbilhão de dúvidas e incertezas. E insistem.
Fecho os olhos, faço uma prece, repentinamente sinto, deslizando lentamente sobre minha face, lágrimas acompanhadas de um sentimento tão nobre e impossível de tê-lo espontaneamente. Levanto-me rápido, vou ao quarto ao lado e vejo minha filha Milena embrulhada sob os lençóis como um lindo presente do Alto.
Novamente no meu quarto, agora convencido que sou feliz, beijo suavemente minha companheira e agradeço aquele frio que faz lá fora, mas que não consegue congelar meu coração.
É, faz frio de doer, mas sinto o coração aquecido. É ELA, a FELICIDADE em pessoa…
.

A Vida Continua… - por Pryscilla Mattos

Já repararam como as pessoas andam sendo nojentamente espertas desde cedo? Quase não existem mais pessoas ingênuas, quase não existe mais respeito entre as pessoas, quase não existe mais conquista e tempo pras coisas acontecerem, quase não existe mais tanta coisa boa, que acho que eu me perderia escrevendo todas elas. As meninas andam cada dia mais promíscuas, mais nojentas, mais “putinhas de rua”, como diz o meu irmão, e isso me irrita, sei lá, fico com vontade de bater em certas garotas. O mais estranho é que está havendo uma inversão de valores, a maioria dos garotos que eu conheço gostaria de namorar e se aquietar, mas as meninas não querem nada sério. É tão estranho não existir mais romantismo e coisas bonitas, e me irrita saber que, onde ainda existe, as pessoas não dão valor, principalmente as meninas.
Não sei se eu sou lerda, ingênua, idiota, tapada ou o que quer que seja, mas prefiro ser uma dessas coisas (ou essas todas... hahahah) do que me vulgarizar a ponto de fazer algo que possa me colocar em risco, de qualquer forma que seja. Eu não acho bom, eu não acho bonito, eu não acho legal, eu só acho que o mundo está virando uma grande palhaçada e não aguento mais viver por aqui!Me chamam de avó, de retrógrada, de maluca, mas eu sei lá, cansei de tentar ser mais moderna. Sabe aquela propaganda do “sou assim e sou feliz”? Então, é meu lema a partir de agora.
Antes assim e bem, do que moderna e perdida.

Enfim… A Vida Continua.

E ai de quem fizer gracinhas do tipo “ela não bebe, não fuma e não fode”. Humpf, odeio essa brincadeira. ò.ó

blah
fui.
.

O Retorno da Guerreira - por Raquel Aiuendi

Retornei lá da minha aldeia
Mais forte que chuva de areia
Pensando que estava ausente
Atacou-me tão covardemente.

Na minha aldeia, lugar tão lindo
Revi todos os meus amigos,
Parentes: nação de índia e índio
Por isso desejo paz contigo.

Isso mesmo, estou é muito zen
Não quero briga, quero bem
E agora é pegar ou largar
A oportunidade: reconciliar.

Aproveitou da minha viagem
Pra fazer seu merchandising
Angariar a simpatia dos poetas
Mexendo com quem tá quieta.

Podia me armar de arco e flecha
Podia brigar com bodoque e borduna
Ana, seu ataque não para, nem cessa
Peço: vê se não mais me importuna.


Resposta a “Antes Ela do que Eu!”, de Ana.
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Dodgson - por Kbçapoeta

Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll (Charles Lutwidge Dodgson)


“Lebres e cortesias
Pegue seu cogumelo para mim
Dai-me a chave dourada
Da pequena porta que leva ao jardim
Deite na palha fofa
Alice
que maravilha de país”
.
.
.
E você? Que livro você achou uma maravilha?
.