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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Haikai - por Alba Vieira

Santo de casa
E o milagre não sai…
Busca na rua!

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Haikai - por Alba Vieira

Dúvida cruel
Nada a acrescentar
Só atitude

.

Haikai - por Alba Vieira

Boneca que foi
Como tudo na vida
Sempre vai voltar

.

Despedida - por Alba Vieira

Se um dia chegaste
E ficaste para sempre…
Como haver despedida
Pra quem mora dentro da gente?

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Me Beije - por Passa-Tempo

Me beije;
Me beije com seus lábios suaves,
E venha me aquecer nesta noite fria,
Pois estou sedento de você;
Venha me aquecer com seu calor,
Me queimar com esse ardor,
Me inundar com seu amor.
Me faça te querer desesperadamente pela última vez,
E suar novamente como você já fez;
Me faça te amar;
Mas não se queixe,
Apenas me beije.

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Tragédia - por Alba Vieira

Barranco cedeu
Barraco desmoronou
Criança morreu

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Emoção - por Jorge Queiroz da Silva

Foi tamanha a emoção que experimentei ao ler o que me escreveu, que lhe asseguro que, se estivesse de meias, estariam agora encharcadas porque as lágrimas escorreram até os meus pés.

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Contacto - por Léo...

Esplêndido estado falso
Afago meigo:
Macio, leve, suave - Estouvado senso
Deslizando a extensão das costas (a espinha esfria, vomita)
Os dedos embotados, Tesos
Buscam tanger o inabordável tempo
Pérfido elo
Engana que liga-me a Adágios paralelos
Enquanto esparsa verdades gastas
Inúteis, Saudosas
Percebo

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Haikai - por Alba Vieira

Sempre da lua
Emoção transbordante
Amor pra você

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Engano dos Sentidos - por Geise Meireles

Sou Alana, literariamente uma personagem. Não me julgue pelas facilidades que encontrei, sou apenas a filha de um médico muito famoso e de uma jornalista respeitada, isso explica o meu burguesamento.
Tenho mania de sonhar, não aqueles sonhos normais que todo mundo sonha. Rotularam ao “sonho” o fato de dormir e a “objetivos” o que se quer da vida. Ouso fundir esses dois conceitos, porque não sou feita da massa da maioria e muito menos sigo uma linha de pensamento. A propósito qual o seu sonho?
Às vezes, perco a noção do que é falso e do que é verdadeiro e quando percebo que me inundei em algo desconhecido tento me convencer que o “script” do meu cérebro é só uma ilusão otimista, mas não adianta. Me orgulho de ser utópico, disse o meu cérebro, não vou discutir até porque utopia pode não ser ilusão.
Tenho a impressão de que nada é verdadeiro ou exato, tudo é relativo, Einstein que o diga. As ilusões de ótica estão aí para defender a minha teoria. Ah! Como é bom desafiar os sentidos! Como é bom ser ímpar, incomum! Não invejo aqueles que apodrecem no sofá assistindo programas inúteis, também não invejo aqueles que estudam dia e madrugada, sem contar o dia e noite. Porque? Não sei te dizer, apenas não invejo, creio que cada um busca um meio de fugir dos seus pensamentos, ocupando-os com imagens ou letras.
No entanto, confesso que sonho demais, mas isso não é quesito para me julgar otimista, tenho sonhos realistas também, ora! Apenas me conformo que eu engano os sentidos. E se você me perguntar o que é ilusão eu diria que ela anda colada com o sonho a fim de não ser mais envolvida pela sua insignificância.




Olá a todos!
Eu sou a Geise e essa é uma personagem do livro
que aventureiramente estou escrevendo.
Se quiserem saber mais da história de Alana é só acessar o meu blog
Obrigada!
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Deus - por Raquel Aiuendi

Criados fomos pela Lógica, pelo poder criador da Lógica: não há vida sem Lógica. Deus é, em si, Lógica, absoluto é, vácuo de onde tudo provém, pra onde tudo vai (provém e pravai). Deus acima de toda ciência e da própria criação é Lógica.
Processo trinitário divino: essência Amor, Lógica, Equilíbrio que parte da interrelação (despojamento de três Pessoas em relação a seus próprios ‘egos’ para uma única Verdade=Vida).
Deus nos faz sua moradia à medida que o Amor se faz a verdade irrevogável de nossa existência, a identidade referida como o humano imagem de Deus é o Amor. Sem amor nada seria, só o equilíbrio pode sustentar existências. Sem amor o sentido da vida inexiste, pois o equilíbrio é que é capaz de manter forças “opostas”, diversas, em nulidade necessária para a coexistência. Onde forças se encontram, ali mesmo se somam e anulam originando a força absoluta do equilíbrio (Amor, Deus, Lógica).
Minha criança sempre questionou desde o catecismo (5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 anos) a incoerência de Deus-libertador=Deus-punidor (mau). Deus não pune, o uso indevido por corrupção da compreensão do livre-arbítrio é que pune o ser humano, pune-se ao corromper a lógica, ao sair de seu funcionamento. Neste momento tornam-se peças soltas e fracas e, ao invés de comporem o equilíbrio, a harmonia passam a compor um mecanismo que origina o Mal (o mal funcionamento a partir de peças corrompidas). Quando segue um modelo corrompido, a deteriorização é o legado o qual se impõe. É quando a criação chora em seu âmago e volta-se para Deus, o Criador, o Equilíbrio, a Lógica: o Amor.
O Bem não é bem da passionalidade piegas e sim o Bem compõe uma parte do equilíbrio da criação. Foi o Equilíbrio que não poupou Jesus do Calvário, foi exato o Amor que proporcinou-lhe o “sofrer” pelo viver posterior a partir do que estaria restaurado, reestabelecido: o Verbo, a Aliança, o próprio Amor, através da auto-superação.
Tudo que se refere a Deus atende a uma possibilidade de todo e fragmentação, no entanto, a criação não se faz sustentável na desfragmentação do todo. Pai, Filho, Espírito Santo são um todo que num dado momento se apresenta fragmentado também (três pessoas), mas uma vez desfragmentado deixa de compor o todo imagem de Deus, o todo-Amor e passa a ser o desvario e loucura, incompreensível a si mesmo. Claro, isso hipoteticamente falando, só, e somente, se tal desfragmentação fosse possível.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Haikai - por Kbçapoeta

O lobo entrou
No teatro mágico
Domou o lobo



Dedicado à obra “O Lobo da Estepe”, de Hermann Hesse.
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Alternativa - por Kbçapoeta

Antes de mais nada gostaria de explicar:
Não há certo ou errado!
Tudo não passa de um mosaico
com imagens mil.
A razão me cobra coerência.
Mas logo hoje em que o juízo abre falência?
Nunca mais serei sensato,
acordar cedo bater o ponto no escritório.
Tolices
Agora eu quero é o nada.
ser como um galho seco que flutua em um rio caudaloso,
sem destino mas com o seu fim certo:
Apodrecer.
Assim é a vida
E até que me prove o contrário…




Abraço a todos do “Duelos”
.

Sigo o Destino - por Kbçapoeta

Sinto como se estivesse
Em estado de coma
E, tua voz a sussurrar.
vejo tuas mãos sobre a mesa,
Comparada com as minhas
Parecem tão pequenas,
Aí me pergunto:
como meu destino,
cabe em sua mão?
vejo que tudo se resolve,
pois é só um pequeno problema;
se meu mundo parece sujo
basta lavar as suas mãos…

.

Se - por Kbçapoeta

Se por um momento nosso olhar se cruzasse
Se por acaso a vida fosse só alegria
Se uma vez na vida fosse o vencedor
Se a vitória de um não fosse a derrota do outro
Se falar a verdade não ferisse ninguém
Se contar uma mentira não deixasse você magoada
Se andar nu pela rua não fosse atentado ao pudor
Se fumar ópio ao sol do meio dia não fosse crime
Se pudesse beber absinto com cicuta
Se não sofresse com a desgraça alheia
Se você tivesse me dito sim
Se você não me dissesse não
Se meu caminho fosse igual ao seu
Se você me amasse
Se não fosse poeta
Se eu fosse quem sabe, feliz

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Quero Ser Grande - por Thiago Benício

[...]
Eram exatas dez horas, eu em meu canto de sempre – meu quarto – a pensar sobre as coisas que costumo pensar, na maioria coisas fúteis e sem sentido – sonhava em ser super-herói, mas não naquele dia. Ante as noites que passava sem noção de como poderia ser meu futuro, hoje penso que ainda não tenho idéia alguma sobre os rumos que deverei tomar em minha singela vida. A janela do quarto mostrava uma paisagem diferente naquele dia, não parecia mais ser como antes.
O tornar-se adulto era uma coisa bastante complicada para que minha cabeça jovem pudesse assimilar, aliás, ainda acho que está se formando uma mentalidade fixa somente agora. Os carros que passavam pela rua de baixo pareciam sem graça, sem atrativo para que ficasse olhando; estava tudo mudado. Via as crianças de lá como crianças que eram, não como colegas que me pareciam há tempos antes. Enfim, tomei o curso de ir ao banho, como era costumeiro, e ao olhar-me num espelho, notei em minha face coisas esquisitas, vermelhas e que até doíam se nelas tocasse. Estranho fiquei, mas pensei que fosse coisas de mosquito.
No banho, notei que alcançava até o suporte de xampu sem precisar ficar nas pontas dos dedos, achei muito bom, pois não mais escorregaria pulando feito louco para poder lavar a cabeça. Após tudo aquilo, decidi ir jantar, e mais alguma coisa estranha fui notar, minha voz. Estava doente, só poderia, voz rouca sem gritar, cara com pintas vermelhas e um caroço na garganta, que diziam ser “pomo-de-adão” e eu, sem saber, ficava desesperado.
Como costumeiro, após jantar fui pro sofá, acompanhado de meu pai, assistindo ao filme após a novela das oito, acabei pegando no sono, na hora de ir pra cama, meu pai já não me carregou até meu quarto, teve de me chamar – “Acorda, filho, vai pra cama.” – O sono queria me derrubar, subi as escadas sem entender, afinal toda noite meu pai me levava pro sono maior.
Era meia-noite, a janela ainda aberta, acabei despertando e fui dar uma olhada em meus cadernos, que já não tinham mais os carimbos da tia Débora, tampouco os recadinhos da tia Jô. Foi então que percebi, não era mais criança, tinha que começar a caminhar por mim mesmo.
Fechei a janela, deitei-me sobre minha cama sem desenhos; dormi pra acordar pra um outro dia cheio de descobrimentos, afinal, era quase-adulto e esperava por um futuro inconseqüente.
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A Dinastia das Tias - por Jorge Queiroz da Silva

Eu confesso que a vida segue dinastias, mas a principal delas, é por certo, a das “Tias”.
Fico admirado de, somente agora, eu prestar atenção a um detalhe que sempre foi predominante em minha vida.
Eu não conseguia, até hoje, fazer qualquer afirmação a respeito deste assunto, talvez até pelo fato de não ter sido em vida contemplado com uma tia, pois os irmãos de minha mãe eram todos homens.
Dessa forma, só me forneceram “tias postiças”, ou seja, na realidade, como se diz no contrabando, “tias do Paraguai”.
Ainda pelo motivo de residir no Rio de Janeiro, eu não pude conhecer a família oriunda de meu pai que, por certo, me contemplaria com seis maravilhosas “tias”.
Pelo fato de nunca ter viajado para o Recife, não cheguei a conhecer nenhuma delas, porque meu pai faleceu prematuramente, aqui no Rio de Janeiro.
Assim sendo, só me resta citar a relação carinhosa que mantive, ao longo da minha vida, com as tias de minha mãe e com as tias de contrabando e, por fim, também com as tias de aluguel que, pela minha observação, são aquelas que andam buscando crianças bonitas e engraçadinhas que as chamem de “tias” para o orgulho da sua alta estima.
Daqui para a frente, vou rebuscar no fundo das minhas lembranças o que pude observar em relação às tias, que me autorizaram a titular o assunto com o gracioso título de “A Dinastia das Tias”.

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Tia Emília - por Jorge Queiroz da Silva

E vem aí, então, a primeira tia: “a tia Emília”. Não pensem vocês ser ela a mesma daquele programa infantil, do “Sítio do Pica Pau Amarelo”. Ela era, com certeza, a figura da tia que mais me impressionou. Era tia de minha mãe, alta, esguia, sisuda, só vestia roupas pretas e com bordados em branco. Era uma viúva convicta, sempre de salto alto, sempre de chapéu e usava um véu no rosto, a perfeita dama antiga. Eu, ainda criança, ficava muito impressionado quando a minha mãe anunciava sua chegada. Eu, então, dava uma corrida até a porta e ainda tinha tempo de observá-la, toda cheia de pose, descendo do carro de aluguel que a trazia sempre que nos visitava. O clima da minha casa mudava, minha mãe me avisava:
- Olha lá, meu filho, não fale demais para não dizer muita coisa que ela possa ficar nervosa ou preocupada, ela é pessoa muito exigente, ela foi casada com meu tio Júlio, irmão do teu avô, que era um diplomata, que viveu no exterior, na embaixada brasileira na França. Ele foi o responsável pelo meu nome de batismo, “Hermance”, um nome de origem francesa.
E eu, então, muito comportado, pedia a sua benção e ficava de olho nela, observando ela retirar das mãos a luva de couro preta, pendurar a sombrinha no porta-chapéus, levantar o véu do rosto e me observar, dizendo:
- Ô, “Mancinha”, como este menino esta “magrinho”!
E olhando para mim dizia:
- Deixe-me ver as suas mãos.
E berrava com uma voz rouca:
- Que unhas sujas menino, vá lavar estas mãos! Se não, eu não te dou as balas que trouxe para você.
Eu já sabia o que ocorreria em seguida. Minha mãe me chamava e me dizia:
- Vai correndo até a padaria e traga um daqueles pães doces grandes e bonitos para eu servir um lanche para ela. Traga, também, duzentos gramas de queijo minas e um pacote de manteiga.
Lá ia eu, então, para trazer, feliz, as coisas que iriam compor o nosso lanche.
E, assim, durante todo o tempo em que ela lá estava, eu a admirava e observava sua postura, sua colocação de voz, seu jeito de sentar.
Era o tipo da mulher chique e vaidosa, a verdadeira emergente da elite social que ali se fazia presente e que, depois de conversar e saber de minha mãe, as novidades, abria a sua bolsa e me dava uma nota de dez mil réis, dizendo que era para eu comprar o que quisesse. Dito isso, pedia que eu fosse à esquina parar um carro de aluguel para que fosse embora. Antes de sair repetia sempre a mesma frase:
- Fique sempre assim, menino, muito bonzinho, para ser um grande homem!

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Ruanda - por Rosa Cancian

“Parecido com Gaza
Aconteceu em Ruanda
Tempos recentes
Genocídio indecente.

Olhos vendados
Braços cruzados
Ações travadas
Ruandeses acabados.

Falta comida
Imprensa tímida (intimidada?)
ONU ‘omitida’
Nação destruída.”



Inspirado em “Em Gaza ou Alhures”, de Alba Vieira.
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Solidão - por Rosa Cancian

“Tomando café sozinho
ou chopp acompanhado,
estudando ou
estourando no supermercado
correndo da polícia
ou de zoeira suado…
É!!!!!!! Não tem jeito
às vezes a dor
é a única companheira
em noites de lua ou trovão
dormindo ao lado de alguém
ou não.”

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