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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




domingo, 18 de janeiro de 2009

Tenho Sede, Tenho Fome - por Poty

Tenho sede,
Tenho fome…
Sofro com um Lobisomem
Tenho sede,
Tenho fome…
Sofro sendo um Homem.
Tenho sede,
Tenho fome…
Sou olhado por gente banal
Tenho sede,
Tenho fome…
Rasgam-me feito Canibal
Tenho sede,
Tenho fome…
Recebo apenas restos mortais!
Tenho sede,
Tenho fome…
Espero por pessoas legais!
Tenho sede,
Tenho fome…
Aqui nesta terra de desumanos!
Tenho sede,
Tenho fome…
Eles me dão retalhos de pano
Tenho sede,
Tenho fome…
Vêem-me como um desengano!
Tenho sede,
Tenho fome…
Sou para eles um engano
Tenho sede,
Tenho fome…
Não querem que eu seja humano.
Tenho sede,
Tenho fome…
Olham-me como um indigente
Tenho sede,
Tenho fome…
Apenas peço como gente.
Tenho sede,
Tenho fome…
Ofereceram-me os dejetos
Tenho sede,
Tenho fome…
Deram-me os restos
Tenho sede,
Tenho fome…
Não quero rejeitos.
Tenho sede,
Tenho fome…
Tomo água do esgoto feito um porco.
Tenho sede,
Tenho fome…
Como feito um bicho da lata do lixo.
Tenho sede,
Tenho fome…
Tomo água do riacho
Poluída feita o diacho.
Tenho sede,
Tenho fome…
Que alegria! Vieram alguns e me deram água bem servida e comida.

.

Pequeno Pardal (Piaf) - por Poty

Entre seu mundo de sofrimento…
Criada em prostíbulos,
Circo,
Bares
E na rua cantando (para comer cantava)
Foi descoberta para o sucesso.

Presa em seus tormentos que a fizeram crescer com idas e vindas.
Voltava ao seu mundo de criança,
De sofrimento,
De bebidas constantes,
Mas foi encontrada para seu dom natural…
Uma eterna guerra dentro de si!
… Amigos de ruas (cafetão), bebida e os que encontram para o mundo da música e do sucesso.

Continuava assim o pequeno pardal,
Entre o vôo livre e a prisão de sua vida que a consumia em tragédias,
Mas um eterno pardal com asas a voar por causa do amor!
Foi o que a sustentou!

“Não, absolutamente nada” fica aqui marcada esta frase de uma letra da música em seus últimos momentos, que dizia ser a marca de sua própria vida.

Ela esbanjou amor com intensidade,
Viveu cada momento como se fosse o último,
Enfim, tudo foi intenso com Ela!

Viva Piaf, o Pequeno Pardal!

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Haikai - por Alba Vieira

Gente que sonha
Sem logo realizar
Morre na praia

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Enigma - por Poty

Imagino tanto que escrevo.
Viajo tanto que fico a voar.
Desejo tanto que estou sensível.
Amo até demais!
Observo tanto que nem sinto que estou sendo observado.
Penso demais que às vezes nem me dou conta.
Namoro tanto que nem percebo que passou o tempo.
Danço muito que não vejo a hora passar… Vou até o dia raiar!
Gosto muito de bater papo e nem tenho vontade de sair da roda.
Debato, discuto sem cansar… Incito o conflito porque dele seremos reais, daí surgem pensamentos desleais… Cai por terra a hipocrisia.
Falarei do virtual porque são necessidades fatais e escondem a coragem de fazer de fato.
Fico em silêncio às vezes para poder revitalizar as minhas energias, mas também por não querer falar, apenas calar!
Tento inutilmente - mas com a utilidade que um mortal sabe que tem - viver de um jeito sem querer (querendo) que os outros não querem.
Somos o próprio enigma!

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Serena - por Poty

Sorriso deslumbrante!
Serena que a alma invade e oxigena a mente…
Fica-se a observar,
Faz-se a gente amar!

Teu semblante é de amenizar
E fazer calar um pensador errante.

Corpo de leoa,
Mas sensível além de nossa imaginação.

Vem conquistando com sua boca vermelha
Que delineia o ar de sua alma
E faz acalmar o que fervilha neste imenso vulcão!

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Haikai - por Alba Vieira

Barata feia,
Cascuda e nojenta:
Sai! Vou te matar!

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O Nu - por Poty

Qual a diferença entre o nu artístico e um outro qualquer?!
Nenhuma!
Mas provoca reações…
Sejam elas hipócritas
Sejam de observações
Sejam de desejos,
Mas são comuns!

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Todo Nu é Nu! - por Poty

A diferença está nas curvas,
No corpo
E na mente também…
Seja ele deitado,
Sentado,
Agachado,
De perfil,
De costas,
De frente,
De pernas abertas,
Entrelaçados…
Uns dizem que tem o nu artístico,
Outros dizem que tem o depravado,
Mas digo, todos são nus que estimulam a mente reagir…
Seja artístico,
Depravado,
Através de desenho,
Numa foto,
No teatro,
No cinema,
Seja onde for faz a química ferver dentro de nós.

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O Predador - por Tércio Sthal

Ao encontrar um carneiro, um lobo diz:
- Dele vou comer a carne para matar a minha fome, a carne é alimento, a carne é pão da vida; vou beber dele o sangue para fortalecer o meu sangue, sangue é forte, é como o bom vinho, é melhor do que água para matar a minha sede. Mas o que fazer com a lã? Vou jogá-la fora, não me serve para nada.

Outro lobo porém, ao ver a lã do carneiro jogada, sentenciou:
- Vou usar esta lã sobre os meus pelos para enganar os carneiros e atacá-los um a um. Não correrei nenhum perigo, os lobos me conhecerão pela minha pose e pela minha voz, os lobos sempre saberão que sou um deles. E se forem tão espertos quanto eu, em breve estarão usando lã também. E então, eu serei considerado o mais esperto, o mais inteligente, o maior, o grande líder de toda a alcatéia, afinal eu sou o estrategista, o verdadeiro predador.


Moral da Estória:
O lobo sempre é lobo. Aparentemente, por algum tempo, pode até perder a pose mas não o pelo.

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Haikai - por Alba Vieira

Estou com fome
Não tenho o que comer
O azar é meu

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Deus... Onde Está? - por Raquel Aiuendi

O céu é aqui, se Deus está no céu, está aqui também.

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Crescimento - por Raquel Aiuendi

A gente quando criança aprende a amar quem nos oprime e violenta; a beijar hipócritas e omissos e a adorar o covarde e egoísta. Crescemos e descobrimos como acontecem de fato as coisas e quem é quem. Conseguimos um dia odiar o opressor, desprezar hipócritas e nos sobra o covarde.

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Promessa - por Alba Vieira

Minha lua cheia
Quase sempre tarda,
Mas nunca falha…

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Os Estágios - por Tércio Sthal

Na prenhez, o náufrago a naufragar no pântano.
Adiante, o navegante a navegar em terra seca.
Depois, o gozo planando em seu revoar rumo aos céus.

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Relatividade - por Alba Vieira

Quanto mais me distancio
Melhor eu posso enxergar
As pessoas como são
E até me admirar.

Se de perto o que vejo
É uma enorme confusão,
Se me afasto é uma dança
Com equilíbrio e vibração.

Há momentos, nesta vida,
Em que é melhor procurar
Sair fora, dar um tempo,
E só então se mostrar.

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Resposta - por Passa-Tempo

Sem palavras pra descrever o que sinto no momento,
E a lágrima que desce em meu rosto com saudade de você,
faz um singelo pedido ao vento,
Ela pede que ele nos traga de volta bons momentos,
e a alegria de um dia novamente poder te chamar de Tia,
não a Tia da escola ou Tia da cantina, não apenas a Tia que a gente ama,
mas que seja humildemente,
A Minha Tia Ana!!
^^
Saudades!!!


Resposta a “Há um Biscoito que Eu Adoro...”, de Ana.
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sábado, 17 de janeiro de 2009

OÔ - Léo...

Sem
Tindo
Vento s
Em
AL (u) GO –
ME
do
Chão
Vão
Caio
NE
m E
Ralo
Ferro
Abaixo

.

Ímpar - por Casé Uchôa

É sem igual a moça que anuncio
Só se compara à lua cheia, plena
Que resplandece lá no céu, serena
E enche de luz o meu olhar vazio

Amiga dessa e, sei, de outras vidas
Conheço o seu olhar de outras eras
De outros mundos, de outras esferas
Sorriso que curou-me outras feridas

É doce a voz dessa mulher, candura
Que sabe ser feliz, mulher poeta
Sutil e ao mesmo tempo tão concreta
Criança e ao mesmo tempo tão madura

É ímpar a mulher que anuncio
É ímpar a mulher
É ímpar

.

Abandono - por vestivermelho

Doendo a alma nua
Abandonada…
Na estrada sem eira nem beira
Bela e encantadora
Para os dias tristes
Uma roseira como consolo
Nas rosas se inspira
Nas labaredas da fogueira
Aquece o coração de esperança
No novo dia segue a estrada
Sacode a saia
Sorri e segue a caminhada

.

A Sonhadora - por Adir Vieira

Olhou-se no espelho com aquela habitual benevolência de quem sempre vê o melhor. Não aceita e não admite o fato de não ser linda. Em sua fértil imaginação, os homens, sem exceção, a desejam como parceira.
Antes de sair - o que se dá todos os dias no cair da tarde - experimenta vários trajes e pinta olhos, sobrancelhas e boca, com o esmero de quem tem certeza de que vai atrair olhares e causar inveja. Frente ao espelho, mexe-se e remexe-se de forma a captar seus melhores ângulos. Ensaia sorrisos e modos de olhar para o mendigo, para o padeiro, para a senhora que vende açaí e, repetidamente, vive, na memória, as frases que dirá em resposta aos comentários elogiosos que, segundo acredita, receberá. É e foi assim sempre.
Viveu sua alegria crendo ser a mais formosa das mulheres.
Hoje, o verão escaldante fez com que escolhesse shorts e uma camiseta cavada; afinal, suas pernas torneadas eram tudo de bom. E, assim, foi ela vestida.
Na esquina, um grupo de adolescentes conversavam e riam.
Quando passou, um deles, mais atrevido, em resposta ao seu sorriso de poderosa, fez o seguinte comentário:
– “Ô tia, na fila da ‘celulite’ você entrou quantas vezes?”
A princípio não soube o que responder, quis atinar que não era para ela, mas a primeira coisa que fez, ao voltar para casa, foi se olhar no espelho, apreensiva.
O susto e a decepção fizeram cair o véu da sua verdade que há muito lhe cobria os olhos e mostrou-lhe que o tempo havia passado sem que ela percebesse…

.