domingo, 31 de maio de 2009

Charada I - por Ana

Às vezes tardo, mas não falho.
Caminho devagar e sempre.
Sigo estradas determinadas,
Sorrio dos que não me veem.

Não conheço liberdade,
Mas trago libertação,
Sou odiada e temida,
Muitas vezes uma opção.

Dependendo da pessoa,
Sou algo que se deseja,
Amada, amiga íntima,
Por mais difícil que seja.

Posso ser abominável,
Estranha, ignorada,
Trazer momentos de dor,
Definir o fim da estrada.

Pra outros não sou escolha,
Eles já nascem comigo,
Acompanho todo o tempo...
Sou dádiva em vez de castigo.

Querida ou detestada,
Inata ou opcional...
Respondam, nos comentários,
Quem ou o que sou eu, afinal?
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