Depois de se perder, fragmentar
Não se achar
Desiludir da unidade esquecida
substituída
Remendos impossíveis
Transformar em outra coisa;
ainda que indesejada
sucumbir...
Morrer dentro de si mesmo,
insepulto
Engolir o insulto
Procurar-se nos resíduos
sem saber mais o que são
(ou o que foram)
Contemplar dilacerado as cinzas
os coringas
Braços abertos, mangas expostas,
respostas
A transparência invadindo
o que éramos sumindo
Ainda vivos
sem voz audível
Dados como mortos
num enterro impossível.
[Adhemar - Santo André, 13/08/2014]
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quinta-feira, 22 de junho de 2017
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Surrealismo
Aquele diz que molhou a mão do presidente
Este, em defesa, diz que o outro é ladrão
Portanto, eu acho que nenhum deles mente
Por isso, fica claro que ambos têm razão.
Pois a canalhice na política impera
E, ao longo da República assim tem sido
Aquele que roubou pouco, morreu, já era!
O Brasil hoje: valhacouto de bandido.
E temos, Temer versus Joesley Batista
Os quais a pouco tempo tinham confraria
Que roubavam nosso erário sem dar na vista.
Agora na mira da justa, quem diria!
Parece até coisa de comuna fascista!
Fora da vida real, uma fantasia!
sábado, 17 de junho de 2017
It's the quiet before the madness
Não seria a loucura um chamado?
Sobre a cama, mergulhado no sol da manhã.
Particulas de poeira, incontroláveis,
flutuando sobre a minha cabeça.
Talvez o desencontro entre as palvras e as coisas,
quando não sabemos quem chamar de quê.
Antes do movimento, o raciocínio em si,
A lembrança de um toque no seu nariz,
De uma lingua no meu lábio inferior.
E toda o desorganização resultante.
Mais do que a ação impetuosa,
O chamado...
De me precipitar no abismo
Dos seus negros olhos.
O silêncio anterior à loucura não seria
Já o próprio desatino?
poesiaincidente.blogspot.com
Sobre a cama, mergulhado no sol da manhã.
Particulas de poeira, incontroláveis,
flutuando sobre a minha cabeça.
Talvez o desencontro entre as palvras e as coisas,
quando não sabemos quem chamar de quê.
Antes do movimento, o raciocínio em si,
A lembrança de um toque no seu nariz,
De uma lingua no meu lábio inferior.
E toda o desorganização resultante.
Mais do que a ação impetuosa,
O chamado...
De me precipitar no abismo
Dos seus negros olhos.
O silêncio anterior à loucura não seria
Já o próprio desatino?
poesiaincidente.blogspot.com
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Lembrança furta-cor - por - Kbçapoeta
Conheço diversas cores
Brilhantes e opacas.
Cores amarelas com calor de vermelhas.
Cinzas com gosto de laranjas,
Brancas com cheiro de rosas.
Nesse dia diorama
Sorvi do cálice,
Calado,
O gosto imagético pigmentado.
Desde então
Desconheço
O roxo escuro do olhar.
O breu do esquecimento
Tirou-me a íris da memória.
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