Levo os meus dias de poeta me repetindo,
me procurando,
me perdendo nesse desencontro de nós mesmos.
Até que me assusto ante um espelho
e esse velho com ar de menino
me espiando,
meio sorrindo,
vagamente conhecido
desembestando.
Levo os meus dias de poeta me achando,
pedaço por pedaço,
me torturando nessa lida,
no cansaço,
me produzindo e blasfemando.
Até que me encontro por inteiro,
ex-despedaçado,
catado e recolado
num enorme devaneio.
Levo os meus dias de poeta jogando,
apostando,
uma mão imprecisa, imperfeita,
perdendo e blefando;
me construindo e maldizendo
esse destino feito de rimas,
ou nem tanto,
de papel e muita tinta,
muito tema
sem parada e sem descanso!
[Adhemar - 01/02/2009]
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sábado, 21 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
VOCÊ NÃO SABE?- por-Kbçapoeta
Os poetas têm poder
De encontrar na confusão uma razão.
Não é novidade
Quando sentem-se só na multidão
E estando insulado
Ficar povoado o coração.
Como colcha de retalhos
Cerzidos, remendados
Os seus versos falarão.
Amores do passado
No futuro aguardado
No presente: solidão.
Os minutos incontáveis
Dias variáveis
Na poesia estarão.
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