domingo, 30 de janeiro de 2011

Morte Absoluta - por Marília Abduani

Quem me dirá quando eu, tonta,
me apodrecer nesse espanto:
- A tristeza foi seu guia
em cada meia-noite em ponto.

Quem me dirá quando eu, muda,
absurda e morta de sono:
- Esta, só foi calmaria
e só recebeu abandono.

Quem me olhará com ternura,
paciente e morto de medo:
- Esta, não teve nem face
foi uma sombra sem segredo.

Quem lembrará, certo dia,
com agonia e com aflição:
- Esta, não viveu a vida
foi pura desilusão.

Quem pensará com saudade,
piedade ou seja o que for:
- Esta, não teve um espelho,
foi apenas retrato sem cor.
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Visitem Marília Abduani..............
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