sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Tema do Mês de Dezembro: A Morte

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Caríssimos amigos:
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Hoje foram postados os textos referentes ao tema do mês de dezembro: “A Morte”,
sugerido por Leo Santos e vencedor da enquete de novembro.
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Participantes:
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Aaron Caronte Badiz
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Ana
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Dália Negra
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DEP
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Lélia
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Penélope Charmosa
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Muito obrigado a todos que colaboraram com esta “blogagem coletiva”!
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Um grande abraço!
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10 comentários:

  1. Olá, Shintoni! O prazo é dia 31? Pode confirmar a minha participação. Obrigado, um grande abraço. Paz e bem.

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  2. **Prioridade**

    Ao norte da vida
    Na linha que finda as horas
    Já não haverão auroras
    Nem a glória de existir.
    Só o sul atrás de si
    Contando a história
    Que de olhos fechados se ignora
    Dias tristes, se foi feliz...
    No horizonte,
    Uma única certeza :
    A morte.

    A sorte não faz destino
    É um desatino viver assim
    Levado pelo vento das horas
    Como folha seca pelo jardim.

    E se a foice da noite nos espera
    Que sejam as horas mais belas
    Desse entardecer, o agora.

    Destruamos as bússolas!
    Não marquemos as horas!
    Não olhemos para o fim!

    Encantemo-nos com as estrelas
    Com as flores do jardim...

    Quem vive encantado, não morre
    Quem deixa felicidade, não tem fim.

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  3. 'sublimação'

    por enquanto sem rumo
    vou ficando: um cupim sem asa
    iças fenecidas (menos uma cópula)

    tudo pede um pouco de razão
    exige parte que você pode não ter
    quiçá não ser

    por isso o cancro dos caules
    por isso a pétala que cai
    sem causar dor

    por isso meus olhos novos
    anseiam luz na morte de tudo
    durmo e acordo, esfarelo sonhos

    no ônibus o que preciso é comum
    só a necessidade nos faz irmãos
    compartilho a flor que não gritou

    o dia passando nem parece enxergar
    a mão inteira que busca um pouso
    a boca oferecida esperando gosto

    por isso a lâmpada queimada por
    isso o pé cego mata cogumelos:
    assim caio em mim cogumelo pisado

    assim recolho as provas de que já
    me tocaram, já toquei, pretendo amar.
    todo fim me faz assim

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  4. Há algum tempo não sei porque ou melhor, acho que sei porque, venho tentando dar um toque diferente a essa coisa de morte.
    Palavrinha feia, que pela vida afora me arrepiou, hoje ela começa a ter um aspecto de normalidade.
    Tenho me surpreendido pensando em familiares mortos, com a tranquilidade de vê-los ao meu lado, como se ainda estivessem aqui, coisa que há alguns anos não me arriscava a fazer.
    Hoje, às vezes, me pego na alta madrugada às lembranças de familiares queridos, já no outro mundo.
    Penso que a vida é perfeita. Fugimos da morte a vida toda, como se não fôssemos morrer. E é a própria vida que vai nos fazendo na velhice, caminhar ao encontro dela, com serenidade.

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  5. EM CONSTRUÇÃO
    Mais que tudo serei feliz
    Serei osso,serei carne,
    mais divinamente humano
    Serei constantemente
    esse ser inconstante e paradoxal que é o ser humano.

    Serei esse ser em construção,que tem direito ao erro
    Mas que tem a capacidade de acertar da próxima vez também
    Recomeçar,começar,
    aprender que começo se escreve
    com"C" ou não "C"?Duas opções.Eis,aqui estão!

    Jefferson Privino

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  6. Déjà vu-Rotina
    Acordo.Levanto.Visto.Vejo.Como.Saio.
    Carros.Sons.Buzinas.Gritos.Cidade.Fumaça.
    Parada.Multidão.Transporte lotado.Batida.Confusão.
    Demora.Espera.Calor.Barulho.Estranhos.Trabalho.Mesmice.
    Rotina.Repetição.Cansaço.Saio.
    Vejo gente pedindo dinheiro.
    Transporte mais lotado.Loucos gritando.Humanos animais.Animais humanos.
    Colégio.Mais pessoas.Multidão e o sentimento de solidão de cada um.
    Milhares sós.
    "Estamos sós e nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar. "
    Entrar.Sentar.Ouvir.Assimilar.
    Sair.Andar.Mais gente pedindo dinheiro.
    Parada.Transporte mais lotado ainda.
    Durante o dia minha humanidade é meu algoz.
    Meu repetir é meu carrasco.Meu não-fazer,meu executor.
    Casa.Chegada.Cansaço.Tudo isso Déjà vu.
    Banho.Deito.Apago os meus erros,nossos,de cada dia.
    Apago minha culpa,dando uma desculpa e depois apago.

    No outro dia:Acordo.Levanto.Visto.Vejo.Como.Saio...Rotina.

    Déjà vu!

    Jefferson Privino

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  7. Balanço de Fim De Ano
    Corri.Fugi.Voltei.Lutei.Venci.Perdi.
    Gritei.Falei.Bati.Fui abatido.Ganhei.Perdi.
    Perdi 'amigos' e ganhei 'inimigos'.
    Ganhei 'amigos',perdi 'inimigos'.
    Recuperei amigos antigos.

    Estressei.Estressaram-me.
    Sorri,brinquei,fui sério.
    Amei.Amei mais.E amo.
    Fui feliz.Fui ao céu.Fui às alturas.
    Desci Às profundezas num só golpe.
    Levantei-me.Voltei a andar.
    Venci corridas.Fiz o improvável.Nao por minhas forças,mas fiz.
    O impossível aconteceu.A felicidade então sorriu-me numa fresta de tempo.


    Fui ausente pra uns.Presente pra outros.
    Mudei.E como mudei!
    Conheci pessoas novas.Conheci pessoas antigas.
    Máscaras caíram,rostos se mostraram.
    Uns amigos se mostraram na hora da dor.
    Outros fugiram resmungando dos próprios problemas.
    Descobri,afinal,os amigos in verita.

    No entanto,as vitórias e a esperança foram sempre maiores.
    Se não tivessem sido eu não estaria aqui.
    O próximo ano se aproxima(Que redundância!)trazendo novas histórias
    Novas dores,novos amores
    Novas felicidades,mais experiências.
    Vamos que a vida é pra frente e a roda-viva náo pára.

    "Mas tudo fica sustentado pela fé."(Eu não sei na verdade quem eu sou-O Teatro Mágico)

    Jefferson privino

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  8. HONORÁVEL DAMA DA VIDA

    Quero aqui homenagear o ausente.
    Alguém a quem muito respeito quando presente,
    Que a todos faz chorar,
    Que a muitos faz orar,
    Que a alguns faz resvalar.
    Incontestável, não aceita negociar.
    Chega, verifica a situação e consigo leva,
    Sem choro nem vela.
    Missão cumprida, a nenhum pedido releva.
    Vem resoluta,
    E de quem sofre, abrevia a luta.
    Espreita, teimosa, a quem já viveu toda a vida
    E resolve, num repente, na distração do escuro do quarto,
    E se anuncia inconteste só no amanhecer.
    Nada questiona, pois não faz concessões.
    Nada importa, nem idade, nem crença, nem convicções,
    Leva a quem muito nos importa,
    Leva àquele que “roeu a corda”
    Não se anuncia antes, não pede licença e, atrás de si, nem fecha a porta...
    Leva mocinho e bandido,
    Não deixa explicação nem aviso,
    Impoluta dama de negro, servil,
    Arranca e leva o ser amado, o astro e a estrela,
    Insinuante, majestosa, hostil,
    Mansa, densa, larga, plena, porque não fico feliz ao vê-la?
    Sua chegada causa comoção,
    Na sua saída, emoção...
    Honorável dama da vida
    Que, de assalto, chamamos MORTE!!!

    Vera Celms

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  9. Ahh, pena que esse mês foi maluco para mim. O meu último post fala sobre "A.mor.te"...

    Besos...

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