domingo, 31 de outubro de 2010

Outono - por Luiza Jardim

Outono sem eira nem beira
Borboletas amarelas
Folhas e o telefone toca.

Atender ou continuar na brisa da varanda?
Todas as portas estão abertas
Quase sinto o cheiro do vento
Nego telefone e afirmo ausência.

Aposto nas borboletas e permito,
consolada,
que as folhas se joguem no chão.
Quem sabe calar, suportar o vazio
Aguardar renovação.
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Visitem Luiza Jardim
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