domingo, 31 de janeiro de 2010

Elástico Frouxo - (Anônimo)

Ter de volta minhas fronteiras
Com adjacentes que eu escolha
Tudo limpo, sem sujeiras
Um jardim, flores que eu colha...

Onde estão os meus limites?
Onde foi que se perderam?
Eu tenho alguns palpites
Foi crueldade, me prenderam...

É demais, é de alargar
essas invasões de espaço
Não vou mais me esforçar
desfaço de vez este laço.

Mas mando embora o encosto
Ainda me resta seu rebento
Que até aqui me deu desgosto
Desse encontro me arrependo.

Não quero mais hoje ser forte,
com desprezo vejo a esperança
quero algo que de uma vez corte
e não reste nem lembrança.

Com cheiro, gosto na boca
Que me lembra naftalina.
Coisa velha, seca e oca
Espanta qualquer menina.

É triste demais pra mim
pois não o deixa com opção
Será mesmo este meu fim?
Ter gastrite por seu bafão?

Talvez se pervertido não fosse,
e incesto socialmente admitido...
A solução o passado já trouxe:
Jocasta e Édipo, eles, casal travestido.

E eu reencontrava a fronteira
que esse trauma me tirou.
E enfim se esgota a bobeira
Que de surtar me livrou.
.

Um comentário:

  1. DESEJAR LUZ IMERSO EM TREVA
    É ACALENTAR O NÃO QUANDO SIM
    É DOR QUE CHEGA E VERSA
    EXIGINDO MUITO DE MIM.

    É TER QUE LEMBRAR DE FÉ
    QUANDO DERROTADO SE ESTÁ
    JÁ ESQUECIDO DE QUEM É
    SEM TER MAIS PORQUE LUTAR

    DESEJAR QUE TUDO SE ESGOTE
    ENTÃO ENFIM DESCANSAR
    MAS DOR COMIGO NÃO PODE
    DESEJO É ME LEVANTAR

    E QUANDO ERGUIDA ESTIVER
    APÓS A ENCHURRADA DO MAL
    RECOMECE ALGO QUALQUER
    PRA TER A LUZ AFINAL.
    ----------------------------------
    PARA EPITÁFIO:

    AQUI NO FUNDO É ASSIM
    VERDADE SIMPLES DEMAIS
    A VIDA TEM MESMO FIM
    QUANDO ELA NÃO TE QUER MAIS!

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