domingo, 13 de setembro de 2009

Manuel Bandeira em “Desencanto” - Citado por Ana

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha meu livro, se por agora
Não tens motivo algum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.



In “A Cinza das Horas”.
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Um comentário:

  1. Gente... né lindo demais?...
    Eu leio estas maravilhas e não sei como tenho coragem de escrever alguma coisa...
    Devia voltar a ser apenas leitora...
    hauahuahauah

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