sábado, 8 de agosto de 2009

Xô, Medo de Cachorro! - por Alba Vieira

Não sei o que acontece comigo
Que nem dá pra me segurar.
Se avisto um cachorro na rua:
Cruz-credo! Parece que vou desmaiar.

É um medo que me pelo,
É tortura sem razão.
Acho que ele vai me morder,
Que não tenho salvação.

Mas eu devo perceber, qualquer dia,
Que nem todo cachorro é ruim.
É que esse pavor já virou mania
E não dá mais pra ficar assim.

Vou entender que existem medos
Que vivem na nossa imaginação.
E pra poder voltar a ter sossego,
Só mesmo usando a mágica do balão.

Botamos num saco todo pensamento
Que causa muito, muito medo na gente.
Mandamos num balão o saco pro firmamento
E assim todo mundo fica feliz e contente.

E quando o medo vai embora,
A gente pode perceber, devagarzinho,
Que o cachorrinho correndo lá fora
Agora já pode ser nosso amiguinho.



(Poesia composta para um blog infantil.)
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Visitem Alba Vieira
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2 comentários:

  1. Gracinha, Alba, muito gracinha mesmo!
    Beijos!

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  2. Temerário

    Tanto medo do verso
    Do resto
    Do teto que ameaça cair.
    O tijolo
    O bloco
    O concreto
    O acabamento que ainda está por vir.
    Tanto verso do medo
    Do teto
    Do resto que acaba de cair.
    O acabamento concreto
    O bloco
    O tijolo que ainda está por vir.
    Tanto verso concreto
    O resto
    O concreto que ainda está por vir.
    O tijolo
    O teto
    O verso que acaba de cair.
    Tanto medo do bloco
    Do Baco
    O resto que ainda está por vir.

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