sábado, 25 de julho de 2009

Estrada - por Kbçapoeta

Andarei leve, qual pensamento.
Solto como perdão,
Veloz como injúria presa.
Palavra suplicando desabafar.
Verbo preso, nunca mais!
Quero ouvir das línguas
A fala pulsante, viva se metamorfosear.
Ser andante na procura, no esmo reinante,
No pavonear dos estradeiros.
Do artesanato único e exclusivo,
Serei o observador
Perene, errante, anônimo.




Visitem Kbçapoeta
.

2 comentários:

  1. Muito linda, Kbça!
    Amei sua estrada e o seu ser viajante!
    Mais um post inesquecível!
    Parabéns!

    ResponderExcluir
  2. Alquimia de um verso

    O verso abriu a porta da percepção
    Não foi capaz de avisar o momento
    Quando dei por mim, não era mais o mesmo
    E sim, alguém que eu seria se não fosse o que eu era.
    E o que eu era?
    Alguém que não sou mais,
    Desconfio que nunca o fui.
    A memória costuma trair com o passar dos anos,
    Estudamos, observamos, e nunca saberemos o suficiente.
    A maturidade do aprender vem com estudo e tempo.
    Transcorre o tempo, e cada vez esqueço mais.

    ResponderExcluir