quarta-feira, 22 de julho de 2009

Da Terra do Vinho - por Gio

Pausa durante o Congresso
Venho aqui pra “bloggar”
Mal a “bloggagem”, começo
Já venho me retratar

Fiz mancada de mané
Dessas de roer as unhas
Chamei a Ana de “ré”
Querendo dizer “testemunha”

Ops, não é bem isso!
Testemunha é a Escrevinha
Desculpem o rebuliço
“Vítima” é a palavrinha

Assim, irrito a plateia
Mas mais nervoso eu estou
Escrevi quase uma “Odisseia”
E não é que o PC reiniciou?

Agora, eu fico aqui
Tentando lembrar de cabeça
O que eu outrora escrevi -
Não que a mensagem eu esqueça

Disso eu lembro muito bem:
Como iria esquecer
De quem me tratava bem
E agora quer me bater?

Eu podia entrar na briga
Ou me tornar mais agressivo
Mas minha calma não liga -
Não que eu seja passivo

Penso, brigar só faz mal
Só de pensar, eu congelo
Afinal, isso é um sarau
Ou já virou um Duelo?

No entanto, quieto eu não fico
Isso eu acho desaforo
Na inocência, eu vou e brinco
Recebo intimação pro Foro

Pergunto, então: “De quem veio
Essa grave acusação?”
Responde o homem do correio:
“De seu maior anfitrião.”

Nessa hora, eu quase choro
Isso dói no coração
Por isso, Ana, eu imploro
Não me vem com essa não!

Nem você, Escrevinhadora
Advogada sem diploma
(Dispensável à oradora
Que já me deixou com um bom hematoma)

Não que eu dispense os elogios
- É só que eu morro de vergonha -
Mesmo assim, já virei frio,
Ingrato, boca-suja e pamonha!

Mas desprezar minha poesia
Não será algo que farei
Seria muita hipocrisia
Confrontar justo o que falei

Pois, ameacei o puxão
Pelo excesso de modéstia
Teria falado em vão
Se, agora, me achasse uma moléstia

Ainda me acho aprendiz
Creio, isso nunca mudará
Mesmo com tudo o que já fiz
Não sou, das letras, marajá

Vendo que a minha ironia
Não ‘tá sendo bem recebida
Antes que eu entre numa fria
Já vou tomando a minha medida:

Como eu virei o vilão
O perverso, o mau rapaz
Vou avisando de antemão -
Aqui, eu já não brinco mais!



Resposta a In Vero Míssil, de Ana e Quem Avisa Amigo É (No Dia do Amigo), de Escrevinhadora.
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6 comentários:

  1. Paz nos duelos

    Eu "tava" defendendo a Ana
    sem contrato assinado
    um tanto por amizade
    um pouco por amor ao debate.

    Eu esperava que esse gaúcho pilchado
    nem apeasse do cavalo
    fosse pisando nos meus calos
    mas vem o moço e nem me bate
    se retira do combate
    agitando a bandeira branca
    parece que é rendição.

    Pois bem, se não tem mais peleia
    eu também peço perdão
    recolho o punhal e o facão
    esqueço o tapa na "oreia"
    as ameaças em vão
    e confesso, sou bem franca
    em lugar desse quebra-pau
    eu prefiro bom sarau.

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  2. Não defendo ninguém
    Das coisas que não sei como foram
    Nem das que não sei como
    Foram também.

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  3. Puxa, Escrevinha...
    Quebra pau é legal...
    Agora entristeci...

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  4. E Escrevinha:
    Foi rendição nada! Ele falou aí de hipocrisia e outras coisitas mais!
    Mordeu e assoprou, o morcegão! rsrs

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  5. Isso mesmo, Flor!
    Não defende mesmo não!
    Gostei de sua sensatez!

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  6. Gio, este já te respondi, né?
    Fui-me.
    Ass: Samurai

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