quarta-feira, 3 de junho de 2009

Finados - por Leo Santos

Morosa a travessia, o passo triste,
rastejando na senda da vida,
a mirar a sina que avessa resiste,
incisivos cortes, exposta ferida.

O poeta, um esquisito que fala,
em mágico idioma, de extravagâncias;
Afinal, veste trajes de gala,
para fúnebres circunstâncias.

Na verdade, póstumas medalhas,
tributadas a um morto em peleja;
Médium que “recebe” as próprias falhas,
enganado pelas palavras que deseja.

Numa lápide de páginas tantas,
quantas lembranças o têm visitado;
Lágrimas nem profanas nem santas,
todo dia é dia de finados.

E aqueles que homenageiam os mortos,
põem suas flores e suas preces;
No fundo, barcos que erram os portos,
mas ante um náufrago, esquecem…



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5 comentários:

  1. Leo:
    Elogio, em máximo luto... de tanto que me tocou a poesia.
    Linda.

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  2. Valeu Ana, obrigado pelo apoio que sempre me emprestas. abraço

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  3. Disponha sempre!
    Você merece!!!!
    Abraço.

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  4. Leo:
    Magnífico! Você é estupendo! Espero que a visibilidade que o Duelos está lhe proporcionando acabe por fazer jus ao escritor fabuloso que você é. Acho inacreditável que até hoje, depois de tanto cuidado e tempo despendidos no trabalho com as letras, você ainda não tenha sido descoberto e não tenha nenhum livro editado, num país onde tantos medíocres escrevem profissionalmente.
    Um abraço fraterno.

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  5. Alô Alba, estou sensibilizado com tanto carinho, e só posso agradecer por suas palavras ternas que endereças a minhas humildes poesias. Abraço fraterno.

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