Aviso aos bajuladores
Elogios gratuitos, enganadores
E ainda por cima com propósitos escusos
Recomendamos ignorar
Puxa-sacos e baba-ovos
Podem tomar seu caminho
Vão manipular em outras bandas
Aqui não farão seus ninhos
Fuja dessas figuras
Como o diabo foge da cruz
Palavras de aduladores
A nenhum lugar conduz
Mas se o elogio é sincero
E ainda que sem intenção
Fez por onde merecê-lo
Aceite, aqueça seu coração
Mas antes comunique ao seu ego
Vamos parar de inflar
Você tem fama de vilão
Já mandaram até lhe matar
Dizem que é por sua causa
Que não olhamos o próximo
Melindres, orgulho, vaidades
O ego ferido de morte
Impedindo de amar seu irmão
Cheio de suscetibilidades
Quando se acha atingido
Ataca sem piedade
Então digamos a ele
Coloque-se no seu lugar
Tenha o devido tamanho
Que em nós deve ocupar
Serei benevolente com o ego
Elogios sinceros, pode aceitar
Mas não viva a procurá-los
Ou muito vai se equivocar
Tente ver um pouco mais longe
Separe o joio do trigo
Mas se quiser insistir
E de um tudo aceitar
Sentindo-se o maioral
Ouça bem o que lhe digo
Ego, cai na real.
.
Muito bom, Clarice!
ResponderExcluirÉ sempre necessário estar atento e mandar o tal do ego se enxergar.
Beijo.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAlém disso tem humor.
ResponderExcluirGostei!
Andante
ResponderExcluirOuço passos no corredor.
Não imagino quem seja.
Já foram tantos ruídos...
Muito deles eu os via
Como a mais bela das melodias,
Dignas de um “Trenzinho caipira”.
No final desse movimento,
Não era um rufar de tambores
Ou uma diminuição da marcha,
Era estrondo, explosão.
Após a explosão:
O agudo
Sem fim
Grande Clarice!
ResponderExcluirMuito bom!
Beijos!