quarta-feira, 20 de maio de 2009

Calouro - por Leo Santos

O calouro sonhou com o palco,
aurora empurrou a parede,
o pulso pulsou o instinto,
e o desejo lançou a rede.

Perdeu o ônibus por um passo,
o passo por um sorriso;
O sorriso por um olhar,
promessas de perder o juízo.

Ante tão vasta empresa,
mesclam-se timidez e esperança;
Ora a veste parece sob medida,
outra, inda vestir-se como criança.

É sonho que vive a puberdade,
idade de tantas certezas;
No entanto a dúvida na imberbe face
desafinando a natureza.

Pois é tão alto o trampolim,
quão intenso o anelo de mergulhar;
De novo um passo, o causador do atraso,
em último caso, outro ônibus passará…



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4 comentários:

  1. Maravilha, Léo.
    Sou fã do seu estilo de escrever. Mesmo.
    Parabéns!!!

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  2. Moral da história: Mulheres, sempre nos atrasando.

    (Ops!)

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  3. Gio:
    Como assim?...
    Tô nem te entendendo...
    rsrs

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  4. Leo:
    Muito legal!
    Você é professor!
    Um abraço!

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