Esqueleto empertigado
Passeia na sala vazia,
Remexe os ossos sem graça,
Busca, talvez, companhia.
Quem sabe queira dançar,
Suavizar a coluna,
Soltar-se, ficar mais leve,
Fazer qualquer diabrura.
Mas, de repente, se acende
A luz do laboratório,
E ele corre com medo,
De volta pro purgatório.
Volta a ficar pendurado
Naquela pose idiota,
Esperando que lembrem dele
Somente nos dias de prova...
.
Parabéns Alba, poesia é isso, tá na veia do poeta, não nas circunstâncias, mesmo num esqueleto inerte.Mário Quintana viu uma aranha pendurada e disse: -A aranha pende do teto por um fio, estranho candelabro,são de aranhas pingentes, desconfio, as árvores de natal do diabo.- como voce, ele viu poesia onde não parecia ter. um abraço
ResponderExcluirAlba:
ResponderExcluirAdorei!
Legal!
kkkkkk