sábado, 7 de março de 2009

Encanto

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Um comentário:

  1. Bandeira, em Desencanto,
    faz verso como quem morre.
    Mas morrer não é encanto;
    é passatempo que corre.

    De desalento, de desencanto
    que a paciência me torre.
    Não tens motivos pra pranto,
    quem sabe, tomar um porre.

    Morte é produto acabado.
    Millôr já disse afobado;
    nós somos matéria prima.

    Encanto é admirado,
    perseguido, almejado,
    encantado em nossa rima.

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