domingo, 8 de março de 2009

Ressurreição - As Nossas Histórias III

Frio vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar. Procurei um abrigo onde seria possível aquecer meus ossos enregelados e descansar um pouco até que amanhecesse.
Tinha fugido de tudo, deixando para trás família, casa, emprego e amigos, na tentativa de buscar a mim mesmo. Porque eu achava que meu eu verdadeiro era nômade, sem compromissos, sem emprego, sem amarras, sem projetos possíveis ou irreais.
E agora, me protegendo do vento gelado atrás de uma caçamba de lixo fedida e imunda, com fome e sem roupas adequadas, percebo que esta história de eu verdadeiro solto de tudo define-se numa só palavra: mendicância.
Queria ser um artista e me tornei um pedinte; queria o palco e ganhei uma calçada; queria reconhecimento e me tornei uma estatística. Como plateia, os ratos e baratas do beco escuro; como aplausos, as batidas irritantes do anúncio pendurado na parede; como inspiração, as minhas decisões frustrantes.
“Ser ou não ser? Eis a questão.”
E minha questão agora era esta: realmente abandonar tudo ou voltar atrás e encarar a vergonha de minha atitude intempestiva diante de mim mesmo e de todos que abandonei sem uma palavra sequer? Decidi, naquele momento, que ia voltar para casa de meus pais.
Levantei e, vagarosa e pesarosamente, comecei a caminhar contra o vento... em direção à total desistência de meus sonhos rebeldes.
Ao chegar em casa, de cabeça baixa, recebi um abraço, ao invés de sermões; comida, ao invés de desprezo; mais do que isso, recebi apoio para fazer justamente o que desejava: costurar as nuvens de algodão dos meus sonhos numa caminhada concreta.
E foi unindo as inconformações do passado à crença no futuro que se deu a minha ressurreição.



William Shakespeare.

14 comentários:

  1. RESSURREIÇÃO

    Frio, vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar.

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  2. RESSURREIÇÃO

    Frio vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar. Procurei um abrigo onde seria possível aquecer meus ossos enregelados e descansar um pouco até que amanhecesse.

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  3. RESSURREIÇÃO

    Frio vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar. Procurei um abrigo onde seria possível aquecer meus ossos enregelados e descansar um pouco até que amanhecesse.
    Tinha fugido de tudo, deixando para trás família, casa, emprego e amigos, na tentativa de buscar a mim mesmo.

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  4. RESSURREIÇÃO

    Frio vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar. Procurei um abrigo onde seria possível aquecer meus ossos enregelados e descansar um pouco até que amanhecesse.
    Tinha fugido de tudo, deixando para trás família, casa, emprego e amigos, na tentativa de buscar a mim mesmo. Porque eu achava que meu eu verdadeiro era nômade, sem compromissos, sem emprego, sem amarras, sem projetos possíveis ou irreais.

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  5. RESSURREIÇÃO

    Frio vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar. Procurei um abrigo onde seria possível aquecer meus ossos enregelados e descansar um pouco até que amanhecesse.
    Tinha fugido de tudo, deixando para trás família, casa, emprego e amigos, na tentativa de buscar a mim mesmo. Porque eu achava que meu eu verdadeiro era nômade, sem compromissos, sem emprego, sem amarras, sem projetos possíveis ou irreais.
    E agora, me protegendo do vento gelado atrás de uma caçamba de lixo fedida e imunda, com fome e sem roupas adequadas, percebo que esta história de eu verdadeiro solto de tudo define-se numa só palavra: mendicância.

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  6. RESSURREIÇÃO

    Frio vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar. Procurei um abrigo onde seria possível aquecer meus ossos enregelados e descansar um pouco até que amanhecesse.
    Tinha fugido de tudo, deixando para trás família, casa, emprego e amigos, na tentativa de buscar a mim mesmo. Porque eu achava que meu eu verdadeiro era nômade, sem compromissos, sem emprego, sem amarras, sem projetos possíveis ou irreais.
    E agora, me protegendo do vento gelado atrás de uma caçamba de lixo fedida e imunda, com fome e sem roupas adequadas, percebo que esta história de eu verdadeiro solto de tudo define-se numa só palavra: mendicância.
    Queria ser uma artista e se tornou um pedinte; queria o palco e ganhou uma calçada; queria reconhecimento e se tornou uma estatística.

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  7. RESSURREIÇÃO

    Frio vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar. Procurei um abrigo onde seria possível aquecer meus ossos enregelados e descansar um pouco até que amanhecesse.
    Tinha fugido de tudo, deixando para trás família, casa, emprego e amigos, na tentativa de buscar a mim mesmo. Porque eu achava que meu eu verdadeiro era nômade, sem compromissos, sem emprego, sem amarras, sem projetos possíveis ou irreais.
    E agora, me protegendo do vento gelado atrás de uma caçamba de lixo fedida e imunda, com fome e sem roupas adequadas, percebo que esta história de eu verdadeiro solto de tudo define-se numa só palavra: mendicância.
    Queria ser um artista e se tornou um pedinte; queria o palco e ganhou uma calçada; queria reconhecimento e se tornou uma estatística. Como plateia, os ratos e baratas do beco escuro; como aplausos, as batidas irritantes do anúncio pendurado na parede; como inspiração, as suas decisões frustrantes.

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  8. RESSURREIÇÃO

    Frio vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar. Procurei um abrigo onde seria possível aquecer meus ossos enregelados e descansar um pouco até que amanhecesse.
    Tinha fugido de tudo, deixando para trás família, casa, emprego e amigos, na tentativa de buscar a mim mesmo. Porque eu achava que meu eu verdadeiro era nômade, sem compromissos, sem emprego, sem amarras, sem projetos possíveis ou irreais.
    E agora, me protegendo do vento gelado atrás de uma caçamba de lixo fedida e imunda, com fome e sem roupas adequadas, percebo que esta história de eu verdadeiro solto de tudo define-se numa só palavra: mendicância.
    Queria ser um artista e se tornou um pedinte; queria o palco e ganhou uma calçada; queria reconhecimento e se tornou uma estatística. Como plateia, os ratos e baratas do beco escuro; como aplausos, as batidas irritantes do anúncio pendurado na parede; como inspiração, as suas decisões frustrantes.
    "Ser ou não ser? Eis a questão."

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  9. RESSURREIÇÃO

    Frio vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar. Procurei um abrigo onde seria possível aquecer meus ossos enregelados e descansar um pouco até que amanhecesse.
    Tinha fugido de tudo, deixando para trás família, casa, emprego e amigos, na tentativa de buscar a mim mesmo. Porque eu achava que meu eu verdadeiro era nômade, sem compromissos, sem emprego, sem amarras, sem projetos possíveis ou irreais.
    E agora, me protegendo do vento gelado atrás de uma caçamba de lixo fedida e imunda, com fome e sem roupas adequadas, percebo que esta história de eu verdadeiro solto de tudo define-se numa só palavra: mendicância.
    Queria ser um artista e se tornou um pedinte; queria o palco e ganhou uma calçada; queria reconhecimento e se tornou uma estatística. Como plateia, os ratos e baratas do beco escuro; como aplausos, as batidas irritantes do anúncio pendurado na parede; como inspiração, as suas decisões frustrantes.
    "Ser ou não ser? Eis a questão."
    E sua questão agora era esta: realmente abandonar tudo ou voltar atrás e encarar a vergonha de sua atitude intempestiva diante de si mesmo e de todos que abandonou sem uma palavra sequer?

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  10. RESSURREIÇÃO

    Frio vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar. Procurei um abrigo onde seria possível aquecer meus ossos enregelados e descansar um pouco até que amanhecesse.
    Tinha fugido de tudo, deixando para trás família, casa, emprego e amigos, na tentativa de buscar a mim mesmo. Porque eu achava que meu eu verdadeiro era nômade, sem compromissos, sem emprego, sem amarras, sem projetos possíveis ou irreais.
    E agora, me protegendo do vento gelado atrás de uma caçamba de lixo fedida e imunda, com fome e sem roupas adequadas, percebo que esta história de eu verdadeiro solto de tudo define-se numa só palavra: mendicância.
    Queria ser um artista e me tornei um pedinte; queria o palco e ganhei uma calçada; queria reconhecimento e me tornei uma estatística. Como plateia, os ratos e baratas do beco escuro; como aplausos, as batidas irritantes do anúncio pendurado na parede; como inspiração, as suas decisões frustrantes.
    "Ser ou não ser? Eis a questão."
    E sua questão agora era esta: realmente abandonar tudo ou voltar atrás e encarar a vergonha de sua atitude intempestiva diante de si mesmo e de todos que abandonou sem uma palavra sequer? Decidi, naquele momento, que ia voltar para casa de meus pais.

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  11. RESSURREIÇÃO

    Frio vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar. Procurei um abrigo onde seria possível aquecer meus ossos enregelados e descansar um pouco até que amanhecesse.
    Tinha fugido de tudo, deixando para trás família, casa, emprego e amigos, na tentativa de buscar a mim mesmo. Porque eu achava que meu eu verdadeiro era nômade, sem compromissos, sem emprego, sem amarras, sem projetos possíveis ou irreais.
    E agora, me protegendo do vento gelado atrás de uma caçamba de lixo fedida e imunda, com fome e sem roupas adequadas, percebo que esta história de eu verdadeiro solto de tudo define-se numa só palavra: mendicância.
    Queria ser um artista e me tornei um pedinte; queria o palco e ganhei uma calçada; queria reconhecimento e me tornei uma estatística. Como plateia, os ratos e baratas do beco escuro; como aplausos, as batidas irritantes do anúncio pendurado na parede; como inspiração, as minhas decisões frustrantes.
    "Ser ou não ser? Eis a questão."
    E minha questão agora era esta: realmente abandonar tudo ou voltar atrás e encarar a vergonha de minha atitude intempestiva diante de mim mesmo e de todos que abandonei sem uma palavra sequer? Decidi, naquele momento, que ia voltar para casa de meus pais.
    Levantei e, vagarosa e pesarosamente, comecei a caminhar contra o vento... em direção à total desistência de meus sonhos rebeldes.

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  12. RESSURREIÇÃO

    Frio vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar. Procurei um abrigo onde seria possível aquecer meus ossos enregelados e descansar um pouco até que amanhecesse.
    Tinha fugido de tudo, deixando para trás família, casa, emprego e amigos, na tentativa de buscar a mim mesmo. Porque eu achava que meu eu verdadeiro era nômade, sem compromissos, sem emprego, sem amarras, sem projetos possíveis ou irreais.
    E agora, me protegendo do vento gelado atrás de uma caçamba de lixo fedida e imunda, com fome e sem roupas adequadas, percebo que esta história de eu verdadeiro solto de tudo define-se numa só palavra: mendicância.
    Queria ser um artista e me tornei um pedinte; queria o palco e ganhei uma calçada; queria reconhecimento e me tornei uma estatística. Como plateia, os ratos e baratas do beco escuro; como aplausos, as batidas irritantes do anúncio pendurado na parede; como inspiração, as minhas decisões frustrantes.
    "Ser ou não ser? Eis a questão."
    E minha questão agora era esta: realmente abandonar tudo ou voltar atrás e encarar a vergonha de minha atitude intempestiva diante de mim mesmo e de todos que abandonei sem uma palavra sequer? Decidi, naquele momento, que ia voltar para casa de meus pais.
    Levantei e, vagarosa e pesarosamente, comecei a caminhar contra o vento... em direção à total desistência de meus sonhos rebeldes.
    Ao chegar em casa, de cabeça baixa, recebi um abraço, ao invés de sermões; comida, ao invés de desprezo; mais do que isso, recebi apoio para fazer justamente o que desejava: costurar as nuvens de algodão dos meus sonhos numa caminhada concreta.

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  13. RESSURREIÇÃO

    Frio vento cortante naquela praia deserta, sem estrelas, onde o barulho das ondas violentas trazia o cheiro de maresia. O que mais desejava era um casaco para me esquentar. Procurei um abrigo onde seria possível aquecer meus ossos enregelados e descansar um pouco até que amanhecesse.
    Tinha fugido de tudo, deixando para trás família, casa, emprego e amigos, na tentativa de buscar a mim mesmo. Porque eu achava que meu eu verdadeiro era nômade, sem compromissos, sem emprego, sem amarras, sem projetos possíveis ou irreais.
    E agora, me protegendo do vento gelado atrás de uma caçamba de lixo fedida e imunda, com fome e sem roupas adequadas, percebo que esta história de eu verdadeiro solto de tudo define-se numa só palavra: mendicância.
    Queria ser um artista e me tornei um pedinte; queria o palco e ganhei uma calçada; queria reconhecimento e me tornei uma estatística. Como plateia, os ratos e baratas do beco escuro; como aplausos, as batidas irritantes do anúncio pendurado na parede; como inspiração, as minhas decisões frustrantes.
    "Ser ou não ser? Eis a questão."
    E minha questão agora era esta: realmente abandonar tudo ou voltar atrás e encarar a vergonha de minha atitude intempestiva diante de mim mesmo e de todos que abandonei sem uma palavra sequer? Decidi, naquele momento, que ia voltar para casa de meus pais.
    Levantei e, vagarosa e pesarosamente, comecei a caminhar contra o vento... em direção à total desistência de meus sonhos rebeldes.
    Ao chegar em casa, de cabeça baixa, recebi um abraço, ao invés de sermões; comida, ao invés de desprezo; mais do que isso, recebi apoio para fazer justamente o que desejava: costurar as nuvens de algodão dos meus sonhos numa caminhada concreta.
    E foi unindo as inconformações do passado à crença no futuro que se deu a minha ressurreição.
    FIM

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  14. É... Até que ficou legal!
    Tô gostando cada vez mais deste negócio!
    Totalmente diferente da história da Alba! O garoto recém-pai virou artista frustrado! rsrs
    Muito bom!

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