sexta-feira, 13 de março de 2009

Aborto ou Excomunhão? - por Poty

Eu abortando vida,
Não sei lá por quê?!
Aborto o que não quero, seja o que for!
Aborto a comida que não prestou...
A bebida em excesso
O mal que me fez
Dádiva vida!
Serei hipócrita em aceitar as mazelas do meu corpo da dita excomunhão.
Excomungo os males do corpo dito feito que se fez.
Serei o Deus do meu corpo porque dele sei a dor que me cabe.
Não sofrerei em nome desse Deus que excomunga a vida que o outro exterminou.
Serei a vida sem compartilhar a derrota do outro.
Abortarei este maldito. Execrarei o meu lixo/o meu bicho.
Rejeito o que me incomoda/que adoece.
Não deixarei levar até a morte.
A vida não é cabal/é carnal,
Mas completa enquanto não destrói a do outro.
.

2 comentários:

  1. "A vida não é cabal/ é carnal", verso genial, e profundo, dá um texto por si só. Continue, por favor. Mas a fatalidade nos atormenta desde que começamos a viver. É algo que nos choca, tudo que pode acontecer conosco nos choca, é assim né? Muito bom o texto. Merece mais. "Comungo" (heheheh) de muita coisa aí dita, e parabéns.

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  2. Mulher é um vinho

    Mulher é como vinho...
    É de uma delicadeza!
    Mas bem guardada,
    Cuidada,
    Amada...
    Nunca estraga!
    Quando envelhece
    Será bem deliciada!
    Poty – 13/03/2009

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