sábado, 14 de fevereiro de 2009

Roubada

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Um comentário:

  1. Depoimento


    Dotô delegado tô numa robada....
    Tava num achego com a gata faz um tempinho, nóis não tinhamo uma boca isolada.
    Um canto sussegado prá nóis ficá, sacô ?
    A grana é curta e o tempo.... o tempo seu dotô delegado, vê só, de noite temo que tá no barraco , a véia é fera, durante o dia trabáiamo.
    Só a hora do rango morô ?
    Nóis queria uma cachanga, mas a miséria não dá, ai a mina sacou o lance do aluguer.
    Pagá, nóis não podia não, então nóis pegava o jornal e descolava algum prá alugá, iamô lá visitá, ai acontecia, a gata se enroscava toda e a gente mandava bem.
    Tavamô na boa, sacou né?
    Nóis fûmo levando prum tempo, num e nôtro luga, até que cumessamo a vortá prá onde nóis já tinha ido.
    Ai deu bandeira, aquele enxerido do quardadô do prédio manjô o lance, ai de sacanagem, se amoitava atráis da porta, nóis sabia, mas não dava bola não, era um barato vê o bicho atiçado.
    Ma veja dotô, hoje o cabra se animô e queria comê também.
    Ai pintou sujeira.
    Ele duro cumo pau se sebo patio pá inorânça, a gente se pegô, a mina no meio levô um castigo, ai ela caí da paisajê.
    Pôxa dotô, a gata tava lá em baixo arrebentada e ainda sem rôpa.
    Partí prum castigo, ele ia dá de pinote, escorregou, cai lá em cima da guria.
    Foi uma robada
    É legitima né ?
    Vê se o outro lá, dá ai, minha carça.
    Se o dotô me grampeá, a patroa dá o pinote e aquela gata agora troncha num quero mais não.
    Dá um jeito ai dotô delegado.

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