domingo, 21 de dezembro de 2008

Preciosidade - por Alba Vieira

Jóia, pedra lapidada,
às vezes pendo de um fio,
balançando levada
pelo movimento
de um pescoço voluntarioso;
outras vezes,
enfeitando a aliança de amor,
componho uma prisão simbólica
que pode até ser
um jardim florido sem muros.

Mas sou a expressão máxima de preciosidade
quando, como camafeu,
repouso na caixinha antiga,
talvez com bailarina e música,
atapetada por nebuloso algodão cor-de-rosa,
como saudade envolvendo
todo o significado
de um presente do passado.

.

2 comentários:

  1. Comentário por Ana — 5 janeiro 2009 @ 8:23

    MUITO LINDO!

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  2. Comentário por Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali — 30 janeiro 2009 @ 23:04

    Comendo Camisetas

    Foi mais ou menos assim…

    A família vivia um momento, digamos, de aperto financeiro.

    O casal procurava sempre deixar o pequeno, de 5 anos, a par da situação. Claro que dentro de uma linguagem que ele pudesse compreender.

    Mas talvez, papai e mamãe não percebessem o quanto ele estava “ligado”!!!!

    Então, deu-se o episódio…

    As camisetas do uniforme escolar estavam em petição de miséria. Terra vermelha, restos de lanche deliciosamente escorridos, sujeira do “playground”, etc…

    O vovô ensinou:

    - Passe sabão em pedra azul!!! Vai clarear o tecido.

    A vovó disparou:

    - Ferva as camisetas!!! Elas ficarão clarinhas, clarinhas.

    Assim, a mamãe atacou as camisetas, esfregou-as com afinco e tchummm, panela a dentro!

    O Pequeno olhou, olhou… Estava absolutamente desconfiado daquela façanha. E largou:

    - Mamãe, eu sabia que a situação estava difícil…, mas não sabia que era tanto!!!!

    - Como assim? – disse a mamãe.

    - EU NÃO QUERO COMER CAMISETAS!!!

    A mãe olhou-o sem poder compreender aquela observação.

    - Filho do que você está falando?

    - Mãe, você está COZINHANDO minhas camisetas!!!!! Eu não quero comer camisetas.

    A mamãe não agüentou aquilo e entre risos e lágrimas compreendeu a preocupação da criança.

    Não bastasse o que já havia concluído, ele diz:

    - Mãe, eu tenho R$20,00 na minha carteira. Pode pegar e ir ao supermercado…

    A mamãe deu um enorme abraço no filhote e agradecendo explicou que a situação já não estava tão difícil. E ele, claro, compreendeu e riu muito. E eles partiram para o supermercado.

    E essa foi apenas mais uma história eternizada por aquela família tão apaixonada.

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