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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Natureza
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ao fogo que consome para arder eu sou água, para acalmar a dor e se o fogo consome com razão eu sou vento, para trazer torpor
e se o fogo insiste em se espalhar varro o campo ao redor da labareda e rego a relva seca com suor e labor e sopro as cinzas para que ninguém as veja
d’água o húmus da natureza, nascer o mato da queda d’árvore da macieira brotar do fruto da flor do coito em serenata de abelhas encontrar no ventre da boca o falo profundo
do vento enunciando a chuva imodesta o temporal do uivo da minha voz afirmar o meu estar a bonança nem virar o mundo, mas contorná-lo mar à mar carrengando o suspiro das folhas à farfalhar em brisa me retiro, sou como um menino na folia de ser e estar
Vento e Água
ResponderExcluirao fogo que consome para arder
eu sou água, para acalmar a dor
e se o fogo consome com razão
eu sou vento, para trazer torpor
e se o fogo insiste em se espalhar
varro o campo ao redor da labareda
e rego a relva seca com suor e labor
e sopro as cinzas para que ninguém as veja
d’água o húmus da natureza,
nascer o mato
da queda d’árvore da macieira
brotar do fruto
da flor do coito em serenata
de abelhas
encontrar no ventre da boca
o falo profundo
do vento enunciando a chuva imodesta
o temporal
do uivo da minha voz afirmar o meu estar
a bonança
nem virar o mundo, mas contorná-lo
mar à mar
carrengando o suspiro das folhas à farfalhar
em brisa me retiro, sou como um menino
na folia de ser e estar
www.vagnerheleno.wordpress.com