quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Escaldado - por Leo Santos

O espinho feriu a mão
e então guardou a rosa,
oscilando na noite,
inda presa ao talo;
o latido ameaçador
feriu o silêncio
e guardou o átrio,
mesmo sem nada a ameaçá-lo…

Ao chocalho do ofídio
o pé guardou distância,
detida a ânsia do passo
nas cordas do temor;
pelo medo da perfídia,
o tatuado pela insídia
não tira a camisa,
negando que precisa do amor…

Ao aceno do ginete
nasceu o galope,
a cavalgadura receosa
do “estímulo” do açoite;
entornado o refrigerante,
o gato escaldado
saltou precipitado
e sumiu no breu da noite…

.

2 comentários:

  1. Comentário por KBÇAPOETA — 28 janeiro 2009 @ 13:39 |Editar

    Vinte nove

    Na íris do meu olho
    Vejo tinta,pincel e cor.
    Uma aquarela, sobre a rede bordada.
    Ao lado tem uma camisa escrito “LOVE”.
    Logarítimos numéricos
    calcularam meu número
    Meu número de sorte é o vinte e nove
    Vinte nove desilusões irei sobreviver
    Vinte nove amizades em inimigos irão se converter
    Vinte nove vezes passarei por isso
    Vou suportar
    Pois sei que é meu número de sorte

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  2. Comentário por Tércio Sthal — 4 fevereiro 2009 @ 20:58 |Editar

    A ponte e o rio

    O medo de passar a ponte
    tem a ver com rio logo abaixo
    ou não.

    Talvez o medo de passar a ponte
    nada tenha a ver com o rio logo abaixo
    ou não.

    Se o rio estiver acima da ponte
    o medo será do quê?

    Se o rio estiver no nível da ponte
    o medo será do quê?

    O medo pode persistir
    ou não!

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