REVELE O ESCRITOR QUE EXISTE EM VOCÊ! NESTE BLOG PRETENDEMOS EVIDENCIAR A DIVERSIDADE DE INTERPRETAÇÕES NA COMPOSIÇÃO DOS TEXTOS. ESCREVA SOBRE OS TEMAS LISTADOS NAS CATEGORIAS (OU PROPONHA OUTROS), INSCREVA-SE COMO AUTOR E POSTE SEUS TEXTOS.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Déjà vu
Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em "comentários", que nós postaremos. .
Comentário por Leo Santos — 11 fevereiro 2009 @ 16:07 |Editar
Eu ví a razão ceder espaço Ante o instinto animal; As águas transportando fezes Ao topo do planalto central O sofisma enfeitando a árvore Sem ser tempo de natal O espinheiro jactando-se de frutos Que medraram noutro quintal; Indignidade chutando a barriga, E nascendo de parto normal; Mesquinhez recompensando à formiga, E a cigarra no carnaval. A farda furtando o ovo, E confundindo o pardal Os defensores do povo Perdidos num bacanal; Vi muitos recebendo incenso Outros respirando mal; E um dragão forte, imenso, Morando na catedral. Vi pequena tormenta Prenunciando um temporal; Quanto mais a chapa esquenta, Mais água deixa o sal; E o pior de viçar o vício, É a virtude passar mal, E saber que esse comício, Ainda está longe do final.
Comentário por Raquel — 21 dezembro 2008 @ 4:10 |Editar
ResponderExcluirDéjà vu
Dexa vir o déjà vu
é sempre uma forma
de rever ou revir
o que já foi
e que se deixar
não vai mais vir.
Por isso,
dexa vir o déjà vu.
Raquel Aiuendi
Comentário por Leo Santos — 11 fevereiro 2009 @ 16:07 |Editar
ResponderExcluirEu ví a razão ceder espaço
Ante o instinto animal;
As águas transportando fezes
Ao topo do planalto central
O sofisma enfeitando a árvore
Sem ser tempo de natal
O espinheiro jactando-se de frutos
Que medraram noutro quintal;
Indignidade chutando a barriga,
E nascendo de parto normal;
Mesquinhez recompensando à formiga,
E a cigarra no carnaval.
A farda furtando o ovo,
E confundindo o pardal
Os defensores do povo
Perdidos num bacanal;
Vi muitos recebendo incenso
Outros respirando mal;
E um dragão forte, imenso,
Morando na catedral.
Vi pequena tormenta
Prenunciando um temporal;
Quanto mais a chapa esquenta,
Mais água deixa o sal;
E o pior de viçar o vício,
É a virtude passar mal,
E saber que esse comício,
Ainda está longe do final.