quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Consciência - por Alba Vieira

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Venho de um lugar de águas turvas que me impediam de ver adiante. Nadei exaustivamente, buscando enxergar as cores, sentindo o peso do desconhecido que me assusta e transforma em ser frágil conduzido pela correnteza formada pelos que se acercam de mim e conseguem me levar para onde, às vezes, não desejo nem imagino ser possível. Mas a escuridão se foi e agora, resgatada por mim e pela claridade desta manhã de compreensão profunda, já consigo ensaiar movimentos ondulantes em águas azuis de ser feliz outra vez.
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2 comentários:

  1. Comentário por Tércio Sthal — 4 fevereiro 2009 @ 21:15 |Editar

    TORVELINHO

    Cada qual traz consigo suas verdades
    e as lança como tralha ao turbilhão
    provocando no remoinho a agitação
    e o torvar de teias trançadas e amenidades

    São raros os querem transigir
    são raros os que querem ceder
    no labirinto, perdidos, a urdir
    para onde ir e o que fazer

    Mas todos a procurar a saída
    para viver, e vier bem a vida

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