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domingo, 15 de fevereiro de 2009
Conflito
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Comentário por Luiz de Almeida Neto — 2 janeiro 2009 @ 12:26
EU NÃO SOU ASSIM! MAS SOU…
Há algo de diferente de mim mesmo dentro de mim Tal qual um estranho rebelde e insubordinado que nunca obedece aos meus apelos
Fico sério, quieto, sossegado e não quero mais que isso Então eis que o estranho se aproxima com desejos e vontades intromissões e arrepios
Não quero fazer nada muito menos escrever Mas a mão começa a tremer dirigindo-se irremediavelmente à folha de um branco sem fim
Sussurro, rogo pelo amor de Deus que se acabe este impulso que segure este anseio que não posso mais me expor Não tem jeito e quando me dou conta há folhas cheias pela sala
O estranho se esvai e eu respiro aliviado não preciso mais escrever tenho controle dos meus impulsos
Vejo de soslaio no canto da sala o raio de uma garrafa de rum Restante da noite de ontem
Ah, mão maldita! Que entra pela minha boca e devora todo o meu ser Acho que sou mais verdadero quando deixo minha mão guiar meu corpo…
Comentário por Luiz de Almeida Neto — 2 janeiro 2009 @ 12:26
ResponderExcluirEU NÃO SOU ASSIM! MAS SOU…
Há algo de diferente de mim mesmo
dentro de mim
Tal qual um estranho
rebelde e insubordinado
que nunca obedece aos meus apelos
Fico sério, quieto, sossegado
e não quero mais que isso
Então eis que o estranho se aproxima
com desejos e vontades
intromissões e arrepios
Não quero fazer nada
muito menos escrever
Mas a mão começa a tremer
dirigindo-se irremediavelmente
à folha de um branco sem fim
Sussurro, rogo pelo amor de Deus
que se acabe este impulso
que segure este anseio
que não posso mais me expor
Não tem jeito
e quando me dou conta
há folhas cheias pela sala
O estranho se esvai
e eu respiro aliviado
não preciso mais escrever
tenho controle dos meus impulsos
Vejo de soslaio
no canto da sala
o raio de uma garrafa de rum
Restante da noite de ontem
Ah, mão maldita!
Que entra pela minha boca
e devora todo o meu ser
Acho que sou mais verdadero
quando deixo minha mão guiar meu corpo…