quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Acróstico - por Leo Santos

Achado alheio, alado, aéreo
Buscando bálsamo boêmio, bebia;
Calado contrito, curtindo cautério,
Deixava doer, destino doía…

Esperava esquecer estrela evadida,
Fingindo ficar, frustrado fugia;
Gemido gélido, ganhando guarida,
Homem hercúleo, hiato… hemiplegia.

Instinto interno infeliz, ingratidão
Jovem joguete, jeito judiado;
Lágrimas, lâminas, lancetando, lassidão,
Mísera mesmice, mutismo manjado…

Nenhuma nova, niilismo nada,
Ode outorgado, outro opera;
Pomar prometido, pândega piada,
Quando quis, querida, quimera…

Remoendo restos, rústicos rosto,
Saudade semeando sádico sabor;
Tempo terno tolhido tosco,
Uísque urdindo, úlcera ulterior.

Vácuo vampiro, vazio vero
Xucro xodó, xadrez… xeque
Zanzando zonzo, zigue-zague… zero.
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Um comentário:

  1. Leo:
    Isto é que é dom!
    Todas as vezes que passo por aqui paro para admirar a perfeição de sua poesia.
    Mais do que parabéns para você!

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