sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

No Ônibus

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2 comentários:

  1. REFLEXÕES EM MOVIMENTO

    O homem é mais rápido do que eu. As paradas são curtas, ele sai antes que eu acabe as frases, ou as palavras. O ônibus é elétrico, uma espécie de bonde, só que sem trilhos. Coisa da Idade Moderna, não poluente nem barulhento, prato cheio para um nostálgico como eu. A passagem não chega a custar uma pedra lascada, mas também ainda não é um bilhete eletrônico. Os passageiros se cumprimentam, coisa esquisita numa cidade grande. Mas o bairro é antigo; daí a força da união das pessoas. O meu barbeiro é o garoto que aparece sozinho à direita no quadro da independência!
    Bom, meu ponto chegou, adeus. Se estiveres lendo este escrito é porque entendi os mal traçados garranchos no suave balanço do asfalto.

    [Adhemar - São Paulo, 15/09/2003]
    Bota movimento nisso!
    Moro no Ipiranga de novo, desde 2003. E sempre ia (e vou) à prefeitura, no centro, de ônibus elétrico (sem trilhos, mas pendurado no "teto" da rua). Aproveitava o trajeto para ir e vir escrevendo, os dois textos de hoje foram feitos em sequência, na volta pra casa ("Inversão", logo abaixo, foi escrito primeiro). A brincadeira com o barbeiro (já falecido) era meu pai quem fazia para zoar a antiguidade dos dois: do bairro e do cortador de cabelo...
    Adhemar, 26/11/2008.

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  2. INVERSÃO

    Vou voltar vendo as mesmas coisas
    que vi quando vim;
    mesmos lugares, mesmas cismas,
    tudo cinza.
    Movimento inverso,
    divertido,
    convertido,
    com versos.
    Vitrines, visões,
    desfiles e tapumes,
    vedações, convites,
    convicções convexas.
    Cenário, feiúra, ilusões.
    Feiras e convenções,
    tudo nos trilhos.
    Trigueiras farinhas, divinos pães.

    [Adhemar - São Paulo, 15/09/2003]

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