REVELE O ESCRITOR QUE EXISTE EM VOCÊ! NESTE BLOG PRETENDEMOS EVIDENCIAR A DIVERSIDADE DE INTERPRETAÇÕES NA COMPOSIÇÃO DOS TEXTOS. ESCREVA SOBRE OS TEMAS LISTADOS NAS CATEGORIAS (OU PROPONHA OUTROS), INSCREVA-SE COMO AUTOR E POSTE SEUS TEXTOS.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Momento de Consciência - por Rosa Cancian
Quando me sinto uma erudita autêntica ação eloqüente vinda de ignorante aparente espaços em mim preenche que eu nem sabia existentes. .
Agulha: o palato ponteia A palavra passa submersa Condensa estorvo em verso Condena o dreno terno
Presença: o olho desaponta Desabrocha um chão sobre o soalho A palavra enterrada seca, engrossa a saliva Quase salta - hesita, volta Sen sa(l)to saboto-me
A chuva – chove mais forte Preenche o espaço pesado talha o nada – lâmina ágil Inventa valor pro tempo fendido - findado
A manhã nasce, nubla Enegrece o todo Seu entorno turva Olhar embotado: Língua de amido Agodão molhado
Olá, Shintoni. Segue mais um texto (cujo título é “Falta…”) que pode ser enquadrado na categoria “Ilusão”. Grande abraço, o pessoal tá caprichando aqui! Adh
“Falta…”
Poucas folhas para fechar o outono, pouco frio para fechar o inverno. Poucos pecados para ir pro inferno, o paraíso para chegar sabe-se como…
Pouca luz para enxergar um sócio, pouca razão para enxergar o sério. Desilusão para desvendar o mistério e muita ação para parar no óbvio.
Poucos dilemas, poucas resoluções. Poucos problemas, pouca disposição. A maravilha que é ver televisão e assistir aos disparados corações…
E viver em permanente sobressalto, suspirar entre lembranças e saudade; e esperar uma esperança sem idade que nos faz caminhar e voar alto.
E assim simplificar procedimentos de viver para alimentar o nada. Se encher de ar, se distrair, cair da escada, depois curtir a lamber os ferimentos…
Enfim, parar no alto e se deter; olhar pra trás e ficar horrorizado se foi a vida um dom desperdiçado e não ter mais tempo nem pra se arrepender…
Comentário por leochuva — 26 janeiro 2009 @ 19:59
ResponderExcluirAutosabotagem
Agulha: o palato ponteia
A palavra passa submersa
Condensa estorvo em verso
Condena o dreno terno
Presença: o olho desaponta
Desabrocha um chão sobre o soalho
A palavra enterrada seca, engrossa a saliva
Quase salta - hesita, volta
Sen sa(l)to saboto-me
A chuva – chove mais forte
Preenche o espaço pesado
talha o nada – lâmina ágil
Inventa valor pro tempo fendido - findado
A manhã nasce, nubla
Enegrece o todo
Seu entorno turva
Olhar embotado:
Língua de amido
Agodão molhado
Comentário por adhbrgsz — 27 janeiro 2009 @ 7:31
ResponderExcluirOlá, Shintoni. Segue mais um texto (cujo título é “Falta…”) que pode ser enquadrado na categoria “Ilusão”. Grande abraço, o pessoal tá caprichando aqui!
Adh
“Falta…”
Poucas folhas para fechar o outono,
pouco frio para fechar o inverno.
Poucos pecados para ir pro inferno,
o paraíso para chegar sabe-se como…
Pouca luz para enxergar um sócio,
pouca razão para enxergar o sério.
Desilusão para desvendar o mistério
e muita ação para parar no óbvio.
Poucos dilemas, poucas resoluções.
Poucos problemas, pouca disposição.
A maravilha que é ver televisão
e assistir aos disparados corações…
E viver em permanente sobressalto,
suspirar entre lembranças e saudade;
e esperar uma esperança sem idade
que nos faz caminhar e voar alto.
E assim simplificar procedimentos
de viver para alimentar o nada.
Se encher de ar, se distrair, cair da escada,
depois curtir a lamber os ferimentos…
Enfim, parar no alto e se deter;
olhar pra trás e ficar horrorizado
se foi a vida um dom desperdiçado
e não ter mais tempo nem pra se arrepender…
[Adhemar - Sto. André, 24/08/2006]
Comentário por Ana — 1 fevereiro 2009 @ 10:59
ResponderExcluirRosa:
Muito bom! Adorei!